sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Não custa lembrar...

Todos os crimes cometidos pela prefeita se consumaram desde o momento em que ciente do inteiro teor da sentença, e sem diploma ou mandato, permaneceu nas instalações da prefeitura, obstando o cumprimento de ordem judicial prolatada na sentença. Aliás, prefeita, mas por enquanto, pois seu mandato está sub judice e mantido a custa de liminar com prazo de validade.

Crime de responsabilidade (da prefeita temporária), formação de quadrilha (pelos seus acólitos, que se organizaram para que o crime fosse cometido) e prevaricação (pelo procurador-geral que deixou de requisitar em juízo a reintegração da posse que estava turbada).

Qualquer que seja o resultado dessa crise permanente, as apurações devem seguir seu curso, sendo prefeita temporária, ex-prefeita ou se for mantida no cargo, definitivamente.


Cadê?

Onde andam as autoridades constituídas dessa cidade que não enfrentam tanto desafio a ordem e a paz pública?

Cadê o batalhão de choque para desocupar o prédio da prefeitura?

Será essa mais uma vergonha que relacionaremos em nossa lista de iniquidades?

Aqui, nessa cidade de Campos dos Goytacazes, além de fazerem tudo o que já praticam, ainda resistem ao peso das punições que deveriam sofrer. O poder executivo aqui pode tudo, inclusive passar por cima de outros poderes.

Se é o vale-tudo, cadê a sua parte, cidadão?

Operação de evacuação: Desentocar os ratos.


Há diversos acertos táticos para cada situação de evacuação. Há um modelo próprio de intervenção e formação das forças policiais de combate a motins.

No caso de locais de confinamento, onde a entrada e saída são gargalos (portões), e podem ser controlados pelos amotinados, a pressão não é frontal, direta.

Ela deve ser de dentro para fora, com artifícios que forcem os amotinados a evacuação.

No caso em tela, a invasão do CESEC, devem as forças auxiliares e de contenção cercarem um perímetro de dispersão, ou seja, um espaço ou rua cercada, que permita o fluxo de pessoas, mas que as mantenham ao alcance das forças policiais para identificação e registro das pessoas ali amotinadas, para futuras apurações e responsabilização.

Como fazer?

1- Cercar o perímetro do entorno: 28 de março, trecho entre o IFF e o Hotel, Avenida Nilo Peçanha, no espaço entre as ruas adjacentes ao CESEC.

2. Posicionamento lateral, e pelas grades, o lançamento de bombas de efeito moral, gás pimenta e se for o caso, em último caso, uso de balas de borracha (para prevenção e dissuasão da depredação do patrimônio e, ou uso desses materiais como arma de resistência improvisadas.

3. Aproveitar a desorientação e desarticulação, e promover a escalada lateral das cercas, dominando grupos mais propensos a reação(informação deve ser apurada com levantamento da inteligência no local e outras fontes)

4. Permitir a circulação até o perímetro desejado, segregar os grupos mais exaltados dos não-resistentes.

5. Retirada imediata dos líderes e mais exaltados do local(extração).

6. Identificação dos demais, para apresentação a Autoridade Policial, ou liberação, se for o caso, para depoimentos em outra data.


Recomenda-se a unidade registrar as imagens em filmagem, para prevenir ou mostrar excessos cometidos pelos agentes.

A ex-prefeita-cigarra e o canto triste!

Desde que a sentença foi publicada pelo DO, não existe mais, e por enquanto, o diploma e o mandato da conferidos a ex-prefeita.
Portanto, não há outra coisa a ser feita, em nome da Lei e da Justiça, que integram o Estado Democrático de Direito, a não ser retirar, à força se for preciso, a ex-prefeita das instalações da prefeitura.

Entendimento, variantes ou chicanas jurídicas, do tipo: "não há citação", "ofício não é ordem", se prestam a atrasar ou resistir o cumprimento da ordem dada na sentença.

Todos têm o direito de arguir tudo em nome de sua defesa. Aos réus, lembremos, é facultado até a mais torpe mentira em seu benefício. Ao Estado cabe provar a culpa, mas a presunção de culpabilidade não afasta a conseqüências dos atos praticados pela defesa, ou seja, se silencia ou mente, o réu arcará com os efeitos de seu desmascaramento pela persecução estatal, que aumentará a medida de sua punição pela tentativa de elidir sua punição.

Logo, a ex-prefeita pode dizer que a sentença é ilegítima, injusta ou ilegal. Esse é o seu direito. Por outro lado, deveria apontar onde estão as ilegalidades, injustiças ou ilegitimidades.
Não o fez no curso do processo, onde era a instância legítima para tanto, não pode fazer agora, fora dele, acampando e usando a violência para ocupar prédios públicos.

O que a ex-prefeita e a horda que lhe cerca pretendem é causar constrangimentos a Justiça e o cumprimento da sentença. Só isso.

Sim, a ocupação indevida de um prédio público é um ato violento, e deve ser punido com rigor exemplar, ainda mais quando os autores são aqueles que deveriam desestimular tais práticas, em virtude dos cargos que ocupavam ou ocupam.

A respeito do mérito em si, é preciso que se desminta, mais uma vez a ex-prefeita e seus cúmplices:

Não foi uma entrevista que causou a sentença, mais um processo, com provas, depoimentos, e todos os ritos e peças procedimentais que consubstanciam o conhecimento do juiz que emana sua sentença. Sentença essa que já recebeu o mesmo conteúdo em instância superior, e só retornou ao 1º grau por entenderem os magistrados que houve supressão de instância pela decisão proferida pelo órgão superior regional.

Um processo em meio a tantos outros mais.

O abuso de poder econômico(com objetivos eleitorais) é tanto ou muito mais grave para a Democracia que o desvio de verbas públicas, pelo simples motivo que um é causa e efeito do outro, nesse ciclo de vícios que se tornou nosso processo eleitoral.

Quando controlam e usam a mídia para desequilibrar o poder de convencimento do eleitor, o fazem na certeza de que esse serviço será pago com as contas de publicidade futuras, e mais, com os anúncios de empresas que contratarão com o futuro governo e outras operações obscuras.

A ex-prefeita MENTE, e utiliza desse artifício não só para a sua defesa, como a CRFB lhe garante, mas insufla os administrados a se rebelarem contra o Estado de Direito representado pelo Poder Judiciário.

Repetimos:

Está ocorrendo crime de responsabilidade, pelo qual deve ser processada a ex-prefeita.

Se insistir em agir como prefeita, ainda que por força de declarações, incorre na usurpação de cargo ou função pública.

Os seus assessores e correligionários, ali presentes por livre vontade e comunhão estável de desígnios para auxiliar a conduta delitiva da ex-prefeita cometem o crime de formação de quadrilha.

O atual procurador-geral PREVARICA se não impetrar a reintegração de posse para que o atual prefeito, que o é desde que a sentença produziu seus efeitos, para desocupar o prédio onde deve funcionar.

O MP Eleitoral e a Juíza maculam e enfraquecem sua autoridade a cada instante que permitem a ocupação sem o uso da coerção policial para desalojar os recalcitrantes.


Detalhe: 


1. Mesmo que se reforme a sentença da Justiça, todo o rol de crimes acima elencados já se consumaram, e não se fala em obstar a persecução pela alteração da condição de ex para prefeita reconduzida ao cargo.
2. Qualquer um do povo, mas por interesse óbvio, os partidos de oposição e seus presidentes, deveriam representar ao MP para que esse determinasse a instauração do Inquérito para apurar tais práticas, na instância persecutória que for competente para tanto.
3. Deveriam, também, os partidos de oposição peticionar a imediata desocupação do prédio da prefeitura.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Dúvidas.

Eu não sou especialista, nem advogado sou.
Mas o que me conforta é que para fazer parte do STF, por exemplo, basta notório saber jurídico, que eu também não tenho e nunca terei. Sou apenas curioso.

Essa inexigência é um sinal claro que a defesa maior de nossa maior Lei, a Constituição, se dá pelo viés político, ainda que tenha os aspectos normativos como parâmetro. Então, uma ordem jurídica que possibilite mais e mais gente a questioná-la e entendê-la, é bem melhor que o "monopólio de especialistas", que sempre se manifestam à soldo, ou por interesses, que quase sempre tentam esconder sob o manto do seu "saber científico".

Fico curioso em saber por que um jornaleco da região procura adaptar um malabarismo jurídico, uma filigrana tecnicista de um ex-desembargador, que inclusive tem parente na linha de frente do staff da prefeita, para tentar justificar o injustificável: Uma prefeita afrontar uma sentença?

Ora, pelo que sei, uma sentença de mérito em ações dessa natureza, em regra, produz seus efeitos ao ser publicada em DO, não havendo qualquer necessidade de mandado ou ordem de qualquer natureza para que seja cumprida. Os mandados são para os recalcitrantes, os os réus sob revelia ou foragidos. Não consta que a prefeita não tenha tomado conhecimento da sentença em seu desfavor, logo, se houver necessidade de mandado, já partimos da premissa da sua resistência em cumprir o que determina a sentença de mérito, ou não?

Não seriam os mandados (de citação, busca, apreensão, prisão, sequestro, arresto, etc) o desfecho de decisões interlocutórias, de natureza distinta as sentenças, e que se dirigindo a parte especificamente, ou a cumprir diligência cautelar, que inclusive prescindem da forma ampla da publicidade que é imprescindível nas sentenças?

