domingo, 30 de outubro de 2011

Pertinho de desistir.

Eu creio que nos momentos que estamos mais desanimados, talvez busquemos um "gás" final, um restinho de forças para continuar a lutar pelo aquilo que a gente acredita.

O problema não é, portanto, a falta de forças. Uma hora a gente para um pouco, respira e continua. Ou se afasta, desintoxica do ambiente, e depois retorna com ânimo renovado. Esse é o jogo.

Há momentos, por outro lado que se deixa de acreditar. E aí não adiantam apelos, ou buscar forças. Você até as tem de sobra, falta é motivação(ou crença)para colocar força potencial (esperança)em movimento(mudança).

Todos sabem que trabalho na Delegacia de Guarus.

Por dever de ofício, cabe a mim também, dentre investigar, ouvir declarações, registrar fatos, apreender, guardar e enviar provas e indícios aos exames, etc, intimar as pessoas que devem comparecer a Delegacia.

São vítimas, autores, testemunhas dos procedimentos.

Não é novidade para ninguém que polícia estadual se ocupa, principalmente, da parte pobre da sociedade.

Em Guarus, é possível adicionar alguns degraus abaixo na linha da pobreza nessa clientela.

Nós falamos muito sobre as desigualdades dessa cidade, dos índices subumanos do nosso índice de desenvolvimento humano(?), da carência, da falta de planejamento urbano, do transporte público deficiente, do esgoto à céu aberto, enfim, de todos os aspectos da pobreza.

Eu lhe digo hoje, ao meio-dia do dia 30 de outubro.

Só a visão desse caos urbano pode trazer um desânimo avassalador e a morte de qualquer esperança.

Nossa cidade, justamente na  parte mais populosa (e que tem mais eleitores) não atende em nada as necessidades desses contribuintes.

Não exijo que toda a pobreza seja erradicada com royalties, ou que prefeitos e vereadores possam alterar as estruturas desiguais do capitalismo. Nada disso.

Mas o estado, nesse caso representado pelo município, existe para regular, diminuir e redistribuir os recursos públicos para colocar essas pessoas em condições mais favoráveis na escala social.

Nada disso existe em Guarus.

Ruas com valas-negras, lagoas e mananciais soterrados e invadidos por esgoto e construções irregulares, falta de espaço público de convivência e lazer, invasão e privatização do pouco espaço público que resta, ou seja, a completa ANOMIA, um vale-tudo, que não raro extrapola os limites e vai parar nas Delegacias ou se resolve nos tribunais de rua, com a lei do cão, do mais forte e do silêncio.

Vergonhosa. Essa é a definição mais delicada para o que acontece na periferia da parte norte dessa cidade.

Eu sei que todos dirão que tudo isso se repete no Novo Jockey, nos confins do Esplanada, ou na Penha e outras franjas da cidade.

Mas eu escrevo aqui do que tenho visto:

Essa cidade não é uma planície lamacenta, é uma cidade de merda, com governantes que cospem todos os dias na cara de seu povo.

Alguns bairros de Guarus não servem para criar porcos, quanto mais filhos.

Se andasse mais pela cidade que diz governar, o casal de prefeitos nunca mais se olharia no espelho da mesma forma, caso lhes reste algum sentimento pela raça humana.

O silêncio perigoso e os ruídos da Democracia.

Vou encerrar minha participação no caso do blog de SFI, mas nunca o debate sobre valores democráticos, liberdade de expressão e comunicação social.

A dúvida persiste em alguns  setores da blogosfera: Foi justa a ação judicial, o blogueiro está sendo honesto em sua defesa, os fatos são como foram narrados? Não sei, nunca soube, e disso fiz ressalvas desde o início.

Mas sei de algumas coisas. Embora a luta política esteja entranhada em toda a discussão que travamos, e a forma como enxergamos e praticamos determinados valores, sempre está associado a filtros ideológicos ou partidários, nesse caso é preciso separar as coisas: A luta pela liberdade de expressão e a Democracia da setorização política que há na blogosfera, e porque não dizer, em todas as instâncias e pessoas que se manifestaram.

É claro que o blogueiro pode ter mentido, ou exagerado, como forma de usar a coação que sofre(legítima ou não, restará a ser provado nos tribunais), como ferramenta para causar um factóide e ganhar pontos na luta política que se desenrola em seu município.

Todos têm direito a mentir para se defender, e inclusive, abusar da própria torpeza em benefício próprio.

E nós teremos o direito correspondente de repelir tais condutas.

Mas de tudo o que foi dito, eu repito: pouco me preocupa se o blogueiro em questão é um cretino ou uma vítima, ou um pouco das duas coisas.

O que está em risco é uma coisa muito maior que ele, e que nós todos: A possibilidade de conferir a uma decisão judicial a violação de um domicílio e sequestrar a propriedade para instruir um processo motivado por um suposto crime de opinião.

Seria como mandar cassar a concessão de uma rádio ou de uma TV, ou mandar parar e apreender as rotativas de um jornal, junto com todo papel estocado, apenas por que um leitor, ouvinte ou espectador disse alguma calúnia, injúria ou difamação.

Ora, senhores, se isso é uma medida proporcional em relação a reparação ofendida, eu não sei mais o que é Justiça.

Esse precedente não pode ser aceito, sob pena de que recaia sobre nós o peso dessa injustiça.

Enfim, se de tudo restar provado que o blogueiro provocou ou mentiu, pior para ele. A História não costuma ser generosa com a escória.

Mas eu continuo a defender os mesmos valores, ainda que alguns beneficiários não mereçam usufruir deles.

No entanto, nossa indignação com a sua suposta impostura não pode ultrapassar os limites do bom senso, senão cerraremos fileiras com os que usam a democracia como um pretexto para imporem sua verdade única e inquestionável, aí incluídos alguns integrantes da Justiça, sempre à serviço dos que podem mais.

Verdade única é com acredita em religião, e deve ser por isso que não se faz eleição para escolher deus.



sábado, 29 de outubro de 2011

O debate democrático.

Recebemos o apelo para publicar um texto, que relaciona-se ao caso de censura do blog de SFI.

Caros amigos,

Após refletirem sobre este texto em anexo, gostaria que o publicassem para democratizar o debate sobre a polêmica envolvendo o blogueiro Noel Jr.

Abraços!

Alberto Gaspar



"Caros amigos da Rede Blog

         Gostaria de usar este espaço para comentar sobre o ocorrido com o blogueiro Noel Jr. Inicialmente, sem conhecer detalhes do processo (estranhamente o blogueiro não divulgou até agora), considero que foi uma arbitrariedade da Justiça um mandado de busca e apreensão na casa do Blogueiro. Sou um sanfranciscano, professor, e defensor da liberdade de expressão. Acho que foi uma medida um tanto quanto “violenta” e o que deveria ter ocorrido, na pior das hipóteses, é o rapaz ter que responder a um processo e, diante da Justiça, se explicar. Por outro lado, defendo a liberdade de expressão com responsabilidade, o que não é o caso do Sr. Noel Jr. Não é a primeira vez que ele tem que se ver diante da Justiça por causa de suas postagens em seu blog. Já houve um outro caso no ano passado. Peço que as pessoas analisem o conteúdo do blog em questão. Analisem bem as postagens e os comentários e cheguem as suas próprias conclusões.
A postagem pivô de toda a polêmica e que gerou o processo judicial é “Fim do Reinado”. Essa postagem trata da “queda” do secretário de saúde do município e gerou mais de 100 comentários. Se observarem bem vão ver que ele aceitou comentários de anônimos fazendo sérias acusações e dando o nome e o sobrenome dessas pessoas. São acusações sérias e sem provas. O nome de Cristiano Assis Silva que o blogueiro revela como um dos comentaristas, e que constaria nos autos do processo, também preocupa. Isso porque aqui é uma cidade pequena e ninguém conhece esse cara, ou seja, tudo indica que é um anônimo que usou um nome falso.

         Para finalizar, quero dar como exemplo um outro blog de São Francisco que é muito respeitado pela Rede Blog e pela imprensa em geral. Trata-se do Blog do Paulo Noel. Observem que o Paulo Noel trata dessa questão de forma bem discreta. Sabem o por que disso? É porque Noel Jr. não goza de um bom conceito na comunidade. Façam uma pesquisa sobre o “perfil” dele entre seus colegas de faculdade e vão se surpreender com sua “popularidade”. É amigo de primeira linha de Charles Guerreiro, Fabrício, Tiago Ferrugem, Vaval da Outside e colaborador de Barbosa Lemos. Deu pra entender?

Ass: Alberto Gaspar – Professor da rede estadual de ensino e sem qualquer vínculo com políticos ou partidos."



Resposta do nosso blog:

Caro Alberto,

Seu espaço para publicar o texto está garantido.

Já em relações a suas ponderações, você tem direito a elas, mas se olhar bem, é justamente isso que nosso blog argumenta no texto Silêncio Perigoso.

A orientação política e o tom que o blogueiro usa em seu espaço, é um problema dele, e na medida que respeite os limites, está tudo Ok. Quanto a seus amigos e aliados, idem.

Quando qualquer um extrapolar, aí está a Justiça para podá-lo, mas veja: Dentro dos limites da proporcionalidade, com a mesma medida entre o corretivo e o erro.

Se também extrapolar, a justiça se torna injustiça, e mais: no caso dos blogs e da comunicação social, torna-se um atentado político a liberdade, uma vez que os poderosos, supostamente atacados em sua "honra", encontram, através de seus caros advogados e do acolhimento dos juízes, uma forma de desequilibrar a luta política que também se trava na atividade de comunicar.

Como disse, o complicado na Democracia é lutar para que os indignos dela continuem a usufruir junto conosco. Eu prefiro o canalha do bolsonaro na tribuna, a vociferar seus impropérios racistas e homofóbicos, que vê-lo escondido em algum grupo paramilitar ou pior: comandando algum centro de tortura de alguma ditadura.

