sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

E na planície lamacenta: Nem tudo que reluz é ouro, nem tudo que boia é peixe!

Bom, já que o casal de prefeitos, e nenhum dos integrantes de sua prole, e muito menos os seus asseclas, aceitaram o desafio de banharem-se nas águas do rio de merda enfeitada, fica a pergunta:

Caso aquelas intervenções "cosméticas" fossem realizadas por algum adversário do casal, sejam os prefeitos anteriores, ou o atual governador e ex-pupilo, o que diriam as rádios de coleira do governo municipal, e o pasquim ordinário sem dono?

Bom, eu imagino que as chamadas e manchetes seriam assim:

Vergonha! Com 20 milhões dá para encher o valão com água mineral!


ou

Canal Campos-Macaé: Por fora, bela viola, por dentro valão fedorento! 


ou


Cidadão campista sente o cheiro, mas governo municipal diz que a merda é federal!



quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Para além do rio de merda, outras negociatas.

O exército de milicianos da lapa que povoa a blogosfera não descansa na inútil tentativa de defender o indefensável, mas por aqui tem o espaço democrático para fazê-lo, ao contrário do que acontece na cloaca virtual de seu patrão 288, por exemplo.

Por ocasião da publicação da nossa Campanha pela Verdade, que foi repercutida, como você pode ver aqui, pelo blog das meninas que procuram e acham o que fazer, houve um comentário singelo, que de tão tosco poderia passar despercebido.

Diz o (a) comentarista que o rio de cocô enfeitado, assim o está porque o cocô que ali boia, corre e fede, não é de "competência!" municipal.

Eureka!

Assim, em um passe de mágica a administração local se desfaz do escárnio e da vergonha de ter jogado 18(?)milhões pelo ralo, literalmente.

Mais um tapa na cara do eleitor e contribuinte. Ora, vão se queixar ao bispo se a merda está fedendo.

Pois sim, o que esquecem de dizer, ainda que eu considere que a gestão dos canais é tarefa dos órgãos estaduais ou federais, é que o cocô ali jogado é obra da empresa de águas, concessionária do poder público municipal, ou seja, antes de qualquer intervenção, o poder municipal deveria ter requerido ou conveniado com outras esferas de poder a resolução do problema do esgoto sanitário ali despejado, e não desperdiçar o seu, o meu, o nosso dinheiro.

Bom, mas tem mais de onde veio.

A bronca do pessoal da lapa é seletiva, sempre, e a cretinice não tem par, pois vejam:

Se é verdade que nosso município(tão pobrinho!)não tem responsabilidade, nem obrigação de gastar seus (pouquíssimos) recursos com obras que deveriam correr às expensas do Estado e da União, como explicar a bilionária duplicação do trecho pequeno da Campos-Farol, que sabemos custou três vezes por quilômetro o que foi gasto pelo Senhor X na estrada do Porto? Ali se trata de uma estrada estadual, ou não?

E o pacote de bondades com nosso dinheiro não para. Esse blog soube que já foi liberado e vão começar as obras no trecho de BR 101 entre Campos e Travessão, que será municipalizado, e ficará sob responsabilidade do município, desonerando a "pobre" concessionária da rodovia federal. Vamos pagar pedágio e ainda gastar nosso tributo municipal para custear um trecho que deveria ser da União.

Por derradeiro, temos os trecho que facilitará o acesso de caminhões ao Porto do Açu, que compreende Ururaí, Jockey Clube e passaria pelo assentamento Zumbi na Usina São João, ligando ao trecho da BR que vai para o Espírito Santo.

É bem possível que seja o contribuinte campista que pague para os caminhões do porto trafegarem com mais facilidade.

Então, vamos combinar:

No caso do rio de cocô, o que houve foi uma escolha. Só isso. O resto é conversa de puxassaco para justificar o caraminguá que lhe molha o bico.


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Campanha pela verdade!

Eu só acredito nos garotinhos quando eles tomarem banho no valão que enfeitaram!


domingo, 25 de dezembro de 2011

Os espelhos estão quebrados.



Mil anos de azar e má sorte para nossa sociedade. A mídia quebrou todos os espelhos.

É a sensação estranha que fica quando lemos os editoriais, na maioria esmagadora das empresas de comunicação, nas TVs, rádios, jornais e até alguns blogs de coleira,  todos com teor rançoso de retrospectiva, e que remetem à reflexão e às receitas prontas, sob formas de desejos e esperanças de dias melhores.

Tudo lindo, tudo maravilhoso, é sempre hora de tentar mais uma vez.

Mas como assim, se de quem fala não há sinal de que se entenda e se enxergue como parte do problema que diz pretender resolver?

Claro, ali há o ataque a ação política(alguns até justificados, porém, sempre seletivos), a cantilena moralista, os pedidos de paz e sossego(paradoxalmente, de quem vive como proxeneta de conflitos), e toda sorte de hipocrisias que cimentam nosso caldo de cultura e nosso ethos social.

Mas o que espanta mais, se isso é possível, é o cinismo de que em todos esses lamentos, e o fato de que neles não há sequer uma auto-referência, uma pequena citação que seja, à escrotidão e cretinice da mídia e seus lacaios de redação, que esvaziam qualquer noção de bom senso em nome da construção de um senso comum pobre, dicotômico e quase irracional.

Nada se fala dos motivos e dos interesses que movem a máquina de assassinar reputações chamada de "livre imprensa", tão escrava de senhores indizíveis.

Não há, nos editoriais empedernidos e ensaiadamente compenetrados, e nem nos chistes ditos bem-humorados, nenhuma caricatura de si próprios, pois se imaginam como instância über alles, ou seja, acima e sobre todos.

Mil anos de azar e má sorte, todos os espelhos foram quebrados, e nesses cacos só vemos a imagem partida de nós mesmos.


sábado, 24 de dezembro de 2011

Democracia, eleições, o IFF e os russos.

Deu no El País.  Libération e Le Figaro.  Centenas de milhares de russos foram às ruas para protestar contra o resultado das eleições na Rússia.

Os organizadores falam em 120 mil pessoas, em uma manifestação pacífica e pluripartidária contra supostas fraudes que deram maioria ao governo no Parlamento. Os manifestantes reclamam nova eleição, e o jornal francês de esquerda(Libération)cita que é o maior agrupamento de pessoas em 15 anos.

Ué, mas não houve eleições e o resultado já não foi reconhecido? Não é bem assim.

Quem acompanha um pouco a história recente sabe o que uma manifestação desse tipo significa. Desde que se converteu ao capitalismo, a Rússia, bem ao seu modo, transformou o espólio burocrático e autoritário da ex-URSS, que compreendia uma indústria de bens de capitais e infra-estrutura robusta, mas com enorme demanda de bens de consumo, em um vale-tudo comandado por ex-burocratas e militares(dentre eles o próprio Putin), reunidos com uma das piores máfias do planeta.

O controle criminoso dos meios de comunicação e da liberdade de expressão mantiveram os filtros de poder intactos e mais eficientes, talvez.

Logo, essa saída às ruas desafia esse acúmulo de forças.

Autoritarismo, controle da comunicação e suspeitas de fraude, isso não lhe soa familiar?

Pois bem, essa "tecnologia eleitoral" muito cara a certa famiglia local, que foi transportada para as eleições do IFF, com alianças até aqui inexplicadas e nebulosas, mancham qualquer noção de Democracia.

Lógico que os supostos vencedores(não os há, é verdade, e todos perdemos)reivindicam o aspecto meramente numérico ou quantitativo das eleições, e resumem tudo a votos, a maioria.

Pois bem, os russos congelando nas ruas e protestando parecem nos dizer que não é bem assim.

Pior que uma ditadura declarada são os regimes fantasiados de democratas.

Que o digam nossos camaradas de Moscou:

Essas imagens são do El País.


Tatyana Makeyeva(Reuters)




A polícia e a mídia russa oficial fala em 29 mil pessoas. Veja e tire suas conclusões. Essa imagem é do Le Figaro, feitas por embaixo é do Yuri Kabdonov, AFP.

L'opposition a revendiqué quelque 120.000 manifestants, tandis que la police parle de 29.000 protestataires.

Pensando bem.

Filosofia barata é a melhor que existe, porque é a que está acessível.

Então tá!

Eu não vou bancar o ranzinza dessa vez, e despejar o que penso sobre natal, papai-noel, apelos de consumo e o nascimento do carpinteiro bastardo, que ninguém tem certeza que existiu, e muito menos que nasceu nesse dia 25.

Mas o ser o humano conta o tempo, e nessa contagem, que é outra ficção que usamos para suportar o medo que temos daquilo que não sabemos explicar, usamos outro expediente, marcamos datas: dia das mães, dos pais, natal, ano-novo, etc.

Concentramos nessas datas as reflexões acerca de temas que não percebemos ou não damos a importância que dizemos. Claro que tudo isso serve a exploração econômica, ao pieguismo e a toda sorte de manipulação ideológica, principalmente pela mídia.

Porém, se de tudo isso, no meio dessa confusão de compras de última hora, orgias alimentares, bebedeiras, hospitais e  delegacias lotados por excessos e violência de trânsito e de todo tipo, da imposição de enfeites e hábitos estranhos e de gosto duvidoso(como um velho nórdico de roupas de neve vermelhas, em um país tropical, por exemplo), você consegue pensar e reconsiderar alguma coisa, e prometer que vai melhorar, ainda que você não mude nada, tudo bem, pelo menos você tentou, e acredite: já é alguma coisa.

E lembre-se:

Não é o tempo, mas você é quem passa.
Não lhe resta tempo, na medida que cada segundo pode e será o último.
Então, importe-se com que importa, não se cobre tanto a ponto de deprimir-se, mas não seja tão cínico isolando o que está em volta.

