segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A tradição, família e a propriedade se assanha.

O bispo que representa o papa nazista resolveu abrir a boca. Direito dele, é claro!

Mas causa espécie que ninguém reclame da mistura da política com religião. Claro, se fosse um evangélico, ou se tivesse pronunciado palavras, digamos, mais à esquerda, o pau iria comer no lombo de sua eminência.

No entanto, como recitou o latinório conservador, foi saudado em genuflexório.

Como a "instituição" que representa é pautada pela estrita obediência e hierarquia, não é leviano supor que o bispo não se mexa no tabuleiro local sem o conhecimento e anuência de seus superiores.

Já falamos e repetimos: Nada demais. O problema é que o bispo fala de suas crenças políticas temporais tendo como referência os dogmas que obedece, e portanto, não estão para serem debatidos, mas seguidos por quem professa a mesma denominação do bispo, o catolicismo.

A religião busca "a" verdade, enquanto na política isso é impossível!

Não deixa de ser engraçado ver o bispo tentar doutrinar a política, quando sabemos que as autoridades eclesiásticas sequer conseguem convencer os seus, dentro dos limites da religião: Mulheres católicas fazem e morrem a fazer abortos. Padres continuam a molestar crianças, com o "apoio" da omissão de Roma.

Por derradeiro, mais irônico é a menção da evolução patrimonial de igrejas, sendo a Igreja de Roma o que é: Um império econômico, construído durante séculos de dominação e promiscuidade com o poder temporal, e tendo o Banco da Providência, com sede no Vaticano, protagonizado um dos maiores escândalos financeiros do História, que até virou tema de filme de mafioso(Godfather III, O poderoso chefão parte III).

Mas de todo jeito, que venha o bispo e sua cantilena conservadora do papa nazista.


6 comentários:

Anônimo disse...

Eu sei que é seu desafeto, mas para que a justiça seja feita, Carlos Cunha já reclamou veementemente no seu blog.

douglas da mata disse...

Caro comentarista,

carlos cunha não é meu desafeto, pois não reduzo o debate político a questões pessoais, e ainda que assim fosse, eu não tenho nenhuma relação pessoal com ele, nem quero ter.

eu combato o que ele representa.

o blog não tem a pretensão de inventar as palavras, nem manter um monopólio sobre opiniões sobre o que quer que seja.

o que faz a diferença de um blog de coleira e o nosso blog é o alcance e a coerência para tecer críticas.

pois veja: o carlos cunha trabalha para um condenado por formação de quadrilha que mistura tanto a religião com política quanto o bispo que ele criticou.

o mesmo comportamento deplorável quando criticam cabral e repetem suas ignomínias por aqui.

um abraço, e grato por sua participação.

Anônimo disse...

"o carlos cunha trabalha para um condenado por formação de quadrilha que mistura tanto a religião com política quanto o bispo que ele critico"

Carlos Cunha criticou porque o bispo representa a religião católica, se fosse um representante da igreja evangélica, não haveria crítica.

Ele, Carlos Cunha , é um imbecil!

Jane Nunes disse...

O papa goioaba só criticou o bispo porque ele não disse: vinde a mim os garotinhos....

Anônimo disse...

Eu de novo, apenas registrei que alguém JÁ tinha se manifestado contra a mistura de política com religião.

douglas da mata disse...

Caro comentarista,

Não vou engolir a isca, mas posso balançar a linha um pouquinho:

Parabéns para você que consegue ter estômago para ler um lixo como carlos cunha, e toda sua cantilena de coleira puxassaquismo explícito.

Eu só não consegui enxergar o sentido de comentar isso aqui(não acredito que você fosse perder seu precioso tempo com uma provocação tão chula), sabendo que nesse blog nós ignoramos solenemente o que o editor do pasquim ordinário faz ou escreve.

Em todo caso, seu recado foi dado e publicado, ao contrário do que acontece por lá.

Um abraço.