Um recado: a ausência de vínculos com partidos, ou "com políticos", não lhe dá mais ou menos isenção para analisar nada. Democracia é feita de partidos, de políticos, e claro, de gente sem vínculo orgânico com nenhum destes, mas imaginar que não se faça política quando se adota qualquer posição, é ingenuidade...ou má fé.

Um abraço.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Gaiatice feicebuquiana.

Não sou chegado a redes sociais, mas as meninas aqui de casa pescaram, e tenho que reconhecer, essa é das boas:


"O ruim não é o fim da dupla zezé e luciano, mas a possibilidade de duas carreiras solo."

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Silêncio perigoso.

Eu confesso que refleti muito antes de publicar esse texto. Hoje em dia, nessa cidade e região, e por que não dizer, nessa terra pequena de mundo parabolicamará, todo cuidado é sempre muito pouco.

Refiro-me a decisão da Justiça de SFI em apreender o material de informática de um blogueiro da região.

Primeiro: Não conheço o teor da ação que deu causa a decisão cautelar, portanto, pode ser que se trate de lide de outra natureza. Mas pelo que declarou o blogueiro, a medida judicial está entranhada em processo movido por conta de um comentário publicado em seu blog.

Se for assim, temos um precedente tão perigoso, quanto inútil, mas que se destina a atacar um dos pilares do Estado de Direito, a liberdade de expressão.

Sim, porque se há um conteúdo ofensivo, e que mereça a constrição judicial, ataque-se o ponto exato, e responsabilizem-se os autores na medida e proporção exata de sua culpa, ou é o caso de demolir um prédio para consertar um vazamento ou curto-circuito?

Invadir uma residência para tolher um cidadão de sua propriedade por um "crime de opinião" é mais ou menos como cortar a mão de uma criança que afanou um doce.

Lembrem que a ministra do STF no caso Daniel Dantas manteve o HD do banqueiro mafioso por anos inviolável, apenas porque ali poderiam estar dados invioláveis de pessoas alheias ao processo. Argumento duvidoso, mas que ganhou ares de verdade justíssima apenas pela condição do seu proponente.

E como ficará a intimidade do blogueiro, uma vez que todos seus arquivos pessoais foram junto com o teor da postagem e do comentário, que aliás, poderiam ser apagados ou removidos no provedor de conteúdo, ou pelo simples pedido do ofendido junto ao blogueiro?

Assim, o juiz de direito que exarou a decisão, ainda que formalmente e "juridicamente" (legalmente) convencido dos argumentos da parte ofendida, extrapolou todo o bom senso, que antes da técnica, é o que reveste (ou ao menos deveria) a luta pelo Direito.

De tão manipulado e distorcido, esse princípio constitucional corre o risco de cair na vala comum da banalização, e podemos todos sermos atingidos, sem nos dar conta.

Eu menciono a indiferença de jornalistas (de todos os credos e "coleiras), da maioria dos blogs e demais comentaristas e blogonautas.

A tentação de partidarizar a defesa, e deixar o blog de SFI à sua própria sorte, ou restrito a defesa dos seus pares, é grande.

Afinal, eles mesmos, pelo discurso de uns e de outros, adoram ameaçar os blogueiros com medidas semelhantes.
Não é o caso do blog constrangido, é verdade, que se caracteriza por uma defesa "mais equilibrada", digamos, dos seus interesses garotistas em SFI, ainda que também enverede pela falsa de pretensão da "imparcialidade inexistente.

Mas esse é o ponto intrincado e complicado da Democracia: Defender o inimigo de suas próprias iniqüidades, para resguardar todo um SISTEMA, que afinal, todos integramos.

Ou seja: A defesa da liberdade de expressão, e do blog de SFI, censurado e violado em seu material de trabalho por medida judicial, é um dever de todos que militam na blogosfera e acreditam nela como instância de comunicação social, independentemente de quem seja a vítima do autoritarismo judicial.

O nosso silêncio sobre esse tema é prova de que eles estão a conseguir o que pretendiam.

Há uma diferença entre medo e pânico. Medo é saudável, e ajuda a medir o risco. Pânico é covarde e paralisa os sentidos.


Não à censura em SFI, não à censura em qualquer lugar!


terça-feira, 25 de outubro de 2011

As sutilezas: Ou o diabo e os detalhes.

Todo mundo sabe que  diabo mora ali, nos pequenos detalhes.

No afã de justificar os atos chapa-branca, promovidos pelos seus chefes, algumas moscas de coleira, adotam a seguinte premissa: Tudo é a mesma coisa! Ou seja, não há distinções entre manifestações ou processos históricos, lideranças ou mobilizações. Tudo se equivale, na tábua rasa da imbecilidade aduladora.

Ora, se pegarmos um desfile da SA, ou das SS, pelas ruas de Berlim, na década de 30 do século passado, teríamos todos os ingredientes de uma manifestação legítima: gente, povo, bandeiras e propósitos, mas perguntamos: Dá para aplaudi-los ou conferir-lhes legitimidade? Estavam ali para celebrar a Democracia e propor princípios caros ao Estado de Direito?

Vamos um pouco mais à frente, na época pré-golpe de 64. As manifestações da classe média, nas marchas da TFP.
Novamente, tínhamos gente, um propósito, mas havia justiça ou verdade no que pediam? Bom, se olharmos os 20 anos seguintes, e tudo que foi feito em nome da "família e da propriedade", veremos que não!

É mais ou menos isso que dizemos a esses idiotas da lapa. Nem todo ajuntamento é baderna, nem toda manifestação é chapa-branca, ou passível de críticas. É preciso avaliar, e falar sobre o que sabemos e aprendermos sobre o que não conhecemos.
Bom, sobre as lideranças e as causas do manifesto no ES, eu nada posso escrever, não estou por lá.

Mas sobre Campos dos Goytacazes e os cretinos da lapa, todos sabemos do que e de quem se trata.

Aqui, o dinheiro público vai para eventos partidários. Os movimentos são capturados para projetos eleitoreiros, ceifando de legitimidade os protestos e as demandas. No ES, não sei.

Tomara que os capixabas não cometam os mesmo erros.
Quem sabem por lá, as manifestações são legítimas? Aqui tenho certeza que não são. E o último espetáculo na Cinelândia só comprova o que já está jogado no lixo da História.



PS: Um recado aos cretinos da lapa: Sarney foi eleito pelo voto. Collor também, e pasmem, Hitler, idem. Na democracia, nem sempre quantidade, voto e poder resumam TUDO. Bom, só os fascistas e os "caciques" acreditam na Democracia como expressão massificadora de "quantidade" popular. 
Lembrem da piadinha: Oito judeus em uma sala votam pela eliminação de dois palestinos. Ganhou a maioria? Claro, mas houve Democracia? Só para os judeus, e quem sabe, para os cretinos da lapa.

domingo, 23 de outubro de 2011

Coincidências.


Dia 23 de outubro. Dia do aviador.
Pois é, se Santos Dumont levantou o 14 Bis para nos fazer voar, Luizz levantou o volume, e nos fez voar sem sair do chão...


sábado, 22 de outubro de 2011

jimi hendrix - hey joe


Para que a gente não esqueça:

Antes por espaço, especiarias, metal, credos, e agora por petróleo...Iraque, Afeganistão, Líbia, Irã, quem "seremos"o próximos?

A luta fratricida por pelos royalties é só um ensaio da índole separatista que facilita invasões. É bom pensar nisso quando reclamarmos da centralização dessas riquezas nas mãos da União.

O que está em jogo é um projeto estratégico de nação, e não apenas a campanha a governador de um déspota paroquial qualquer.

A 4ª Frota da US Navy(Marinha estadunidense) está ali, bem pertinho, para não nos deixar esquecer.

GEORGE THOROGOOD-GET A HAIRCUT.wmv



Um bocado de rythim'blues e hard rock na veia. George Thorogood é uma das referências de meu tempo de adolescente. Curta aí com sua banda, Os Destroyers (ou Os Destroyers de Delaware).

"Road sound" típico da 66 Route, com direito a Harley-Davison roncando no "cenário".

"That's only rock'n'roll, but we like it..."



Nota: Essas duas postagens são uma homenagem ao  Luizz Ribeiro.

Quentin Tarantino & the 5.6.7.8's performing I'm Blue & Jayne Mansfield



A estética pop-kitsch, ou rock'a'billy janponesa é um resultado, digamos assim, da impregnação cultural da ocupação estadunidense no pós-guerra. Bom, essa é minha rasa opinião.

É claro que essa mistura cultural não se expressa apenas do jeitinho delicado e comportado japonês. Há gangs violentíssimas que respondem a essa troca, e cospem de volta o ódio pela derrota e submissão. Uma paranoia bem oriental, se atendermos ao apelo dos estereótipos.

Grupos como o 5, 6, 7, 8s são comuns, e tribos de jovens vestidos à la James Dean, ou Elvis são comuns nas praças japonesas e outros espaços de Tokyo, dentre outras. Seja para fazer música, ou para espancar e estuprar, como em qualquer megalópole ou cena urbana mundial.

Mas o que destaca esse grupo é o fato de serem formados por mulheres, como um trio (mais básico e cru, impossível), e que se dedique a um tipo de rock-a-billy, misturado a surf music.

Nesse vídeo, Tarantino, o padrinho do grupo junto a cena ocidental, que revelou-as no filme Kill Bill, mostra que, embora fiel a seu estilo, sempre esteve atento às novidades e casualidades. Claro que essa fórmula nem sempre funcione, e às vezes canse.

Mas Tarantino explica como entre uma conexão e outra no Japão, onde rodava parte do filme, entrou em uma loja de roupas e se deparou com essa novidade kitsch. O resto é som, e história.

Nós já declinamos nossa reverência às 5, 6,7, 8s antes, mas esse vídeo traz a curiosidade de como elas foram parar no set de Kill Bill.

Divirta-se.

As estranhas entranhas do football business.

Antes que se levantem as vozes dos moralóides de plantão, aqui vai um recado: Esse blog é escrito por alguém que apóia o governo Dilma, como o fez com o governo Lula, logo, desnecessário berrar por uma imparcialidade inexistente, porque já provamos impossível.

Todos defendem algum interesse quando escrevem, e defender interesses é fazer política.