Viver, essa é a cena!



sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Dona Esperança.

Parecia brincadeira ou mentira, mas esse era o seu nome de batismo. E se dizem que certos nomes nos dão um destino, como um emblema ou uma marca que nos revela, esse era o caso.

Dona Esperança já estava disputando corrida com o tempo, mas mantinha-se de pé, firme, e muito lúcida.

Naquele dia especial, vestia o melhor vestido, feito por sua mãe quando ainda era uma mocinha. Um verde claro, que sugeriria um desbotado, mas ainda assim verde, cor predileta da Esperança, e cabia-lhe feito uma luva, pois Dona Esperança às vezes engordava um pouco, mas nos dias de hoje estava magra, com o peso de quando era ainda uma menina.

Mas não se engane, apesar da aparência frágil, era mulher elegante, de coluna e postura eretas

Arrumou o cabelo prateado, cor de nuvem, que combinavam perfeitamente com aqueles olhinhos espertos, azuis-cor-de-céu.

Embarcou no ônibus a Dona Esperança, não sem aguardar pacientemente e com sorriso nos lábios pelo coletivo que demorou 1 hora e meia, e veio cheio. Nada que a abalasse, afinal, esse era o preço de pagar menos pela passagem.

Dona Esperança votara naquela prefeita, pois a palavra de ordem daquele pessoal era o que mais rimava com esperança: Mudança.

Mudou muito pouco, é verdade, mas Dona Esperança nunca desistiu, nem quando os comentários de seus netos, que liam e escreviam em blogs(que ela nem sabia o que era, nem onde encontrar esse troço), que o governo era uma decepção. Do alto de seus incontáveis anos de vida, Dona Esperança não se dava ao luxo de  desacreditar. Acreditava, sempre.

Não perdia o viço nem quando soube dos escândalos das passagens: "bobagem", pensou ela. Nem com as obras superfaturadas: "erros acontecem". Muito menos com o leite em pó das crianças a preço de ouro em pó: "qual nada, tudo intriga dos pessimistas".

Dona Esperança manteve-se firme até quando foi até a farmácia do município, e lá faltava seu remédio de controle da pressão: "um dia a mais, dois dias a menos, não tem problema, quando sobrar dinheiro, eu compro, mas o remédio chega logo, e nem vai ser ser o caso", retrucou para si e para o menino do balcão do centro de saúde, com um largo sorriso nos lábios.


Então, no dia de ontem, Dona Esperança espremia-se no ônibus, e foi até a beira do valão em frente a rodoviária da cidade. Foi ver a inauguração das obras do valão: "lindo que ficou, você não acha?", dizia ela a passageira do lado, esbaforida entre pacotes e sacolas.
Queria ver a prefeita cantar, e quem sabe, apertar a mão do deputado, seu marido, que Dona Esperança acompanhava desde muito moço, nos programas de rádio.
Trazia na mão uma rosa que colhera naquela tarde do seu jardim, e tinha fé entregaria o mimo a prefeita.

No meio do caminho, um enorme engarrafamento prendia o ônibus, o calor insuportável. Dona Esperança sentiu uma pontada, leve é verdade, na cabeça, uma palpitação estranha, mas nunca pensava no pior: "é o calor", abanava-se, enquanto na outra mão segurava a rosa.

De repente, em frente ao Serviço de Assistência Médica de Urgência, o ônibus fervia, e Dona Esperança, sem o remédio que faltara na farmácia da prefeitura, acometida pelo aumento da pressão, teve um AVC.

Os passageiros, em pânico, correram com ela até o Posto Médico. Nada. Não havia médico, trânsito parado pela inauguração logo mais à frente, e Dona Esperança se esvaindo no corredor do Posto de Urgência.

Antes apertada no ônibus, que ficou apertado no trânsito caótico, e com a rosa apertada entre as mãos, Dona Esperança morreu sem socorro no Posto de Urgência, e no seu último suspiro, como um testamento aos que presenciaram sua morte, uma lágrima escorreu pela sua face.


Planície internacional.

A Shell, ou Royal Dutch Shell, empresa petrolífera britânica é uma das sete irmãs, que agora são apenas quatro, diante do quadro de fusões e aquisições.

Durante anos, desde que o automóvel impulsionou os hidrocarbonetos como fonte principal de energia no mundo, as petrolíferas mandaram e desmandaram nos destinos da Humanidade, para o bem e para o mal.

Sabemos de cor e salteado o que os interesses dessas empresas são capazes, e nossa História recente, principalmente entre 1964 até 1985, está marcada pelo fato de que o capitalismo escolhe o regime mais afeito aos negócios, e nem sempre isso rima com Democracia e respeito ao Estado de Direito.

Agora, com a maturação de nossas instituições democráticas, e com avanço das conquistas que nos colocam no eixo central das nações mundiais, a tendência é que o embate retome o ambiente de conflito.

O episódio da Chevron revelou o quanto é necessária uma forte fiscalização e ação regulatória do governo brasileiro, que busque o equilíbrio entre manter o dinamismo e segurança jurídica desses negócios, mas partindo da premissa de que o interesse soberano prevalece, ainda mais, se tratando de um insumo estratégico, como é a fonte energética em questão.

O jornal El País traz hoje em sua página eletrônica a notícia de que a Shell é, pelo menos por enquanto, a responsável pelo maior incidente ecológico da última década por derramamento de óleo cru, cerca de 40.000 barris, e a mancha chega a 185km².

Mas não há como esconder o óbvio, e ainda que conservador, o jornal espanhol cumpre sua tarefa e informa: Cada ano, se derrama no delta do Níger, mais petróleo que o que foi derramado pela British Petroleum no golf do México, ano passado. Nesse aspecto, ainda temos que aprender com os espanhóis e outros povos.

Continuam a informar: Entre 1970 e 2000, foram 7000 incidentes, e destes, a Shell foi responsável por nada menos que 1000 deles.

Os custos para saneamento das regiões afetadas, recuperação dos biomas e compensações sócio-econômicas das populações atingidas é enorme, e ainda está por fazer naquele país africano, já carente de tantas outras coisas.

É claro que o Brasil não é a Nigéria, mas também não é os EEUU, pois se é verdade que nossa fiscalização impede a tragédia sócio-humanitária-ambiental nigeriana, por outro lado, também é verdade que estamos longe do rigor imposto pelos EEUU às petrolíferas, incluindo aí, fechamento definitivo de poços, impedimento de perfuração em determinadas áreas protegidas, dentre outras sanções e regulamentos.

Resta saber se queremos nos aproximar da Nigéria ou dos EEUU.

Os barões do petróleo já demonstraram que dançam conforme a música, ou seja: seu houver espaço, submetem países, declaram guerras, destituem governos, legislam em causa própria, etc.

Qual música iremos tocar para eles?



Imagens: Vista aérea do delta do Níger, atingido pelo desastre. Jacques Lhullery(AFP)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Uma visão nada republicana, ou republicana vesga.

Como o filho-primeiro do casal de prefeitos adjetiva as pessoas não é importante, afinal, vindo de uma pessoa que pouco ou nada faz para sobreviver, e retira seu sustento e seu alto padrão da boa vida que papai-e-mamãe lhe proporcionam, não há muita credibilidade.

Mas em se tratando de alguém que reivindica a posição de presidente partidário, que inclusive recebe fundos públicos para existir, e que mantém representação em Brasília, na Alerj e no município, devemos prestar atenção ao que diz o menino-boquirroto, filho do 288.

Ora, para uma prefeita, não deve haver a divisão entre eleitores, adversários, ou "recalcados". Há contribuintes, que pagam seu salário e de sua administração e que, em última instância, podem dizer o que quiserem dos seus mandatários. O vínculo que lhe prende ao poder executivo é uma outorga popular, e terminadas as apurações, não há mais que se distinguir entre os que a apoiaram e os que a rejeitaram.

A administração pública é impessoal, e ao governante incumbe a tarefa de dedicar os esforços a todos.

Claro que isso não impede de impor suas políticas, seus programas, orientações e princípios.

Não se trata de se render ao programa derrotado da oposição, ou paralisar o governo pelas críticas.

No entanto, a maturidade que se espera de quem dá os primeiros passos(ou serão tropeços???)na política é reconhecer o que significa representar a população, do mais bajulador aliado ao mais empedernido opositor.

Seria pedir demais, como dissemos, de um menino-boquirroto, que tem péssimos exemplos em casa, e que ainda se mantém como se atado pelo cordão umbilical.

O cavaco não voa longe do pau.

Tá todo mundo doido, oba!

Antigamente, nem tão antigamente assim, a gente falava: Doido é quem rasga dinheiro e come cocô.

Pois é, o que falar de quem rasga dinheiro público, e inaugura enfeite para disfarçar um rio de merda?

E nos bastidores...


Flagrante do casal quando se preparava para inaugurar as obras do valão.
deputado-prefeito garante:
"Águas são navegáveis, têm balneabilidade garantida por pesquisa do instituto "precisando", e vão ser um importante pólo de pesca esportiva."
Posted by Picasa

O rio de merda.

Finalmente, hoje, a prefeita vai inaugurar, e dar um tapa na cara de seu eleitorado: Um monte de enfeite em cima de um valão onde o cocô corre à céu aberto.

Teve colonista de jornal que cheira mal, devido ao peixe podre que embrulha, que gostou. Não é novidade, afinal, é pago para gostar, e sugerir mais delírios surreais que nem Salvador Dalí imaginaria:
Uma esteira rolante, quem sabe? Quem sabe helipontos nos prédios dos bacanas com transporte aéreo custeado pelo erário, pois vocês sabem, tempo é dinheiro, e gente importante não pode desperdiçá-los?

