sábado, 22 de outubro de 2011

Quentin Tarantino & the 5.6.7.8's performing I'm Blue & Jayne Mansfield



A estética pop-kitsch, ou rock'a'billy janponesa é um resultado, digamos assim, da impregnação cultural da ocupação estadunidense no pós-guerra. Bom, essa é minha rasa opinião.

É claro que essa mistura cultural não se expressa apenas do jeitinho delicado e comportado japonês. Há gangs violentíssimas que respondem a essa troca, e cospem de volta o ódio pela derrota e submissão. Uma paranoia bem oriental, se atendermos ao apelo dos estereótipos.

Grupos como o 5, 6, 7, 8s são comuns, e tribos de jovens vestidos à la James Dean, ou Elvis são comuns nas praças japonesas e outros espaços de Tokyo, dentre outras. Seja para fazer música, ou para espancar e estuprar, como em qualquer megalópole ou cena urbana mundial.

Mas o que destaca esse grupo é o fato de serem formados por mulheres, como um trio (mais básico e cru, impossível), e que se dedique a um tipo de rock-a-billy, misturado a surf music.

Nesse vídeo, Tarantino, o padrinho do grupo junto a cena ocidental, que revelou-as no filme Kill Bill, mostra que, embora fiel a seu estilo, sempre esteve atento às novidades e casualidades. Claro que essa fórmula nem sempre funcione, e às vezes canse.

Mas Tarantino explica como entre uma conexão e outra no Japão, onde rodava parte do filme, entrou em uma loja de roupas e se deparou com essa novidade kitsch. O resto é som, e história.

Nós já declinamos nossa reverência às 5, 6,7, 8s antes, mas esse vídeo traz a curiosidade de como elas foram parar no set de Kill Bill.

Divirta-se.

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