segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Mais informação.

Mais uma vez, a blogosfera local traz a você uma possibilidade mais ampla de se informar. É claro que não somos jornalistas, nem temos a pretensão de sê-lo. Muito menos somos páreos para os grupos empresariais de mídia nacional e local. Mas fica a pergunta:

Por que será que os fatos, ditos pela "boca" de quem os viveu e interferiu neles, sempre parece muito diferente da versão que a nossa mídia insiste em contar?

Matérias que não dizem quem morreu ou quem matou, colunas e opiniões publicadas como notícia, posições unilaterais como símbolo de "imparcialidade"?
Cadê a regrinha básica do jornalismo: Ouvir todos os lados, prender-se a verdade factual? Ora, às favas...no mundo da mídia onde o departamento financeiro prevalece sobre as redações, é sempre bom lembrar: dinheiro não tem cheiro, e verdade não dá lucro.

Vamos ler, lá embaixo, o que diz a Comissão Eleitoral do IFF acerca dos últimos eventos.

Nesse texto, não aparece a famigerada Cibele, tentativa de "tapetão", ou qualquer outra manobra ilícita. No texto, não há menção a golpe, mas apenas, a necessidade de aprimorar o jeito de fazer valer a Democracia, como em todo lugar, na Escola, na cidade, no Estado ou no País.

Ou será que basta ao exercício democrático o ato mecânico e não fiscalizado de empurrar votos nas urnas?

Se for assim, como questionar o garotismo, como fizeram até bem pouco tempo alguns jornais?
Não bastava conferir as urnas e pesquisas encomendadas?
Ué, então como noticiar as ações judiciais? Não são legítimas essas ações?
Então como ainda escrevem sobre fisiologismo, e na barra das batinas, cantam ladainhas moralóides? A moralidade é seletiva, e só questiona os inimigos?

Então, combinemos:
Todos os vencedores das eleições, que os barões da mídia ungirem como preferidos, estão à salvo, e gozam de habeas corpus preventivo no quesito moralidade, e os pleitos são, desde já, os mais limpos.

Travo um diálogo imaginário entre o idiota que sou, e o idiota que já fui:

-Ei, ei, ei, blogueiro, cuidado, eles já mudaram de lado, não é nada disso, não são mais o que eram, esqueçam o que eles escreveram... 


-Eu sei, eu sei, mas onde estão agora, como situar, como nos informarmos e nos orientarmos pelo que lemos?


-Ora, é só seguir o caminho do dinheiro, não tem erro, seu idiota!

E como sou um idiota, e sempre fui, trago aqui o texto da Comissão Eleitoral, e nele, pelo contrário do que alguém escreveu em algum lugar, com a mesma tinta que escorreu do dinheiro mal lavado, há dúvidas não resolvidas, mas também há o registro das soluções negociadas, incorporadas com maturidade, senso e respeito pela coisa pública...não por todos, mas pelo menos, por quem achou que devia isso a Escola.

Ah, e já ia me esquecendo: É o relato de quem estava lá e fez, e não de quem ouviu dizer, ainda que dito pelo mais bem intencionado interlocutor, que a essas horas, já está queimando no inferno junto com elas(as suas intenções).



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