quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A arte de falar asneira.

Ninguém é obrigado a saber tudo. Não se pode acertar sempre. Mas a regra determina que, ao não dominarmos o assunto, devemos procurar quem sabe. Ainda mais se a informação é dada pelo portal público da prefeitura, em um caso grave como esse.

Não é leviano supor que a nota procura dar mais dimensão a ação do personagem que ele tem, na verdade, porque só nessa cidade engraçada há um"gabinete de segurança" e comandado por um bombeiro que o máximo que conhece de segurança é ter sido guarda-costas da chefe.

Leia o trecho e confirme:

"O Coordenador de Segurança e Ordem Pública, Coronel Alcemir Pascoutto, solicitou na manhã desta quinta-feira (25), perícia técnica da Polícia Civil para apurar um disparo de arma de fogo contra o Centro Administrativo José Alves de Azevedo, que atingiu uma das janelas da Procuradoria Geral do Município."

Quem determina a presença da perícia de local, a cargo do ICCE é o delegado de polícia responsável pelo caso, e nunca o ilustre coordenador.

Como dissemos, fica parecendo uma "forçada na barra" para fazer o inoperante coordenador aparecer na hora da tragédia.

Afinal de contas, que é que revisa os textos da secretaria de propaganda? Ou será que o "descuido" é intencional?


Atualização: Recebemos o contato de uma fonte que nos revelou que o problema aconteceu depois da invasão da "esquadrilha da fumaça", o pessoal da secretaria de propaganda ficou meio tonto com a "maresia". É, faz sentido.

8 comentários:

Anônimo disse...

O referido coordenador é coronel do Corpo de Bombeiros, mas acumula os vencimentos com o cargo de Coordenador de Segurança da Prefeitura.
É uma pena, pois esse acúmulo é inconstitucional e a Prefeitura de Campos sabe muito bem disso.

Emanuele disse...

Campos, tem coordenador de segurança? Porque não auxilia as forças estaduais nos graves problemas de violência que aflige nossa cidade.

Ele tá mais para porta-voz de imprensa da prefeitura, que mesmo para coordenador de segurança

Anônimo disse...

Nessa você está errado, porque se prestar atenção no trecho do texto que você destacou verá que o coordenador de segurança Não REQUISITOU a perícia o que seria impossivel ja que não é sua atribuição, mas ele sim! SOLICITOU o que é completamente possivel, ainda que ele nem fosse coordenador de nada.

douglas da mata disse...

Comentarista, creio que solicitar e requisitar são sinônimos, mas debates semânticos à parte, vamos lá:

quem solicita ou requisita perícia é o delegado.

Não há comunicação formal da notitia criminis (fato) senão à ele(delegado), que de posse da informação e depois de ir ao local, requisita os exames periciais que (ele)julgar necessários, isso é claro, desde que o local esteja preservado.

Logo coordenador de segurança(que raios é isso?)não pede, não solicita, nem requisita nada. Ele só liga para a polícia, como eu e como você. A diferença que ele ganha(e muito) do nosso dinheiro para fazer essa ligação.

Aí, é lógico, fazem a propaganda do que existe(e não deveria)e não serve para nada.

Um abraço.

Anônimo disse...

E o famoso caso do incêndio no almoxarifado da educação, o coordenador pediu perícia,mais um factoíde para encombrir maracutaia ou alguem puto por não cumprimento do roubo institucionado na prefeitura.

Anônimo disse...

Caro bloqueiro,

solicitar e requisitar não são sinônimos, veja:
REQUISITAR
verbo
transitivo direto e bitransitivo
1 solicitar, com autorização legal, para uso no serviço público
Ex.:
transitivo direto
2 fazer convocação de; chamar
Ex.: requisitou o funcionário para trabalhar no feriado
3 Rubrica: termo jurídico.
exigir certa providência em razão da autoridade que alguém se encontra investido

Procure solicitar no dicionário (não transcrevi porque é grande) e perceba a diferença.

douglas da mata disse...

Caro comentarista,

Desnecessário o debate, já que o resultado da providência foi um só, e seu efeito idem. Mas já que você perdeu seu tempo, retribuo, perdendo o meu:

O "coordenador" não requisita, nem solicita, se fica melhor assim. Não tem atribuição para tanto, ainda mais se dirigindo diretamente ao perito criminal (ver Código de Processo Penal- local de crime).

Ele poderia solicitar( aí sim, pedir) o auxílio policial, que desta forma, sob juízo estrito (ou exclusivo) da autoridade que lá compareceria, seria, então, chamado o perito.

O "coordenador", portanto, como já disse, só liga e comunica o crime, e aliás, como ele deveria saber(pois é bombeiro) essa comunicação deveria ser feita a estação 190 da PMERJ, que compareceria ao local e depois comunicaria os fatos a DP, e manteria preservado o local.

E para encerrar a polêmica, na gride do programa SCO, solicitação era a palavra que designava o pedido da autoridade nos exames, quer seja do ICCE, IMLAP, ou outro órgão técnico.

Como sabemos, na língua, mais importante que a formalidade é o uso, que lhe dá significado. Então, para a chefia de polícia civil, programadores do sistema e nós, policiais, solictação valia como requisição, que inclusive, é o que consta agora.

E pelo que já expliquei, o sentido da solicitação/requisição do coordenador foi um só: usurpar uma condição que não era a sua.

Um abraço.

Anônimo disse...

Aposto que a bala saiu da mesma arma que acertou o carro do garotinho em cabo frio.