sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Operação de evacuação: Desentocar os ratos.


Há diversos acertos táticos para cada situação de evacuação. Há um modelo próprio de intervenção e formação das forças policiais de combate a motins.

No caso de locais de confinamento, onde a entrada e saída são gargalos (portões), e podem ser controlados pelos amotinados, a pressão não é frontal, direta.

Ela deve ser de dentro para fora, com artifícios que forcem os amotinados a evacuação.

No caso em tela, a invasão do CESEC, devem as forças auxiliares e de contenção cercarem um perímetro de dispersão, ou seja, um espaço ou rua cercada, que permita o fluxo de pessoas, mas que as mantenham ao alcance das forças policiais para identificação e registro das pessoas ali amotinadas, para futuras apurações e responsabilização.

Como fazer?

1- Cercar o perímetro do entorno: 28 de março, trecho entre o IFF e o Hotel, Avenida Nilo Peçanha, no espaço entre as ruas adjacentes ao CESEC.

2. Posicionamento lateral, e pelas grades, o lançamento de bombas de efeito moral, gás pimenta e se for o caso, em último caso, uso de balas de borracha (para prevenção e dissuasão da depredação do patrimônio e, ou uso desses materiais como arma de resistência improvisadas.

3. Aproveitar a desorientação e desarticulação, e promover a escalada lateral das cercas, dominando grupos mais propensos a reação(informação deve ser apurada com levantamento da inteligência no local e outras fontes)

4. Permitir a circulação até o perímetro desejado, segregar os grupos mais exaltados dos não-resistentes.

5. Retirada imediata dos líderes e mais exaltados do local(extração).

6. Identificação dos demais, para apresentação a Autoridade Policial, ou liberação, se for o caso, para depoimentos em outra data.


Recomenda-se a unidade registrar as imagens em filmagem, para prevenir ou mostrar excessos cometidos pelos agentes.

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