sábado, 27 de agosto de 2011

O que deveria fazer um coordenador de segurança municipal?

Bom, ninguém sabe ao certo, mas vão aqui algumas sugestões de um eleitor/contribuinte. Não se trata de uma opinião de "especialista", pois todos sabem, quase nada sei do assunto:

1. Embora seja público e notório que as atribuições municipais sobre segurança pública sejam restritas ou pouco definidas, está claro que há a possibilidade de uma abordagem sobre o tema SEGURANÇA PÚBLICA por um viés de abordagem menos de combate a criminalidade violenta, e dar um ênfase em práticas, táticas e estratégias de convívio urbano que previnam conflitos e fiscalizem a ocupação do espaço urbano, fonte de boa parte desses atritos.

2. Há intervenções municipais que prescindem a ação dos governos estaduais e federais, embora seja desejável que todas estejam integradas. Um exemplo: O Flamboyant é um bairro, por sua característica sócio-econômica, mais sujeito aos delitos patrimoniais (roubo e furtos). Tal incidência tem maior ênfase na ausência de uma ferramenta urbana simples, e que a prefeitura não supre, embora gaste zilhões de reais com mais uma terceirização, e ainda nos cobre uma taxa para não prestar o serviço, a saber:
Iluminação pública do bairro é um desastre, e reflete o apagão desse (des)governo. Esse é um exemplo isolado, mas se compararmos a mancha criminal dessas modalidades de delitos, acharemos, na maioria dos casos, ruas escuras.

3. Essa providência (iluminação pública) junto com a fiscalização junto aos proprietários de prédios e terrenos abandonados/desocupados, coagindo-os a manter esses imóveis murados e limpos, evita também outras modalidades mais graves, como crimes sexuais e homicídios, sem mencionar o tráfico de drogas. Nesse caso específico, se considerados os espaços urbanos da periferia, o zelo e asseamento dos imóveis e logradouros públicos tem efeito "valorizador", catalizando a confiança do morador para construir um ambiente mais seguro.

4. Outra atribuição municipal, de grande impacto nas estatísticas da segurança pública é a postura pública, quer seja pelo aspecto direto(quando a falta de fiscalização acarreta uma ocupação irregular que cause insegurança, como: uma calçada ocupada que obriga o pedestre a se arriscar na rua), ou pelo aspecto indireto, quando por exemplo, o o uso de calçadas e comércio de bebidas, associado a barulho causam conflitos de vizinhança, brigas, ameaças, injúrias, e toda a sorte de pequenos delitos que entopem as delegacia e os juizados especiais.

5. No trânsito, desnecessário dizer que a intervenção municipal, junto com um plano viário decente, com ênfase no pedestre, no ciclista, enfim, nos mais "fracos", porém mais numerosos, pouparia toda a estrutura de segurança e saúde milhões de reais em atendimento, indenizações, pensões, danos, ações judiciais, e o que não tem preços: vidas.

6. No quesito transporte público, a coordenadoria poderia olvidar esforços junto a EMUT, e traçarem juntos, uma estratégia que assegurasse aos taxistas, aos ônibus e vans, maior segurança dos passageiros e profissionais do setor. Padrões de conduta nos pontos de táxi, terminais de embarque e integração de linhas com câmeras, ônibus e vans com esses dispositivos de imagem em tempo real com gravação, etc.

Há muitos outros campos que esse eleitor poderia opinar, mas eu deixo para os "especialistas".

Ou seja: se quiser trabalhar, ao invés de brincar de "delegado", nosso ilustre coordenador poderia, de forma arrojada e inovadora, usar o "prestígio" que tem, e funcionar como articulador dessa política municipal de segurança e convívio social, onde sua "pasta" poderia, de forma transversal, desde a Educação até nas Obras, direcionar todos os esforços da administração rumo ao bem comum e a paz social.

Eu não sei o que o coordenador faz ou coordena, mas tenho certeza do ele não faz, mas poderia.

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