sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Quando o poder e o Estado se confundem com a ilegalidade.

Há muito tempo, o transporte coletivo nessa cidade sobrevive sob o signo da ilegalidade.

Não há linhas concedidas, porque não houve quem as licitasse. Desse modo, o repasse de dinheiro público é uma temeridade, para não dizer um crime(pensando bem, é crime sim).

Anos atrás, no tempo dos 318 mil do PMDB, que foram pegos no bunker da campanha garotista na ocasião, houve um escândalo abafado do RIOCARD junto com a FETRANSPOR. Uma atividade suspeita se dedicava a descontar e desviar valores desse foram de bilhetagem. Dorme em alguma gaveta por aí.

Agora, o blog do Pedlowski chama a atenção para as placas de licenciamento da empresa Tamandaré, onde a maioria dos seu ônibus "novos", na verdade, sucatões reciclados, ostenta placas do estado do Pará, Paraná e alguns de SP.
Uma falta de coerência seria licitar empresas para recolherem tributos fora do município, e pior, fora do nosso estado.
Para quem berra por royalties, essa renúncia fiscal parece(e é) um contrassenso.

Na verdade, há mais caroço embaixo desse angu.

Os ônibus da Tamandaré nem poderiam circular por aqui, uma vez que são veículos gravados com ônus de busca e apreensão, restringidas a circulação por medida judicial nos estados de origem, PR e SP. O que o dono fez foi comprar os BA(busca e apreensão)por precinho bem barato, e arriscar a perda dos veículos quando o golpe for descoberto.

Uma "uva", não?

Leia a observação do Pedlowiski, que nada mais é que a ponta de um iceberg:


CADÊ O PESSOAL DO DETRAN QUE NÃO VÊ ISTO?

Qualquer campista que passar pela praça que fica próxima à Casa de Cultura Villa e ao Liceu de Humanidades de Campos poderá ver uma cena inusitada com ônibus circulares usando a área como uma espécie de terminal rodoviária informal. É que nas proximidades fica localizada a Empresa Municipal de Trânsito (EMUT) que, em tese, fiscaliza as condições dos veículos usados pelas empresas concessionárias de transporte público.

A dúvida que fica é se a EMUT está detectando a irregularidade abaixo, onde um veículo da empresa Tamandaré está circulando na cidade com placas emitidas pelo município de Ananindeua no distante estado do Pará. Aliás, já se sabia que muitos veículos "novos" que passaram a circular em Campos dos Goytacazes após o início da política da passagem a R$ 1,00 implantado em 2009 pela prefeita Rosinha Garotinho vieram descartados de outras áreas do país. Mas trazer ônibus usado de Ananindeua para circular em Campos parece algo inusitado.

E cadê o DETRAN que não está aqui fiscalizando e punindo esta irregularidade? Ou trazer policiais armados e usar reboques da PATIO NORTE só é feito com veículos particulares emplacados no Espírito Santo?




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