Tenho procurado me afastar dos debates sobre o ministro Orlando Silva. Talvez por preguiça, conveniência, e alguma cautela.
Tão precipitado como acusar sem provas, é absolver sem investigação, e todos os ocupantes de cargos públicos estão sujeitos à intempéries dos pré-julgamentos apressados, e já se submetem a liturgia dos cargos sabendo disso,  não raro, usam desses expedientes como ferramenta de luta política contra adversários.

Então, ao Ministro resta menos choradeira e provar sua inocência. Mas e a nós, o que resta? Restam algumas lições, creio eu.
Vamos a elas:

01- Assim como o capitalismo se despregou da ideia de Democracia, ao redor do mundo, a imprensa e seu jornalismo de grandes corporações também se distanciaram de qualquer respeito as regras e ao Estado de Direito. A cobertura dos fatos(ou das versões que tentam impor)relacionados ao ministro, a Copa, ao Ministério, etc, não ajudam em nada ao espectador a compreender o que se passa, até porque, esmiuçar o conjunto de relações espúrias que se dão por detrás de eventos dessa magnitude ferirá de morte os interesses dos sócios, e do próprio PIG.
Lembrem-se: Empresas de midia são um dos grupos que mais lucram com Copa e Olimpíada.
É possível que o Ministro tenha deslizado ou cochilado em algum ponto de sua gestão, e que esse erro ou dolo mereça uma demissão? É claro que sim.
Mas onde estão as provas, meu deus? Se fossem blogs de incautos, sem estrutura ou "compromisso com a informação"(como se auto-proclamam do barões da mídia), sem produção, sem batalhões de repórteres e informantes, sem sites e servidores com conexões de super banda larga de conteúdos infinitos, etc, que caluniassem  ou ventilassem acusações sem prova, aí estariam todos os motivos para censura, ações judiciais, e pior, condenação pública de blogs e internautas pelo sua natureza anárquica na comunicação. Alguns editorais solenes, com voz empostada do locutor, a pedir a cabeça de blogueiros irresponsáveis.

Mas para os barões e seus jornalistas de coleira, todos os "erros" que cometem, e ceifam vidas e honras, são os efeitos colaterais que temos que suportar pela chamada "liberdade de expressão", que no caso deles, não obedece limites, nem regras.

02- Como um evento de zilhões de dólares, ficou claro até para o mais empedernido adversário do governo Dilma que a Fifa, aquele antro de ratazanas futebolísticas, enxergou no ministro e na Presidenta obstáculos ao seu apetite voraz por verbas públicas. Parte desse embate, onde Orlando Silva é chicoteado na praça midiática, é que move as pautas das redações do PIG.

03- O desconhecimento de todos os vetores desse sistema de forças, a total ausência de raciocínio faz com que alguns setores da blogosfera, uns por ingenuidade, outros por mau caratismo mesmo, se lancem na tarefa de repercutir e ampliar os desgastes do ministro(que repetimos: pode e deve ser punido caso algo reste provado em sua conduta). Engraçado ver a turmo do deputado garotinho, por exemplo, que tem em Ricardo Teixeira como inimigo figadal, promover o linchamento de uma das autoridades que se colocou entre o capo da CBF e o dinheiro público. Como se vê, na falta de informação de qualidade, ou com informação distorcida, os lados se misturam.


Leia aqui mas algumas opiniões sobre o assunto. Antes saiba, o blog do Miro é escrito por um militante/simpatizante do PC do B. O Luis Nassif dispensa apresentações, e nem de longe pode ser considerado petista ou dilmista. É um tucano moderado.

Tire você mesmo as suas conclusões.






Por derradeiro, um recado: 
Se os milicianos da lapa quiserem reclamar, reivindicando para si o mesmo princípio da não culpabilidade, e que são vítimas da blogosfera local, aí vai um aviso: 
Até aqui, pelo que sei, nenhum notícia publicada contra o governo beduíno local foi contestada ou provada como mentirosa. Desde a fraude dos ônibus, o leite NAN, a falta de atendimento de saúde pública, caos na educação, compras superfaturadas, condenações por formação de quadrilha, inexistência de licitação de linhas de ônibus, abusos econômicos e políticos, etc, etc, etc. Todos esses fatos são apresentados com larga e robusta quantidade de provas e indícios que levem às autoridades ao processamento das dessas notícias.
Há casos inclusive, que a própria administração (fato raríssimo, mas acontece, é verdade)recua, e anula os atos suspeitos, como foi o caso da compra do leite em pó.
Mas na maioria das vezes, nesta cidade, os ataques a lei e a moralidade pública são mantidos, junto com os responsáveis, muito diferente das apurações e demissões que acontecem no governo federal.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Dever cumprido.

A blogosfera é multifacetada, óbvia conclusão para dizer que cada um publica aquilo que acha relevante.

Eu não sou inclinado a serviço de utilidade pública, pois acredito que os órgãos públicos devem satisfazer as demandas do contribuinte sem mediações, e quando este canal falhar, resta a Justiça.

De um modo ou de outro, foi esse modelo de assistencialismo radiofônico(que tenta substituir as autoridades), e que depois se estendeu a TV e jornais, o responsável por fenômenos políticos como o garotismo. Ao invés de debaterem o porquê dos problemas, utilizam os dramas pessoais para auferir popularidade.

Esse é o cuidado que devemos ter, afinal, se fizemos nossa obrigação solidária, e o agradecimento é nossa certeza disso, eu prefiro pensar que tudo isso não poderia acontecer em uma cidade rica como a nossa, e de certa forma, me envergonha saber que um cidadão tenha que pedir a "deus e o mundo", espernear e fazer barulho, para que seu pleito seja atendido por autoridades incapazes.

Bom, aí está o agradecimento do filho do Sr Carlos, quem essa situação sirva de exemplo para que entendamos a importância de escolher bem vereadores e o prefeito(a).



Gostaria de agradecer em nome de meu pai Carlos Roberto e de  toda minha família o apoio dos blogs que nos ajudaram  nesse momento tão difícil de nossas vidas. Pois, há mais de 03 meses  assistíamos meu pai sofrer na necessidade de realizar esse exame e não era liberado pela secretaria de saúde de Campos  que não  dava uma solução para a liberação do exame de meu pai que se encontra doente e precisava urgente da liberação desse exame que só foi possível a ajuda de vocês dos blogs que divulgaram meu pedido de ajuda e com o auxilio da justiça. Nosso muito obrigado graças a Deus e a vocês dos blogs que o exame foi realizado  ontem no RJ com sucesso.
Charles do Santo Silva. Telefone de contato: 99189469.

Governo itinerante.

Eis a nova sede do governo de beduínos da lapa

O blog teve notícia de que um conjunto de tendas do "brima" Kadafi serão importadas pelo casal de mercadores de ilusões:




Quando o poder e o Estado se confundem com a ilegalidade.

Há muito tempo, o transporte coletivo nessa cidade sobrevive sob o signo da ilegalidade.

Não há linhas concedidas, porque não houve quem as licitasse. Desse modo, o repasse de dinheiro público é uma temeridade, para não dizer um crime(pensando bem, é crime sim).

Anos atrás, no tempo dos 318 mil do PMDB, que foram pegos no bunker da campanha garotista na ocasião, houve um escândalo abafado do RIOCARD junto com a FETRANSPOR. Uma atividade suspeita se dedicava a descontar e desviar valores desse foram de bilhetagem. Dorme em alguma gaveta por aí.

Agora, o blog do Pedlowski chama a atenção para as placas de licenciamento da empresa Tamandaré, onde a maioria dos seu ônibus "novos", na verdade, sucatões reciclados, ostenta placas do estado do Pará, Paraná e alguns de SP.
Uma falta de coerência seria licitar empresas para recolherem tributos fora do município, e pior, fora do nosso estado.
Para quem berra por royalties, essa renúncia fiscal parece(e é) um contrassenso.

Na verdade, há mais caroço embaixo desse angu.

Os ônibus da Tamandaré nem poderiam circular por aqui, uma vez que são veículos gravados com ônus de busca e apreensão, restringidas a circulação por medida judicial nos estados de origem, PR e SP. O que o dono fez foi comprar os BA(busca e apreensão)por precinho bem barato, e arriscar a perda dos veículos quando o golpe for descoberto.

Uma "uva", não?

Leia a observação do Pedlowiski, que nada mais é que a ponta de um iceberg:


CADÊ O PESSOAL DO DETRAN QUE NÃO VÊ ISTO?

Qualquer campista que passar pela praça que fica próxima à Casa de Cultura Villa e ao Liceu de Humanidades de Campos poderá ver uma cena inusitada com ônibus circulares usando a área como uma espécie de terminal rodoviária informal. É que nas proximidades fica localizada a Empresa Municipal de Trânsito (EMUT) que, em tese, fiscaliza as condições dos veículos usados pelas empresas concessionárias de transporte público.

A dúvida que fica é se a EMUT está detectando a irregularidade abaixo, onde um veículo da empresa Tamandaré está circulando na cidade com placas emitidas pelo município de Ananindeua no distante estado do Pará. Aliás, já se sabia que muitos veículos "novos" que passaram a circular em Campos dos Goytacazes após o início da política da passagem a R$ 1,00 implantado em 2009 pela prefeita Rosinha Garotinho vieram descartados de outras áreas do país. Mas trazer ônibus usado de Ananindeua para circular em Campos parece algo inusitado.

E cadê o DETRAN que não está aqui fiscalizando e punindo esta irregularidade? Ou trazer policiais armados e usar reboques da PATIO NORTE só é feito com veículos particulares emplacados no Espírito Santo?




"Saudações aos que têm coragem".

Por mais que os assessores e seguidores de toda ordem insistam em proclamar a hegemonia eleitoral, ou a futura possibilidade de confirmação do mandato da prefeita pela reeleição, há algumas premissas que não podem ser abandonadas.

Eu não falo de análises baseadas nas paixões que alimentam a idolatria, ou pior, a ideolatria, a ideologia da idolatria. Muito menos das versões dos fatos, que os canais de mídia à soldo de esforçam para vender como verdades.

