quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Na terra da adivinhação.

Sem os dados exatos sobre a execução orçamentária, com a revelação dos empenhos programados (e os já pagos) para os últimos meses do ano fiscal, nenhuma outra informação sobre o esgotamento dos recursos orçamentários é digna de confiança.

Tudo não passa de palpite. Nós já demos os nossos aqui. 

Quem conhece um pouquinho de política sabe que não há causa determinante, nem excludente para explicar esse improvável sumiço de 1,9 bilhão de reais. Se REALMENTE houvesse essa escassez, não seria apenas uma justificativa que bastaria, mas um conjunto de situações que levaria a esse caos financeiro em uma das mais ricas prefeituras do Brasil, e do mundo.
Má gestão associada a péssimas escolhas políticas, se pudéssemos resumir.

É só acompanhar a história recente dos nossos orçamentos para sabermos que a regra é oposta: Geralmente créditos extras "aparecem", devido a previsões orçamentárias subestimadas, justamente para que os executores tenham um cheque em branco, sob a forma de suplementações generosas autorizadas pela Câmara.

A pueril tentativa de emplacar uma versão que "o dinheiro acabou" só favorece o "arbítrio" da prefeita para ungir amigos, e sufocar ex-aliados, inimigos e outros seres de coleira mais instáveis. Facilitaria também a tarefa de terem de se explicar sobre tanto desperdício, ou coisa pior.

"Compra" essa versão quem quer. "Vende" essa versão quem tem intere$$e.

Não houve tragédia ou circunstância excepcional que tragasse esses recursos. TODO o ORÇAMENTO foi previsto,e  até que se prove ao contrário, NÃO HOUVE DESPESA que fugisse a previsão dos gastos.

Mas para dirimir as dúvidas, só colocando em prática uma palavra que de tão usada em vão, já perdeu o significado: Transparência.

Nenhum cidadão é capaz de ler as (poucas)informações do nosso orçamento e sua execução e dizer a quantas andas nossa finanças.

Se alguém  é capaz de dizê-lo, desafiamos que o faça.

Não essa lenga-lenga reproduzida ad nauseam pelos blogs de coleira, e o jornal do sim ou o jornal do sim, senhor.

Para o acompanhamento da situação do NOSSO DINHEIRO, é preciso que os dados sejam verdadeiros e COMPLETOS.
É PRECISO HONESTIDADE PARA FORNECER ESSAS INFORMAÇÕES QUE NOS SÃO DEVIDAS, E MAIS: É PRECISO VEREADORES DE VERDADE QUE AS SOLICITEM E IMPONHAM O ATENDIMENTO A ESSA DEMANDA!

Lembremo-nos todos: "Aquilo que é dito sem provas, pode ser derrubado sem provas".

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