Em outras palavras, pois sou péssimo aluno: Mandados são ordens que dão andamento ao processo, enquanto sentenças terminam processo ao decidir o direito, logo, para as sentenças de mérito com ordem ou mandamento de fazer ou não fazer, já estão implícitas e expressas as determinações que devem ser cumpridas.

Não há mandado de prisão para o condenado que está presente ao ato que lhe condenou. Dali para a reclusão.

Não há mandado para pagamento de dívida, ou etc. Há processo de execução, se a parte ré se negar a adimplir o que deve.

Assim como na ação que suspendeu o diploma da prefeita não há mandado. Tomou ciência pelo DO, torna-se sem efeito sua diplomação, seu mandato, e portanto, quem não é mais prefeito não pode ficar dentro da prefeitura.

Ou estou errado?

A única ordem nesse caso seria de reintegração de posse, ação essa que deveria ter sido impetrada pelo procurador, que no cargo exerce sua função em defesa da municipalidade, e não das pessoas que ocupavam o cargo de chefe do executivo.
Enquanto estiver procurador, deve garantir a posse(automática, por força desta mesma sentença contra qual se insurge a prefeita em afronta ao decreto-lei 207/67) e o espaço físico(a prefeitura)para o novo prefeito que já assumiu, ainda que o" circo da posse" esteja marcado para amanhã, às 15 horas.
Se não o faz, prevarica o procurador-geral em deixar de solicitar a Justiça a ordem de desocupação, para que o novo prefeito se instale. Ou será que estou delirando?

De qualquer jeito, ainda que por ofício, mandado, ou bilhete, a natureza da ordem está em seu conteúdo e no efeito pretendido, e nunca na mera formalidade do tipo de expediente, desde que tornada pública, e que a ampla defesa e o contraditório tenham sido respeitados.

Os malabarismos dos jornalecos com a banca dos advogados é de morrer de rir. Tudo em nome da "isenção" (será fiscal?) e do "equilíbrio" (do caixa?).

Pensando bem...

A prefeita diz que só sai de lá presa. Confissão, premonição ou ambas? Do jeito que for, parece que ela tem razão. Essa é a única forma que ela deveria sair de lá: Na caçapa!

Passou da hora!

Já estão mais que maduras as "borrachadas" que o "Choque" da PMERJ deveria aplicar no lombo desse pessoal, e desocupar a sede da Prefeitura.

Seria um bom teste de fidelidade e coragem para o pessoal da "garganta".  E quem sabe, uma noite lá no seguro da Casa de Custódia?

Caso fosse um ajuntamento de favelado, o "cipó" já tinha "cantado", e literalmente, os "homi" já entrariam chutando os paus das barracas, e otras cositas más.

Como eu sempre digo, respeitar direito humano é obrigação, o problema é que no Brasil, e nessa planície de merda, alguns são mais humanos que outros!

Pau que só dá em chico!

Por muito menos, os cretinos da lapa mandaram baixar a porrada e gás de pimenta em professores, nas cercanias do Palácio.

Por muito menos, sufocaram manifestação na UENF com golpes de truculência.

Por muito menos, os moradores do 5º Distrito de SJB estão sitiados pela PMERJ.

Até onde vai a "paciência" com o bando que ocupa a sede da prefeitura?

Será que inexistem autoridades capazes de fazer com a que a lei e as decisões judiciais se cumpram, toda vez que se trate de impor essas determinações a pessoas do poder político ou da elite?

Afinal, a lei vale ou não vale para todos, e mais: Não há os que deveriam dar o exemplo, ao invés de insuflar a resistência?

A senha está dada, caro campista.

Caso nada seja feito, e a ex-prefeita mantiver seu desafio a Justiça adote a seguinte postura:

Não gostou do IPTU, invada a prefeitura.

Não gostou de alguma lei, acampe no plenário da Câmara.

Mande as favas as ordens e decisões judiciais, e se acorrente nos portões do Judiciário.

Tudo que lhe desagradar, junte alguns vizinhos, interdite sua rua com barricadas de pneus em chamas!

Se for preso, peça seu habeas corpus baseado na isonomia:

A prefeita pode, você também pode!

Que seja feita a vossa vontade...

Já que disse em alto e bom som, desafiando a Lei e a Justiça, que apenas sairá presa do CESEC, o que esperam as autoridades que emanaram a ordem que a prefeita descumpre?

Que se rasgue a CRFB? Que se incendeie o Judiciário? Que a cidade vire de pernas para o ar?

Qualquer zé ninguém que tivesse tal postura já teria sido recolhido "aos costumes" com as "honras de praxe".

Não pagou pensão? Cadeia! Furtou uma lata de leite? Idem.

Mas se a lei não funciona para todos, como chamar de lei, ou de Justiça?

Como enxergar a estatura de um Judiciário que amontoa as cadeias de pobre miseráveis que ousam desafiar as regras, enquanto prefeitas e outros poderosos sapateiam em cima de suas sentenças?


Então, ilustríssima senhora "doutora"(só é quem fez doutorado) juíza, onde está a força coercitiva para que se cumpra-se a sentença?

Flertando com o perigo.

Não há precedentes para a aula de irresponsabilidade que a prefeita cigarra, que inclusive se diz cristã, deu aos cidadãos, e porque não dizer, aos seus mentecaptos correligionários.

Nunca o enfrentamento, nem a incitação a violência podem substituir os trâmites democráticos, que nesse caso, estão sob a tutela da Justiça, e se é verdade que o mandato popular emana do povo, é esse mesmo povo que constitui o Poder Judiciário, pela nossa Carta Magna e toda estrutura jurídica e normativa que pune e fiscaliza excessos.

Arguir e tentar provar que não cometeu tais excessos, apelando a birra infantil, mas não menos perigosa e belicosa é um acinte.

Sobre as condutas de servidores públicos eleitos, nesse caso a prefeita, deveria pesar a a apuração pelo crime de responsabilidade, pela paralisação da sede administrativa com a ocupação criminosa, incitação a violência e desobediência a uma ordem judicial emanada de um Juízo legal e legitimamente instituído em um devido. processo.

Leiamos o que diz o Decreto Lei 201/67:



Dispõe sôbre a responsabilidade dos Prefeitos e Vereadores, e dá outras providências.
O Presidente da República, usando da atribuição que lhe confere o parágrafo 2º, do artigo 9º, do Ato Institucional nº 4, de 7 de dezembro de 1966, decreta:

Art. 1º São crimes de responsabilidade dos Prefeitos Municipal, sujeitos ao julgamento do Poder Judiciário, independentemente do pronunciamento da Câmara dos Vereadores:

(...)


XIV - Negar execução a lei federal, estadual ou municipal, ou deixar de cumprir ordem judicial, sem dar o motivo da recusa ou da impossibilidade, por escrito, à autoridade competente;



§ 1º Os crimes definidos neste artigo são de ação pública, punidos os dos itens I e II, com a pena de reclusão, de dois a doze anos, e os demais, com a pena de detenção, de três meses a três anos.
§ 2º A condenação definitiva em qualquer dos crimes definidos neste artigo, acarreta a perda de cargo e a inabilitação, pelo prazo de cinco anos, para o exercício de cargo ou função pública, eletivo ou de nomeação, sem prejuízo da reparação civil do dano causado ao patrimônio público ou particular."(grifo nosso)




Vergonhosa a (im)postura da prefeita e seu vice(aliás, um médico por formação, e oficial bombeiro, que deveria dar o exemplo e evitar o tumulto que se formou), sentada como uma criança mimada, berrando e empacando como se tivesse lhe retirado um doce ou um brinquedo de predileção.

Desonrosa a conduta do bando da lapa descrita na sentença da ação.
Desonrosa a reação da prefeita cigarra e seus pares, que se portou como se estivesse em um palco, dramatizando o seu pior repertório.

É o canto da nossa nova boca do lixo: O CESEC.





Para além das implicações jurídicas!

Não há "técnica" que resista a necessidade de enquadrar as demandas em novas teses jurídicas. Assim, nessa nova velha cassação de diploma da prefeita haverá milhões de argumentos contra e outros tantos a favor de sua permanência no cargo.

Mas a pergunta fundamental é: Tem legitimidade a Justiça para alterar o resultado nas urnas? Tem. Em circunstâncias específicas, o nosso jogo democrático, consagrado também nas leis que regram esse jogo, prevê a possibilidade de suspensão de mandatos conferidos nas urnas, justamente porque esses mandatos possam ter sido conquistados com abuso que desequilibra a disputa.

Isso é o óbvio.

No entanto, se observarmos com cuidado a sentença e seu conteúdo, bem como a sentença anterior do TRE que suspendeu a prefeita pela primeira vez, e foi reformada pelo TSE, que entendeu que houve supressão de instância naquela ocasião, perceberemos bem mais que um conflito jurídico ou uma mera infração de menor potencial ofensivo a nossa Democracia local.

Trata-se da denúncia do modelo que perdura há anos nessa cidade, onde alternaram-se os mandatários, mas permaneceram os vícios. Esse modelo é baseado no controle da mídia com verbas públicas, quer seja diretamente, com as famosas contas de publicidade oficial, que seja através dos anúncios das empreiteiras, empresas de ônibus e todo o rol de contratantes com a prefeitura, que utilizam o esquema de anúncios nesses veículos como desaguadouro e instrumento de lavagem de recursos de licitações irregulares.

As sombras que pairam sobre a real propriedade de determinados grupos de comunicação, a impossibilidade de se auditar os serviços de propaganda contratados(dada sua natureza intangível), e a ineficiência dos órgãos fiscalizadores em sistematizar suas investigações interligando todas essas variáveis, impedem a cidade de purgar de uma só vez todos os problemas que enfrenta faz anos.

Sem essa visão ampla e integrada dos métodos de gestão que assaltam os cofres públicos para manter seu poder econômico de coação e cooptação, nunca atingiremos a desejada segurança jurídica e institucional. Viveremos aos solavancos.

Desnecessário dizer quão patéticos são os impulsos de reação ou solidariedade dos sabujos da prefeita, e ela mesma, totalmente desfigurada e descomposta frente a crise que ela e seu grupo(e ninguém mais)trouxeram a cidade.

Mais grave ainda é perceber que mesmo depois da condenação dos seus atos, as empresas de rádio e jornal ligados ao grupo continuam a praticar os mesmos atos que deram causa a suspensão do mandato, de forma mais veemente, inclusive, conclamando a população a desobediência civil, a baderna, enfim, ao caos.

E por que o fazem? Ora, o que está em jogo é muito mais que a suposta defesa da vontade popular nas urnas. Não seria leviano supor que desafiar a lei para manter o poder nessa cidade virou regra que não admite recuos. Por isso tanto enfrentamento, que às vezes parece ação desesperada.

Não é só isso. É método!

Ao contrário do que possam imaginar, eu olho para todo esse quadro e o sentimento que me assola é o desânimo.


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Se havia dúvidas, não existem mais.

Ninguém teria a pretensão de "adivinhar" o que pensa a juíza da 100ª ZE, e qual seria o teor da sua sentença, a não ser o "deputado-astro".

Mas se havia alguma dúvida que o grupo de comunicação O Diário é usado como instrumento de abuso de poder econômico, para desequilibrar o jogo democrático, antes, durante e depois das eleições, creio que a postagem do Blog do Cláudio Andrade satisfaz todas esses questionamentos.

Leia aqui a convocação que o editor-chefe do jornal do grupo faz a população, como autor de autêntico panfleto.  Ressalte-se que até bem pouco tempo, o citado editor fazia expediente como subsecretário de comunicação.

Se isso tudo não servir como prova inequívoca da promiscuidade de profissionais de mídia com o aparato de propaganda do governo, sob o biombo da "liberdade de expressão", nada mais servirá.

Que se frise que todos os órgãos de comunicação têm o direito de expressar suas posições políticas, no entanto, não podem fazê-lo sem deixar claro seus interesses, inclusive os econômicos (como os anúncios das empreiteiras contratantes de obras públicas nas publicações), e eximindo-se de distorcer os fatos sob o manto da notícia isenta.

Quando abusam da liberdade de expressão e de imprensa, dão causa aos abusos que a Justiça deve combater, como o que está prestes a ser julgado.

O jogo!

Todo mundo sabe como funciona, mas não custa repetir:

Na iminência da sentença judicial sobre ação que se arrasta por meses(logo, não há que se mencionar que seja um ato judicial de "afogadilho"), o deputado gafanhoto e sua esposa cigarra lançam-se ao ataque ao Judiciário.

Se a sentença for desfavorável, o óbvio chororô de perdedor que desqualifica a magistrada, e tenta partidarizar seu convencimento.

Se favorável, posa de todo-poderoso, a vai dizer que a pressão popular reverteu o quadro.

Em ambos os casos, a perigosa ameaça institucional de um parlamentar federal sobre um poder autônomo, o Judiciário.

Afinal, se há motivos que sustentem as suspeitas de envolvimento do Judiciário em questões partidárias, e que maculem sua equidistância das partes, que venham à tona e se puna a magistrada.
Caso contrário, que se apure a (má)conduta do deputado em lançar falsa suspeição sobre a juíza.

Em uma Democracia, não há mais espaço para esse tipo de leviandade. Ninguém é ingênuo a ponto de desacreditar que o poder judiciário sucumba a práticas nefastas, mas como em qualquer caso, o ônus da prova é de quem dela se aproveita, ou seja: Se há irregularidades, que o deputado as aponte.

Não basta presumir partidarismo da Justiça porque sua decisão coincide com o pleito da oposição. Ora, afinal,  uma sentença judicial, ainda mais quando se trata de matéria eleitoral, a decisão, de qualquer natureza, irá satisfazer uma agremiação ou grupo, e prejudicar outro, disso não há dúvida.

Mas o que o deputado levanta é grave: Acusa a juíza de estar a serviço dos partidos de oposição. Faltam, por óbvio, as provas para tão grave acusação, e talvez a conduta se sustente no instituto nefasto da imunidade parlamentar.

Seria isso quebra de decoro? Com a palavra a mesa diretora da Câmara.

Bem que o Tribunal Regional Eleitoral poderia oficiar a Mesa Diretora e noticiar esse péssimo serviço prestado por um parlamentar em ataque a um órgão da Justiça. Ou o TRE concordaria com os ataques a um de seus juízes de 1ª instância, e a deixaria indefesa aos ataques dos tubarões e coronéis da política local?
Como ficará o livre convencimento dos juízes com esse precedente?

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

VIVO, TIM E CLARO: As novas cybertraficantes!

A antropologia moderna e outras ciências sociais, assim como algumas disciplinas médicas já identificaram os sintomas da dependência em informação, e por conseqüência, a compulsão pela conectividade com os meios que a permitem.

Os clássicos sintomas como mudança de humor, transtornos ao convívio social, dificuldade de manutenção de uma rotina alheia ao objeto da dependência, e todos os complicadores associados a abstinência, já estão na literatura especializada recente.

Eu me dei ao luxo de pensar nesse tema ao observar como se portam os fornecedores das drogas que consumimos hoje, e sequer nos damos conta.

Se temos os "cacoetes" da adicção, não é leviano pensarmos que as operadoras de internet e telefonia agem como narcotraficantes, ou cybertraficantes, pois vejam:

01- Manipulam a "dose": variando a velocidade de sua conexão de acordo com interesses comerciais. No início, a velocidade é um prazer, a conexão rápida um orgasmo, para depois alternar em doses inconstantes. Um dia, uma conexão "malhada", outro dia, uma "conexão mais pura", "da boa".

02- Os preços variam de acordo com a clientela, logo, freguês mais rico usa droga melhor, enquanto o contrário também acontece:quando mais barata, pior a conexão, transformando acesso em artigo hierarquizado por poder econômico, e não como direito da sociedade, que delega aos gestores do Estado a concessão de um patrimônio que é seu: A comunicação social e o acesso a todas as formas de acesso a esse direito.


03- Como no mercado ilegal de drogas, ninguém sabe ao certo os "ingredientes", ou como é "misturada a parada". Nos "paióis" das teles e provedoras os governos(poder concedente) só entra se "arrombar as portas". Os critérios e padrões de sinal são manipulados de forma clandestina e obscura, assim como as tarifas a eles relacionados.

04- Tem "arrego", claro!(olha o trocadilho). As multas irrisórias que pagam às agências "reguladoras", e "favores" que as teles fazem em campanhas eleitorais, impedem qualquer controle sério da atividade. Mais ou menos como os patróns fazem com as autoridades na vida bandida.

05- Há um exército de vapores, aviões, soldados, gerentes, etc. É só olhar os vendedores nas lojas, os atendentes de telemarketing, que fazem o aliciamento, e depois, se você quiser reclamar, não tem ninguém que te atenda, ou pior: mandam você se danar, nos moldes dos "fantasmas do morro".


E por aí vão as analogias possíveis.

É claro que não desejo que o setor seja jogado na ilegalidade, mas o fato é que as operadoras se portam como tais, cartéis de tráfico de informação e acesso, e insistem em atuar na marginalidade, sem qualquer respeito pelo seu público consumidor.

Nesse ponto, até nas favelas há algum controle de qualidade, pois os donos da boca já entenderam que um cliente satisfeito é cliente cativo.

A praça não é mais do povo!

Há várias interpretações sobre o fiasco de público no evento chapa-branca, promovido pela administração local, supostamente em defesa da manutenção dos pagamentos de royalties para os chamados municípios produtores.

Cada adversário ou aliado político escolherá a que melhor convém a sua tática, mas o fato persistirá intacto: pouquíssimas pessoas, se considerarmos todo o aparato de mídia, e do esquema de liberação de servidores (contratados ou efetivos, com a decretação de ponto facultativo).

E por que?

Será que as pessoas não se importam mais com o futuro da região? Será que acham injusta a forma de partilha dos royalties? Será apenas preguiça e desmobilização?

Mas como explicar a ausência dos 20 ou 30 mil contratados e terceirizados e seus familiares, dependentes diretos desses recursos?

Tudo o que podemos apresentar são palpites, vamos a eles:

O atual estágio de dominação das estruturas sócio-econômicas da cidade, o vicioso círculo instalado nas instâncias tradicionais de representação e interlocução política reduziram toda a capacidade de mobilização da sociedade, em torno de qualquer tema, a um nível vegetativo. De tanto posarem como solução "divina", como "guia genial dos povos", os "chefes da lapa" subtraíram toda a inciativa dos cidadãos, que agora devolvem com indiferença os apelos, como se dissessem: "vocês não mandam e resolvem tudo, agora se virem".

