terça-feira, 29 de novembro de 2011

Os piratas do petróleo e da mídia.

Quem ler a Carta Capital dessa semana vai ficar com a pulga atrás da orelha, e em se tratando da Chevron, vai faltar orelha para tanta pulga.

O que fazia um equipamento(sem o conhecimento da ANP)que pode perfurar mais de 7000 metros(profundidade da camada de pré-sal, cuja outorga a empresa não tem para explorar) em um campo de pós-sal?

A desconfiança justificada é de que a Chevron estava tentado "sugar" com um "canudinho maior" o óleo que está no "fundo do copo", e por isso, não previu as rachaduras que poderiam ocorrer com a operação clandestina.

Esse é o mundo maravilhoso das corporações, celebrado pela nossa mídia nacional e internacional, que aliás tem como exemplo de eficiência o gangster Murdoch e sua Fox News, dentre outras.

E para quem já se esqueceu dele, aí vai mais uma do mundo corporativo:

A mesma Carta Capital deu uma notinha sui generis, há algumas semanas, e que usamos para ilustrar como funcionam a "ética e os valores" empresariais de quem adora cobrar e cagar regra para todos os outros:

A empresa de Murdoch foi flagrada em mais uma fraude.
Inflou de 45 mil para 70 a tiragem de um dos seus títulos, senão me engano, o Wall Street Journal, e tentou vender cada número excedente para anunciantes, que comprariam cada qual a um centavo, e em troca, receberiam matérias favoráveis, ou o bom e popular jabá, e depois, esses exemplares seriam distribuídos aleatoriamente a estudantes.

Desnecessário dizer que esses números são os parâmetros utilizados para determinar os valores cobrados pela publicidade que o jornal vende.

Você conhece história semelhante?

Bom, juntando as duas histórias, dá para perceber o porquê da grande mídia ter sido furada e esburacada pelos blogs na questão do vazamento da Chevron.

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