domingo, 2 de outubro de 2011

As lições da História!


Neville Chamberlain, o primeiro-ministro inglês que por medo do comunismo cedeu a Hitler, que por ironia, manteve acordo secreto com Stálin até 1941.

Os líderes europeus da década de 30, do século passado, no limiar da explosão do conflito que conhecemos por II Guerra Mundial, entenderam que seria um acerto tático permitir o crescimento de Hitler, como forma de conter o avanço da esquerda na Europa, e por tabela, estabelecer uma contenção a expansão da URSS.

É claro que não podemos contabilizar todos os mortos na fatura desse erro, mas é certo que se Hitler tivesse sido contido com mais energia e não houvesse tantas concessões, o alcance e estrago poderiam ter sido menores.

A política nesta cidade não atingiu, ainda, os níveis dramáticos de uma guerra, embora despotismo não nos falte, bem como sobre também o controle da mídia, o apelo monocórdio e hipnotizante de que as maiorias podem tudo, e em nome delas tudo pode ser feito, e todos os direitos e as leis podem ser violadas ou torcidas.

Mas o desespero de alguns setores de oposição, prostrados pela própria incapacidade de avaliar erros, entender os fenômenos que enfrenta, e oferecer alternativas, e melhor, trabalhar para que essas alternativas se realizem, ainda que no médio ou longo prazo, fazem com que embarquem no sedutor erro de se aliar a qualquer um para derrotar o inimigo.

Agora, o irmão do deputado e cunhado da prefeita, surge como a mais nova vítima, e por isso, foi alçado a condição de herói e paladino da oposição.

Ora, se os métodos do "chefe" são execráveis, me parece um contra-senso utilizar o mesmo método, mas de sinal trocado, para legitimar lideranças no campo da oposição, apenas porque não servem mais ao séquito da lapa.
E diga-se: não saíram de lá, foram expulsos, ainda que todos saibamos como se dá o processo de inquisição e queima dos quadros considerados infiéis.
Até o limite serviram com gosto ao "chefe", nada noticiaram quando podiam, e pior, nunca renunciaram aos métodos de fazer política que "herdaram" do "chefe".

Temos na outra ponta, o deputado estadual eleito com o apoio do casal de prefeitos agora posa de opositor de primeira linha, mas  até a eleição recente, beijava a mão do casal, e se locupletou de recursos e da máquina, fato dito e repetido pelo "chefe", que indicou até os ex-assessores de campanha do parlamentar estadual, hoje seus inimigos que vivem de restos da lapa, como moscas que são.
Foi uma tremenda saia justa, e pela primeira vez, as moscas tiveram que engolir sapo, e não o contrário. Não ficamos sabendo se houve ou não o caixa dois, dado o silêncio unânime que, estranhamente, uniu adversários.

Já o irmão vereador do casal pilotou, até ontem, o rolo compressor da lapa, inclusive quando foi clone de prefeito.
Nessa última crise (que não será a última) atrasou sua posse até os 49 minutos do segundo tempo, e serviu mais uma vez ao casal da lapa.

Não houve aliado mais fiel e obediente que o vereador-irmão, que impediu, junto com a base aliada qualquer sombra de questionamento ou fiscalização dos atos do executivo, e desse modo, enterrou a legislatura que preside na mais vergonhosa e acachapante submissão que se tem notícia.

A cisão foi a precipitação de um passado de disputas, mas foi antes de tudo, um incidente de má avaliação: De um lado, o deputado-prefeito achou que o caldo já estava entornado e passou a desestabilizar o irmão, quando este, também por erro de avaliação, que não haveria mais tempo para um liminar, e que enfim, o tempo de espera  que manteve já estava esgotado, uma vez que a sentença, por si, já mandava que assumisse sua função de interinidade.

Daí por diante, as palavras ("que nunca voltam vazias") foram atiradas à esmo, com a mesma fúria dos tabefes.

O que a "oposição" deveria entender que os rejeitos políticos da lapa não podem ser reciclados, pois lixo atômico é o que são!



Cuidado: Rejeitos tóxicos do processo político do garotismo!

Nenhum comentário: