sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O público, o privado, o sagrado e o profano.

Tão ou mais prejudicial a Democracia que a mistura entre a religião e o Estado laico, é a promiscuidade entre interesses privados e a coisa pública, que no fundo, têm a mesma natureza: A supremacia de uma denominação, de uma escolha, ou de uma atividade, sobre todo o conjunto da sociedade, com os recursos dessa sociedade.

No caso das festividades do padroeiro da cidade(padroeiro para os católicos, que se diga), o escândalo assume proporções maiores.

Não bastasse o fato absurdo e bizarro do dinheiro público ser utilizado para uma festa religiosa, ainda que a maioria dos recursos contemple a sua parte profana, é a utilização desses mesmos recursos para patrocinar shows que servem como objeto de exploração comercial por veículos de mídia, vinculados ao esquema de propaganda do governo.

A bem da verdade, em Campos dos Goytacazes, o governo municipal formulou e coloca em prática uma estranha "experiência":
Voltamos, como se estivéssemos à bordo de uma máquina do tempo, ao tempo anterior a formação do Estado, da divisão dos poderes, e do império da Lei.

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