sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Bom, e agora?

Na época do grave incidente do bondinho de Santa Tereza, que matou cinco pessoas e feriu outras cinco dezenas, o secretário estadual de transportes, júlio lopes, abriu a torneirinha de idiotices, e tascou:


"Nós sabíamos da superlotação, e nada podemos fazer, esse é um traço cultural dos passageiros".

O secretário, que já passeou por aqui, entre paneladas de feijão e moluscos, adulado e paparicado pelos nossos colonistas sociais, e por editores que adoram um jabá, dizer que a culpa poderia ter sido do motorneiro, morto, e que portanto, não poderia se defender.
Claro que nenhum dos jornais de coleira disse uma palavra sobre as asneiras ditas pelo secretário.

O sr lopes nos deu um exemplo rotundo de cretinice misturada a total incapacidade de pensar antes de falar, aliás, um traço típico do (des)governo cabral.

Bom, agora, o laudo do Instituto de Criminalística Carlo Éboli, constatou e não restam dúvidas: A falta de manutenção provocou o estresse do material que deveria funcionar para parar o bonde, e mais: tornou-se mais grave o incidente pela superlotação, em 50% a mais da capacidade. 


Temos assim: Conduta (negligência das autoridades), nexo causal e fato(resultado).

Ainda que culposos os crimes, a julgar pela quantidade de vítimas fatais e não-fatais, se nesse estado, e nesse país, a Lei funcionasse como deve, o secretário, pela sua confissão, deveria ser condenado a um bocado de anos de cadeia, ou não?

O mínimo que poderia ter feito era ter largado o osso, e pedido demissão. Se tivesse alguma vergonha ou sentimento pelas mortes que sua (falta)de gestão causou.

Mas seria esperar demais de quem já revelou ser o que era pelo que falou.

Bom, e agora? Será que não é a hora de sair de fininho? E aí governador, não tá na hora de mandar o secretário passear(de bonde)?



Detalhe: 
Como a responsabilidade civil do Estado é objetiva, as indenizações não carecem de prova de culpa para serem pagas. 
Mas como o Estado não pode arcar com o prejuízo sem imputar a responsabilidade ao servidor que deu causa ao prejuízo ao Erário, deverão todos os responsáveis arcar com os prejuízos na medida de suas responsabilidades, nas devidas ações regressivas que a Procuradoria do Estado deve impetrar contra estes. 
O secretário ou futuro ex-secretário vai ter que mexer no bolso, e a julgar pelo "sentimentos" que revelou na tragédia, deve ser o único lugar que lhe pesa, porque a consciência...


Atualização: Conforme observou o Marcos Pedlowski pelo e-mail, o sobrenome é lopes, e não bueno.

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