sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Enguiço.

Em tudo que o governo municipal faz, a versão supera o fato.

É ótima a ideia de subvencionar o transporte público, instituir uma política pública de mobilidade urbana que integre a comunidade, e diminua os impactos causados pelo ir e vir dos cidadãos, além de equiparar as desigualdades que determinam que os investimentos públicos privilegiem o privado(carros), em detrimento do público(ônibus e outros veículos coletivos).

Nenhum setor da oposição institucional(vereadores e partidos) sonhou em criticar esses princípios, eu imagino, e nesse ponto até exageraram: Se acovardaram frente a popularidade do programa de passagem a 1 real, e quase nada falaram sobre as irregularidades.

Ou seja, ninguém, em sã consciência criticaria uma inciativa de dar acesso e qualidade ao transporte público, mas isso não significava fechar os olhos para o que estava por trás de tudo:
Um dos maiores esquemas de transferência de recursos públicos para empresas privadas, que (só) por coincidência são anunciantes das empresas e programas de rádio simpáticos ao governo.

Só os blogs, editados por esses "loucos", foram capazes de alertar e "martelar" no que estaria por vir.

Como sempre, depois que os escândalos se precipitaram, a imprensa ordinária cedeu e noticiou.


Aí a porca torce o rabo.

Nada do que foi realizado até agora nos autoriza que a propaganda do governo corresponda ao que acontece.

Ônibus da Tamandaré e outras empresas caindo aos pedaços, disputando espaço com vans adesivadas, como se isso bastasse para regularizar sua atividade, lotadas, falta de horários, trajetos, integração, desvios, fraudes, etc e etc. Qualquer cidadão sabe de cor as mazelas desses sistema.

Agora temos a greve dos profissionais do transporte público.

Claro, teremos múltiplas questões envolvidas, desde a exploração dos trabalhadores, a tentativa de pressionar o governo a majorar as tarifas, e a confessada ação predatória de nossos chamados "empresários" do setor em relação aos recursos públicos.

Mas o fato é um só: A greve no setor, é a gota d'água que faltava para transbordar esse copo.

Cabe a Justiça, ao Ministério Público e quem mais de direito, intervir e por fim a essa bandalheira com dinheiro público.

O governo não fracassou no ordenamento e melhora do transporte público municipal, simplesmente porque nunca foi a intenção da administração fazê-lo.

Portanto, não se trata de um "erro" da execução do programa. A conduta é dolosa, e merece esse tratamento das autoridades.

Vamos ver se o a tutela coletiva do Ministério Público vai intervir para proteger o direito da população de ir e vir.




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