sábado, 1 de outubro de 2011

Confissão!

"(...) eu não entrego o mandato que povo me deu no tapetão(...)" 


Dito agora, pela prefeita interina, na mesma estação de rádio que usou para abusar do seu poder econômico.


Em outras palavras: 


Não cumpro decisão judicial que casse o mandato.


Ou seja, o povo não está representado nos seus órgãos de Justiça.


Só reconhecem sentença que lhes favoreça.


Com a palavra, a Justiça.

3 comentários:

Anônimo disse...

ABAIXO A DITADURA!

ABAIXO O GAROTISMO!

Anônimo disse...

Estou com nojo deste casal!

Anônimo disse...

O relativismo do crime

Às vésperas da eleição de 2004, o ex-governador Anthony Garotinho foi surpreendido por uma batida da Justiça Eleitoral na se do PMDB em Campos. Os fiscais do Tribunal Regional Eleitoral encontraram R$ 318 mil de origem não explicada.

O butim seria utilizado na compra de votos. Uma fila de cabos eleitorais estava do lado de fora da sede para receber o dinheiro. Era algo inacreditável. Algumas sacolas já estavam vazias, o que se depreende que uma quantia muito mais significativa já tinha sido levada no varejão do voto.

Na época Rosinha Garotinho era governadora. Transferira a administração estadual para a cidade na tentativa de eleger o então candidato a sucessão municipal Geraldo Pudim, hoje secretário de governo da mesma Rosinha.

O dinheiro ainda se encontra acautelado pela justiça. Mas o caso já foi julgado no Tribunal Regional Eleitoral, no período em que Rosinha ainda estava governadora.

Garotinho e seus aliados, na ocasião, saíram incólumes desta empreitada. Destacou-se no julgamento a justificativa da desembargadora do TRE, Jaqueline Montenegro, ao proferir seu voto pela absolvição dos réus governistas: “Diante do escândalo do mensalão, o que é R$ 318 mil?”.

Agora, na mesma cidade de Campos, o casal Garotinho se vê diante de um novo embate com a justiça. Desta vez por conta do uso escancarado da rádio e jornal O Diário durante a eleição de 2008.

O conteúdo do processo é revelador, pois demonstra que nunca antes na história desta cidade dois veículos de comunicação serviram tão bem a uma candidatura. Já tinham feito o mesmo na eleição de 2004, mas no pleito de 2008 foram ainda mais ousados.

Eis que vem a cantilena oficial comandada por Garotinho para dizer que Rosinha está sendo punida apenas por conta de uma entrevista. Seria uma perseguição, segundo a choradeira que nenhuma reportagem da mídia oficial ousou questionar. Só que a história não é bem assim e ainda que o fosse, o discurso embute a tese do relativismo do crime.

Tanto na cantilena atual quanto na justificada da magistrada Jaqueline, podemos deduzir que matar alguém com um tiro é menos grave do que matar com três disparos. Ou roubar uma casa é menos grave do que assaltar um banco de arma em punho. Faz lembrar a frase de Paulo Maluf: "estupra, mas não mata".

A tese, na verdade, traduz o pensamento reinante entre a sociedade brasileira, que faz distinções discriminatórias na hora de punir um criminoso. Se for negro pau nele. Para branco e filho de rico, pena mais branda. Condenação ou cadeia só para o pobre ladrão de galinha. Para o rico e poderoso, a pena tem que ser relativa. Definitivamente, o que sucede em Campos dos Goytacazes merece um estudo antropológico.

Garotinho sempre apostou na impunidade. A Justiça Eleitoral fez o dever de casa. Não importa as motivações, mas antes tarde do que nunca.

http://www.robertobarbosa.com/2011/10/o-relativismo-do-crime.html