É claro que esse sentimento não é linear, e nem atinge todos da mesma forma. Mas não estão imunes a esse sentimento inclusive aqueles que persistem à sombra dos chefes, e que têm seu sustento como resultado da boa vontade desses senhores.

Se Marx dizia que o operário se alienava do próprio produto do seu trabalho, como (d)efeito ideológico perverso da mais-valia, o terceirizado, o contratado, ou bucha de canhão do mandarinato garotista acaba por ser alienar do processo político, haja vista sua redução a condição de um "quase-nada"  político, um servo quantitativo, um figurante tangido como massa para desequilibrar pleitos eleitorais, e que apenas se move por algum suborno.

No início do capitalismo industrial, à medida que crescia a produção, aumentava o pleito econômico dos trabalhadores, mas sem que enxergassem todo o quadro, o que reduzia sua luta ao sindicalismo economicista.
Mais ou menos como acontece aqui, em nossa planície: Aumenta a necessidade de mais e mais gastos para manter em funcionamento a "indústria do voto", e cada setor quer mais e mais remuneração. Não há uma "vontade política", a não ser por mais e mais recursos.

A apatia da população que engrossa o esquema clientelista da lapa, é a alienação pela "mais-valia do voto", no processo de "industrialização das campanhas eleitorais". Cada camada pede um quinhão maior: empresários querem mais subsídios, empreiteiros mais obras, a população mais pobre, mais empregos e vantagens. No entanto, a instância que resolve esses conflitos não existe mais, ou pior: A política deixa de ser o eixo central de decisão. Resta apenas a contabilidade financista. Quem tem mais recursos, mobiliza mais, e cada vez, para mobilizar, são necessários mais recursos.

Os setores de oposição, e até alguns setores religiosos bem intencionados(que lotam os infernos), diagnosticam apenas parte do fenômeno, e dão prognósticos ineficazes, se auto-condenando a uma crítica udenista moralóide vazia.

O cabo eleitoral, o barnabé terceirizado só sai de casa se houver vantagem no horizonte. Não responde mais aos apelos dos seus chefes, ainda que a FONTE desse esquema esteja em perigo. Como também não responderá aos apelos dos portadores da fé inabalável na moral e bons costumes.

É o estado da arte da sociedade antropofágica.

Outro aspecto relevante, e se entrelaça com o primeiro, foram as figuras escolhidas para "conclamar" os cidadãos a participar do evento. Coronéis de eito, presidentes de associações comerciais, representantes das oligarquias enfim.
Todos aqueles que estão pendurados nos recursos públicos(aliás, como sempre), e que nada fizeram para que as riquezas destinadas as suas corporações transformassem as perspectivas de algum futuro virtuoso para essa planície. Foi como colocar tubarões chamando sardinhas para nadar em um aquário.

Logo, a sociedade não se enxergou na luta, pois os "pontas de lança" são estranhos a sua realidade. Não havia ali sindicatos, associações, líderes comunitários, etc, simplesmente porque todo o movimento social desta cidade foi tragado, e a pouca vanguarda que resta se recusa a se associar ao grupo político, ou qualquer movimento(por mais justo que pareça), com medo justificado de ser manipulado e massacrado.

Desse modo, não é maluquice concluir que os campistas oscilam entre a vergonha de terem mantido gestões que dilapidaram um patrimônio considerável, a culpa de terem participado de um esquema predatório, a impossibilidade de enxergar alternativa, e pior: o medo de se olhar no espelho e fitar o monstrengo horrível que nos tornamos.



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Só poesia não basta, é preciso ter coragem.

É possível zombar dos loucos?

Claro! Mas eles ousam sonhar.

É possível zombar dos maus poetas?

Claro! Mas eles sonham ousar!


Viram?


Um poema ruim é melhor que a mais bela canção de guerra!

Um poema ruim é melhor que a mais justa sentença de morte!

Um poema ruim é a melhor forma de entender a boa poesia!


Que seria dos poetas

se não fôssemos nós, desastre

o seu contraponto, comparação e contraste?


Poesia ruim nunca será problema.

Ai de nós, quando não houver quem tente fazer um poema!


Feliz aniversário.

Há 41 anos, eu e a primavera compartilhamos setembro

E desde esse dia 24 então...

É só de inverno que me lembro.

Para uma amiga...


Primavera na planície.


sei lá, ando meio despoetizado...olhar de alma de concreto, armada...

não há vento suave que mude as areias de minha esperança de lugar...

nem água mole que fure as pedras de minhas certezas...

só a erosão do desânimo que me toma o chão por baixo...



O Grito de Campos!

PEGA LADRÃO!


ou


SOCORRO!

Royalties: Uma questão de JUSTIÇA!

A frase foi copiada do blog Uenfezado, aqui.

JUSTIÇA PARA QUEM ROUBA! 



É hoje!

Se alguém resolver cercar a praça, hoje, durante a manifestação mamãe-eu-quero-mamar, vira presídio!


Se colocar uma lona em cima, vira circo!



Lá estarão, com alguma ou outra defecção, todos os setores que sugaram e esvaíram os royalties do petróleo em benefício de suas corporações, e em alguns casos, em benefício pessoal, sem que a população pudesse experimentar a prosperidade que bilhões de reais poderiam ter proporcionado.

Ninguém, nem o mais bairrista dos cidadãos dessa cidade pode afirmar que, ao chegar aqui pela primeira vez, sem nada saber sobre nossa história recente nos últimos 20 anos, seria capaz de afirmar que essa é uma cidade que foi regada com essa montanha de recursos.

De nada adianta os cretinos da lapa, e seus assessórios, argumentarem ou culparem governos anteriores. Não houve ruptura no MODELO de gestão que inauguraram, onde o dinheiro público foi apropriado para reverter em benefício de grupos partidários, que financiam suas campanhas com orçamento desviado pelos sócios empreiteiros, tudo sob o consenso domesticado da mídia, que também funciona como predadora dos royalties, em contas de publicidade nebulosas e negócios escusos.

Desde a parte de cima, até a parte mais desfavorecida da sociedade, a relação com o poder público é de compadrio, de cooptação. Não há reconhecimento de direitos, mas apenas a troca de favores, e assim, a noção de coisa pública se esvai pelo ralo.

Usinas falidas, empresas de ônibus sucateadas, obras faraônicas, saúde em frangalhos, educação medíocre, desrespeito ao servidor, terceirizados e contratados em número que ninguém sabe, desperdício, enfim, o caos.

É claro que nós, eleitores, temos enorme parcela de culpa nessa situação. Talvez por sentimento de culpa, ou solidariedade às péssimas escolhas que fizemos, é possível que alguém do povo se faça presente ao ato da prefeita cigarra(será que vai cantar?). Outros para defender seu ganho ameaçado.

Mas com certeza, ninguém que estará lá, hoje à tarde, teria coragem de olhar para si mesmo e dizer: "Nós merecemos esse dinheiro, porque sabemos como gastá-lo, e demos a nossa cidade uma perspectiva de futuro".

Então, pouco importa se lá estarão 10, 20 ou 300 mil. A adesão já está, per si,  viciada.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

E o Enola Gay decolou.






Enola Gay foi o nome dado ao B-29 que lançou a bomba "Little Boy"(garotinho) sobre Hiroshima.  Paul Tibbets Jr deu o nome de sua mãe ao avião que pilotou. "Batizar" aviões era um costume das tripulações.

Hoje em dia, "batizar" operações policiais virou costume. Como vemos, é a História dando suas voltas.


"Abençoados...

...sejam os "ricos de espírito", porque da bol$a deles sempre cai algum para alimentar as bocas famintas de seus sacerdotes da bajulação, os colonistas $ociai$..."

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Pense bem!

Todas as atividades lícitas, lucrativas ou não, que recebam recursos, são obrigadas a provar a origem legal do que arrecadam.

Igrejas não! Podem receber dinheiro do tráfico de drogas, sob forma de doações anônimas, e de empresários corruptos, que desviaram dinheiro público, haja vista que nenhuma paróquia ou igreja pentecostal jamais recusaram tais contribuições, nem arguiu aos doadores de onde vinham.

Será que o dinheiro entra sujo e sai "santificado"? Será esse o sentido que o "sangue de cristo" lava qualquer coisa? Será esse o milagre da fé?

Foi assim durante o tráfico negreiro, quando as igrejas encheram as burras! Foi assim nas conquistas ibéricas, quando os reis católicos adornaram e enriqueceram Roma com as riquezas que roubaram daqui, a custa do sangue indígena e da exploração da nossa terra.

Foi assim em Medelin, Cali, ou na Sicília.

É assim no Rio, SP, nos pampas, ou por aqui, em Campos dos Goytacazes.

Anota aí!



Sábado dia 24/9 estréia no Lord Pub em Campos a Banda 401 com o melhor do classic rock e do blues. Noite imperdível para quem aprecia esses dois estilos. A 401 se apresentou no último festival de Jazz & Blues promovido pelo SESC Campos com grande sucesso e promete repertório diferenciado para esta noite. No set list: Eric Clapton, Beatles, Rolling Stones, The Doors, B.B King, Hendrix, entre outros grandes nomes. A 401 é formada por Fábio Manhães (guitarra e vocal); Sérgio Máximo (guitarra); Juan peçanha (baixo) e Junior Silva (Bateria). A apresentação começa às 23 horas. Quem viver, verá!!!

Igrejas e lavanderias.

Lição nº 01: Como usar a imunidade fiscal de igrejas para lavar dinheiro?