Quem sabe manobristas nas portas do teatro Trianon, e seguranças privados pagos pela prefeitura para acompanhar as babás com os rebentos da nossa garbosa elite do chuvisco, nos passeios sob o primeiro solzinho, em pracinhas rigorosamente cercadas eletricamente, à prova de pobres e outros "perigos"?

Ideias não faltam e quem mais as tiver, cartas ao jornal ex-inimigo, agora aliado, e quem sabe por quanto tempo, quantas manhãs durarão as folhas submissas? Depende dos argumento$.

Agora, o herdeiro do pessoal do artigo 288 lascou em seu twitter, e como sempre, perdeu uma ótima chance de ficar de boca fechada. Copiei do blog do Cláudio Andrade:

“Hoje será inaugurado um novo cartão postal em Campos, a Beira Valão está linda. Mesmo assim tem recalcado falando mal, ta cheirando a desespero”

Não, não meu filho, o que está cheirando não é o desespero, mas o escoadouro de titica que vocês enfeitaram com milhões de reais.

O que cheira desesperador é o incidente de trânsito, onde você passeava no carro da prestadora de serviço que amealhou milhões, e que não ficou explicado.

Enfim, o cheiro  do desespero é podre, e emana da administração de papi e de mami.

Afinal, o menino já arrumou uma ocupação que justifique seu padrão de vida? Ou continua na mesada de mami e papi? Serviço não falta, e pode começar limpando com uma pá o valão cheiroso que mami enfeitou. Não deve pagar bem, mas já é um começo para quem está acostumado com o odor fétido.


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A deixa.

O blog das meninas procurou e achou o que fazer. Veja a matéria que elas repercutiram do Jornal do Brasil, aqui.

Nela sabemos que a Justiça Federal local declinou de sua competência para julgar o caso Chevron. Argumento? Bom, diz Vossa Excelência, que pela extensão do dano, não caberia a jurisdição campista processar o feito, mas sim a Vara da capital.

O argumento já seria um pouco estranho, se a gente lembrar o caso da Cataguazes Celulose, que derramou lixívia no Rio Pomba, que por sua vez, contaminou o leito do Paraíba do Sul.

Pelo que sei, a fixação de competência não obedeceu esse critério, e valeu o local onde o dano se originou.

Se fosse só isso, já dava para torcer o nariz, mas tem mais.

O que o magistrado incompetente(que declina competência)fez, na realidade, foi reforçar uma tese que será utilizada pela Chevron, que tentará diluir a ação em uma disputa internacional, na medida que alegarão que os danos se deram em águas que ultrapassam nossa plataforma continental e nosso limite soberano no mar, o que retira a jurisdição de nossos tribunais.

Com sua decisão, o caminho para explorar essa tese ficou pavimentado.

É a chamada canetada providencial.

Abre o olho, MPF, abre o olho.

Bens disponíveis e bens indisponíveis.

Antes de ler o texto, compreenda, é uma opinião de um leigo, e como sabemos, o Direito serve a várias interpretações. Leia, concorde ou não, mas não perca essa premissa de vista:

Há, no mundo do Direito, o que os juristas chamam de disponibilidade. É a característica que reveste certos bens jurídicos, ou em certos casos, lhes falta.

Pelo pouco que aprendi, na minha labuta diária, é mais ou menos assim: Se você comunica um crime, um furto (subtração da coisa sem violência) ou um roubo(subtração da coisa com violência ou grave ameaça), essa notícia deflagra um processo irreversível, ou seja: Ainda que encontre suas coisas furtadas ou roubadas, e deseje perdoar o ladrão, a investigação policial e a ação correspondente seguirão seu curso até um desfecho: condenação ou absolvição.

Esses são bens jurídicos indisponíveis, ainda que relacionados ao patrimônio.

Já e outros casos, basta a vítima declinar da sua representação ou queixa, e tudo estará encerrado.

No campo da administração pública, a quase totalidade dos direitos são indisponíveis.

Logo, em um certame público, popularmente conhecido como "concorrência", não há como escapar aos rigores, formalidade, e exigências legais e administrativas.

Concursos públicos estão nessa categoria, ou seja, são concorrências. E eleições, no caso de autarquias e outros entes públicos que escolham sua administração por sufrágio, estão sob a categoria das concorrências.

É mais ou menos assim: No concurso há vários pretendentes, algumas vagas, e um parâmetro que elimina e, ou classifica os melhores, de acordo com uma prova, que dá os parâmetros de comparação, que nos outros casos mais comuns, a gente vê nos preços e outros requisitos.

Na eleição, como a que aconteceu no IFF, a mesma lógica, sendo que o parâmetro para definir quem melhor se saiu nessa concorrência é o voto, dada a devida proporção entre corpo docente(com maior peso, pela sua perenidade) e corpo discente(menor peso, devido a sazonalidade dos eleitores, que mudam a cada ciclo de formação).

Se entendermos assim, como um concurso público sujeito aos princípios que norteiam a administração pública, e em última instância a CRFB, de nada valem os acordos, e a homologação promovidos pela Comissão Eleitoral, uma vez que não havia ali, direitos disponíveis para as partes negociarem.

Além das boas intenções pessoais de cada um que ali esteve envolvido, está a necessidade de dotar a instituição de uma direção e reitoria que tenha saído de um pleito(certame)sobre os quais não pairem quaisquer dúvidas.

Uma vez comunicados, e o MPF, e a PF, tomaram no tempo devido, conhecimento das irregularidades, que inclusive constam nas atas, e que não foram sanadas, nem sequer apuradas, DEVEM esses órgãos, por dever de ofício, investigar e apurar o que os competidores não foram capazes de fazer(ou não quiseram)pelos seus órgãos internos de controle.

As perguntas que a pressa e a pressão deixaram sem resposta:

1- Como se deu o problema das listas?
2- É possível que mais de sete votos estivesses contaminados por irregularidades?
3- Houve dolo ou culpa?
4-Caso haja irregularidade, ela contamina todo o pleito?
5- É caso de nova apuração ou de nova eleição entre os alunos?

Não há como "deixar para lá", e não se trata de "resolver" interna corporis.


Por mais que a professora Cibele queira cessar o problema, e até reconheça, em uma aula de fidalguia democrática, o resultado, "não é dela" esse direito, portanto, esse não lhe está disponível.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Mais e mais desinformação!

Qual a diferença entre um texto institucional, timbrado e que reflete uma posição oficial, e uma carta pessoal, com impressões pessoais, legítimas, de um integrante de uma instância, mas desprovida de qualquer sentido coletivo, e destinada apenas a dar algum verniz ao verbo movido à verba?

Pois bem, se quer saber a diferença, leia o que a Comissão Eleitoral Central publicou, OFICIALMENTE, sobre os fatos, e uma carta pessoal, publicada em alguma cloaca virtual, com interpretações privadas de apenas um dos atores do evento, que fala em seu nome, para agradar sua consciência(o que é justo), mas que nunca deve ser considerada além disso, pois repetimos: Uma voz isolada, sem qualquer peso institucional, o que revela uma ingenuidade que beira a má-fé(ou será vice-versa?)

A NOTA OFICIAL da Comissão você já leu aqui. 

A carta, bem, a carta, você deve adivinhar onde está? Três chances, e dou duas dicas: cheira mal, e embrulha peixe podre.

Samba do peixe podre doido 2...a intromissão...

Aviso aos leitores de um certo jornal:

O link diz:

Ex-marido atira contra mulher


O texto diz:

Ex-marido mata mulher 



E seguem no erro, adornado pela tentativa desesperada de correr atrás do acerto, sem mencioná-lo, é claro, nem muito menos uma humilde errata...mas o tempo é implacável, e a internet é uma assassina de reputações, ainda mais, quando elas já cambaleavam.

Afinal, já decidiram se a mulher morreu ou não? Uma coisa é certa, o jornalismo já está sob sete palmos, faz muito tempo....rsrs.

Mais informação.

Mais uma vez, a blogosfera local traz a você uma possibilidade mais ampla de se informar. É claro que não somos jornalistas, nem temos a pretensão de sê-lo. Muito menos somos páreos para os grupos empresariais de mídia nacional e local. Mas fica a pergunta:

Por que será que os fatos, ditos pela "boca" de quem os viveu e interferiu neles, sempre parece muito diferente da versão que a nossa mídia insiste em contar?

Matérias que não dizem quem morreu ou quem matou, colunas e opiniões publicadas como notícia, posições unilaterais como símbolo de "imparcialidade"?
Cadê a regrinha básica do jornalismo: Ouvir todos os lados, prender-se a verdade factual? Ora, às favas...no mundo da mídia onde o departamento financeiro prevalece sobre as redações, é sempre bom lembrar: dinheiro não tem cheiro, e verdade não dá lucro.

Vamos ler, lá embaixo, o que diz a Comissão Eleitoral do IFF acerca dos últimos eventos.

Nesse texto, não aparece a famigerada Cibele, tentativa de "tapetão", ou qualquer outra manobra ilícita. No texto, não há menção a golpe, mas apenas, a necessidade de aprimorar o jeito de fazer valer a Democracia, como em todo lugar, na Escola, na cidade, no Estado ou no País.

Ou será que basta ao exercício democrático o ato mecânico e não fiscalizado de empurrar votos nas urnas?

