sábado, 24 de dezembro de 2011

Então tá!

Eu não vou bancar o ranzinza dessa vez, e despejar o que penso sobre natal, papai-noel, apelos de consumo e o nascimento do carpinteiro bastardo, que ninguém tem certeza que existiu, e muito menos que nasceu nesse dia 25.

Mas o ser o humano conta o tempo, e nessa contagem, que é outra ficção que usamos para suportar o medo que temos daquilo que não sabemos explicar, usamos outro expediente, marcamos datas: dia das mães, dos pais, natal, ano-novo, etc.

Concentramos nessas datas as reflexões acerca de temas que não percebemos ou não damos a importância que dizemos. Claro que tudo isso serve a exploração econômica, ao pieguismo e a toda sorte de manipulação ideológica, principalmente pela mídia.

Porém, se de tudo isso, no meio dessa confusão de compras de última hora, orgias alimentares, bebedeiras, hospitais e  delegacias lotados por excessos e violência de trânsito e de todo tipo, da imposição de enfeites e hábitos estranhos e de gosto duvidoso(como um velho nórdico de roupas de neve vermelhas, em um país tropical, por exemplo), você consegue pensar e reconsiderar alguma coisa, e prometer que vai melhorar, ainda que você não mude nada, tudo bem, pelo menos você tentou, e acredite: já é alguma coisa.

E lembre-se:

Não é o tempo, mas você é quem passa.
Não lhe resta tempo, na medida que cada segundo pode e será o último.
Então, importe-se com que importa, não se cobre tanto a ponto de deprimir-se, mas não seja tão cínico isolando o que está em volta.

Viver, essa é a cena!



2 comentários:

Anônimo disse...

Meu caro: A intolerância é tão maléfica às relações sociais quanto as formas mais extremas de fanatismos. Siga com a sua pena a desenhar o mundo de seus projetos hamanos, mas não abandone a possibilidade de desenvolver dentro de si a aptidão do respeito ao seu semelhante como um dos principais elos do individuo com a sua razão de existir. E nada mais...

douglas da mata disse...

Primeiro: intolerância e fanatismo, de certa forma, se confundem, embora a primeira seja mais ampla.

Segundo: Não há uma única forma de respeitar o outro, e no meu caso, sempre busco o filtro do interesse coletivo para enxergar o "outro". Não há aqui uma percepção "liberal" desse respeito, que em si mesma, só produz mais e mais intolerância e exclusão, porque condicionam o "outro" e o respeito como extensão de si próprio.

Um abraço.