Essas lições eu aprendi em curso da SENASP, Secretaria Nacional de Segurança Pública, ministradas através da iniciativa PRONASCI(programa nacional de segurança e cidadania), que busca qualificar as forças policiais e outros agentes de segurança.

As situações são adaptadas, e relacionadas a casos fictícios:

As doações as igrejas não são identificadas, logo o volume que elas movimentam pode ser determinado de acordo com o interesse ilícito.

Esse expediente sobre o qual falaremos, é comumente associado as denominações evangélicas, mas foi desenvolvido e elevado a categoria de crime internacional pela Igreja Católica, o caso do Banco Ambrosiano(de Milão) que contaminou toda a cúpula do IOR, em italiano, Institute per le Opere di Religione, ou Banco do Vaticano, fundado pelo papa pio XII. Uma catarse desastrosa, na época, que revelou os bastidores da ligação de Roma com a Máfia.

No Brasil, as investigações se debruçam sobre as evangélicas, mas nada impede que as católicas utilizem a mesma tecnologia, ainda mais se observarmos a intensa disputa pelos canais de TV e rádio.

Vamos ao estudo de caso:

Como não identificamos pelo fisco o volume de doações, cada igreja ou arquidiocese, ou outra seção da igreja, poderá dizer que tem em caixa o valor que interessa ao "fiel sócio" lavar.

A igreja pode transferir esses valores, sem que tenha que comprovar sua origem, e na verdade, empresas-laranjas, serviços ou produtos inexistentes ou superfaturados, cotas em empresas fictícias, podem servir para justificar a transferência de recursos ilícitos que nunca saíram do poder do "fiel sócio". Em outras palavras:

Você quer lavar 10 milhões.

Bom, chama o pastor ou bispo, e pede a ele para comprar um imóvel por 10 milhões de sua empresa(na verdade o imóvel vale 2 ou 3), ou contratar um serviço inexistente(que será registrado em nota fiscal legítima, e sobre o qual será pago imposto, legalizando a transação). Com a "venda" você justifica os 10 milhões, e deixa o imóvel(que vale muito menos)como "dízimo" da instituição religiosa. O terreno é a "taxa" de serviço. O mesmo raciocínio para o contrato de serviço, ou produto, ou até de locação. Há claro, operações mais complexas, com a remessa de valores para paraísos fiscais e repatriação dos capitais na aquisição de cotas de empresas ou compra de títulos, mas isso é assunto para outra lição.

O dinheiro circulou, foi lavado, mas nunca saiu de seu caixa.

No ramo das comunicações, essas transações assumem outros contornos. Além de lavar recursos enormes(pois é difícil medir os valores de bens tão intangíveis como compra ou aluguel de horários de TV e rádios), possibilita que igrejas assumam o controle(sem ter a outorga) desses canais de TV e rádios.


Viram? E o que possibilita toda esse processo? A imunidade(*) fiscal que afasta todo e qualquer controle sobre o valor que as igrejas arrecadam de fiéis pela venda de "serviço religioso".

Quem sabe o bispo possa falar sobre o tema, já que o MP e outros órgãos interessados na fiscalização estarão lá, na próxima quinta-feira 22, no Colégio Eucarístico?

Será que o bispo tem tanta coragem assim? Ou só lhe interessa o diabo que mora nos outros?



Nota: Como se vê, o pessoal de Roma não aprende. Mas sem remissão dos pecados, nunca haverá mudança de conduta(rs). Leia a matéria do R7 sobre MAIS UM ESCÂNDALO DA IGREJA DE PEDRO.



(*)atualizado para correção.

Pensando bem!

Não há nada mais coerente que uma Igreja com um papa nazista. Afinal, boa parte da história da Igreja, inclusive da Congregação que o atual papa chefiou, a antiga Inquisição, não se incumbiu em perseguir e queimar judeus?


O método de Hitler, que o papa ratzinger apoiou em sua juventude, só reduziu o tempo de extermínio e ampliou a "escala". Traços típicos alemães: eficiência e disciplina!

Pelo fim da mamata!

O poder tributário do Estado é um dos seus pilares. Poderíamos dizer, a grosso modo, que se trata da essência da natureza da ação estatal.

Não é como querem nos fazer crer, um instrumento de expropriação pela burocracia ávida, mas uma forma de controle da riqueza produzida, com o equilíbrio e redistribuição desta sob a forma de prosperidade, e por derradeiro, paz social.

Bom, isso deveria ser assim, mas por aqui, nesse país, um dono de banco paga a mesma alíquota de IRPF que você, ou o dono daquele carro de 150 mil reais recolhe os mesmos 4% de IPVA do seu carro de 28 mil. Não há a ideia de progressividade na tributação brasileira, o que a torna INJUSTA, antes que possa ser considerada demasiada.

Outro dispositivo utilizado para determinar o que a sociedade e o Estado entendem por relevante, ou que mereça atenção especial, são as renúncias, subsídios e toda sorte de favores fiscais.

Papel jornal, carros, empresas de todas as atividades, e igrejas. O rol é muito maior, mas não saberia citar todo ele.

Eu nem vou discutir esse tema, se igrejas são ou não são necessárias. Mas atentemos para um fenômeno perigoso que acontece nesse país, acobertado por essa "facilidade".

As igrejas gozam de imunidade(*) fiscal para as operações econômicas que realizem, por um entendimento da sociedade que essas instituições prestam um relevante serviço, e que são um dos pilares do convívio social. Quer lavar algum dinheiro? Arranje alguma igreja, evangélica ou católica, determine o valor relacionado a doações que você recebeu, e pronto: Pode comprar o que quiser, e melhor, as doações não são identificadas, logo, aquele amigo ou fiel de primeira linha, poderá, se recolher a taxa pelo serviço, utilizá-lo também.

Deveriam as autoridades fiscalizar com muito mais rigor as transações onde igrejas de todas as denominações, que disputam a hegemonia pela cabeça dos fiéis e pelo recrutamento de outros tantos, utilizam as suas isenções  fiscais para transferir recursos vultosos para empresas de comunicação que mantêm para divulgar sua mensagem, e o que é pior, em concessões cruzadas, alugando espaços a peso de ouro, burlando a nossa tão fraca lei de outorgas de sinal de rádio e TV.

Essa é só uma ponta de um negócio que pode se espalhar para outros setores.

A promiscuidade de religião com o sistema financeiro não é nova, nem a utilização de caixas de igrejas para lavar dinheiro, ou ampliar negócios, longe do fisco.

Há "bispos" presos em Miami. O dono da Universal anda as turras com o MP. A Igreja Católica teve seu escândalo no Banco do Vaticano da década de 80, e por aí vai.

Hoje, a Igreja Católica utiliza o mesmo expediente das pentencostais para conquistar espaço no púlpito eletrônico, e transfere recursos de seus fiéis, sobre os quais não paga nenhum tostão de imposto, e nem sofre fiscalização, para adquirir canais ou comprar espaço em canais "laranja".

Quem sabe o novo bispo de Campos possa falar algo sobre o assunto em suas tão concorridas palestras e entrevistas sobre corrupção, conflito de interesses e manipulação da mídia?

Nos daria um bom exemplo de como não devemos agir com hipocrisia em relação ao erro alheio.


(*)atualizado para correção.



terça-feira, 20 de setembro de 2011

Para a cadeia com os pedófilos da Igreja, e todos que os acobertaram.

Esse é o pedido da organização holandesa das vítimas de abusos sexuais por padres, que tenta junto ao TPI, tribunal penal internacional um precedente jurídico: associar a omissão dos superiores dos pedófilos, que nada fizeram, ainda que soubessem da gravidade dos crimes praticados, e em alguns casos, mantiveram os pedófilos em suas funções junto a crianças.

Como a Igreja Católica baseia sua estrutura em obediência irrestrita a ordem hierárquica, não há de se falar, como alguns fanáticos idiotas pretendem, junto com hipócritas de batina,  que os erros dos padres estejam restritos somente a eles.

Cadeia, e que lá recebam o tratamento dado aos estupradores. Quem sabem assim possam expiar seus pecados?

Mas isso seria pedir muito de uma Igreja que é comandada por um nazista, que até hoje não se arrependeu de tê-lo sido.

Se deus existisse, estaria envergonhado.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Vendo 147 (Ao Vivo) - PATA - Conexão Vivo / Sala do Coro - TCA



Com as correções do nosso leitor: O nome da banda é Vendo 147!

Precisa dizer mais alguma coisa?

O que falar sobre a postura nem caga, nem desocupa a moita do candidato noiva cadáver?

Patético!

Em alguns, o tempo traz a sabedoria e a experiência, para outros, só a senilidade.

O monopólio da futilidade!

O blogueiro não faz nem desfaz das redes sociais como o Facebook, nem julga os interesses de quem participa de tais instâncias de comunicação.

Cada um faz de sua vida o que bem entender, desde que ressalvados os interesses e direitos de terceiros.

Mas não deixa de ser engraçado ler em algumas cloacas locais, que alguns insistem em chamar de colunas sociais, os(as) "titulares" dos espaços criticando os participantes de redes sociais pelo excesso de exposição dos seus integrantes.

Queixam-se os(as) colonistas que todos querem sair do anonimato, e por isso, as redes são uma selva de pseudo-celebridades(mas que raios será uma celebridade?).

