segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Desmoralizada!

Não, não, não estamos falando da prefeita-cigarra. Essa sabe e convive há anos com esse tipo de situação, e até onde sabemos, concorda com tudo.

Impossível acreditar que no mundo de hoje, uma mulher que tenha chegado ao governo de um dos estados mais importantes do Brasil, sobre o qual repousam os olhos do mundo, desde antes até sempre, cumpra o papel de submissa, sem que seja uma escolha. E sobre escolhas não há julgamentos. Cada qual faz a sua, e pronto. Mas escolhas pressupõem conseqüências. Cada escolha uma sentença. A prefeita fez a sua: servir de capacho dos desvarios de poder de seu marido.
Não há como enxergar solidariedade ou afinidade política, é desrespeito puro dele com ela, ela consigo mesma, e de ambos conosco.

Quem está desmoralizada não é a prefeita, é a prefeitura. As instituições ali representadas, a procuradoria, as secretarias, os servidores de carreira, enfim, todos que tenham algum zelo e respeito pelo interesse público, a coisa pública.

O que faz um deputado federal, por mais íntimas que sejam as suas ligações com a prefeita, reunir secretários e dar-lhes sermão, usurpando um cargo que não é seu?

O que faz esses secretários silenciarem, e não entregarem de imediato seus cargos? Que tipo de gente é essa que engole tudo?

Há um limite para tudo, e eu creio, sem açodamentos que, hoje, todos os limites foram ultrapassados: Improbidade, usurpação, uso da máquina pública para proveito partidário, etc, etc, etc.

Que o deputado, no seu partido, na privacidade das reuniões políticas de seu grupo, cobre o que achar errado, compreendemos. Aliás, tem muito o que cobrar, está tudo errado, embora o exemplo seja pouco!

Mas usar o espaço institucional da prefeitura, dando ordens e repreendendo servidores sem que tenha delegação oficial ou mandato para tanto é um acinte. Um tapa na cara das autoridades, ministério público, judiciário, e enfim, e não menos, na dos eleitores.

Nossa cidade se transformou em uma quenga desclassificada, uma terra sem lei e sem vergonha, não há mais cargos, nem liturgia.

O que impede que outro deputado ou senador qualquer se assente no auditório da pmcg e passe a cobrar dos seus correligionários. Será que agora virão o Rodrigo Maia e o Agripino a chamar dona Penha nos "conformes"? Ou o Renato Casagrande virá  decidir o futuro da aliança do PSB com o governo dentro do gabinete da prefeita?

O que nos falta?

5 comentários:

funcionario fudido pelas terceirizações disse...

Nas palavras do amigo Frias em comentario anterior.

VEROSSIMIL, FOI MAGNANIMO.

Anônimo disse...

é lamentável ter como única solução mudar de cidade
mais uma vez o seu texto é irretocável


abs antonio

Anônimo disse...

Estratégia! Essa é a tática dos garotinhos fingindo q ele manda e ela obedece para ficar parecendo que é uma pessoa manipulada que acaba ficando bindada dos ataques. Afinal, a próxima eleição é pra prefeito e é melhor q ele se exponha e receba todas as críticas.
O que eu mais ouço: "Ele não vale nada, mas ela é gente boa","Ela tem que vir como candidata, pq se não ele vem e acaba com Campos!!!" e por aí vai...

Anônimo disse...

Tudo teatro dos inhos!!!! Estrtegistas do mal a gente sabe q eles são...

Sula disse...

Sempre o menininho da Lapa, passou a impresão de que a prefeitura de Campos é propriedade sua e de seu grupo.

Mas agora não é mais impreessão , é certeza plena, de que garotinho pensa e age como tal.

Não é a toa, que certa época, após mandar e desmandar em Campos,ele, teria dito, que elegia até um poste se quisesse. Que horror!