Se for assim, como questionar o garotismo, como fizeram até bem pouco tempo alguns jornais?
Não bastava conferir as urnas e pesquisas encomendadas?
Ué, então como noticiar as ações judiciais? Não são legítimas essas ações?
Então como ainda escrevem sobre fisiologismo, e na barra das batinas, cantam ladainhas moralóides? A moralidade é seletiva, e só questiona os inimigos?

Então, combinemos:
Todos os vencedores das eleições, que os barões da mídia ungirem como preferidos, estão à salvo, e gozam de habeas corpus preventivo no quesito moralidade, e os pleitos são, desde já, os mais limpos.

Travo um diálogo imaginário entre o idiota que sou, e o idiota que já fui:

-Ei, ei, ei, blogueiro, cuidado, eles já mudaram de lado, não é nada disso, não são mais o que eram, esqueçam o que eles escreveram... 


-Eu sei, eu sei, mas onde estão agora, como situar, como nos informarmos e nos orientarmos pelo que lemos?


-Ora, é só seguir o caminho do dinheiro, não tem erro, seu idiota!

E como sou um idiota, e sempre fui, trago aqui o texto da Comissão Eleitoral, e nele, pelo contrário do que alguém escreveu em algum lugar, com a mesma tinta que escorreu do dinheiro mal lavado, há dúvidas não resolvidas, mas também há o registro das soluções negociadas, incorporadas com maturidade, senso e respeito pela coisa pública...não por todos, mas pelo menos, por quem achou que devia isso a Escola.

Ah, e já ia me esquecendo: É o relato de quem estava lá e fez, e não de quem ouviu dizer, ainda que dito pelo mais bem intencionado interlocutor, que a essas horas, já está queimando no inferno junto com elas(as suas intenções).



domingo, 18 de dezembro de 2011

Um show de desinformação.

Os erros são comuns. Mas o problema é pretender cagar regra, como forma de distinção, e esquecer o próprio rabo.

Veja a infeliz matéria de um certo jornal local, feita, creio eu, de "orelhada". Reportagem " de orelhada" é como chamamos as "matérias" feitas através do telefone, como de costume, e que nos enche o "saco" todos os dias, tomando nosso tempo de trabalho na Delegacia para atender os "pobre rondas", como são chamados os iniciantes e "estagiários" que ligam mendigando informação, ao invés da apuração presencial junto aos envolvidos. Resultado: Um show de erros, atropelos, e desditos. Como de costume, muito pouco zelo pela informação, e mito menos pelos que ali estão registrados como vítimas, testemunhas e, ou autores.

A não ser que se trate de alguém da elite. Aí não, chovem equipes, todo cuidado é pouco.

Nesse caso, mais uma "orelhada". Grifamos os tropeços, e perguntamos:

Afinal, ex-marido mata a mulher que encontra-se em estado grave?

O casal tinha um filho? A criança morreu?

Leia a reprodução desse samba louco do peixe podre, e tente entender, se for capaz:


Ex-marido mata mulher a tiros no Parque São Maheus, em Guarus



Uma tentativa de homicídio seguida de suicídio marcou a madrugada deste domingo (18), no distrito de Guarus. O crime aconteceu em uma residência no Parque São Matheus. Um homem disparou tiros contra a ex-esposa e, em seguida, atirou em sua própria cabeça, indo a óbito no hospital.

Segundo o inspetor Geovane da 146ª Delegacia de Polícia de Guarus, responsável pelo caso, o autor do crime, Osvaldo Ribeiro Machado,25 anos, estava em uma reunião de família na noite deste sábado (17) na residência de sua ex-esposa, Débora Crisanto Manhães, 23 anos, quando disparou três tiros contra a mulher em frente aos familiares, cometendo suicídio em seguida. Débora e Osvaldo foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros e encaminhados ao Hospital Ferreira Machado (HFM). O homem morreu logo após dar entrada na Emergência e a mulher encontra-se em estado grave no hospital.

O delito aconteceu por volta de 00h45 na rua Bartolomeu Lisandro, no Parque São Matheus. Segundo o pai do suicida, Osvaldo de Souza Machado, 72 anos, o homem era conhecido pelo bom humor e ninguém entende o motivo do crime, mas há suspeitas de que o ex-marido era contra o divórcio.O casal tinha um filho de seis anos.




Ainda sobre o IFF, e para concluir...

"Muitas pessoas são bastante educadas para não falar com a boca cheia, porém não se preocupam em fazê-lo com a cabeça oca."(Orson Welles)

A falta de caráter e a desfaçatez de alguns, que ainda que estejam a comemorar vitórias, querem que sua versão se torne fato é de assustar. É como aquele personagem de George Orwell, em 1984, para quem não bastava subjugar o outro, mas fazê-lo enxergar a realidade pelos seus olhos, onde deveria ver seis dedos onde havia cinco.

Ora, a professora Cibele e seu grupo deram uma aula de Democracia, onde ela é mais difícil. Ser "democrata" na condição de vencedor, é fácil, difícil é equilibrar a dor justa da derrota, suas crenças e desejos pessoais, com a retidão, serenidade e responsabilidade para com os que confiaram nela, e mais, com o destino da instituição que continua a frequentar, sob outras condições.

Alguém ousa responder ou especular como seria o desfecho da questão caso as posições estivessem invertidas?
Bom, se houver alguma honestidade na resposta, está claro que a milícia iffiana garotista que ocupou a reitoria não admitiria outra solução que não fosse a apuração, e até a impugnação de todos os votos sob suspeita, quiçá a anulação de toda a eleição.

90, 70 ou 7, quem pode afirmar quantos e como foram maculados os votos?
Ninguém, e justamente, porque não se apurou nada!
E por que não se apurou?
Por que quem disse agir em defesa da "democracia" não permitiu, pela força e pelo grito, que as regras para o exercício da DEMOCRACIA fossem respeitadas.

Ocupam prefeituras, ocupam reitorias, mas quando enfrentam manifestações semelhantes, gás de pimenta neles! Que o digam os professores estaduais!

Outra vez, deu uma lição a professora Cibele. Parecida com a de Al Gore, quando pairavam suspeitas sobre as urnas da Flórida, comandadas pelo irmão jeb bush, do então candidato george, o junior.

O resultado, para além das eleições, nós sabemos: Venceu o junior, perdeu o mundo!

.Esperamos que o IFF não mergulhe na idade das trevas, como aconteceu com a sociedade estadunidense, embora certo fervor neocon-ultracristão não nos autorize a esperar boas novas.

Abatido.

A busca por uma palavra que defina o que aconteceu com o time do Santos. Como semoventes a caminho do destino final no matadouro, enquanto pastavam a grama verde das quatro linhas. Ou um bando de perus bêbados, à espera da festa fatal.

Esse time da Vila Belmiro entra para história do futebol da seguinte forma: Há muitos anos, e eu não me recordo quando, um time brasileiro foi tão humilhado em campo em um confronto com adversário estrangeiro.

Loas ao Barcelona FC, lógico.

Mas a (falta) de postura dos competidores santistas revelou que o time paulista entrou em campo apenas para trocar camisas, tirar fotos e amealhar alguns autógrafos.

Se tivessem alguma vergonha na cara, deveriam desistir da profissão, não pela derrota, que é do jogo, mas pela total ausência de compromisso com qualquer traço de competitividade.

Que tal vender a Vila Belmiro para algum empreendimento imobiliário, ou transformá-la em museu, antes que suas tradições sejam demolidas por garotos com brinco nas duas orelhas e cabelos esquisitos, muita pose e quase nenhum futebol?

Onde está o Santos?

Bom, o jogo só acaba quando termina, diz o adágio futebolístico.

Mas não há notícias que tenha havido algum match nesse primeiro half time. O que houve foi um massacre, uma luta entre um peso pesado e um peso galo, entre tubarões e sardinha, se quisermos adaptar a metáfora ao ambiente que o "peixe" reivindica.

Vergonhoso, desigual, enfadonho.

Pior é imaginar que a nossa mídia nativa tenha "vendido", a custa de promover o jogo, e claro, seus interesses,  a absurda comparação entre Messi e neymar(esse aqui com letrinhas minúsculas, do tamanho de seu futebol).

Pode ser que o second half time seja melhor, e Muricy tenha dado uns "tapas na cara" dos "meninos da vila".

Pode ser.

Futebol é o que é pela possibilidade do pior vencer o melhor, mas pelo que foi apresentado do first half time, tudo indica que vão ter que retirar o team do Santos com uma pá do campo.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Onde estão?

Não conheço todos os motivos que mantêm o médico Hugo Arêas na cadeia. É algo incomum, afinal, cadeia nesse país não é feita para doutor.

Se ele lá estiver pelos motivos "errados", não adianta celebrar essa injustiça como uma melhora do sistema, pois não é.

Devem a lei e seus rigores valer para todos de forma proporcional, e ninguém deve ser tomado como bode expiatório para satisfazer a reivindicação popular de uma Justiça que alcance todos, mas que se expressa muito mais como vingança do que Direito.

Porém, se estiver preso justa e legalmente, ótimo.

Mas não dá para acreditar muito que a Justiça tenha sido feita em seu caso, quando olhamos o rigor "seletivo" dos órgãos que o perseguiram tão diligentemente, mas esquecem de fazê-lo quando se trata de atingir a raiz dos problemas, nos quais a suposta desastrada ação do médico está inserida.

Ora, onde estão o MP/RJ e a Justiça, ou quem quer que seja, quando prefeitura e hospitais conveniados trocam acusações públicas de mau uso das verbas constitucionais da saúde, e os profissionais e pacientes ficam relegados a precariedade, ao mau atendimento, e a tentativas de "atalhos", como os que motivaram a prisão do profissional da saúde?

Afinal, a prefeitura repassou o dinheiro? Onde ele é gasto, quem fiscaliza?

