sexta-feira, 2 de setembro de 2011

É o fim da linha!

Você, caro leitor, que acompanhou os últimos vinte anos da política local, o que faria se, amanhã pela manhã, acordasse em um município que não recebe mais um tostão sequer de royalties?

É claro que essa hipótese é absurda, mas o exercício da imaginação, às vezes, elucida a situação que nós vivemos.

Em 20 anos, e bilhões e bilhões de reais, o que ficou para você, cidadão?

Qual a ferramenta urbana, o hospital, a educação, o serviço público que você pode olhar e dizer: "Essa é a herança dos royalties" O CEPOP? A beira-valão? Estradas que custam  200% a mais que todas as outras?

Não há.

São essas perguntas que você deve fazer ao decidir pelo seu voto no ano que vem. Se, de uma vez, ficássemos sem o dinheiro, qual foi o projeto, a estratégia, a política pública de longo prazo que nos permitiu viver um futuro autônomo, sem a dependência desse finito recurso?

A quantas andam nossa arrecadação própria, que diz como anda nossa economia? Temos impostos para arcar com nossas despesas? Houve crescimento de arrecadação que reflete algum desenvolvimento?

O sistema de transporte é um legado para as gerações futuras?

Quem se beneficiou desse dinheiro todo? O cidadão, ou as empreiteiras e as agências de propaganda, jornais, rádios e TVs?

O que acontecerá com os conjuntos de casinhas, verdadeiros campos de concentração e segregação, quando acabar o dinheiro para recolher o lixo, lá, tão longe, quando o dinheiro que sustenta os ônibus caindo aos pedaços acabar, e nem essas carroças consigam trazer essa população que foi jogada para as beiradas da cidade, onde a visão da pobreza não incomoda?

Espremeremos esse pessoal nas lotadas ilegais, que ainda dominam nosso trânsito?

As empresas que sugam recursos do Fundecam, como parasitas, ficarão quando acabar o dinheiro? Quantas ficarão? E o parcos empregos que geram?

Todos esses DAS, pendurados em salários pelos quais nada fazem, darão seu trabalho como voluntários, quando terminarem de rapinar o que resta?

Qual foi o IDH que os royalties nos deixaram?

E os índices da educação?

Temos menos dengue que há 20 anos atrás?

Essas perguntas se baseiam em uma hipótese maluca, já dissemos. Mas temos uma certeza: Nos restam muito menos royalties que tínhamos há 20, 10 anos atrás. E continuamos lá: Há 10, 20 anos atrás.


5 comentários:

o debaixo é meu disse...

Você está certo, porém creio que a estimativa final do atraso de 10 a 20 anos, proporcionalmente aos ganhos é muito é muito timida, diria que o atraso é de 50 anos.

Anônimo disse...

Amigo Douglas precisamos mudar o foco. Eles, à maioria já sabia para que viriam ,como estão demonstrando para todos.Temos que mudar de foco, passando a cobrar mais dos órgãos fiscalizadores.Como se explica o sumiço de 200 milhões de uma determinada secretaria e niguém vem a público dar uma explicação.

Anônimo disse...

Lendo textos como estes, posso afirmar que você, Douglas, será imprescindível nas próximas eleições.
Parabéns por este excelente blog!

douglas da mata disse...

Caros comentaristas, grato pela participação.

Um abraço.

Anônimo disse...

É preciso melhorar a arrecadaçao própria, mas parece que esse nao é o objetivo da administracao municipal.O
grupo de fiscal de renda do municipio está para se aposentar mas, mesmo assim nãor se fala em concurso bara a substituição dos que siram ou vãoo sair.