Não será fácil ultrapassar a barreira jurídica que se coloca à frente do desejo de continuidade do projeto garotista.

Uma boa saída aos partidos de oposição, que pretendem se apresentar como alternativa de poder no próximo pleito, é entender o adversário, observar seus movimentos, e prever e antecipar jogadas.

O permanente assédio da Justiça ao processo democrático não é uma excrescência ou entulho autoritário, por mais indesejável que nos pareça.
Ou pelo menos, se o são(autoritário e aberração), isto é resultado, de um lado, da industrialização e profissionalização das eleições, aprisionados pelos esquemas de mídia e empreiteiras, que se unem a castas políticas para reduzir o máximo a chance de alternância de poder, permitindo, no máximo, uma "troca de guarda", e por outro, pela percepção cínica do eleitorado de quem a corrupção é orgânica aos políticos e partidos, embora ele(eleitorado) se exima de culpa das escolhas que faz, como se políticos fossem extraterrestres, e que enfim, nada merece atenção ou mudança.

Esse sentimento do eleitorado que alimenta a continuidade do garotismo, e não a fé em um bom futuro ou rompimento da corrupção ou a percepção que houve melhoria do atendimento ao público.
O sentimento do garotismo hoje rima com continuísmo inerte e apático, quando antes foi ruptura e esperança.

As sondagens patrocinadas pelo politburo da lapa dão conta de que o modelo se esgota, e pior, não restam muitos nomes para renovar e reciclar a mensagem eleitoral desse grupo. O que os mantêm em relativa vantagem é a incapacidade da oposição, só isso, e nada mais.

Incomoda aos lapagarotistas saberem que todos os prefeitos e boa parte dos parlamentares eleitos, de uma forma ou de outra, foram nascidos e cevados no modelo garotista de propaganda, financiamento e ação eleitoral.

E se isso, é de fato uma verdade, como pode a oposição, ainda impregnada desses métodos, embora anêmica de densidade eleitoral(ainda), romper com esse modelo? A pergunta está, por óbvio, errada. Será que querem romper com o modelo?

Bom, a intervenção judicial é irreversível, não só aqui, mas em todos os municípios brasileiros, em escala proporcional.
Logo, se beber na mesma "fonte", terá vida curta a aventura da oposição caso ganhe as eleições.

Como se fossem disputados com terceiro ou quarto turnos, os pleitos eleitorais, mormente os municipais, estão under siége(sob cerco)da Justiça, que por sua vez, contaminou-se da disputa partidária, uma vez que os tribunais superiores colhem seus quadros das indicações dos chefes dos executivos estaduais.

A reformas eleitoral, se levada à termo, e com a amplitude necessária, não produzirá os efeitos que precisamos nesse próximo certame.

Resta a oposição ousar e propor aos artidos da situação um acordo inédito. É claro que não aceitarão, mas ficará evidente o caráter daqueles que se negam a dar transparência ao financiamento eleitoral, pois explico:

Sob arbítrio da Justiça, que homologaria o acordo, deveriam os partidos da oposição, sem exceção, proporem a proibição de captação de recursos junto a empresas e pessoas jurídicas de qualquer natureza.

Outro ponto seria: Que todas as doações(das pessoas físicas, que seriam as únicas permitidas) fossem identificadas e tornadas públicas durante a campanha, e não só depois, na prestação de contas.

O limite para contribuições pessoais ficaria limitado a uma percentagem do que a pessoa recolhe de IRPF, na seguinte ordem: quem recolhe mais, a percentagem é menor, aumentando a cota se a pessoa recolhe menos impostos, ou seja: Evita que os mais ricos influenciam mais o processo. Já para as pessoas isentas, o limite seria 10 ou 20% da faixa de isenção.

Por fim, seria vetado a contribuição a partidos diversos ou vários candidatos que disputem o mesmo cargo, exceto às contribuições a partidos de uma mesma coligação, desde que o dinheiro fosse para a conta da coligação, e não dos partidos, separadamente. Isso evita a "aposta" que os detentores do "capital" fazem em vários "cavalos" de vários "páreos", para garantirem o atendimento de suas demandas, seja lá quem ganhe a eleição.

Essas pequenas modificações ajudariam a dar ciência ao eleitor de quais interesses e que grupos de pessoas estão por trás de cada projeto político.

De certo que não somos ingênuos a ponto de imaginarmos que seriam essas pequenas iniciativas uma espécie de panaceia.

Mas seria um bom começo de como a futura governança já deixaria pelo caminho, qualquer que fosse o ganhador, uma série de vícios e compromissos escusos.

Resta saber quem teria coragem de assumir ou propor tais mudanças nas regras.

Seria uma boa oportunidade que a cidade tida e havida como um poço de escândalos e corrupção, começasse a mudar sua imagem.

Bola fora do peixe?

O que faz Vossa Excelência, o deputado federal Romário, como comentarista da Record em Guadalajara, enquanto segue o expediente parlamentar onde deveria estar presente?

Ainda mais no meio do calor pela disputa dos recursos dos royalties?

Será alguma missão diplomática parlamentar que não sabemos?



quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Dia Eterno - Violeta de Outono ao vivo Theatro Municipal de São Paulo



O nome já dava a ideia do que se tratava. Uma tentativa bem sucedida de mesclar um rock progressivo com uma temática meio dark, meio existencialista. Esse era nosso sotaque psicodélico, menos junk, mais light, ainda que as referências estivessem todas ali desde Beatles, Alan Parsons Project, etc.

Essa capa do disco que adquiri em 1987: Outono


Trazia a herança das quilométricas músicas, com grandes trechos instrumentais, com a exceção dessa que acabou de ouvir, Dia Eterno, uma pegada mais hard(seca) e curta.

Nessa tarde cinzenta, uma boa pedida para embalar a melancolia.

Trajetória delirante!

Já dissemos aqui, nesse pequeno gueto de opinião, qual a diferença entre luta e briga: As lutas são justas, as brigas, nem tanto. Toda luta é uma boa briga, mas nem toda briga é uma luta justa.

O triste espetáculo promovido pela prefeita cigarra nos últimos meses, entre se escabelar na sede da prefeitura para resistir(ilegalmente)a uma ordem legal de "despejo", e agora, levando sua trupe de andrajos a capital para esmolar mais alguns anos de desperdício, para quem sabe, conseguir comprar uma vaga para seu marido-gafanhoto nas Laranjeiras, são exemplos de brigas inúteis, ou apenas eficazes aos planos eleitorais da dupla, se muito.

São brigas que se completam, e cada vez mais os isolam dos que lutam pelo bem comum. Perguntamos a você , meu raro e escasso leitor: Se estivesse na oposição, a prefeita lutaria pelos royalties? E caso não houvesse royalties, lutaria pela prefeitura? Quem sabe?

Outra distinção que fizemos aqui também é entre sonho de delírio. O sonho é possível, ainda que não se realize. Dá-nos a referência de vida, motiva-nos, mas acima de tudo, mantêm-nos perto da realidade.

O delírio não! O delírio é irrealizável, como dar a volta ao mundo nadando sem descanso ou adquirir um Ferrari como assalariado.

O delírio nos afasta de tudo e de todos, nos coloca à margem das pessoas, e à beira da paranóia, porque os delirantes acreditam que tudo e todos estão contra ele e a materialização de seu delírio.

Essa é a condição do deputado 288. Um ser delirante, que foi incapaz de entender a importância dos sonhos que realizou, e preferiu continuar alienado nos desejos megalômanos.

O sonho constrói, o delírio destrói.

O deputado 288 é vítima de si mesmo.

Vai terminar "presidente" da associação dos "quase-presidentes" frustados, junto com zé serra, alckmin-chuchu, e marina joana d'arc silva, etc.






terça-feira, 18 de outubro de 2011

Blogueiros(de coleira)que são idiotas, qualquer que seja o regime!

Não há ninguém, em sã consciência, que zombe de atos democráticos, que defendam a liberdade e o interesse público, ainda que promovidos por partidos, ou outras instâncias privadas quaisquer. O problema básico para a Democracia é a forma como a exercemos, e que de certa forma, dependendo do caso e do propósito, mata a própria Democracia.

Uma olhadela rápida na História mostrará que nem todo ajuntamento, comício ou manifestação de rua é prática democrática: A Itália tinha os seus camisas pretas, que marchavam em bloco pelo Fascio. Os SA e depois os SS deram belas manifestações de disciplina pelo Fürher, todas esteticamente perfeitas, e muito populares na Alemanha de 30.

Nós também tivemos o nosso exemplo, quer seja na década de 30, quando Getúlio fez a revolução antes que o povo a fizesse, e surrupiou a bandeira libertária de Prestes. Por trás dos panos, quer seja para provocar os EEUU, quer seja para agradar a elite que o cercava, patrocinava os galinhas verdes integralistas. Também tivemos nossos desfiles.

Vem daí a tradição trabalhista de misturar alhos com bugalhos, e manipular e cooptar movimentos populares.

O DIP é uma invenção getulista, adorada e copiada na planície lamacenta.

O PTB sempre aparelhou sindicatos, e a Carta del Lavoro(a CLT fascista italiana)reconheceu, é verdade, uma série de direitos históricos das lutas sindicais, não sem antes, amarrar a luta sindical em uma estrutura que o subordinava ao Estado, controlado, é claro, pela elite.

Getúlio, sabemos todos, foi um homem de seu tempo, portanto, não cabem julgamentos moralistas sobre ele. Ele foi o que achava possível ser, mas nunca poderemos dizer que foi uma mera vítima dos acontecimentos, pois fez suas escolhas e pagou(inclusive com a vida)por elas.

Por aqui temos o contrário: chefes(nunca líderes)de estatura de rodapé, que querem nos fazer acreditar que são eternos perseguidos, à mercê da sede e inveja dos opositores.
Não têm a coragem, ou os cojones, para enfrentarem as conseqüências dos atos que promovem, e sempre procuram justificar seus erros transferindo a culpa para terceiros.

São sombras distorcidas e borradas dos líderes que dizem ser cópias.

