quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Entre a cruz e a caldeirinha!

Em 12 de abril, o blog cantou a pedra no post Troca de prisioneiros.

Algum blog replicou, e não me recordo, que a expulsão da prefeita do PMDB seria um favor, estendido ao vereador magal, da base aliada, embora o partido  de ambos esteja na oposição.

É justamente isso. Não haverá expulsões, e o PMDB regional já reverteu a decisão municipal, e todos sabemos o motivo: cozinhar a prefeita, e magal, para lhes negar a legenda, impossibilitando as suas candidaturas.

Nesse cálculo se encontra a situação do vereador bacellar. Vai ficar de molho, até que lhe seja negada a legenda para concorrer. Essa é a intenção por detrás da cordialidade do secretário de propaganda do governo, e dublê de presidente e pré-candidato pelo PT do B.

Não é outra a intenção do PMDB ao reintegrar magal em suas hostes, junto com a prefeita.

A solução para os parlamentares seria trocar de legenda, e perder o resto do mandato, ou ficar sem chance de tentar reeleição.

Já a prefeita eu não tenho certeza se a troca de partido ensejaria uma ação de reivindicação de seu mandato pelo partido, dada a natureza majoritária do cargo, uma vez que a regra para a sucessão, no caso da vacância, é distinta do mandato proporcional parlamentar. Seria mais um longo caso de disputa judicial.

De qualquer forma, tanto magal, quanto bacellar, ou todos os outros em situação semelhante estão na mesa: Se ficar o bicho come, se correr o bicho pega!


Atualização: O blogueiro e advogado Cléber Tinoco lembrou-nos que o post que citamos aí em cima é de sua lavra, como você pode ler aqui.

2 comentários:

Anônimo disse...

Se a prefeita é do PMDB por que os descontos de 3% nos vencimentos de cada cargo de confiança (DAS) da pmcg são feitos para o PR e estão sendo pagos através de boletos bancários, diretamente na boca do caixa do banco? Será pra driblar a legislação eleitoral?

douglas da mata disse...

Caro comentarista,

O desconto vai para o partido de escolha do servidor, ao qual ele está filiado. Essa opção é feita em formulário de requerimento próprio, encaminhado ao órgão responsável.

O que não pode é o servidor (DAS) manter filiação com o PMDB e remeter o desconto ao PR. Isso sim é passível de questionamento.

É por isso, eu creio, que os pagamento têm sido feitos na boca do caixa, para driblar o desconto em folha, que iria ao PMDB.