Bom era o tempo que sair do anonimato dependia da vontade, sempre com os devidos incentivo$, dos coloni$ta$ $ociai$, que monopolizavam costumes e padrões.

Quer dizer, esse tempo era bom só para eles, diga-$e.

Ainda bem que foi-se o tempo do monopólio da futilidade, e hoje as pessoas têm o direito de expor o vazio de suas vidas sem a intermediação de um(a) colonista, não acham?

Pelo menos é mais honesto.

Eles sabem disso!

O Império da Lapa chegou naquele ponto de "não-retorno", onde o caminho para o fim está mais próximo que  perscurso que fizeram até o ponto mais alto, que já ficou para trás há muito tempo.

Agora é só descida, e a gravidade é uma lei irrevogável por decreto ou por delírios, ainda que aplicada a instável política.

Foi assim com ACM na Bahia e com outras dinastias pelo país afora, maiores ou menores.

Resta saber quanta força tem a oposição para determinar a queda do monstro em quanto tempo, e se sobrarão alguns restos insepultos, como ACM neto.

Mas isso a História se encarrega de responder.

Guerra de guerrilha.

O desafio que se impõe aos que pretendem se lançar como alternativa de poder nessa cidade não é fácil. Tanto pela natureza e biografia política dos principais próceres da "oposição", quanto pela força dos movimentos do governo, que pilota um considerável orçamento, e manipula as ofensivas.

Mas um dos pilares do pensamento estratégico(e eleições, antes de tudo, exigem esse pensamento)é transformar ameaças em oportunidades, projetar cenários e mais duas coisas: estar preparado, razoavelmente, para as emergências e sempre avaliar o resultado das ações.

Podemos dizer que alguns passos da oposição, a despeito das "análises propagandistas" dos servos do governos, foram dados na direção exata. Aos tropeços, é verdade, mas avançaram.

Hoje, é indiscutível que a oposição entendeu que para além das táticas eleitorais, existe a necessidade de interação e organicidade, e com os limites impostos pelo cerco promovido na mídia domesticada, e com o pequeno auxílio da blogosfera independente, a oposição conseguiu firmar a marca da frente democrática.

Além de tudo mais, a oposição conseguiu mostrar aos órgãos fiscalizadores que, embora estejam a disputar a hegemonia política, suas notícias sobre irregularidades detêm conteúdo e credibilidade.
Uma das atitudes do grupo da lapa que reforça essa constatação é a tentativa(frustrada)de desqualificar alguns setores da blogosfera, ou atraí-los para discussões menores. Os ataques pessoais aos integrantes da oposição também cumprem essa missão.

O alcance da marca FRENTE DEMOCRÁTICA e de sua mensagem dependerá de novas ações. No entanto, para seus pares, e setores chamados "formadores de opinião"(os consumidores mais perenes de informação), a frente democrática é uma realidade, e já é enxergada como simbolo da oposição. Isso não é pouco, como dissemos, dadas as circunstâncias.

Mas a guerra da comunicação não se encerra na rede, e nem a comunicação é, em si, o que determina a escolha do eleitor. Se assim fosse, os candidatos ungidos pela mídia não perderiam uma eleição, e poderíamos substituir o processo eleitoral por uma consulta aos tubarões da mídia. Não é bem assim.

Estrategicamente falando, há no horizonte alguns cenários, e eles se entrelaçam e não são excludentes. Vamos a eles:

01- Destituição da prefeita por força judicial/policial:
Esse temor, que a bem da verdade, nunca mais abandonou os mandatos aqui conferidos, passou a ser uma hipótese mais tangível, na medida que o chefe e um cardeal do governo passaram a divulgar uma tese defensiva, alertando para uma possível perseguição de seus adversários, como forma de desqualificar, preventivamente, supostas ações jurídico-policiais, e mais, manter coeso seu bando (nas palavras do secretário de governo, bando é quem tem orientação, chefe, portanto, nada melhor para identificá-los). Essa possibilidade desarrumaria todo o jogo, embora as premissas estivessem intactas, ou seja, a forma de fazer política continuaria a mesma, ainda que o presidente da Câmara assumisse. Mas isso traria o complicador de forçar o grupo da lapa a definir novo candidato, e a sabida animosidade entre irmãos abriria mais um flanco a ser atacado pela oposição.

02- Um ou vários candidatos a prefeito?
A oposição ainda não escolheu, e nem deve, a melhor estratégia para concorrer: Várias candidaturas, mas "batendo" na mesma direção(o governo), que se uniriam caso conseguissem forçar um segundo turno, ou uma candidatura unificada, que cumprisse a mesma tarefa. Agora, a oposição deve afastar a tentação de definir esse tema, a não cair na armadilha proposta por alguns veículos de mídia, que constroem suas pautas no acirramento dessas futricas, por não terem mais nada para oferecer aos seu leitores. É o momento de centrar fogo no governo, possibilitar através das filiações no prazo, que todos estejam aptos a concorrer, e esperar a hora, batendo no governo em uníssono. As críticas de que não têm um "chefe" são para desmerecer uma qualidade: A frente conseguiu construir um discurso(com todas as limitações), mas o fez sem aparecer de forma verticalizada ou apropriada por uma das lideranças, projetou assim, vários nomes e possibilidades. É por isso que o secretário de (des)governo procura atacar esse movimento. Na pequena trajetória de análise política que acumulamos na blogosfera, já aprendemos que o grupo da lapa só ataca o que considera um risco. Logo...

03- Comendo pelas beiradas:
Centrar as forças na eleição de uma bancada maior e melhor. Aqui um ponto complicado, pois as vaidades pessoais(umas legítimas, e outras nem tanto)impedem  bons quadros de enxergarem todo o cenário: Imaginem uma nominata com Roberto Moraes, Antonio Carlos Rangel, Adilson Sarmet, Sérgio Diniz, Odisseia, Sérgio Mendes, Fernando Leite(com todas as reservas que nutro por esses quatro últimos), etc, etc, etc.
Não tenho dúvidas que teríamos um resultado que colocaria a Câmara em condições de exercer o seu papel como deve, e não como tem feito. Esse é outro enorme temor do grupo da lapa. Sabem que podem até ganhar a prefeitura, mas têm certeza que a configuração da Câmara vai mudar, uma vez que o poder, embora conte com os recursos para bancar candidaturas, sofre o desgaste natural de ter que atender a todas as demandas, o que é impossível. O quadro de candidaturas vai consumir muito do esforço do governo, e muitíssimos recursos. Descontentes são "bombas-relógio" em potencial para futuras investigações. Há outro fator: Não será tão fácil construir consensos a base de recursos públicos como foi no passado recente.

04- Usando a força do adversário contra ele:
Como dissemos, a batalha na mídia não é tudo, mas para um governo que teve seus principais nomes ligados a comunicação (principalmente ao rádio), não é fácil deixar sem resposta os ataques diuturnos que recebem, e para o delírio dos (tu)barões da mídia local, as verbas vão jorrar com generosidade, como tem acontecido.
Então, como enfrentar essa bliztkrieg na mídia? A oposição(frente) precisa começar a eleger os temas que trabalhará nas eleições, e constranger a mídia a ter que tratá-los quando fizerem o contraponto junto ao governo, usando o esquema de mídia do governo contra eles mesmos, desprezando os debates sobre nomes, quem será candidato a quê, ou temas menores com atores inexpressivos, como subsecretários e outros integrantes de terceiros e quartos escalões designados a tarefa de funcionarem como ponta de lança. É hora de parar de "gastar vela com defuntos ruins", ou ser usado como recheio de linguiça de pautas inexpressivas.

A intensa atividade no campo da lapa revela que gigante foi ferido. Olhemos a História e aprendamos:

Em 1941, os EEUU foram atacados por uma país muito menor, sofreram com uma humilhação atroz, choraram a perda de vidas e quase toda sua esquadra ancorada em Pearl Harbor. Resultado: O sentimento de patriotismo impulsionou o até então adormecido e hesitante gigante a entrar e desequilibrar a II Guerra Mundial. Fez de Roosevelt o herói que amalgamou sua trajetória como estadista.

Em 2001, os mesmos EEUU foram surpreendidos, deste vez em seu coração, por novo ataque, milhares morreram, mas o patriotismo, deste vez, só foi manipulado e aviltado pela elite conservadora, representada no inexpressivo bush jr, e selou o início do fim do Império.


A oposição tem que escolher que guerra quer lutar, desde já sabendo que não há nada de Roosevelt no pequeno bush da lapa.

sábado, 17 de setembro de 2011

Responda rápido.

Você compraria um caminhão usado do deputinho garotado, para circular pelo corredor logístico do Açu, que (não)passará pela terra dos assentados?

Um poste sem luz própria.


incauto: 
adj. e s.m. Que ou quem não tem cautela; imprudente, desprevenido, crédulo, ingênuo.


Essa é a palavra que o ex-prefeito (92-96), eleito como "poste" (ao menos nas palavras de seus antigos aliados, à época), Sérgio Mendes, utilizou para denominar os que não querem se unir, ou ao menos, não desejam que os royalties continuem a jorrar como símbolo do desperdício, concordando com a proposta do governo federal em alterar a divisão do pré-sal, e aplicar esses recursos em fundos que promovam nossa educação,pesquisa e inovação tecnológica, dentre outras finalidades estratégicas.

O texto pode do ex-prefeito-poste pode ser lido aqui, no blog Estou procurando...

