quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Mais uma idiotice.

Eu sei que vou remar (como sempre) contra o senso comum, mas nem sempre ele combina com o bom senso.

A suposta campanha que circula por alguns blogs, com a proposta de rejeitar o aumento constitucional das vagas na Câmara é uma asneira, por onde quer que se olhe:

01- Não se trata de ato discricionário, do tipo pode ou não, a lei é taxativa: Tantos moradores, tantos vereadores.

02- Ainda assim, se coubesse uma decisão, rejeitar a ampliação é querer mudar a política acabando com ela, ou seja, uma contradição grave e anti-democrática.

Só cabe a nós a escolha, e a não ser que confessemos que somos um imbecis, e não sabemos e, ou queremos perder tempo para melhor escolher quem fiscalizará o uso do nosso dinheiro e formulará leis que nos atingirão no cotidiano, não faz sentido diminuir a chance de candidatos ascenderem aos cargos, pois  um coeficiente eleitoral maior(nº de votos que cada legenda deve ter para que seu candidato ainda que tenha votos para tanto, ocupe a vaga) e com menos cadeiras, só significam campanhas mais caras, e mais necessidade de "negociatas" para garantir os recursos para essas disputas.

Desde que as vagas diminuíram, a qualidade da vereança caiu, e muito, e isso não e coincidência, é conseqüência. Vereadores como Ivete Marins, Antonio Carlos Rangel, só se elegeram em ambientes onde as possibilidades eram maiores, e não o contrário.

É melhor um Antonio Carlos Rangel com 2 ou 3 mil votos, a um magal com 10 ou um albertinho com 6 ou sete mil votos, conseguidos à base de troca e clientelismos.

Eu nem vou entrar no debate chulo de que todo mundo é igual, e não vale à pena sustentar esse pessoal, blá,blá...Esse pessoal não cai de Marte, e só representam o caráter dos eleitores que os elegeram.

2 comentários:

Maxsuel Barros Monteiro disse...

Olá Douglas.

Só para colaborar, o inciso IV do Art. 29 da Constituição da República determina apenas o máximo de Vereadores, senão vejamos:

"Art. 29. .................................

IV - para a composição das Câmaras Municipais, será observado o limite máximo de:"

douglas da mata disse...

Caro Maxsuel,

É verdade,

Mas a mesma lógica que orientou o cálculo até agora, vale para a ampliação.

Se antes, o máximo sempre foi atingido, observando o cálculo habitacional para cada cadeira, não há de se falar em adotar princípio diferente.


Assim, reafirmo meu entendimento de que não cabe as câmaras municipais regulamentarem a matéria de forma distinta da que vinham fazendo, sob pena de cercearem um direito a representatividade que não é do parlamentar, mas sim do poder originário, consagrado na constituição, ou seja, a maior amplitude possível da representatividade popular..

Um abraço, e grato pela importante colaboração