E se não repassou, por que não o fez, quem deveria fiscalizar?

Quem fiscaliza essa relação que beira a promiscuidade?

Ou será que a prisão do médico e algumas reuniões para poses para assessorias de imprensa resolveram o problema da saúde pública na cidade com um dos maiores orçamentos do Brasil?

Como esperar bom atendimento realizado por pessoas que foram privadas da justa remuneração por serviços que podem fazer a diferença entre você estar vivo ou morto?

Vocação? Obrigação cívica, compromisso com o público e carente? Ah, sim, falar disso tudo com contracheque de mais de 15 mil reais, e pagamento em dia é fácil, bem mais fácil.

Saúde em coma irreversível.

Com a lobotomia que dividiu a já precária gestão da saúde em uma secretaria e uma fundação, nossa saúde pública entrou em estado vegetativo.

Problemas crônicos de financiamento e repasses, péssima administração, gestão pública zero.
A prefeita aderiu a moda de dizer que não é problema dela se os hospitais (pi)filantrópicos e entidades credenciadas não sabem como usar os recursos da municipalidade.

Êpa, como assim? Se tem dinheiro público, e nesse caso, pelo que vemos, é o dinheiro público que sustenta as entidades, como não exigirmos a correta prestação de contas desses recursos?

Para que servem os órgão fiscalizadores da SMS e da FMS? Ahhhh, para nada, eu creio. Como continuar a repassar dinheiro para quem demonstra incapacidade de geri-lo? Ou será que o dinheiro não está sendo repassado? Ou serão as duas hipóteses?

Ninguém sabe, ou pelo menos, quem sabe diz nada saber, e assim seguimos...

Dois retratos do problema, que nos chegou por mensagem eletrônica:



"Um absurdo..
 nesta noite de hoje dia 16/12 não tem atendimento de oftalmo e nem de otorrino no único pronto socorro da região, lembrando que nem em planos de saúde hoje tem esse serviço disponível em caso de emergência, quem precisar nesta noite de hoje vai ter que esperar até amanhã as sete horas para ser atendido, caso duvide este é o telefone da admistraçao do hospital 27372500 (pedir ramal do administrador do pronto socorro)
uma vergonha..."

............................................................



Hospital dos plantadores de cana agoniza


Quem é o responsável?

Os motivos das crises nas declarações da diretoria e suas contradições.

1- Estamos liberando o pagamento praticamente antecipado, graça ao vantajoso
convênio com a PMCG, firmado com nosso amigo prefeito ( comunicado interno em 28
de outubro de 2004)

2- Crise no HPC: Os funcionários estão sem receber férias, metade do décimo terceiro
e salário do mês. Alem de viver sobre pressão do mês por notícia de leilão judicial
para pagamento de dívidas, falta de informação medo de ser demitido e fechamento
do hospital. Superintendente confirma a crise e culpa o governo federal ( monitor
mercantil 31 de março de 2009)

3- Contradição: acessória do HPC afirma que nos anos de 2009 e 2010 os repasses da
prefeitura foram feito com regularidade e o pagamento dos funcionários está em dia
(blog do pudim 12 de agosto de 2011)

4- Crise no HPC: Médicos da UTI neonatal recorrem ao ministério público.

5- Parecer do ministério público: o repasse da verba da prefeitura não foi feito por que
o HPC não prestou conta de recurso que recebeu anteriormente (nota à imprensa da
prefeitura municipal de campos agosto de2009)

6- Crise no HPC: O hospital poderá sofrer intervenção oficial caso não preste conta dos
recursos recebido da prefeitura.

7- Crise no HPC por falta de pagamento de salário médico do centro cirúrgico está
faltando ao trabalho deixando paciente em risco de morte.

8- Crise no HPC: prefeita declara ter recebido denuncia que a direção do HPC tem
transferido paciente grave inclusive intubado para outros hospitais com alto risco de
morte.

9- Crise no HPC: Prefeita se diz decepcionada com a diretoria do HPC por receber
recursos e não priorizar do funcionário e não prestar conta de verbas recebidas pela
prefeitura (jornal o diário 16 de agosto de 2009)

10- Crise no HPC: Imprensa divulga nota com crítica ao governo municipal por atraso de
repasse de verba e direção do HPC diz que a iniciativa dos médicos

11- Crise no HPC: Secretário de governo pudim contesta nota e sugere CPI no HPC pelo
péssimo atendimento à população e para investigar se as verbas públicas estão
servindo a interesses particulares. Segundo pudim a culpa é do atual superintendente (
folha da manhã 12 de agosto de 2011)

12- Crise no HPC: Até hoje 15 de dezembro de 2011 os funcionários não receberam o
salário de novembro, parte do décimo terceiro e as férias não estão sendo pago desde
janeiro de 2011, o mais humilhante é que a diretoria não dá nenhuma explicação

Muitos funcionários dizem nos corredores, que a prefeita ao visitar uma amiga internada
ao ser questionada na presença do superintendente garantiu que os repasses já haviam
sido feito

Acreditamos que já passou da hora das autoridades tomarem providências cabíveis para
proteger os funcionários e a instituição e que no mínimo seja feita uma auditoria para ver
como estão sendo gasto a verba pública municipal.

Campos 15 de dezembro de 2011

Associação ex-funcionários e aposentados do HPC

Aprendizes e Artífices, ETFC, CEFET e o IFF. O caminhar da História feita por nós mesmos.

Impossível falar do IFF sem misturar sentimentos pessoais, parcialidade ou intenções. Nem vou discutir a cretinice conhecida dos meios de comunicação, que ontem e hoje estampam ser a Democracia um dado novo na instituição, e pretendem impor sua versão que só o resultado que celebram que pode ser tido como democrático.

Confundem independência com a pretensa imparcialidade ou neutralidade que dizem professar. Misturam posição política com servidão a interesses que, antes, diziam odiar, apenas para juntar uns trocados, e enfim, julgam e medem todos pelo tamanho diminuto de suas réguas e limites morais, ou seja, rasteiros.

Pelo que escrevem, pouco conhecem do IFF, e muito menos de Democracia.

Mas isso é o de se esperar, embora seja irrelevante. Já tratamos e reviramos esse péssimo tema em outras épocas, então deixemos nessa breve introdução o pouco, ou nada de atenção que merecem.

Vamos ao meu, ao nosso IFF, que agora, por orgulho e felicidade, incorporei como uma herança ao matricular minha descendente lá, como uma tradição que só quem estudou lá sabe o que significa. Eu sei, eu sei, eu sei, esses sentimentos "tolos", e dirão alguns até exclusivistas, como se nós IFFianos(eu sou do época da ETFC)ocupássemos uma casta diferente, pudéssemos reivindicar certa distinção.

Não é nada disso. Os laços que me prendem a essa memorável escola são outros. A tradição a que me refiro é outra. É ali que forjei minha percepção contra as injustiças, minha noção política das coisas, e pude experimentar pela primeira vez a sensação de "saber, fazer, saber" um pouquinho da História. Essa é uma sorte que poucos terão experimentado, e os poucos que experimentaram, menos ainda permanecerão fiéis a essa experiência.

Todo processo eleitoral causa fraturas, dissidências, traições, acusações, etc. É do processo. No entanto, o que preocupa na eleição do IFF, que acaba de acontecer, foi a natureza fratricida que se incorporou, e que na verdade, já vinha acumulando peso ao longo do tempo, açodado pelos de sempre.

Você imaginaria que um candidato a diretor de Campus, ou melhor a re-eleição, melhorasse o lanche(com incremento de gelatina e pães de queijo nas semanas anteriores às eleições)ou promessas de distribuição de traquitanas eletrônicas (tablets) a alunos, no melhor estilo garotista?

Bem, cada um faz a campanha que melhor convier, mas não dá para ficar indiferente a esse esquema de aliciamento. Pensando bem, quem explicita suas intenções de forma tão, vamos dizer, pragmática e utilitarista, o que terá acertado nos bastidores em troca de certos apoios? Não se sabe.

Mas enfim, perdeu quem não soube ganhar, ou quem não pode ganhar, ou prefiro acreditar, não quis ganhar a qualquer preço.

Isso também é Democracia, e saibam, ela não chegou agora no IFF. Nós a aperfeiçoamos durante os últimos 25 anos o que já trazia no seu DNA desde o começo, fundada por um inédito presidente campista e negro.

Foi essa Democracia que permitiu a alternância de poder no IFF, ao contrário do que acontece em nossa cidade, por exemplo.

Como vemos, essa História toda do IFF não cabe em folhas de péssimo cheiro que embrulham o mesmo peixe podre de sempre.