Só em nome de minha amizade com Jane Nunes e Rose Davi tentarei ser o menos ácido possível, uma vez que o ex-prefeito possibilitou toda a sorte de adjetivação, quando incorreu, em nosso modesto entender, no erro de desqualificar os que discordam dele, antes de combater seus argumentos.

Não, ex-excelência, não somos incautos.

A História não permite errar, se a olharmos com cuidado.

Veja o senhor que bilhões de royalties não prepararam nossa cidade para o futuro, e nos colocam em situação vexatória, ainda que tenhamos dinheiro para vivermos no paraíso. Essa é uma conclusão de todos nós que não somos governo, inclusive o senhor. E veja que nos chamam de nomes parecidos com incautos, os que nos governam. Será coincidência, então, que vossa senhoria utilize o mesmo método de debate?

Creio que não.

Pois vejamos argumentos que combatam o que disse, e deixemos as considerações sobre suas condições pessoais apenas como circunstância para ilustrar vossa incoerência:

Há um fenômeno sócio-econômico-político, observado em países e regiões com pouca maturidade institucional, como certas regiões desse país, e países da África e Oriente Médio, que adormeceram sobre os ricos dividendos da atividade extrativista mineral, aí incluída a prospecção e extração de petróleo.

Por outro lado, países como a Holanda, que dão nome a doença das commodities (doença holandesa) revelam o outro lado do extrativismo exacerbado e sem direcionar seus recursos para o desenvolvimento, ainda que no caso desse país europeu, haja condições de vida invejáveis.
O dinheiro que entrou com a venda de commodities holandesas irrigou a economia daquele país baixo, e destruiu qualquer iniciativa industrial por uma geração ou duas, dada a excessiva valorização da moeda local.
A Noruega escapou, e experimentou o investimento estratégico para aprimorar sua tecnologia, adaptando seu parque industrial as exigências competitivas das novas tecnologias. Não é à toa que embora a gigante de eletro-eletrônicos Philips fosse holandesa, foi a Nokia, norueguesa, que saltou no mercado dos telefones celulares.
Suécia também se diferenciou, e pode competir em campos tecnológicos de alto valor agregado, como a aeronáutica, inclusive a militar (caças Saab, que concorrem com os franceses Dassault, estadunidenses da série F Hornet, Macdonnell Douglas/Boeing Northrop, na compra pretendida pela nossa FAB).

Nos países pobres da África e Oriente Médio, e em nosso caso, e em outras cidades, a riqueza não significou prosperidade, e houve um fato ainda mais grave: As democracias foram solapadas os regimes autoritários, guerras civis fraticidas ou os processos eleitorais tornaram-se, irremediavelmente, corrompidos.

Na nossa cidade aconteceu a total submissão das escolhas políticas pelo poder econômico, justamente o que vossa senhoria diagnostica e critica em seus textos, mas não apresenta solução, a não ser a lenga-lenga moralista, e por quê?

Ora, porque vossa ex-excelência é legatário de um modelo de gestão que ratificou quando prefeito, e de um grupo político que se dividiu pela luta pelo poder, mas manteve intacta sua natureza predatória.

Se na sua gestão os recursos nem eram tantos, é verdade, houve ali também a repetição de práticas nefastas e que já apontavam na continuidade do modelo, e no aprofundamento de suas mazelas, basta lembrar que na sua gestão expiraram as concessões de linhas ônibus, que inexistem até hoje, e nada foi feito. Tanto é que o modelo perdurou, independente de quem sentou na cadeira que outrora vossa ex-excelência sentou.

Tão vergonhosa foi a privatização da gestão de abastecimento de água e sanitária municipal, que dá "frutos" até hoje.

Faltava-lhe dinheiro que sobra hoje, é fato, mas sobrava-lhe o ideário garotista, que desregulamenta instituições e as joga no campo da informalidade ou na sanha privatista, onde são manipuláveis aos interesses eleitorais, e distantes da fiscalização. vossa ex-excelência não significou uma ruptura, como gosta de se imaginar e fazer acreditar aos "incautos".

Mas sua participação nos eventos não se resumiu a uma gestão municipal(92-96)que elegeu o sucessor determinado pelo seu chefe, à época, que, inclusive, foi o único motivo para o rompimento que vossa senhoria denunciou, silenciando sobre os fatos nefastos que diz saber, talvez em instinto(inteligível)de auto-preservação.

Veja o senhor, que de novo no governo, deste vez na gestão da CODEMCA, nome pomposo para a empresa pública municipal denominada Companhia de Desenvolvimento de Campos, nada foi feito ou proposto para alavancar nosso desenvolvimento autônomo e sustentável, e não é leviano supor que suas boas intenções jazem no cemitério que foi a única coisa que lhe restou para gerir então.

Então, caro ex-poste (ops, ex-prefeito), muito cuidado (não seja um incauto) ao adjetivar seus oponentes no debate sobre esse rio de dinheiro que jorra para um mar de corrupção.

De nada adiantam royalties se eles não estiverem a nosso serviço. Do jeito que estão, os royalties SÃO SIM, UMA MALDIÇÃO.

E PIOR, NOS ENVERGONHAM PERANTE A NAÇÃO.

Eu posso até ser ingênuo(incauto) ao sentir vergonha, diante de tantos episódios que causam ainda mais vergonha. Mas essa é uma distinção entre nós. Esse sentimento (de vergonha) que nos impele a mudar de conduta, enquanto justificar nossos erros pelo dos outros só os eternizam.

Não vale, portanto, o argumento cretino de que outros royalties, de outras cidades, e outras atividades, ou recursos de outros órgãos ou entes federativos são alvo dos mesmos erros que cometemos aqui, simplesmente porque não justifico nossos equívocos pelo dos outros, nem me comparo com o que há de pior.

Portanto, se o preço para aprendermos é o sofrimento, pois escolhemos assim, que o paguemos. Mas sei que há desafios para essa nação que dependem da boa utilização dos recursos para enfrentarmos as responsabilidade de termos nos alçado a condição de protagonistas mundiais, e royalties não podem ser usados como alavanca de delírios eleitorais, do lucro privado de seus empreiteiros-financiadores e para domesticação da midia e outros esquemas.



PS: Foi por isso que imaginei que a Jane iria carregar um peso morto em seu blog ao lhe abrir espaço.
Parece que eu tinha razão. É por essas e outras que cada vez mais, vou abandonando a blogosfera local.

Tempos confusos de gente confusa, não?

A coluna do PIG local desparafusou.

Leia duas notas, onde os erros confundem o leitor.



Já são 13

Campos já tem 13 colheitadeiras de cana-de-açúcar, em um investimento de mais de R$ 14 milhões, para substituir o corte manual. São sete da Coagro, duas da Paraíso, duas da Cana Brava e duas do empresário Ary Pessanha. Não se pode registrar que o setor está se enquadrando na nova realidade dos tempos e isso pode ser comprovado no campo. É visível e indiscutível. (ué, pode se registrar ou não se pode?)


Passagem

Como está acontecendo com a favela da Linha, na BR-101, depois de Ururaí, as áreas atrás da Universidade Estadual do Norte Fluminense, podem com o tempo desapareceu (não seria desaparecer?). Um estudo mostra que a avenida Alberto Lamego, não vai suportar nos próximos cinco anos a demanda de veículos. O correto deveria ser a construção de uma avenida paralela na Beira-Rio.




Bom, a última nota dá uma pista que o tempo é o senhor da confusão. Ou será que há mais ingredientes?


Última chamada

O mês nove já está se despedindo. Estamos praticamente entrando em outubro, ou seja, o ultimo trimestre do ano. É preciso muito trabalho nesta hora. Foi um ano relativamente difícil e é esperada uma arrancada na reta final. Porém, é preciso um ambiente que permita esse desempenho. Com tanta confusão assim, vamos terminar o ano mais confusos.

A corrosão do raciocínio!

O fenômeno químico pelo qual certos materiais se deterioram quando submetidos a ação oxidante é chamado comumente de ferrugem.

O termo, na política, passou a ser utilizado como alusão ao arcaismo, ou o corrosão de valores, ou na destruição, uma vez que a ferrugem é nociva e prejudicial a manutenção dos materiais e do funcionamento, assim como na sociedade, quando dizemos que a sociedade está corroída. 

Asim temos: "fulano está enferrujado e não serve mais para muita coisa" ou "os canais de interlocução estão enferrujados", e ainda "a movimentação social enferrujou, foi corroído o tecido social".

Ferrugem é, desta feita, uma coisa ruim, acabada, que necessita reparo ou substituição.

Um exemplo da ferrugem do pensamento garotista, que assombra pelo seu entulho autoritário, é a posição em relação a eleição direta para diretores de escolas públicas municipais. 

Nesse ínterim se equiparam, tanto o deputado 288 e seu bando, quanto a trupe do atual governador cabral(que aliás, é seu herdeiro político e sucessor, embora rompidos, como convêm a perfis tão parecidos). 

Ambos detestam a autonomia nas escolas. O resultado insiste em revelar números que condenam ambas as gestões na área educacional, mas eles perseveram no erro. 

Agora, reutilizam o argumento cretino de que eleições nas escolas fazem com que diretores assumam a defesa corporativa da categoria que a elegeu, em detrimento dos interesses de alunos e a comunidade. Como isso, per si, trouxesse uma ideia ruim, ou seja: os interesses dos professores sempre colidem com uma escola de qualidade. 
Partem da premissa, como no caso da licenças médicas, que a regra é má-fé, e por isso, todos devem ser punidos, invertendo o ônus da prova e a presunção da boa fé. Talvez façam tal julgamento tendo como referência a si mesmos, quem sabe?

