domingo, 20 de novembro de 2011

Alex, cérebro de pirulito!

Ninguém duvida dos estragos que podem ser feitos em uma entrevista, à beira do campo, após um fracasso esportivo.

Aliás, boa parte dos repórteres vivem ali, nessa zona cinzenta do espetáculo, à cata de alguma declaração bombástica, que destrua reputações, provoque crises no team, ou indisponha players e torcedores, comissão técnica e, ou diretoria.

De olho nisso, a gestão de marketing dos clubs direciona as entrevistas em locais específicos, depois do banho e descanso dos jogadores, quando a adrenalina, combustível das asneiras, já arrefeceu.

Hoje, no jogo Flamengo e Atlético Goianiense, o back Alex "pirulito", demonstrou com suas palavras que seu apelido não se deve apenas a semelhança física com o doce, mas pelo conteúdo(ou falta dele)que carrega na cabeça.

Protagonista de um match horroroso, onde o team da Gávea foi completamente envolvido pela marcação do rubro-negro do planalto, o back flamenguista disse que o torcedor não pode vaiar os jogadores, pois esses mantêm-se entre os seis melhores no scout geral.

Ué, que tipo de jogador é esse que apenas se preparou para o aplauso? Ainda mais depois que a massa urubu lotou a arena adversária, em uma demonstração de onipresença e paixão incomum para a maioria dos esquadrões. O que esperava o cérebro de pirulito? Aplausos à mediocridade?
Ora, quando há luta e desprendimento, não é incomum ouvirmos e vermos o apoio das torcidas ao esforço que não se converteu em vitórias.
Não foi o que assistimos. Ganhar não é obrigação, mas postar-se como homem em campo sim!
E os players da Gávea pareciam zumbis, ou uniformes ocos a cumprirem a tarefa burocrática de estar em campo.

Está certo que a falta de profissionalismo não se restringe às quatro linhas, e com salários atrasados há três meses, existe quem veja no súbito desânimo, um protesto mudo pela falta de cumprimento das obrigações trabalhistas do club com seus empregados da bola.

Mas a fala do pirulito foi pior que um goal contra.

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