Republicamos aqui a carta da professora Cibele e da professora Guiomar:


Cartas das professoras Cibele Daher e Guiomar Valdez ao Conselho Superior do IFF

As duas candidatas, respectivamente, à reitora e diretora-geral do Campus Centro do IFF, encaminharam, diferentes cartas, aos membros do Conselho Superior do IFF, solicitando que estas façam parte da ata da reunião que aconteceu na noite desta sexta-feira, 16 de dezembro de 2011, com a função de homologar o pleito da última quarta-feira:
Carta da professora Guiomar Valdez ao Conselho Superior do IFF:
Ao Conselho Superior do Instituto Federal Fluminense
Carta/registro da servidora Profª Guiomar do Rosário Barros Valdez - Pró-Reitora de Desenvolvimento Institucional e participante como candidata à Direção Geral do câmpus campos-Centro.
Em Reunião do dia 16 de dezembro de 2011.
Prezados Conselheiros.
Neste importante momento de homologação dos resultados eleitorais, junto a esta instância máxima e democrática do IFFluminense e frente aos desconcertantes e lamentáveis exacerbamento das interpretações sobre nosso processo eleitoral, exposto de forma sensacionalista em jornais de nossa cidade, desqualificando sem o mínimo constrangimento e cuidado com a integridade da pessoa humana, toda a história reconhecida e acumulada de servidores desta casa, venho solicitar ciência e registro nesta reunião, da carta dessa servidora, expressando um breve balanço desse processo.
ESPERANÇA, BEM-QUERER E BEM-COMUM:
Obrigada a todos e todas, companheiros de caminhada, pelo apoio e votos recebidos nas eleições do IFFluminense no dia 14 de dezembro. Nosso Projeto não teve a maioria dos votos. Procurei ser digna e honrar os votos de confiança que recebi. Com tranquilidade e serenidade enfrentei o ‘bom combate’, buscando fazer um debate crítico de idéias e proposições sobre o nosso câmpus e o IFFluminense, jamais me destemperando, desestabilizando ou desacatando a ordem democrática e republicana desta autarquia, seus servidores e estudantes.
No balanço desse capítulo de nossa história institucional - IFFluminense, procurei cumprir com galhardia, serenidade e coerência meu papel de educadora e cidadã-servidora. Sou fruto também das lutas pela Democracia e pelo Estado de Direito em nosso país e em ‘nossa casa’. Diante de tudo que passamos, especialmente no dia da eleição e nos momentos de apuração, jamais abriremos mão de nossas lutas marcadas com sangue de vida, por um mundo melhor, por uma Educação emancipadora e pela política de consistência democrática e libertadora.
Não nos intimidou, nem desanimou os métodos políticos exacerbados caracterizados por gritos, histeria, pirraças, 'mãos em riste', punhos fechados, que se sustentam na negação da história e na alienação. Historicamente sabemos, é só um pouquinho de atenção, o que ações esfumaçadas e proclamadas de democráticas podem trazer para o mundo, inclusive via processo eleitoral, e, não necessariamente pelo ‘golpe’. O que o irracionalismo, os factóides e o uso dos meios de comunicação através da parcialidade e do sensacionalismo podem fazer com a vida democrática (o século XX, infelizmente, foi rico desses exemplos, e deveria ter nos ensinado).
É também, penso eu, a pós-modernidade tardia chegando nas relações políticas e se consolidando – toda fluidez, muitas ações de espetáculo, pirotecnias gestuais, fragmentações dos discursos, o ‘eu’ inflado, o personalismo, a celebridade, a liquidez, a versão dos fatos e não o concreto pensado.Tudo isso, alimentando e se fazendo alimentar pelas diversas carências e frustrações humanas, pela falta de utopias e esperança, pelo coração inseguro, pela alegria sem-graça e pela insatisfação interna de não-realização. É o extravasamento do ressentimento, dos recalques, da infelicidade, da decepção, do reflexo daquilo que nos atormenta no doce e difícil caminho da realização humana – nunca seremos felizes destruindo as pessoas, a sua integridade, a sua história.
Em todo processo, respeitamos e defendemos os espaços constituídos democraticamente das Comissões Eleitorais, bem como, com serenidade, utilizamos do Direito regularmente constituído num Estado Democrático, de solicitar esclarecimentos quando houvesse dúvidas de qualquer procedimento. Não nos exacerbamos quando o contraditório se apresentava. Republicanamente agíamos, com o fim de preservar interna e externamente a história de nossa centenária Instituição.
Jamais nos comportamos como desestabilizadores de qualquer forma ou espaços de poder democrático em nossa Instituição, especialmente, quando organizado pelos trabalhadores, como é o nosso caso. Neste momento, e na perspectiva de balanço, caminhamos com 'passos de formiga', com uma história democrática mais de aparência do que de essência. Mas nos animemos, pois o que importa é caminharmos é o movimento da vida, nunca pararmos diante dos obstáculos.
Com esperança de que a maturidade reine na construção do bem-querer e do bem-comum em nossa Instituição, em seus novos capítulos históricos a serem construídos.
Atenciosamente.
Profª Guiomar do Rosário Barros Valdez
(Servidora e Pró-Reitora de Desenvolvimento Institucional)

Carta da professora Cibele Daher ao Conselho Superior do IFF
Carta ao Conselho Superior e à Comunidade do IFF e à Comunidade em Geral
O Instituto Federal Fluminense, esta instituição que tem um compromisso tão forte com a educação como alternativa de inclusão social passou pelo seu primeiro processo eleitoral para a escolha de seu Reitor /a para os próximos 04 anos. Oriundo da antiga Escola Técnica Federal de Campos, em 1999 transformada em CEFET Campos vivenciou durante as últimas semanas um Processo Eleitoral intenso com o objetivo de que toda a comunidade do IFF pudesse ter o direito de escolher os seus candidatos a Reitor/a e a Diretor/a Geral de três câmpus o câmpus Campos Centro, o câmpus Macaé e o câmpus Bom Jesus.
Para que este Processo pudesse transcorrer da melhor forma possível e conforme estabelecido pelos princípios democráticos e republicanos que sempre nortearam esta instituição de ensino, foram seguidos todos os trâmites legais necessários.
A nossa candidatura à Reitoria para dar continuidade a um processo por nós iniciado de implantação do Instituto foi sempre com o apoio das comunidades de todos os nossos câmpus que reconheciam a condução de nosso trabalho e a nossa luta tão grande pela igualdade de tratamento e pelo fortalecimento de todos os nossos câmpus a favor de um Instituto cada vez mais reconhecido e melhor.
No entanto, após estas semanas que culminaram com os resultados que hoje serão homologados por este Conselho Superior, é minha obrigação esclarecer a este Conselho Superior, que é o Conselho Máximo desta instituição os fatos graves e de profundo desrespeito ao trabalho sério e comprometido com a democracia que sempre desempenhamos no cargo de Diretora Geral e Reitora e também como servidora pública.
O Processo Eleitoral do IFF teve a sua condução definida sempre junto a este Conselho Superior e assim, cabe a mim como candidata, em meu nome e em nome da professora e pró-reitora em Desenvolvimento Institucional Guiomar Valdez, prestar esclarecimentos necessários à correta interpretação de fatos ocorridos no decorrer do Processo Eleitoral e que demonstraram o quanto a disputa acirrada por poder tem colocado a nossa instituição refém de interpretações que não condizem com o trabalho aqui desenvolvido.
Por isso acho muito importante esclarecer estes fatos ocorridos durante o processo, e, em especial o último deles, a questão da impugnação da urna que continha votos de estudantes do campus Campos Centro do IFF.
Algumas ações que vivenciamos neste processo eleitoral muito incomodaram a toda a comunidade do IFF, e os momentos de agressividade e de condução pela candidatura contrária foram, a todo momento, questionados pelos diversos câmpus de nosso Instituto e ao longo do processo, mas acreditando na lisura e na condução da Comissão Eleitoral eleita para este fim, evitamos fazer questionamentos. A nossa preocupação enquanto candidata ao pleito foi a de defender da melhor maneira possível as nossas idéias perante a comunidade do IFF.
Mas não há como não registrar acontecimentos que passamos agora a relatar e que gostaríamos que este Conselho Superior tivesse conhecimento e também que ficassem registrados na Ata de homologação do resultado das eleições, sobre a eleição de Reitor, em especial.
  1. Durante todo o processo eleitoral foi ostensiva a utilização pela candidatura contrária de pessoas de fora da instituição, “alunos profissionais” que na campanha em todos os câmpus e também no último dia durante a ação de boca de urna, de forma agressiva acuavam os estudantes e servidores da própria instituição;
  2. Na data do pleito, dia 14 de dezembro, permanecemos no câmpus Centro junto à candidata Guiomar Valdez, quando fomos alertados por fiscais da professora Guiomar Valdez de que havia indícios de votação de alunos em duplicidade, uma vez que havia não somente uma listagem de estudantes, mas várias listagens de alunos devido ao fato de o câmpus Centro não ter providenciado uma lista única e em ordem alfabética com todos os estudantes daquele câmpus;
  3. Diante disso, enviamos à Comissão Eleitoral um requerimento solicitando providências ainda na tarde de 14 de dezembro mas não recebemos nenhuma resposta. Tivemos também várias denúncias de que as listagens de estudantes do câmpus Centro teriam sido disponibilizadas ao vereador Kelinho, ligado ao ex-prefeito de Campos Garotinho, e que o mesmo teria feito contatos telefônicos com vários estudantes pedindo votos para a candidatura de Luis Augusto a Reitor e Jefferson a Diretor e também encaminhamos documentos a Comissão Eleitoral para que fossem apuradas estas denúncias, uma vez que o regulamento proíbe isto. Não recebemos qualquer comunicação da Comissão Eleitoral sobre a questão.
  4. Uma vez finalizado o pleito, fomos acompanhar as apurações no Ginásio de Esportes do câmpus Centro do IFF que primeiro teve a apuração para Diretor Geral de câmpus e na qual foi eleito o professor Jefferson Manhães de Azevedo, sendo que logo depois após terem chegado as urnas dos demais câmpus do IFF foi iniciada a apuração para Reitor/a.
  5. Já pela madrugada, acompanhamos o trabalho de apuração pela Comissão Eleitoral Central, que deciciu que ela mesma faria a apuração, e já neste momento, foi anunciado pela Comissão Eleitoral que havia um problema com os votos de urnas dos estudantes do câmpus Centro, sendo que havia um acréscimo de 50 votos que não estavam presentes nas listas apresentadas. Estes 50 votos passaram a 70 votos, depois a 90 votos e também foram detectados que havia acréscimos na listagem a mão e sem a autorização da mesa receptora, de sete pessoas.
  6. Diante da demora na apuração e do cansaço de todos os presentes fizemos uma sugestão por meio de nossos fiscais de que fossem apuradas então as urnas de servidores técnico-administrativos e de docentes e que se deixasse a apuração dos estudantes para depois já que havia o problema que não tinha ainda sido resolvido.
  7. Apuradas as urnas de servidores e de docentes chegou-se a um número que poderia ser lido como um empate técnico, com a vantagem de um pequeno percentual para a nossa candidatura.
  8. Ao se voltarem à resolução do problema das urnas do câmpus Centro de discentes, dois problemas aconteceram: um porque a Comissão Eleitoral surpreendentemente juntou todos os votos destas urnas, que eram em número de três, sem fazer a verificação de cédulas com as listagens; outro porque uma vez isto feito, ao detectarem que havia discrepância primeiro de 50 votos, depois de 70 votos, depois de 90 votos não havia mais condições de se detectar em qual das urnas estava localizado o problema, o que gerou também um outro impasse, a se anular teria que ser todos os votos e não apenas aqueles da urna comprometida.
  9. O procedimento determinado pela Comissão Eleitoral foi o de conferir a listagem toda de novo, em presença de fiscais das duas candidaturas e ao final, e aí se chegou à conclusão que o número de cédulas batia com a listagem, que o problema era da listagem mal feita e sem espaço para a verificação;
  10. Não compreendendo como antes, no início da apuração se proclamou que havia uma diferença de 50 votos, depois de 70 votos, constatação que foi feita pela própria Comissão Eleitoral o que depois se transformou em apenas sete votos que não constavam na lista e que nem foram autorizados pela mesa receptora, fizemos mais uma vez um recurso solicitando que a Comissão Eleitoral impugnasse a urna com problemas;
  11. A Comissão Eleitoral se reuniu, e decidiu por unanimidade que iria impugnar a urna de votos de estudantes do câmpus Centro e que procederia à contagem de votos das demais urnas dos outros câmpus.
  12. Em ato contínuo, o professor Jefferson Manhães de Azevedo em todos os momentos atuando como representante de Luiz Augusto incitou todos os estudantes do câmpus Centro ali presentes a invadirem a Reitoria do IFF porque a Reitora estava contra os estudantes e não queria que os votos deles fossem contados.
  13. Mais uma vez, com a participação dos “estudantes profissionais”, a Reitoria foi invadida, desrespeitada, arrombaram portas, roubaram a pasta que lá estava com cópias de todos os recursos que entregamos à Comissão Eleitoral e apoiados pelo professor Jefferson Azevedo, os estudantes impuseram à Comissão Eleitoral a contagem destes votos, mesmo depois de a Comissão Eleitoral ter sido unânime de que isto não seria possível por causa das discrepâncias e indícios de fraudes com a votação.
  14. Foi então chamado o Procurador Federal, a Policia Federal e o professor Hélio Gomes representando o Conselho Superior, para se tentar resolver o impasse da invasão da Reitoria e como parte da negociação, uma mesa foi estabelecida com a participação da Polícia Federal, do Presidente da Comissão Eleitoral, de membro do Conselho Superior, do Presidente em exercício do Conselho Superior, do Procurador Federal, do Presidente do Grêmio Estudantil e de representação jurídica do SINASEFE, para com a participação dos dois candidatos se fizesse um Acordo para que a urna, antes impugnada pela Comissão Eleitoral por unanimidade, fosse apurada. E concordamos com a apuração dela apesar de tudo o que relatamos. Também foi acordado pelos estudantes que caso não se apurasse, novamente e Reitoria seria invadida até que isto acontecesse.
Bem, concluindo, quero apenas reiterar junto a este Conselho Superior que desejo que o resultado das eleições seja homologado. O que rogo à Presidência da Comissão Eleitoral eleita e de posse das prerrogativas que a legislação lhe impõe e também a este Conselho Superior é que façam constar em Ata todo o ocorrido neste pleito eleitoral. Esta é a verdade dos fatos e que solicitamos que seja tornada pública. Não podemos continuar a ser acusados de golpe quando na verdade, as ações ocorridas é que demonstram a truculência de nossos adversários.
Repito, assim como o fizemos em vários de nossos debates que em nossa trajetória de serviço público, de 35 anos, 34 foram dedicados a esta instituição de ensino, e como tal, sempre tivemos compromisso com a verdade e com a lisura e por isso não podemos admitir que aqueles que me sucederão por um desejo de apagarem a minha história de educadora e de implantação deste instituto federal, queiram inverter a lógica dos fatos e atribuir a mim ofensas pessoais que não condizem com a verdade.
Aproveito ainda para dizer a este Conselho Superior que tenho tido a honra de ter inúmeras manifestações de solidariedade de inúmeras pessoas de todos os câmpus do IFF e também da sociedade que sei que torciam pela nossa eleição. E que também represento com este documento os servidores e estudantes de todos os câmpus do Instituto Federal que nos apoiaram (1934 estudantes, 265 técnico-administrativos e 251 docentes de todos os nossos câmpus) e que esperam de nós uma condução firme e corajosa neste momento e que precisam seguir em frente, certos de que mesmo com os percalços a luta vale a pena e que não devemos nunca desistir dos princípios e dos sonhos que temos.
Campos dos Goytacazes,16 de dezembro de 2011.
Cibele Daher Botelho Monteiro 



quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Em nome do pai.

Segue o bispo falando as asneiras de sempre.

Agora, ao vivo, ocupa espaço na ex-rádio oficial, que passou a criticar(será milagre?)o governo municipal, e dar espaço a nomes da oposição.

O bispo prega valores: resgate da ética, uma nova era na política.

Todos nós, e até as candidatas a miss o querem: a paz mundial, a fraternidade na Humanidade, o fim da poluição, fim das sacolas de plástico, etc.

Mas a pergunta é: Basta ficar hasteando slogans generalistas, despregados de senso pragmático, em uma cruzada moralóide inútil, e que na verdade, só despolitiza?

O problema é que o bispo, como tantos outros, só podem atuar nessa esfera, pois entre o que falam, e o que representam e fazem, há uma enorme distância.

Ora, será que o bispo se esquece que a instituição que representa se construiu, justamente, sob os valores que o bispo quer combater, ou seja: acumulação de terras, exploração do trabalho e do mercado de escravos da África, negociatas com ditadores para obter vantagens(o próprio Vaticano é fruto de um acordo com Mussolini e Hitler), e enfim, a permanente mistura promíscua de negócios da Igreja(ente privado) com o Estado?

Será que o bispo esquece que a matéria-prima da fé que manteve a sua Igreja sempre foi vender o sofrimento como passaporte a um suposto paraíso, e assim, justificar todas as formas de exploração?

Eu nem vou repetir a questão da pedofilia, esse nódoa que não se apaga, enquanto a Igreja do papa nazista esconder sob as batinas as infâmias que praticou.

Será que o bispo vai contrariar seu dever de obediência e se rebelar contra esses postulados e orientações expressas e repetidas da Igreja?

Em suma, o bispo, pessoalmente, como agente político, pode até ser uma pessoa de boas intenções, mas a organização que representa não o autoriza a cobrar valores morais de quem quer que seja, até porque, como dizem que ensinou o carpinteiro bastardo: "não julgueis para não seres julgado".

É preciso começar o mundo a partir de sua casa, caro bispo, e a sua casa, a igreja de pedro, é um antro milenar de perseguição, tortura, morte e infâmia.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A contra-ideologia.

A ideologia é dominante, logo, a contra-ideologia destina-se a atacar os sensos comuns, construídos para legitimar esquemas de dominação e submissão dos interesses coletivos pelos privilégios privatistas.

Eis o convite:

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O óbvio ululante.

Está na cara de qualquer ser pensante que o programa de subsídios da administração municipal a mobilidade urbana social não funcionou!

Isso dizíamos desde o inicio.

Acompanhei a participação da vereadora do PT no programa página virada, hoje pela manhã.

Em sua fase "independente", o ex-programa de rádio chapa branca procura dar espaço aos opositores do regime, sabe-se lá para reclamar mais "atenção", ou se por ruptura com o esquema de comunicação da secretaria de propaganda.

É fato que os spots de publicidade oficial e as inserções dos secretários municipais acabaram.

Bom, mas voltando à vaca fria, eu pergunto:
Onde está assessoria da vereadora do PT, que não lhe permite elaborar um discurso direto e reto, no que tange os problemas do programa de transporte público, e que lhe permitisse, por exemplo, apresentar ao Ministério Público e outros órgãos fiscalizadores propostas para sanear esse mar de lama que é o repasse de dinheiro público às empresas de ônibus nessa cidade?

Ela tem alguma assessoria? Grupo político, partido? Será que nem discute esses temas em família? Na missa? No futebol? Ninguém que está ao redor da vereadora é capaz de dizer algo mais que sim, senhora?

Uma pena.

Eu não sou pago para isso, nem sou especialista em nada, sou apenas um cidadão(que nem anda de ônibus), mas que gosta de colocar a "mufa" para funcionar e propor algo, pois vamos lá (a vereadora pode usar a ideia e dizer que é dela, não ligo):

01- Os sistemas de transporte público são um conjunto de variáveis, que ponderadas entre si, devem gerar uma tarifa, ou seja, um preço público. Em regra temos: a) o desgaste dos insumos: combustível(é o maior), freios, pneus, manutenção preventiva, etc; b) custo da mão-de-obra(motoristas, cobradores, mecânicos a administrativos; c) seguro, multas, indenizações e passivos jurídicos trabalhistas, penais e cíveis(esses três últimos, uma expectativa, e os dois primeiros controláveis por medida de prevenção e formação profissional, junto com fiscalização dos patrões e dos fiscais públicos).