Vamos desmontar a cretinice, sem deixar de considerar que em alguns casos, pode haver situações excepcionais com a distorção do instrumento democrático de escolha, o que aliás SEMPRE acontece no método defendido pelos cretinos da lapa, através da INDICAÇÃO dos diretores por senhores dos feudos da administração. Na prática defendida por eles é: Bons diretores são exceção, e não regra Ao contrário das escolas com diretores eleitos, onde a regra é que correspondam aos anseios da comunidade e dos profissionais ali envolvidos.

01- As eleições envolvem toda a comunidade e não só professores, o que amplia a integra a direção em compromisso com TODA a comunidade, e não só apenas com o feudo político comunitário ou o governo.

02- A educação pública é um bem de ESTADO e da POPULAÇÃO, e não de governo e suas gestões, ou seja, sua execução enquanto política pública deve adotar critérios e valores que perpassem as bandeiras desse ou aqueles governos, que devem imprimir suas MARCAS pela continuidade do que encontraram de perene, e tornar sazonais ou emergentes apenas correções e, ou inovações que não solucionem a continuidade. administrativa. Logo, a eleição direta atende essa premissa, tanto quanto a estabilidade dos servidores e a exigência de vínculo estatutário para os diretores, que protegem a escola de casuísmos e intervenções descompromissadas com a continuidade.

03- Um exemplo claro disso é um diretor que comprometa sua gestão com práticas de desvio de recursos e verbas. Ora, basta seu afastamento para o governo dizer que adotou a providência punitiva. No entanto, nada impede que esse diretor retorne, após amainadas e esquecidas suas condutas, em outra unidade, como aliás, é a praxe. Se for funcionário efetivo, o processo disciplinar pode aplicar-lhe penas de destituição/perda do cargo, o que funciona como mais um fator de prevenção.

04- O fato de ser servidor nomeado sem vínculo com o serviço público e com a Educação, não o torna, a priori, incapaz de realizar boa administração, mas tolhe o bom e dedicado professor(a enorme maioria)da progressão natural de sua função, desmobilizando e desmotivando-o, ainda mais quando submetido a uma gestão que muda ao sabor dos humores da política eleitoral local. É claro que a gestão política deve suplantar a burocracia, não temos dúvidas disso, mas há um limite para tal assertiva. Interesses particulares e eleitorais de vereadores da base de governos nunca podem ser considerados na gestão escolar, como acontece por aqui, e de fato, em outros municípios do Estado e na própria gestão estadual.

05- As melhores entidades públicas de ensino, ou seja, Universidades, IFFs, CEFETS, e até fundações como a FAFIC, utilizam a eleição para escolher seus gestores.

06- O alegado prejudicial compromisso com os interesses corporativos da categoria podem ser, efetivamente, melhores para a gestão escolar, uma vez que esses interesses, na esmagadora maioria dos casos, coincidem com os interesses dos alunos em benefício da escola de qualidade. 
O contrário, diretores comprometidos com governos, resultou em desastre que assistimos nas avaliações recentes. Tanto da cidade, quanto do Estado. 
Justamente o MAIOR comprometimento com a categoria dos professores que é apresentado por estudiosos como um dos instrumentos para superar nosso atávico atraso. Foi o afastamento dos professores da gestão de sua atividade-fim da escola, EDUCAR, que resultou no desastre.

07- Por fim, há um fato desconsiderado pelos cretinos da lapa, expostos a corrosão que a bajulação ocasiona em cérebros já limitados: Mandatos de diretores são temporários, o julgamento é dos eleitores(comunidade e escola), e gestões ruins serão avaliadas como tais(não é esse o argumento que usam para legitimar as cagadas que fazem no governo?). A eleição de um diretor não DESONERA a secretaria de educação, órgãos fiscalizadores, e por último, a prefeita em pessoa(quando não estiver no palco) a controlar e corrigir as distorções praticadas por maus servidores, ou os erros involuntários, eleitos ou não.

O que se deseja, e os cretinos enferrujados e outras "aves" bajuladoras sabem disso, é desconstituir esse vínculo nefasto de submissão das gestoras escolares aos humores dos senhores feudais comunitários, quer sejam vereadores, ou seus cabos eleitorais, e aproximar a população da administração de suas escolas, integrando-as ao processo de execução das políticas públicas de que são alvo.

Isso, afinal, não é Democracia? Com a palavra, os cretinos da lapa.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Doc. NOTÍCIAS DE UMA GUERRA PARTICULAR - English Subtitles / Legendado ...


Eis o documentário completo.

"Antecipando o breque".

No meu tempo de criança, havia pequenos ditos, que comunicavam a ideia de quem uma pessoa, para evitar e censura e julgamento por algum mau feito, antecipava as conseqüências ou acusava antes o acontecido, para desviar a atenção.

Assim: "Galinha que canta é porque o ovo é dela!".

Mas há outro, mais usado pela molecada: "Quem acusa primeiro o cheiro é porque deu o pum!"

É disso que se trata a postagem do deputado condenado por formação de quadrilha, repercutida pelo seu secretário de propaganda, fato incomum, pois ele até hoje se mantém preservado da "linha de frente", como convém a quem manipula contas públicas de publicidade e a mídia local.

Existem poucas dúvidas de que teremos mais um daqueles episódios que tanto nos envergonham.

A maldade é que vai coincidir com o debate sobre o rateio dos royalties. Vai pegar mal...mais uma vez!

Essa operação que vasculha a prefeitura já está em curso há meses, e o "chefe" sabe dela. A expectativa é pela data do pouso do passaralho.

Aguardemos.

Em destaque.


Desigualdade cai e renda sobe no Brasil

Estudo do Ipea aponta mais 26,6 milhões de pessoas vivendo com mais de um salário mínimo, enquanto extremamente pobres ainda dependem do governo. Foto: Marcello Casal Jr/ABr
O estudo Mudanças Recentes na Pobreza Brasileira, divulgado nesta quinta-feira 15 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), aponta que entre 2004 e 2009 a desigualdade no Brasil caiu 5,6% e a renda aumentou 28%. Uma melhora atribuída, entre outros fatores, ao crescimento econômico, geração de empregos, aumento da escolaridade de adultos e aos programas de transferência de renda.
No período avaliado, passou de 51,3 milhões para 77,9 milhões o número de brasileiros vivendo em famílias com renda igual ou maior a um salário mínino (545 reais em 2011) por pessoa, um aumento de 26,6 milhões. No entanto, em 2009, 107 milhões de indivíduos tinham renda inferior a 465 reais per capita por mês.
Naquele mesmo ano, 69% da renda dos brasileiros teve origem em trabalho com mais de um salário mínimo, 4% com salário igual a um mínimo e 14% da Previdência Social, com salário superior ao mínimo.
No entanto, o estudo mostra que a diferença na dependência de benefícios do governo entre os não-pobres (545,00 reais ou mais por pessoa ao mês) é elevada. Nesta faixa da população, 74% das pessoas possuem renda de trabalho maior que um salário mínimo, enquanto 49% dos extremamente pobres (até 67 reais mensais por pessoa) recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que garante um salário mínimo por mês a idosos, deficientes e incapacitados, e 39% o Bolsa Família, as maiores proporções registradas respectivamente.
Segundo o levantamento, ainda houve uma alteração na composição familiar. Em 2004, 40% das famílias eram formadas por um casal com um a três filhos, 9% de mulheres com um a três filhos, 4% da população com quatro ou mais crianças e 47% sem crianças.
Cinco anos depois, os casais com um a três filhos somavam 35%, as mulheres com um a três filhos mantiveram os 9%, a proporção de pessoas com quatro crianças ou mais caiu pela metade, 2%, e aumentou para 53% a porcentagem de indivíduos sem filhos.
As estatísticas também mostram que, em 2009, 73% dos não pobres não tinham filhos, a maior proporção entre as camadas sociais analisadas. Por outro lado,  os extremamente pobres possuem o maior índice de quatro filhos ou mais do País, 23%.
Pobreza
A distribuição espacial da pobreza não sofreu muitas alterações no período, sendo que se concentra em maior proporção nas zonas rurais de pequenas cidades nordestinas. Nas zonas urbanas do Sudeste e grandes municípios do Nordeste, a incidência de pobreza extrema é menor em proporção, mas devido à quantidade de habitantes dessas regiões, o número de extremamente pobres é elevado.
O estudo divide a população brasileira em Idade Ativa e a classifica em famílias com conexão agrícola, em que ao menos metade se enquadra na categoria de produtores agrícolas, famílias com conexão precária – composta por empreendedores e empregados informais – e as famílias sem conexão, nas quais ninguém está ocupado.
As famílias com conexão agrícola são quatro vezes mais associadas à pobreza extrema e 2,4 vezes mais à pobreza do que o esperado. As famílias sem conexão estão 3,6 vezes mais associadas à pobreza extrema e 1,3 vezes à pobreza. Já as famílias com conexão precária aparecem mais intensamente relacionadas à pobreza do que à extrema pobreza.
As famílias extremamente pobres sem conexão possuem 61% de sua renda composta por transferências do Bolsa Família, enquanto as famílias vulneráveis e as não pobres têm na previdência e na assistência social mais de 70% de sua renda.