quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Flertando com o perigo.

Não há precedentes para a aula de irresponsabilidade que a prefeita cigarra, que inclusive se diz cristã, deu aos cidadãos, e porque não dizer, aos seus mentecaptos correligionários.

Nunca o enfrentamento, nem a incitação a violência podem substituir os trâmites democráticos, que nesse caso, estão sob a tutela da Justiça, e se é verdade que o mandato popular emana do povo, é esse mesmo povo que constitui o Poder Judiciário, pela nossa Carta Magna e toda estrutura jurídica e normativa que pune e fiscaliza excessos.

Arguir e tentar provar que não cometeu tais excessos, apelando a birra infantil, mas não menos perigosa e belicosa é um acinte.

Sobre as condutas de servidores públicos eleitos, nesse caso a prefeita, deveria pesar a a apuração pelo crime de responsabilidade, pela paralisação da sede administrativa com a ocupação criminosa, incitação a violência e desobediência a uma ordem judicial emanada de um Juízo legal e legitimamente instituído em um devido. processo.

Leiamos o que diz o Decreto Lei 201/67:



Dispõe sôbre a responsabilidade dos Prefeitos e Vereadores, e dá outras providências.
O Presidente da República, usando da atribuição que lhe confere o parágrafo 2º, do artigo 9º, do Ato Institucional nº 4, de 7 de dezembro de 1966, decreta:

Art. 1º São crimes de responsabilidade dos Prefeitos Municipal, sujeitos ao julgamento do Poder Judiciário, independentemente do pronunciamento da Câmara dos Vereadores:

(...)


XIV - Negar execução a lei federal, estadual ou municipal, ou deixar de cumprir ordem judicial, sem dar o motivo da recusa ou da impossibilidade, por escrito, à autoridade competente;



§ 1º Os crimes definidos neste artigo são de ação pública, punidos os dos itens I e II, com a pena de reclusão, de dois a doze anos, e os demais, com a pena de detenção, de três meses a três anos.
§ 2º A condenação definitiva em qualquer dos crimes definidos neste artigo, acarreta a perda de cargo e a inabilitação, pelo prazo de cinco anos, para o exercício de cargo ou função pública, eletivo ou de nomeação, sem prejuízo da reparação civil do dano causado ao patrimônio público ou particular."(grifo nosso)




Vergonhosa a (im)postura da prefeita e seu vice(aliás, um médico por formação, e oficial bombeiro, que deveria dar o exemplo e evitar o tumulto que se formou), sentada como uma criança mimada, berrando e empacando como se tivesse lhe retirado um doce ou um brinquedo de predileção.

Desonrosa a conduta do bando da lapa descrita na sentença da ação.
Desonrosa a reação da prefeita cigarra e seus pares, que se portou como se estivesse em um palco, dramatizando o seu pior repertório.

É o canto da nossa nova boca do lixo: O CESEC.





2 comentários:

Anônimo disse...

Lamentável o papel das emissoras de Rádio Campos Difusora, Diário FM e Rádio Absoluta:

Lamentável o papel das emissoras de Rádio no caso da prefeita Rosangela Matheus, as três emissoras ligadas ao governo passaram o tempo todo fazendo uma espécie de “lavagem cerebral” na população conclamando a desordem como fechar o acesso as pontes, queima de pneus e informando a todo tempo que a cidade estava parada, que a população estava em grande numero se dirigindo pelas ruas a prefeitura que a população estava consternada triste (bem eu não vi isso,você viu?). Uma mentira deslavada de quem de quem não tem compromisso com a informação à cidade permaneceu o tempo todo como antes.
O proprietário da Campos Difusora teve a “cara de pau” de informar que os prédios da cidade estavam com toalhas rosa nas janelas uma demonstração de puro puxa-saquismo que uma multidão se revezava nas dependências da prefeitura (tercerizados, secretários radialistas ligados ao governo esses sim estão lá) agora o povo? Não estão nem aí. A Rádio Absoluta esteve o tempo todo também “entrincherado” na prefeitura repetindo como papagaio de botequim a mesma coisa, nada de novo informava. Vergonhoso, não foi pra isso que o rádio foi criado, o rádio e uma “arma” preciosa, mas, para o bem, neste caso esta sendo usado para desinformar ao invés de informar. Esta “overdose” de noticias plantadas por aqueles que não estão nem ai pra o povo só olham o seu umbigo.
A única emissora que foi o tempo todo imparcial e que não deixou de ouvir a prefeita foi a Emissora Continental, que se manteve ao lado da verdade ou pelo menos não foi imparcial. Gostaria de lembrar ao senhores que sem Garotinho e Rosinha não sobrevivem politicamente,os ouvintes não são mais aqueles que ficavam ligados em busca de um alo ou um radinho de brinde no final da programação não! A coisa mudou,os ouvintes não ficam presos a um só meio de informação.A utilização do meio mais popular de comunicação para uso politico e pessoal e o que, estamos presenciando neste momento.
Não sou a favor que se interrompa um mandato dado pelo povo,mas,custa falar a verdade ou ela poderia doer no bolso de alguém.Vamos aguardar afinal em Campos tudo pode acontecer ou nada!
Postado por João do Microfone às 18:17:00

http://joaodomicrofoneoretorno.blogspot.com/2011/09/emissoras-de-radio-de-campos-ligadas-ao.html#comments

Anônimo disse...

Desonrosa também será a desídia do Ministério Público, diante do descumprimento da ordem judicial!!!