02- Todos esses e mais alguns outros que não me recordo, formam uma planilha, que junto com o lucro, a capitalização, renovação de frota, aquisição de bens de capital, etc, dão a possibilidade de uma previsão razoável para a construção de um índice local que indicará o custo por quilômetro rodado, que afinal, é a grandeza que interessa nesse cálculo. Uma espécie de índice de mobilidade social.

03- Ao priorizar o passageiro como vetor do índice para tarifação e remuneração, os administradores municipais e empresários, propositalmente criaram um sistema que poderia ser fraudado. Até porque, em tudo o que calculam como custos, o passageiro nunca é a referência única, portanto...

04- Ao repassarem os subsídios diretamente ao empresário, essa possibilidade se transformou em realidade, como de fato aconteceu.

05- Um sistema de transporte público deveria integrar as linhas, prever um tempo máximo de percurso para cada viagem, e tarifar esse bilhete por quilômetro percorrido. Eu explico: Em várias cidades que adotaram sistemas inteligentes de transporte, e que funcionam a contento, a passagem vale por tempo de utilização, ou seja, se você pega o ônibus na Pecuária e quer ir até Santo Eduardo, pontos de intersecção permitem que você saia do ônibus da Pecuária, troque de ônibus em algum desses pontos,e siga com a mesma passagem até seu destino final. Cada trajeto escolhido há uma tarifa que prevê esse tempo máximo de viagem, não importando em quantos ônibus você embarcará.
De outro modo, para cobrar o que foi utilizado, em cada ponto, e não nos ônibus, haveria uma máquina validadora, que registraria cada entrada(embarque) e cada saída(desembarque) do usuário, que somaria os quilômetros rodados e permitiria ao município saber quanto deve a cada empresa que opera as linhas.

06- Esse sistema evitaria o desperdício de colocar uma máquina em cada ônibus,e permitir que cobradores ou funcionários a serviço de maus empresários validassem várias passagens para fraudar o Erário. Porque em cada estação ou ponto de integração estaria um fiscal público.

07- Por fim, o dinheiro não seria repassado aos empresários diretamente, mas os cartões validadores seriam carregados com créditos, como os vales de refeições, hoje em dia, um espécie de pré-pago, onde cada cartão viria com um número X de passagens, adicionado de um percentual para permitir outros deslocamentos que não sejam exclusivamente para trabalhar. No fim do mês, os créditos seriam anulados, e novos créditos carregados. Por outro lado, se os créditos acabarem, poderiam ser carregados pelo usuário por um preço mínimo, uma tarifa subsidiada, e a diferença, novamente coberta pelo poder público.
A partir da auditagem de cada cartão, coma soma dos quilômetros, seria repassado o valor devido a cada empresa, cruzando os dados com os odômetros eletrônicos colocados nos ônibus, conectados a um sistema antigo de controle denominado CTF(controle total de frota).

Enfim, cada sugestão que dei aí em cima pode ser considerada uma grande besteira, e é provável que seja

Há, com certeza, nas cidades ao redor do país, e alcançáveis pelo google, exemplos de sistemas públicos de transporte em cidades de mesmo porte(médio)que funcionam com muitíssimo menos dinheiro. Uma boa cópia adaptada é sempre melhor que uma péssima ideia original, sabemos.

Então, como fazer está onde se queira procurar.

Mas eu tenho certeza que alguma coisa precisa ser feita, porque do jeito que está, continuaremos a jogar dinheiro pelo ralo, ou pior, a cevar esquemas eleitorais.

Detalhe: tudo isso que mencionei aí em cima deve ser feito após a devida legalização das atuais "linhas piratas", com licitação, e com a exigência que todos os ônibus estejam adequados às normas e ao sistema de validação sem ônus ao Erário.


domingo, 11 de dezembro de 2011

Por que será que você não ouviu nada sobre o assunto no JN ou no Fantástico?

Abaixo, dois posts do blog do Brizola Neto.

A inútil “moralidade” seletiva da mídia

O que faria uma pessoa abrir uma empresa num paraíso fiscal?
Imagine se a filha ou o genro de Dilma Rousseff o fizessem?
Ou se este genro de Dilma Rousseff repassasse, desde uma empresa (sua) nas Ilhas Virgens uma bolada de dinheiro para outra sua empresa no Brasil e, acionado por dívidas previdenciárias, não tivesse nem mesmo um automóvel em seu nome para ser penhorado?
Ou se a filha da Presidenta estivesse respondendo na Justiça pela quebra do sigilo bancário de 60 milhões de pessoas, por acesso indevido aos cadastros do Banco do Brasil?
Ou se um diretor do Banco do Brasil comprasse, por operações cruzadas, praticamente uma prédio inteiro da Previ, caixa de previdência dos funcionários?
Tudo isso aconteceu e está documentado no livro de Amaury Ribeiro Júnior, com uma única diferença.
Os parentes eram de José Serra, não de Dilma Rousseff.
O que basta para não ser notícia nos nossos “moralíssimos” jornais.
Quando se age assim, desparece a autoridade moral para criticar.
E se enganam se acham que vão poder abafar o caso com a falta de notícias.
O livro de Amaury Ribeiro puxou vários fios da meada imunda das privatizações.
E este novelo vai ser exposto.
Ontem, aqui, já mencionamos um deles.
A AES, empresa americana que comprou a Eletropaulo e a Cemig – de uma forma que deixou até Itamar Franco, dócil às privatizações, indignado – também faz negócios com as elétricas brasileiras a partir das Ilhas Virgens.
Lá, em algumas simples caixa postal, ficam a dúzia de empresas-fantasmas que exploram a conta de luz dos paulistas e devem um fortuna ao BNDES.
A imagem é reproduzida de um dos contratos que se fez para encontrar saída para esta escandalosa inadimplência e favoritismo.
Contratos subscritos pelo srs. Britaldo Soares e Eduardo Berini, que são diretores da Eletropaulo e/ou procuradores de duas dúzias de empresas-fantasmas, que só existem no cartório do paraíso fiscal caribenho.
A privatização das empresas estatais é o maior escândalo da história do Brasil.
E, com os jornais ou contra eles, virá à tona.



Não, não é FHC, de Fernando Henrique Cardoso. É mesmo PHC, de Paulo Henrique Cardoso, filho do ex-presidente.
É o primeiro dos fios do novelo obscuro puxado pelo livro “Privataria Tucana” que, nós dissemos, iam começar a ser puxados.
Aos fatos, sem ilações e com documentos.
O livro de Amaury Ribeiro mostra que as empresas de fachadaoffshore de Ricardo Sérgio Oliveira, Verônica Serra e seu marido Alexandre Bourgeois foram abrigadas no Citco Building, edifício-sede de um grupo de companhias que, além das Ilhas Virgens onde se situa,  se espalha pelos ancoradouros piratas de Aruba, Curaçao, Bahamas, Ilhas Cayman, Barbados e por aí …
Eles foram para a sede da Citco B.V.I. Limited, em Tortola, como está documentado no livro de Amaury.
Foram longe, porque a Citco tem um escritório de negócios no Brasil. Bem ali em São Paulo, na Avenida Bernardino de Campos, 98, 14° andar, no bairro – se podemos perdoar a ironia – do Paraíso,  onde funciona a Citco Corporate Serviços Limitada, uma “pequena empresa” – com capital registrado de apenas R$ 10 mil – dirigida pelo senhor José Tavares de Lucena, representante plenipotenciário da Citco  Corporate Services, situada no 26° andar do número 701 da Brickell Avenue, em Miami, Flórida.
O décimo-quarto andar do nosso Paraíso paulistano é também a sede de inúmeras empresas. O senhor Lucena é um homem polivalente, que administra um uma plêiade de empresas dedicadas a negócios imobiliários  (a Select Brasil Investimentos), de telecomunicações( BBT do Brasil), informática (Torex International Sistemas de Informática), de embalagens (Dixie Toga, a dos copinhos plásticos) e muitas outras.
Nessa árdua tarefa ele tem a ajuda de outro contador, Jobelino Vitoriano Locateli, ambos muito atarefados com suas tarefas de representar oficialmente instituições de grande porte, como o JP Morgan e Citibank.
Mas sobra um cantinho no amplo andar do prédio da Bernardino de Campos para empresas menores,tão pobres quanto  a pobre Citco Corporate Serviços Limitada e seus R$ 10 mil de capital social.
É o caso da Radio Holdings SA , que tem capital social neste valor, dos quais 98,6% (R4 9.860,00) pertencem a PHC, Paulo Henrique Cardoso, como demonstra certidão da Junta Comercial de São Paulo. Lucena e Jobelino revezam-se como  administradores da empresa de PHC.
Esta pobre microempresa do filho do ex-presidente Fernando Henrique comprou, por R$ 2,98 milhões -  300 vezes seu capital social – a Rádio Itapema FM, que pertenceu ao grupo Manchete e ao RBS. E o fez como sócia majoritária de ninguém menos que  a Walt Disney Company, sob o nome de ABC Venture Corp, no endereço nos famosos estúdios de Burbank, Califórnia.
A rádio, claro, certamente por economia, também foi para efeitos fiscais, para o Paraíso paulistano da Bernardino de Campos, no mesmo lotado 14°andar.
Mas nada disso vai para os jornais.
Sobre os temas tucanos, o jornalismo investigativo brasileiro não aguenta sequer uma manhã de Google.
Será que o Ministério Público é melhor que ele?