Ninguém duvida da necessidade de mobilização em torno dos interesses de Campos dos Goytacazes.
Nós duvidamos, isso sim, é da legitimidade da prefeita, seu marido artigo 288.
Duvidamos do (mal)uso do dinheiro público para promover um evento partidário, em afronta clara e inequívoca a Lei.
Duvidamos ainda que os fins justifiquem TODOS os meios que utilizam e abusam.

Duvidamos, enfim, que os royalties tenham proporcionado benefícios na exata medida de sua quantidade, tudo por causa de um modelo político instaurado pela dinastia da lapa e seus discípulos, que ora são inimigos, ora se reconvertem em amigos.

Duvidamos do senso único e comum, da adesão por adesão, da política sem crítica, da adulação sem caráter, da subserviência comprada.

Finalmente, cabe dizer, nenhuma luta é coisa de idiota.

Coisa de idiota é falar sem saber o que dizer, tudo a pretexto da defesa de chefes pseudo-populares, que só usam o povo para algumas conveniências, enquanto tramam com a elite mais um golpe ou empreitada que lhes traga algum.

Foram 8 mil pessoas (ou muito menos) a capital.

Como se vê, nem pela força e pressão do cabresto do emprego esse pessoal consegue mobilizar mais seu rebanho.

Coisa de idiota é imaginar que se pode comprar todos por todo o tempo.

Pelo jeito, até o povo que eles dizem controlar, não é mais idiota.

Ah, sim!

Depois de ontem, quando o PRimeiro-filho confirmou para o jornal Folha de SP (ver blog Cláudio Andrade) que foi a municipalidade que pagou o transporte para um evento do partido que ele PReside, será assim que escreveremos:

PRefeitura de Campos dos Goytacazes?

A dança da chuva.

Triste espetáculo que a cidade do Rio de Janeiro assistiu ontem, no coração de sua urbe.

É bem provável que os cariocas, do alto de seu etnocentrismo que os faz imaginar que só os arredores cariocas mereçam alguma atenção, tenham torcido o nariz para aquele monte de gente amontoada em torno de um palanque bizarro.

O estranhamento era correto, mas pelos motivos errados, portanto.

Não é demais lembrar que aquela mesma tribo, que se espremia sob guardas-chuva, em 1998 desembarcou no centro do poder estatal do Rio, não sem as considerações desdenhosas dos "gente-boa-zona-sul".

Os garotinho não são um excrescência pelo seu exotismo, e por compartilharem nossa origem chuvisco. Não é nada disso!

Os garotinho são uma excrescência pelo cosmopolitismo dos seus vícios na ação política, a mistura do público com o privado, o privilégio para castas, em detrimento da maioria, a manipulação e cooptação da mídia, enfim, o uso dos recursos que deveriam servir para administrar mais que campanhas eleitorais que se repetem.

Nesse sentido, somos todos fluminenses e padecemos os mesmos problemas. Quem elege um césar maluco maia não pode falar muito de quem elege rosinha. Se temos o CEPOP, eles tem a "cidade da música". Ou seja, só podemos rir juntos da desgraça, nunca um do outro.

Mas o que chama mais atenção no fracasso da manifestação do PR na cidade maravilhosa ontem?
O fracasso não é o público pequeno, mas a natureza da manifestação, segregadora, excludente, destinada a inflar projetos pessoais, justamente na hora que dizem que precisamos de uma visão mais ampla do processo.

Das duas uma: Ou o caso não é tão grave quanto dizem, ou o caso é grave, e a obtusidade cegou ao casal da lapa. Na verdade, as duas alternativas não são excludentes.

O casal garotinho chegou a vôos altos na política nacional, justamente pela capacidade de mobilizar os consensos em torno da "novidade" que eram.

A repetição da fórmula, quando o espanto da novidade se esvaiu, só tem servido ao isolamento.

Ninguém duvida do poder que ainda mantêm, mas a pergunta, depois de ontem, é simples: Para quê serve?

O casal garotinho hoje, em uma metáfora ruim, é como um grande iate, com motor enorme, encalhado em um banco de lama qualquer, à espera da maré que parece que nunca virá, pois o curso das águas já foi mudado há tempos, e eles não se deram conta.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

(des)respeitado público.

Ainda bem que no mundo real, onde as coisas se decidem, e nas instâncias que podem celebrar um acordo que nos faça perder só os anéis dos royalties, ninguém leva a sério o casal da lapa.

Com seu circo mambembe que hoje ocupa a Cinelândia, no máximo conseguirão virar motivo de piada.

As amigas-da-onça da Educação.



Recentemente, minha caixa de e-mail tem recebido mensagens de um grupo que se autodenomina, "amigas da educação".

Texto cuidadoso, quase sorrateiro. Um corolário de boas intenções, indignação contida, quase sufocada, a pretenderem uma suposta vitimização. Lutadoras é o que suporíamos.

Alguns blogs mais afoitos, daqueles que acham que qualquer lixo merece atenção, desde que fale mal do casal da lapa, publicaram algum material desse pessoal. Mais ou menos como faziam com a revista que era a$$im, e ficou a$$im.
Agora têm que fingir falsa surpresa, ou fazer contorcionismo para renegar o que replicavam, a despeito de todo péssimo conteúdo.

A bola da vez são as "amigas".

As "amigas" se orgulham em cada texto de mostrar suas "credenciais", pois hipotecaram sua fidelidade a prefeita ou a secretária(que chamam de generala) e ao modelo de gestão escolar que loteia as diretoras(que elas chamam de capitães), todas juntas para marchar em defesa de "ideais nobres e salvadores".

Nesse cacoete do discurso, um ato falho, a máscara cai: A falsa decepção engana incautos.

Ora, quem suporia que um grupo como esse acreditaria em uma prefeita que, quando governadora, espancou e apimentou professoras às portas do palácio?

Na verdade, as "amigas" choram o racha do grupo que fazem parte e sua insatisfação nada se relaciona com um projeto ou com políticas públicas de Educação que privilegiam o interesse público, e em suma, o interesse da comunidade que envolve as escolas.

Brigam para impor o nome ao qual estão subordinadas, e tentam emplacar uma indicação, usando a força da blogosfera para tanto.

Não há nada demais nisso, isso é parte da luta política, desde que todas as premissas estejam claras, e não se escondam atrás de falso luto.

As "amigas"nada mais são que outra versão da fratricida luta pelo butim. Sequer têm a coragem de assumirem seu protesto particular.
A Educação que as tem como amigas, não precisará de inimigas.
E por isso, talvez, por tão longa "amizade", nossa Educação pareça uma piada de péssimo gosto.

Um recado para as "amigas": Querem lutar pela Educação? Procurem o sindicato. Ou pior: Vão se catar!

domingo, 16 de outubro de 2011

Pensando bem.

A esperança é sempre
uma meia-verdade.
Que enche o copo
de incerteza até a metade!


A publicidade que eles detestam.

Com a colaboração atenta do leitor José Gustavo:


"Bem Douglas hoje a tarde apesar da chuva fina na cidade passei pela Beira Valão do começo do mercado municipal ate a frente do Mc Donalds, procurei e não achei nem por um lado nem pelo outro, a placa com os valores da obra; Só achei algumas placas de propaganda da prefeitura conforme essa em anexo sobre a vacinação contra o HPV , todo mundo sabe que as obras públicas deverão ter afixadas placas com dados completos sobre responsabilidade, financiamento, execução, prazos e montante de recursos aplicados; As placas servem para tornar mais transparentes os serviços que os órgãos públicos fazem com o dinheiro dos impostos. Nelas, é possível saber quanto custa e qual o objetivo da obra, além do prazo para começar e terminar os trabalhos , mas em Campos as coisas parecem ser diferentes porque não colocam a placa com os valores no entorno da beira valão? Sera que o Ministério Publico esta vendo isso? Se eu passei pelo local e não vi a placa peço desculpas a prefeitura mas por hora não tem nenhuma placa la com os valores das referidas obras do que chamam de Jardins Suspensos..."
Jose Gustavo
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sábado, 15 de outubro de 2011

Números.

Campos é a única cidade que não sabe quantos funcionários tem.

Com cerca de 35 mil servidores, dá quase 1 servidor para cada 20 habitantes. Um record mundial.

Campos tem 40% de domicílios sem esgoto tratado.

Campos tem uma das piores avaliações do IDEB(Educação).

Campos tem repetidas epidemias de dengue.

Campos tem o lixo mais caro do Brasil, e uma das piores coletas.

Campos tem mais de 800 DAS na estrutura da PMCG.

Campos compra leite em pó a preço de ouro em pó.

Campos tem um dos maiores orçamentos do país.


Recordar é viver!



Bom, se há responsabilidade dos governos que torraram bilhões de royalties, está aí o "pai da criança".
Juntinhos, criador e criatura, que a julgar pelo que diz o criador, aprendeu direitnho a lição.
Irônico é o recado no lado esquerdo superior do panfleto:
"Mantenha a cidade limpa!"
Deve ser alguma mensagem subliminar invertida.

Detalhe importante: O ex-prefeito mocaiber (a "geni" apedrejada pelos torquemadas radiofônicos) hoje faz parte da base aliada do governo do casal de prefeitos, que teve suas contas aprovadas pela base de vereadores pilotados pelo casal.
Ora, se foi um mar de lama, quem aprovou as contas não estaria de lama até o pescoço? 
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Origem.

Que o ato do PR na segunda-feira, para o qual, CRIMINOSAMENTE, a prefeita liberou os funcionários públicos para encherem os ônibus, se destina a defesa do interesse privado partidário(embora o argumento seja a luta pelos royalties), ninguém mais duvida.

Resta aos órgãos fiscalizadores as ações pertinentes. Estão aí as JUSTAS CAUSAS para a investigação previstas no decreto 201/67.

De plano, como se trata de uma ato partidário, E PRIVADO, cabe ao PR comprovar a origem dos recursos que pagaram as empresas de ônibus que levarão os manifestantes, aí incluídos os servidores ILEGALMENTE LIBERADOS.

Como é um ato PARTIDÁRIO, e por conseguinte, gera dividendos eleitorais, o (ab)uso do poder econômico ensejaria novas ações da Justiça Eleitoral.

Para isso não precisa parar ônibus, nem criar mais constrangimentos desnecessários aos militantes à soldo, que estão ali, infelizmente, não por convicção, mas por necessidade de sobrevivência.


É só convocar os donos dessas empresas e solicitar as notas fiscais, que é claro, deverão estra preenchidas. 

Resta listar se há entre eles empresários que contratam com a PMCG, ou que mantêm concessão para exploração do transporte coletivo local.

QUE SE DIGA EM ALTO E BOM SOM: A CONSTITUIÇÃO GARANTE A MANIFESTAÇÃO E LIVRE ASSOCIAÇÃO, E O FUNCIONAMENTO DOS PARTIDOS.

DESDE QUE DENTRO DA LEI, E NÃO USANDO RECURSOS ILÍCITOS OU DESVIADOS INDEVIDAMENTE.

LIBERAR SERVIDOR PARA PARTICIPAR DE ATO PARTIDÁRIO É CRIME.

USAR EMPRESAS DE ÔNIBUS QUE CONTRATAM COM A MUNICIPALIDADE PARA ATOS DO PARTIDO DA PREFEITA DEVE SER INVESTIGADO SOB QUE CONDIÇÕES, E SE HÁ CONFLITO LEGAL.

Simples assim.

Show de desinformação.

Não há dúvidas a que serve o programa de rádio de coleira do grupo ordinário.

Grave a fala do deputado que já chamou seu atual chefe de cachorro: "O PT se precisar matar, roubar e sequestrar para ganhar eleições ele faz". Supostamente protegido pela imunidade parlamentar, o deputado sanguessuga vocifera.

Cabe ao PT local, regional, através da sua seção nacional representarem junto a mesa diretora da Câmara Federal, e ao Supremo pela calúnia aventada pelo deputado.

Mais GRAVE ainda é o show de desinformação aos ouvintes:

O regime de concessão, que o governo demotucanalha da privataria adotou para tentar levar à cabo a privatização "mingau quente"da Petrobrás(comia pelas beiradas), dá de bandeja os poços e reservas de petróleo do país às empresas que ganharem os blocos de exploração em leilões. Lembram da "petrobrax", pois é?

Com esse modelo que incentiva a especulação com a riqueza do povo é que prospera, por exemplo, as empresas do grupo X.

Esse modelo (de concessão), do governo demotucanalha e defendido pelo deputado-gafanhoto, as empresas se tornam as donas de nosso patrimônio e dele dispõem da forma que quiserem, inclusive com a apropriação das reservas.

O governo do PT alterou, e retornou ao regime de partilha, reforçou o viés estatal do controle das reservas energéticas, e possibilitou a retomada do crescimento da Petrobrás e seu fortalecimento, que deu, por exemplo, os frutos do pré-sal, que no regime de concessão apenas seria descoberto depois que as empresas como as Sete Irmãs comprasse o que é seu, o que é nosso.
Ou seja: A Petrobrás, enfraquecida, nunca teria condições de prever o que havia no pré-sal, logo, os poços sairiam por uma pechincha, e depois, voilá: Pré-sal e lucros gigantescos. O povo? Ora, às favas o povo e seu patrimônio.

O resultado do regime de concessão nos EEUU: esgotamento das reservas, e permanente esforço militar para anexar países detentores de reservas(vide Iraque), pelo simples fato de que o governo estadunidense não MANDA NADA no petróleo daquele país, submetido aos interesses das empresas privadas. É só dar uma olhada nos EEUU, e no Brasil.

Noruega, Holanda e outros países da Europa esgotaram seus modelos de exploração, e a Holanda por exemplo, a despeito de seu alto nível de vida, não reverteu os ganhos do modelo de concessão em inovação de desenvolvimento tecnológico, sofrendo do que se chama "doença holandesa"(excesso de dinheiro que soterrou e engessou a sociedade, com o desmonte da indústria causado pela supervalorização cambial da moeda local).

Triste ouvir o deputado-gafanhoto desinformar seus eleitores. Até porque pelo pouco que aguentei ouvir, ninguém ali sabe muito do que está falando.

É ISSO QUE DEFENDEM O PR, O CASAL E SEUS ASSECLAS: PARA CONTINUAREM A TER ROYALTIES PARA GASTAREM À RODO, NOS SEUS ESQUEMAS DE PODER, DANE-SE O PATRIMÔNIO BRASILEIRO, E ENTREGUEMOS TUDO AOS "AMIGOS" EMPRESÁRIOS DO PETRÓLEO, QUE AFINAL, NOS DEVOLVEM ALGUM, DE ALGUMA FORMA.

Mais um crime na conta do bando 288. O crime de lesa-pátria!

Vai aqui uma sugestão: Por que não declarar a independência de Campos dos Goytacazes, e pedir a ONU o nosso reconhecimento? Aposto que os empresários do petróleo e os EEUU(sedentos pelo nosso ouro negro)aprovariam no ato!




sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Aos costumes!

Uns dirão que se trata de crime cuja necessidade de apuração elide a prisão em flagrante. Outros dirão que é um crime cuja consumação se estende no tempo, como o sequestro ou a receptação.

O fato é que se houvesse Lei nessa cidade, ao publicar o ato que faculta o ponto aos servidores, no dia 17/10, junto com a veiculação do material publicitário no blog do jornal com a imagem do PARTIDO DA REPÚBLICA, deveria a Autoridade Policial mandar recolher a prefeita "aos costumes", como se chamava antigamente. NOTE-SE QUE ALI NÃO SE TRATA DE UM MATERIAL COM VÁRIOS PARTIDOS, QUE DILUIRIA O DIRECIONAMENTO, MAS DE UM EVENTO EXCLUSIVO DA LEGENDA DA PREFEITA, QUE AINDA VINCULA A LOGOMARCA CRIADA POR ENCOMENDA DA MUNICIPALIDADE.

De qualquer forma, a ausência de procedimento por quem deveria fazê-lo, torna a omissão passível de questionamentos.

Com a palavra, os órgãos com atribuição ou competência para cumprir a Lei.

Leia aqui o que diz o STF sobre o processo e o mandato.

E agora confira o que diz o decreto que trata do assunto:


Art. 1º São crimes de responsabilidade dos Prefeitos Municipal, sujeitos ao julgamento do Poder Judiciário, independentemente do pronunciamento da Câmara dos Vereadores:
I - apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio;
II - utilizar-se, indevidamente, em proveito próprio ou alheio, de bens, rendas ou serviços públicos;
(....)



§ 1º Os crimes definidos neste artigo são de ação pública, punidos os dos itens I e II, com a pena de reclusão, de dois a doze anos, e os demais, com a pena de detenção, de três meses a três anos.
§ 2º A condenação definitiva em qualquer dos crimes definidos neste artigo, acarreta a perda de cargo e a inabilitação, pelo prazo de cinco anos, para o exercício de cargo ou função pública, eletivo ou de nomeação, sem prejuízo da reparação civil do dano causado ao patrimônio público ou particular.

Batom na cueca.

Esta é a chamada no blog de coleira do ordinário jornal, que pode ser lido aqui, antes que retirem para editar e escapar das sanções e críticas.






Até aí nada demais, está tudo certo no lugar certo, ou seja, um partido pode fazer manifestação pública que quiser, em defesa do que quiser, e ter apoio da mídia que quiser.


O problema é que a prefeita decretou ponto facultativo para uma manifestação partidária, ou seja, CRIME! CRIME ELEITORAL, IMPROBIDADE, DE RESPONSABILIDADE, ETC?Onde começa uma conduta e termina a outra, em que direção se dirigem os dolos?


Não sei, não sou jurista. Mas tenho certeza: Se quiserem, aí está o batom na cueca! 


Desvio de recursos públicos (servidores que deveriam estar em serviço), paralisação indevida de serviços, publicação em diário oficial de ato partidário, peculato etc, etc, etc..


Resta saber se os servidores que aderirem ao ato público estarão unindo seus desígnios ao das autoridades infratoras. 


Como eu disse antes, esse pessoal só pode fazer isso de propósito ou por deboche a lei.


Agora, o ato oficial criminoso, que reproduzo do blog do Cláudio Andrade:



DECRETA:
Art. 1º - Fica estabelecido Ponto Facultativo nas repartições públicas municipais, no dia 17/10/2011 (segunda-feira).
Art. 2º - Os serviços essenciais, inclusive os atendimentos e plantões médico-hospitalares, funcionarão normalmente, sem interrupção, durante o Ponto Facultativo instituído neste decreto.
Art. 3º - Este decreto entra em vigor na presente data.

Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, 07 de outubro de 2011.

Rosinha Garotinho
Prefeita



Placar.

Bando 288, revista, blogs de coleira, ordinários e peixes podres tudo no mesmo saco?

Ponto para blogosfera.

Justiça.

Não há o que se falar de quem comprou a revista. Quem está no poder tem o direito(e o dinheiro)para cooptar quem quiser, esse é o jogo.

Mas o mesmo não podemos falar dos que "foram a$$im" tão ácidos e críticos, e davam (a falsa) impressão de que morreriam antes de vender a alma.

Do jeito que se referiam em suas páginas ao governo, pareciam preferir comer uma paella de bucho de bode com miolo de bagre "a serem servidos" no cardápio do "chefe", recheados de verbas públicas.

Bom, pelo que soubemos, dada a lei da oferta e da procura, até que o restinho de alma que sobrou saiu bem baratinho.

De quebra, mais um item no cardápio: crepe com calda de pudim.

As moscas de padaria!

Não é estranho que antigos inimigos mortais hoje se juntem para tentar aplicar aos outros a régua que os mede.

Afinal, quem faz tudo para se manter no poder ou desfrutar dos favores dos poderosos, acredita, piamente, que todos o façam.

Então nem discutamos se fomo$ a$$im, ou se as moscas sobrevoam as folhas ordinárias de embrulhar peixe podre. É o papel que lhes cabe, e surpresa seria que se comportassem com algum decoro.

