domingo, 18 de dezembro de 2011

Ainda sobre o IFF, e para concluir...

"Muitas pessoas são bastante educadas para não falar com a boca cheia, porém não se preocupam em fazê-lo com a cabeça oca."(Orson Welles)

A falta de caráter e a desfaçatez de alguns, que ainda que estejam a comemorar vitórias, querem que sua versão se torne fato é de assustar. É como aquele personagem de George Orwell, em 1984, para quem não bastava subjugar o outro, mas fazê-lo enxergar a realidade pelos seus olhos, onde deveria ver seis dedos onde havia cinco.

Ora, a professora Cibele e seu grupo deram uma aula de Democracia, onde ela é mais difícil. Ser "democrata" na condição de vencedor, é fácil, difícil é equilibrar a dor justa da derrota, suas crenças e desejos pessoais, com a retidão, serenidade e responsabilidade para com os que confiaram nela, e mais, com o destino da instituição que continua a frequentar, sob outras condições.

Alguém ousa responder ou especular como seria o desfecho da questão caso as posições estivessem invertidas?
Bom, se houver alguma honestidade na resposta, está claro que a milícia iffiana garotista que ocupou a reitoria não admitiria outra solução que não fosse a apuração, e até a impugnação de todos os votos sob suspeita, quiçá a anulação de toda a eleição.

90, 70 ou 7, quem pode afirmar quantos e como foram maculados os votos?
Ninguém, e justamente, porque não se apurou nada!
E por que não se apurou?
Por que quem disse agir em defesa da "democracia" não permitiu, pela força e pelo grito, que as regras para o exercício da DEMOCRACIA fossem respeitadas.

Ocupam prefeituras, ocupam reitorias, mas quando enfrentam manifestações semelhantes, gás de pimenta neles! Que o digam os professores estaduais!

Outra vez, deu uma lição a professora Cibele. Parecida com a de Al Gore, quando pairavam suspeitas sobre as urnas da Flórida, comandadas pelo irmão jeb bush, do então candidato george, o junior.

O resultado, para além das eleições, nós sabemos: Venceu o junior, perdeu o mundo!

.Esperamos que o IFF não mergulhe na idade das trevas, como aconteceu com a sociedade estadunidense, embora certo fervor neocon-ultracristão não nos autorize a esperar boas novas.

6 comentários:

OTÁVIO JARDIM ÂNGELO disse...

Ao blog: fui um dos primeiros a falar sobre ocupar a Reitoria do IFF, quando a reitora Cibele entrou na quadra do ginásio para pedir a anulação das urnas dos estudantes. Não aceito que me inclua na "milicia iffiana garotista", sempre fui contra garotinho. Voce nunca foi chamado na Reitoria para receber ameaças de um dos pro-reitores, nunca recebeu ligações anonimas recebendo ameaças. Por favor, não se deixe levar por Roberto Moraes, logo logo ele estara com Luiz Augusto, tenha certeza...
Abraço.
http://daterraparaasestrelas.blogspot.com/

douglas da mata disse...

Otávio, se recebeu ameaças, noticie a polícia. Se sofreu sanções indevidas, idem.

Agora não se esqueça, mencionar tais situações graves sem suporte probatório é também tão reprovável(ou criminoso)quanto os crimes de que você, supostamente, diz ter sido vítima. Isso não é uma ameaça, é um fato.

Negar a participação e influência da milícia garotista no pleito é ingenuidade ou má-fé, como não te conheço, nos dou o benefício de acreditar na sua ingenuidade.

Ou você acha que a entrevista da dupla no programa chapa branca de e de coleira no último sábado foi só uma matéria de interesse jornalístico?

E a presença dos próceres garotistas nos campi, em campanha aberta?

Se você não faz parte da milícia, então, meu caro, corra e vá cobrar dos seus correligionários, pois a enorme maioria lá estava agindo como tal, e sob ordens de garotistas. É possível que você tenha sido enganado.

Quanto a mudança de lado e de opiniões, eu já te disse: Quem bom que a humanidade tenha a característica de mudar de lado, isso nos diferencia dos demais.

O problema é a forma e a razão pela qual se operam as mudanças.

O recém re-eleito diretor apenas chutou o pau da barraca quando o indicado para direção não foi ele, não se esqueça. Ou seja, denunciou a escolha por não favorecê-lo.

Quanto ao Luiz, eu já disse, não reúno todos os elementos que me permitam uma análise ou debate mais profundo, portanto, nada falo.

Um abraço.

Anônimo disse...

Douglas,

Sua defesa ao IFF está completamente desprovida daquilo que você tanto cobra dos políticos e de seus leitores: conteúdo crítico.

