sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Algumas dúvidas!

Que se diga de plano que sou contra a Lei de Fidelidade Partidária. A percepção de que são os partidos, e não os candidatos, os verdadeiros donos dos mandatos não pode ser imposta.

Até porque, os verdadeiros DONOS dos mandatos não são partidos, nem mandatários, mas o eleitor, verdadeiro mandante, que outorga o diploma pelas urnas.

Assim, cada Democracia funciona a seu jeito: Os EEUU tem milhares de partidos, mas afunilam tido em dois, e nem por isso, o país deles funciona melhor, pelo menos é o o que sugere o engessamento do governo nos últimos anos, em meio a uma tremenda crise econômica. Nem um sistema de saúde pública digno, para socorrer milhões de pessoas jogadas na pobreza, o presidente tem autonomia para executar.

Nós, em meio a suposta instabilidade provocada por vários partidos, que muitas vezes funcionam como legendas de aluguel, terceirizando mandatos para os vetores centrais(PT/PMDB/PSB e PSDB/DEMO), vamos aperfeiçoando nosso processo.

Alguns argumentam que a dita lei fortalece a noção ideológica que deveria nortear as escolhas, mas isso é uma farsa, ou uma tremenda ingenuidade. Não há ausência de ideologia no espectro partidário brasileiro, e esse corte é bem definido, ainda que alianças(orgânicas ou pontuais) sugiram o contrário.
A linha política re-distributivista de renda, com ênfase na proteção a indústria nacional, investimento público como indutor de desenvolvimento e com autonomia no plano internacional está bem demarcada com os governos tucanos antecessores.
Esse é um corte ideológico.

Claro que esses cortes podem ser mais visíveis no plano nacional, e a medida que caminhamos para estados e municípios, há um tendência de diluição dos valores, reduzindo a agenda a questões mais local. Mas é esse o princípio que une a federação.

Eu fiz toda essa introdução para dizer o quanto eu acho desnecessária e inútil uma lei para tentar barrar um movimento irrefreável, principalmente quando se trata de eleições municipais, onde os interesses, digamos assim, são muito mais voláteis.

A lei de fidelidade partidária, sob o argumento de sedimentar e estabilizar nosso sistema partidário, acaba por gerar mais e mais insegurança, até porque em matéria eleitoral, nossa Justiça, muito mais morosa que o normal, não consegue dar conta da gama de conflitos própria da seara política, e portanto, corrói sua legitimidade ao tentar arbitrar o que não deveria.

Querem um exemplo?

O migração de vereadores para o pr. Eu não tenho certeza, por isso pergunto: Não deveria o Ministério Público Eleitoral impugnar esses mandatários, e devolver os mandatos aos partidos que deixaram, na medida que essa ação de migração NÃO pode ser combinada entre as partes, pois se trata de um valor indisponível, ou seja, saiu, perdeu o mandato?

As causas de exceção que permitem a troca não são expressas e inflexíveis?

2 comentários:

Eduardo Braga disse...

Olá Douglas! Se for possível e sem pretenções de pautar teu blog, dá um palpite também sobre o voto distrital. Caso já tenha feito e eu não tenha visto o tópico, desculpa minha sugestão...

Anônimo disse...

Sr. Manel e a Febre Rosa
"FOMOS ASSIM" "SOMOS ASSIM"

Não tenho nada contra o querido e fofinho Esdras, mas que estou estranhando a mudança de postura da revista “Somos Assim”, estou! Analisem a foto acima, tem ou não uma mudança de postura?
Eu, Sr. ou Sra. Pimenta Malagueta, sempre fui um(a) fã da revista, sempre admirei as matérias e a coragem do editor em investigar os “podres” dos nossos políticos, mas de uns tempos pra cá estou ficando decepcionado(a). Será que um dos mais influentes jornalistas da cidade mudou de opinião ou se bandeou para o lado do Coronel Bolinha? Digo isso e até mesmo indago, por vários motivos: a mudança de postura da revista, o sorriso do jornalista editor ficou meio amarelo e a principal mudança e mais simples, é que todo domingo quando ia à banca de jornal sempre comprava uma das últimas edições da revista, hoje em dia quando vou compro a minha e vejo que existem várias ainda no balcão da banca, curioso (a) que sou, perguntei:
Pimenta: - “Seu Manel”, está pedindo mais exemplares da revista Somos?
Sr. Manel: - Não, o pedido é o mesmo, é que esta revista mudou, agora é “Fomos Assim”. Deve ter pegado a “Febre rosa”!
Pimenta: Conheço a Febre Amarela, essa aí nunca ouvi!
Sr. Manel: - Febre Rosa, é quando nosso bolso começa a encher sem esforço, e vamos perdendo o caráter!
Pimenta: Sr. Manel, o senhor deveria ser jornalista e não jornaleiro!
Com este trecho do diálogo entre Sr. Manel e eu, fica claro que algo mudou.
Como diz o ditado: “Neste crepe tem caroço”, digo, “Neste angu tem caroço”. Desculpem-me é que adoro crepe. Mas o que vocês acham, estaria eu me equivocando com pensamentos ilusórios, ou realmente o fofinho do Esdras pegou a Febre Rosa?


http://pimentamalaguetadecampos.blogspot.com/2011/10/sr-manel-e-febre-rosa.html