quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Quando entrar setembro, e a boa nova andar nos (em) Campos...


Toda vez que algum ex-colaborador tece alguma crítica ao chefe de quadrilha da lapa, alguns de seus sabujos de coleira correm para apontar a suposta incoerência, ou a falta de legitimidade, e geralmente dizem assim: "fulano, que teve sua primeira vez com o chefe", ou "fulano que esteve bem perto da gente".

Pois bem, afinal, servir ao chefe é uma sentença irrecorrível e perpétua? Ora, senhores, nenhuma sentença o é, nem as por formação de quadrilha, e manda a boa-fé que acreditemos na "recuperação" dessas pessoas, que não devem, de forma alguma, renegar o passado, mas usá-lo como aprendizado para evitar novos erros no futuro.
Será que os atos praticados na lapa, em nome dos chefes, são tão indeléveis, marcam tanto a carne e a alma, a ponto de nunca mais poderem ser esquecidos? Então é verdade, não se pode servir ao chefe sem se acumpliciar com ele? Ué, eu imaginei que se tratavam apenas de escolhas políticas, como fez a prefeita-cigarra ao chamar mocaiber para sua base. Tal gesto deve ser encarado como um "nada-consta" para mocaiber, ou "esqueça o que (ainda)falamos sobre você"?

Troço confuso o raciocínio(?)dessa gente, não?

Eu imagino, que a bem da verdade, quando criticam os "traidores", o fazem muito mais para justificarem a si mesmos, submetidos a toda sorte de humilhações e desmandos, e que ainda não tiveram os "cojones" para fazer o que é certo: abandonar a quadrilha enquanto é tempo.

Ressalvadas as questões de sobrevivência, que eu respeito, embora prefira vender banana no mercado a me portar como ave de rapina, ou prefira vender título de clube para elite decadente em Grussaí, a ter que funcionar como boneco de ventríloquo, a gente sabe que tem gente que cumpre esse papel (de capacho ou lugar-tenente de chefe de quadrilha) mais por gosto que precisão.

A esses não há perdão, pois cada escolha cabe uma conseqüência. Quando o "passaralho" pousar (e pousará em breve), não adianta dizer que não tem nada a ver com isso.

É bom que sejam tão fortes como tentam demonstrar na defesa dos maus atos que seus chefes praticam, para responder com eles pela associação de desígnios. Cadeia não é para qualquer um.


Perdoe-me Beto Guedes. Mas não resisti. Setembro está aí, e a Primavera da Planície pode chegar a qualquer hora.

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