Acredito que a coleira que o Roberto Moraes colocou em você poderia ficar um pouco mais frouxa e assim você poderia continuar fazendo (de conta)que seus comentários repletos de moralismo político, refletem a indignação de uma classe de indivíduos que estão a espera de uma oportunidade para realizar as mesmas práticas que tanto condenam.

Um abraço

douglas da mata disse...

Bom, sua opinião merece respeito, mas também vem sem qualquer conteúdo, ficou só a crítica(vazia).

Há um conflito no IFF, e ainda pendente: As irregularidades não foram apuradas e sanadas, e só a concessão, ouça bem, a CONCESSÃO, da reitora, para evitar resultados indesejáveis e irreversíveis para os próprios alunos, manipulados por quem nunca teve esse senso de responsabilidade, nem com eles, nem com o IFF, possibilitou que o resultado fosse homologado.

Ela e seu grupo, com qual simpatizo, mas nunca deixei de fazer duras críticas, refletiram e enxergaram que o embate ali, sob a gritaria histérica nada resolveria.

Ponto para ela.

Mas as questões eleitorais e suspeições permanecem, e você não trouxe conteúdo que a respondesse.

Sobre minhas relações políticas e, ou pessoais com Roberto, fica só o recado: Afinidade política é bem diferente da submissão patrocinada por interesses e vantagens.

Na maioria das vezes, ser coerente parece, de fato, que usamos alguma coleira, mas aí reside o problema de sua análise: julga os outros pelo que está acostumado, ou seja, mede as relações pela única forma que você as enxerga. Eu entendo.

E para terminar, é preciso registrar que esse blog nunca foi e não será partidário de nenhum moralismo hipócrita e vazio, e pior, seletivo, como costumamos ler, ver e ouvir por aí. Não há julgamento moral que submeta a percepção política nesse blog, e se for o caso, desafio o leitor a apontar onde, já que parece tão preocupado com a posição do blog e sua linha.

Falar até papagaio fala, o problema é o ter o que dizer.

Um fraterno e democrático abraço.

Vitor Baptista disse...

Douglas, sempre fui um admirador da sua pessoa, e do seu trabalho, desde a época da "Trolha".

Mas de coração cara, depois que eu li isso aqui, você defendendo Cibele, Roberto Moraes e sua corja, acabou e foi pro negativo a minha admiração por você.

Entendia que vc era diferente, um dos poucos aqui de Campos.

Agora, desmerecer um pleito eleitoral limpo, transparente, com a participação de alunos, servidores envolvidos, pra mim já basta!

Tá certo que vocês fazem parte do mesmo partido politico, como eu também faço (apesar de ausente), mas defender corrupção e gente chorando pelo leite derramado, só esta perdendo a sua moral.

A campanha, a eleição e apuração dos votos de Luiz Augusto e Jefferson foram limpas. Independente de chororô aqui e acolá.

Esperem mais 4 aninhos pra "vocês" tentarem de novo!
Dessa vez a DEMOCRACIA venceu!!!

douglas da mata disse...

Vitor,

Eu não escrevo nada para agradar ou manter a "fé", ou admiração das pessoas.

Escrevo pelo que acredito, e se isso te agrada ou não, paciência.

De certa forma, nenhuma das perguntas do texto foi respondida por você e nem por todos que argumentam a "limpeza" desse pleito, e sabe por que? Porque o método para respondê-las foi suprimido pela gritaria(a correta apuração dos fatos que ainda restam pendentes).

Houve irregularidades, como a participação da "milícia garotista"(de forma indevida e vedada pelo regulamento)de pessoas estranhas, e seria bom que fossem apuradas.

Os fatos foram narrados e protocolizados junto a Comissão Eleitoral, que se omitiu.

Vai caber ao MPF e a PF a investigação, pois não se trata, como já disse em outro texto, de direitos disponíveis, e essa apuração independe da vontade dos envolvidos.

Quer dizer: pouco importará se o "resultado" foi homologado ou não.

Assim como seria bom que fossem apuradas as notícias de corrupção que você alega, mas infelizmente não traz nenhuma prova, o que é leviano, e pode lhe trazer dissabores nos tribunais.

Lembre-se, antes de reivindicar o mandato, é preciso legitimá-lo dentro das regras para consegui-lo. Ou seja, até Hitler venceu eleições, não se esqueça, e isso não significa democracia.

Então, como cidadão e como ser político, eu não repetir que ação política e cidadã não se resumem a colocar voto em urna, e muito menos todo mandato é legítimo.

Grato por sua participação.