De tanto chafurdar em acordos, idas e vindas, ser atacado por eles se transformou em atestado de idoneidade. O perigo é ser elogiado por eles...deus(que não acredito)me livre.

Mas não deixa de ser engraçado ler as moscas de padaria replicando a revista da boca do lixo, recém convertida aos encantos daquela pobre casinha da lapa.

Abram os olhos colonistas da revista, em breve serão defenestrados por aves de rapina ou  outro lacaio qualquer.

Só o Liceu?

Antes de tudo:

Sou um ex-liceísta, da safra de 1980, pois aos nove anos entrei para a antiga 5ª série do desejado colégio estadual.
Sobravam mangas e barras no uniforme cinza, tão pouco tamanho de gente ia dentro dele. Mas o orgulho ficava apertado, tão grande que era.

Coincidentemente, os ventos da democracia começavam a soprar, e até uma diretora como Magdala tivemos a sorte de ter. Um timaço com Marluce, Heloísa, Carmem Lúcia, Dona Maria de Lourdes, Dona Yves, Seu Jorge, Seu Tacinho, etc, etc, etc.
Ali estavam os professores que não despencavam às quatro da manhã pela estrada, de carona, ou um ônibus velhos empoeirados para dar aula lá em Espírito Santinho, ou um Imburi de Barra, Sabonete, ou Ponta da Lama.

Elas(eles)eram os melhores porque tinham as melhores condições, e amavam o que faziam, porque o LHC é uma escola fácil de se amar, com todos os problemas. Difícil é amar uma escola a 23 Km de qualquer coisa, esquecida por tudo e por todos.

Assim como naquela época, o Liceu de Humanidades de Campos é uma exceção na educação pública.

Como em todos os outros setores do Estado, há uma disputa entre as classes sociais para que recebam atendimento às suas demandas.

E como vivemos em um Estado patrimonialista, segregador, o melhor desse Estado sempre foi para as elites e seu acessório, a classe média.
Justamente esse pessoal que, proporcionalmente em relação às suas rendas e possibilidades, menos pagam tributos, e mais reclamam de fazê-lo, quando não fraudam e sonegam.

Com raríssimas exceções, o LHC sempre atendeu aos filhos da classe média e de alguns da elite, que, às vezes, por convicção ou por castigo, pois queriam dar um "choque de realidade" em rebentos rebeldes ao rigor das melhores escolas particulares, matriculavam seus filhos na importante ilha de de eficiência educacional, e mais uma vez, embora pudessem pagar, ocupavam as vagas de quem não podia.

Como tudo converge para o "centro", ali estavam os melhores mestres, os melhores funcionários, as melhores atenções e polêmicas. Hoje, a situação mudou pouco, mas ainda assim, a assimetria na Educação continua a desafiar gestores e a prejudicar contribuintes.

Recentemente, no episódio do uniforme, o Liceu e sua clientela mostraram um pouco desse ethos: Têm tradição que carregam como distinção em uniforme, portanto, não são como outras escolas. Ninguém se queixou dessa cota simbólica, ou de segregação positiva.

Como outsider do Liceu, pois venho de origem de classe média que de tão baixa podia ser considerada, na época, classe pobre alta, convivi com o que há de melhor e pior na Educação Pública: O melhor ensino pontuado pelo pior exemplo.
Nos ensinavam que éramos melhores, superiores, dignos de uma corporação centenária.
Por ironia, instalada em um dos símbolos de nossa (con)tradição local que se confunde com vocação: Riqueza na Casa Grande e suplício nas senzalas.

Então, antes de pedir que as autoridades deem um pouquinho de atenção ao patrimônio FÍSICO do Liceu, eu peço, em nome de tudo aquilo que me foi ali ensinado:

Salvem os professores e funcionários, com seus salários carcomidos, infiltrados pela desonra, muito mais que qualquer lustre ou teto em art-noveau, rococó, barroco, ou seja lá qual a tendência ali representada.

Salvem todas as outras escolas, que se encontram sem condições, e façam da Educação uma coisa só, respeitadas as diferenças, mas sem privilégios para uns e castigo para outros.

Se o LHC cair, ou seu patrimônio se esvair pelo tempo, será uma tristeza, mas restarão as fotos e outras imagens na memória, ou ainda um arroubo de restauração, quem sabe financiada pela consciência de algum abastado ex-aluno, ou por uma associação deles, já que dizem dever e amar tanto aquele local.
Por que não copiam o exemplo de filantropia estadunidense, já que nossa elite macaqueia tudo que se faz por lá e na Europa?
Tantos médicos, empresários, colonistas sociais, prefeitos, prefeitas, etc, tantas fortunas construídas a partir do saber que auferiram ali, e onde está a retribuição?

Deixemos ao Estado a responsabilidade com o principal patrimônio do Liceu é o que deveria estar dentro dele e fora dele: A EDUCAÇÃO PÚBLICA E DE QUALIDADE.

Prédios e casas grandes vão e vêm.



Bem pertinho do fim do mundo.


O fim do mundo não é em 2012 como pregam alguns malucos.

É hoje, foi um pouquinho ontem, e com certeza, será também amanhã. Como tudo, o mundo com certeza, vai acabar.

Pode ser que um meteoro desgarrado nos atinja daqui a duas semanas, e só as mais altas autoridades saibam, para evitar que soframos mais e nos acabemos em pânico antes, e que só o que ou aquilo eles achem relevante esteja sendo preservado em algum submundo qualquer, como um enredo de filme B de roliúdi.

Pode ser daqui a centenas, milhares, bilhões de anos, o que faz pouca diferença, na medida que a escala linear de tempo é um artifício nosso para compreender as coisas.

Enfim, todo dia que começa, é um pouco mais de fim.

Mas eu recebi um e-mail, que veio através de minha amiga Jane Nunes, com um pedido carinhoso de divulgação. Só hoje abri a caixa de e-mails onde estava essa mensagem aflita, e quando olhei os blogs irmãos, já tinham multiplicado o pedido.

Como a blogosfera não compete, mas converge e se completa, vou dar minha modesta contribuição, do meu jeito, como sugeriu a Jane.

Mas por que falar de fim do mundo, e de toda essa baboseira pseudo-filosófica e pseudo-intelectual de tempo, fim de mundo, etc e blá, blá, blá?

Simples.

Mais uma vez vamos dizer: Uma prefeitura que torra bilhões e bilhões sem qualquer utilidade que não seja sustentar o esquema político que mantém a prefeita e seu marido prefeito no poder, para que usem essa prerrogativa como plataforma de seus projetos regionais e estaduais, abandonar um contribuinte à própria sorte, é o FIM DO MUNDO.

Não se trata de relegar o problema a uma questão de falha localizada, passível de acontecer em qualquer sistema de atendimento público, mas pelo fato de que esse grave atentado a saúde e direito à vida de uma pessoa acontece todos os dias, pela total e completa ausência de política pública, planejamento, e competência para gerir os destinos da saúde municipal.

Nessa caso divulgado fica clara a insensibilidade, a surdez burocrática, enfim a TOTAL FALTA DE ATENÇÃO com alguém que não está mendigar favores, mas pedir o que lhe é de direito, constitucional inclusive:
"(...) Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.(...)"
 O caso que a blogosfera divulgou, e a que agora vamos publicar ali embaixo, não é uma exceção, mas uma regra incômoda, que só veio à tona porque furou o bloqueio midiático do governo. Não é uma queixa de dois dias de atraso, mas de três MESES.

Há outros desesperados em casa, nas filas, nos hospitais públicos, onde médicos e profissionais, aviltados e envergonhados, juntam-se aos paciente em desespero.

Fatiada em duas, a secretaria é prova de que, no caso desse governo, duas cabeças não pensam melhor que uma, simplesmente porque pensar não é atributo indispensável para estar no governo. Basta fidelidade canina.

É o FIM DO MUNDO que a dengue continue a nos rondar como se fosse uma peste da Idade Média.

É o FIM DO MUNDO que o sistema de compras (tão eficiente em adquirir produtos por preços exorbitantes, como leite em pó, dentre outros)não consiga manter as farmácias com seus estoques.

Se o FIM DO MUNDO pudesse ter um endereço, a plaquinha indicativa estaria pendurada da secretaria municipal de saúde.

Leiam o apelo de um contribuinte da cidade que tem um Orçamento que está entre os 15 maiores do país que é está entre os 20 (G20) mais ricos do planeta.


"PEDIDO URGENTE À PREFEITA DE CAMPOS
(Por e-mail)

 eu estou lhe escrevendo para pedir a sua ajuda. 

Meu pai se encontra muito doente com câncer e precisa de fazer um exame chamado PET CT(PET de corpo inteiro ´) tratamento fora do de domicilio. A mais de três meses que não faço outra coisa a não ser ir todos os dias na secretaria municipal de saúde de Campos e até hoje não temos nenhuma resposta, cheguei á abrir processo e nada resolve, o numero do processo aberto 2011.0191851-MM em nome de Carlos Roberto da Silva é um absurdo eles tem dinheiro para fazer show e mais shows, só não tem dinheiro para tratamento de saúde, aonde anda o dinheiro dos royalties? um cidade com um orçamento de dois bilhões e não tem condição de pagar um exame? 

Por favor, me ajude, pois estou desesperado sem saber a quem recorrer.

Charlés dos Santos Silva. Telefone de contato: 99189469"




quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O caso "Meninas de Guarus" ainda sem solução em Campos



Em alguns lares, no dia de hoje, algumas crianças não são mais crianças. Roubaram-lhes a inocência, violaram seu corpo, e lhes apresentaram o mundo adulto pela porta da infâmia.

Em outros lares, não haverá criança alguma. Só o vazio, a angústia que soterra a memória, e a sensação de impotência frente inércia das autoridades, que premiam criminosos com impunidade.

O excesso de ilegalidades e agressões a leis e valores que assistimos todos os dias parece que banalizou nossa indignação, e nos fez cúmplice pelo silêncio.

Será que teremos que esperar pela briga entre poderosos que os façam usar o que sabem contra inimigos, e então, virá a vingança travestida de justiça?

