quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Boa viagem.

Será que o deputado frouxo viajou? Ou será que está esperando um novo ajuste na agenda?

Brincadeiras à parte, é bom que se diga:

Não adianta colocar a culpa no governo do estado e na sua "suposta" omissão. Só os tolos imaginam que o estado do RJ de omite. NUNCA, pois toda "omissão" do Estado (lato sensu) é uma escolha, um ato político.

Quando preserva mais a segurança dos bancos e automóveis que vidas, quando protege e policia ruas ricas, e OCUPA favelas, ou as abandona, tudo isso são ESCOLHAS.

Quando deixa pessoas na fila de delegacias, hospitais, ou em escolas precárias, não há omissão, mas uma escolha política, porque, com certeza, outros grupos de interesses são beneficiados com o dinheiro que não foi aplicado ali.

O Estado não se omite. DEFINE O QUE É IMPORTANTE PARA O GRUPO QUE O CONTROLA.

Então, o governo do estado do RJ não se omitiu, ou abandonou o deputado frouxo à própria sorte.

Isso é uma escolha, pois as milicias têm legitimidade, não só dentro do Estado, mas entre a população, a sociedade, que acredita que "bandido bom, é bandido morto". Milicianos são eleitos. Milicianos estão filiados a partidos, e contribuem com campanhas. Vão às igrejas, e dão ofertas.

O deputado frouxo sabia de tudo isso.

Mas escolheu, e é seu direito escolher.
Personificou a luta contra esse status quo, e de certa forma, obteve sucesso em tornar púbica a discussão sobre o tema, e auferiu, de forma legítima e democrática os votos e uma parte de poder político simbólico quando chegou a presidir e encarcerar alguns dos milicianos.

Mas sabia dos riscos de suas escolhas. Mesmo assim, as fez.

Como o poder político e votos se formam como capital simbólico, o deputado construiu o seu sobre o mito da coragem e da probidade absoluta.

Não tem nem uma coisa, nem outra.

Fugiu, escorraçado pelo pânico, e vai viajar e continuar a receber como deputado?

Ora isso seria um detalhe, dirão alguns.

Sim, seria um detalhe para os cínicos ou para políticos corruptos, os quais gente como o deputado e seus eleitores pissolistas odeiam de morte.
Para eles não há relativização de valores ou da ética. Dez centavos, dez bilhões, um salário mínimo ou de parlamentar são a mesma coisa: Um desvio moral imperdoável.

Então, quem erige sua carreira sobre símbolos tão fortes, não tem direito a flexibilidade ou dúvida.

Me resta apenas uma: Como convencer alguém a testemunhar sobre crimes organizados, milicias, tráfico, ou qualquer outra modalidade violenta ou poderosa, quando o símbolo da luta diz que vai fugir?
Como intimaremos o "cidadão comum" para honrar seu dever e testemunhar o que sabe?

Não seria o caso dos que brincaram e dos que acreditam que Lula deveria se tratar no SUS, sugerirmos ao deputado que, como qualquer testemunha ameaçada, ele se junte ao programa oficial de proteção a testemunha, e aí sim, receber ajuda oficial de forma legal e legítima?
Daria um belo exemplo, e poderia incentivar outras pessoas que poderiam testemunhar em outras CPIs e ingressar no programa, ou não?

Ou quem sabe, o deputado vai doar seus salários ao programa de testemunhas, enquanto cumpre seu exílio no grand mondé?

Pena que agora vai soar oportunismo! Que falta faz uma boa assessoria, não?


3 comentários:

Anônimo disse...

Que fixação no deputado! Parece algo mal resolvido, briga de ex-amantes. Alugue um quarto! Vá para um motel!

douglas da mata disse...

Bom, esse é atestado que faltaram argumentos.

Uma pena que o comentário resuma a questão pela régua de quem mede os outros por si mesmo.

E eu que acreditava que o nível do pessoal do pissol estava um pouco acima da média.

Pena...não está!

douglas da mata disse...

ah, em tempo: vá ao motel você, e vá tomar no seu cú, ó filho da puta