Quem sabe? Esse blog sempre se debateu pelas apurações, e hoje, diz:
Se é essa cidade que querem, que viola meninas, que seja então.

Daqui por diante, só nos resta aguardar. Eu já deixei as esperanças pelo caminho. Lá atrás.

Enquanto isso, a história se esvai pelo ralo do esgoto da História, e periga se tornar mais uma "lenda urbana", dentre todas outras.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Pensando bem.

O fim de todas as coisas
É ter um fim.

Um colosso de planície.



Para quem assistiu na década de 90, o programa de bonecos que fazia a cabeça da gurizada. Olhando assim, se fosse veiculado hoje, seria considerado uma homenagem a um editor-de-coleira. Você conhece algum capachão?
Com certeza sim, mas é claro, sem a graça e a inteligência do texto do boneco, feito para divertir.

Já a grotesca personagem real é uma lástima para seus pares, e até para adversários, que já o colocam na categoria folclórica, tipo "mundinho", que xingava, ameaçava todo mundo, declarava suas preferências sexuais bizarras, mas não passava de um desparafusado.

Quem já não riu com as respostas de "mundinho" às provocações?

Igual ao "mundinho" editor-chefe, que também não tem a mínima noção do que se passa ao seu redor, e vocifera, baba, espuma, e todos nós rimos.

Como "mundinho", o capachão da planície vive das migalhas dos outros, ora em um cargo sub, que de tão importante ficou "desocupado", sem que ninguém se desse conta(não sabemos se alguém recebia, isso deve ser apurado), ora em um penduricalho de um jornaleco que só serve como panfleto para escoar verbas de publicidade e anúncios de empresas "amigas".

Nosso capachão só ladra, ladra, ladra...e nossa realidade se torna muito mais absurda que a ficção infantil.

Eu riria também, senão fosse trágico.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Dilema tostines.

Os milicianos da lapa são medíocres porque puxam saco ou puxam saco porque são medíocres?

Depois de ler a "entubada" do editor-chefe de coleira, que ressalta a errata do Vítor Menezes(seu estraga prazeres!!!), mas como quem não quer nada, nada fala sobre o resto do texto, que lhe veste a canga de ter cometido crime eleitoral, eu cheguei a conclusão:

Não é à toa que o deputado-gafanhoto e a prefeita-cigarra estão em maus lençóis, por onde quer que se olhe.

Se eu fosse paranóico, e fosse líder desse grupo já estaria desconfiado que esse pessoal faz essas cagadas de propósito. Ninguém pode ser tão burro assim, ai jesus!

Cadê o processo? É ação ou só é falação? Eu estou esperando a citação até agora. Uiiiii que mêêêêdaaa!!!

Vamos lá gente, vamos descobrir na Justiça a fonte de receitas que pagam o editor-chefe de coleira. Ninguém se habilita?



O custo do improviso.

Morador da Penha, e leitor do blog manda reclamação, e nós publicamos. Vejam vocês como a intervenção pública, sem planejamento, à toque de caixa e, ou para atender agendas eleitorais, comprometem os supostos benefícios que alegam trazer:

S.O.S PENHA

"Gostaria que fosse divulgado no seu conceituado Blog o problema que o Bairro da Penha vem sofrendo já a algum tempo, sou morador do condomínio Solar Vivendas da Penha II, já era comum a alguns meses sofrermos com toda a pertubação que uma obra de infraestrutura pode causar a um bairro "Projeto BAIRRO LEGAL", quanto mais, quando essas obras nunca tem fim, estamos com um problema sério quanto a qualidade da água oferecida pela Águas do Paraíba e agora essa nos falta, por conta da falta de planejamento entre o poder público (Prefeitura) e o Privado (Ampla e Águas do Paraíba) que não investiram em melhoria da sua rede para a inauguração das Casas do Projeto "MORAR FELIZ". Não tem dois dias que os moradores começaram a residir nas casas e já tivemos duas interrupções de energias prolongadas por conta do aumento de uso da rede elétrica e agora a água não tem mais força pra subir nas caixas d'águas das residencias e muito menos na nossa do condomínio que precisa de um fluxo bom na rede. 


desde já agradeço a colaboração."

José Amaro Jr.

domingo, 9 de outubro de 2011

Por vias das dúvidas...

Já tirei meu passaporte, e comprei uma viagem de ônibus pr'o Paraguai, caso o Juiz mande me prender por dizer que o editor-de-coleira ainda estava segurando uma das tetas da viúva. Não, nada disso, ele suga é o din-din das verbas que a viúva paga ao jornal e a rádio, somados com os anúncios das empresa que recebem dinheiro da...?da...? da viúva, é claro...Isso faz toda a diferença.

Claro, se antes, como sub-goebbels, ele tinha que cumprir certos ritos do serviço público, agora 'tá liberado de vez.

Pode tocar musiquinha de campanha e o escambal.

Pedi a madame para diminuir o supermercado, pois assim posso juntar algum para pagar meus advogados.

Coloquei o carro dela à venda.

Tô me cagando de medo.

Meu psiquiatra já reforçou as receitas de rivotril.

Mas por via das dúvidas, comprei uma barraquinha de camping, tipo iglu, e vou acampar na frente da rádio ordinário, caso seja condenado, pois afinal, a melhor forma de recorrer de sentença, é armando a barraca, e fazendo o maior barraco.

Só não vou fazer greve de fome, embora esteja precisando perder peso.

Erro.

Peço a alguns comentaristas minhas desculpas. Alguns comentários ficaram retidos na caixa de spam, e como não estou habituado a esse novo ambiente (ah, o nome chique é interface) de moderação do blogger, deixei de vasculhar esse filtro, e atrasei a liberação dos comentários.

Quanto aos comentários que contenham qualquer alusão ao jornaleco folha de embrulhar peixe podre, ou aos seus blogs de coleira, estes serão apagados.

Grato pela compreensão de todos.

Uiii...que mêêêdaaaa....3

Ah, o Vitor Menezes é um estraga prazeres. Por que não deixou esse belo texto para a nossa defesa, caso o falastrão cumpra sua "ameaça"? Ah, Vitor, biribiribá...num quero mais brincá...

Ia ser ótimo poder, em Juízo, provar que ser remunerado pela prefeitura, e ao mesmo tempo, funcionar como radialista de coleira é comum nessa cidade, portanto, não deveria ofender ninguém.
Tem um monte de rádio, com um monte de funcionários e secretários que cumprem a "árdua tarefa" de exercerem suas funções, e defender o governo nos programas que pilotam, alguns, em horário de serviço, inclusive e, utilizando carros e motoristas da prefeitura para seu deslocamento até as referidas estações.

Nem vou mencionar a caixa preta que são as contas de veículos e agências, que recebem verbas públicas e anúncios de contratantes com a municipalidade, em flagrante conflito de interesses, ainda mais se considerarmos que tratam-se de concessão pública.

Uma ação judicial é tudo que precisamos para desvendar esses "mistérios."

Vitor, tô de mau com você, mas ainda assim vou replicar seu texto, que foi mais uma pancada na cabeça do mentecapto.
E no fundo, você tem razão: O editor-chefe-de-coleira NÃO é remunerado pela pmcg.

Mas pelo caixa de um jornal ou rádio que se sustentam, principalmente, pela verba de publicidade oficial, e pelos anúncios pagos pelas empreiteiras e outras prestadoras que contratam com a municipalidade. Se ele entender o contrário, que o jornal e rádio auferem suas receitas de fontes que diferem das que acabo de citar, vamos então a Juízo.

Eis o texto do Vítor, o estraga prazeres:


Domingo, Outubro 09, 2011


Errei: Jornalista que colocou no ar jingle de campanha de Rosinha não é remunerado pela Prefeitura

"O jornalista Carlos Cunha protestou hoje, segundo leio nos blogs, em razão do fato de ter sido dito nesta nota do urgente!, replicada em vários outros locais, que ele é remunerado pela Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Campos.


É triste viver em uma cidade onde alguém considere uma acusação o fato de ser remunerado pela Prefeitura, como se isso de alguma forma depusesse contra a sua imagem, chegando ao ponto de ameaçar processar quem assim o disse.


Mas o fato é que, realmente, o urgente! se equivocou. O jornalista Carlos Cunha não é mais remunerado pela Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Campos. Ele o foi, na condição de subsecretário, até muito recentemente - posto que, equivocadamente, acreditei que ele ainda ocupava.


Peço desculpas ao jornalista Carlos Cunha se de alguma forma o ofendi por acreditar que ele ainda exercia cargo que deixou de exercer. Também peço desculpas aos leitores do urgente! e aos blogueiros que replicaram o post.


Esclareço que esta referência ao jornalista não se tratava de uma denúncia. Este aspecto era tão secundário na nota que nem mesmo o nome do jornalista foi citado. Não há crime nenhum em ser oficialmente remunerado pela Prefeitura. É apenas uma condição. No seu caso, apenas foi uma condição. Até prova em contrário, não há nada demais nisso.

Tocar jingle, pode?

A questão central do post, esta sim uma denúncia que precisa ser apurada, é a veiculação do jingle de campanha de uma natural pré-candidata à Prefeitura, em período que antecede em muito o período eleitoral. O próprio Cunha, como se vê, admite tê-lo feito, e uma gravação solicitada por quem de direito poderá comprová-lo. Isso, estranhamente, não parece perturbá-lo.


O responsável pela veiculação do jingle na rádio Diário FM poderia ser qualquer um. Isso não altera o possível crime de natureza eleitoral que, em última instância, acaba por ser de responsabilidade final da emissora.


Transformar um equívoco secundário em objeto de ação judicial parece ser uma estratégia diversionista para fugir do fato que realmente deve estar em questão: pode uma rádio tocar o jingle de uma campanha política fora do período eleitoral? Esta é a pergunta central do post do urgente! e que continua a ser a dúvida que, acredito, tem relevância.


urgente! se coloca à disposição para publicação de texto do jornalista Carlos Cunha sobre o assunto. Basta remetê-lo para colaboraurgente@gmail.com."