quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Água mole em pedra dura, ou: Arte da guerra...

A rede blog de Campos dos Goytacazes, forjada no conflito, nos exageros, inerentes a toda transição, onde quem detinha o monopólio da verdade viu seu poder se esfarinhar, alcançou um patamar de maturidade, que se era previsível, surpreende pelo curto espaço de tempo no qual foi atingida, que acabou por consolidar esse meio de comunicação, baseado na emissão de opiniões e publicações pessoais dos seus editores, em uma importante ferramenta de fiscalização da comunidade, e em um instrumento de luta política considerável, ainda que todos que nela militemos enxerguemos seus limites.

Não é presunção ou arrogância dizer que a pauta se inverteu, aliás, como já perceberam estudiosos na grande mídia tradicional ao redor do país: Hoje, é a grande mídia que repercute a blogosfera, e não mais o contrário.

É claro que isso denota um enfraquecimento do jornalismo tradicional, investigativo e indispensável à construção da Democracia. Mas não foram os blogs que decidiram o destino do (mau)jornalismo, mas foram as péssimas práticas acumuladas ao longo do tempo, que agora são desnudadas no evento dos Murdoch e por aqui, com a Veja. Outros tantos virão.

Creio ( e espero)que, lá na frente, um jornalismo renovado ressurgirá, mais contextualizado e atento a necessidade de um relacionamento transparente com seu público. A blogosfera, sabemos todos, não é o fim do jornalismo, mas do mau jornalismo.

Assim, de forma precária, os blogs avançaram, e como diz Nassif e outros, temos dois grandes blocos: os blogs jornalísticos, geralmente tocados por grandes jornalistas, e os blogs militantes, que além de contemplarem a luta política, emanam opiniões que complementam a simbiose entre o que se costumou chamar de blogs progressistas.

Um pouco tarde, os grupos que desfrutavam da hegemonia do poder, construído à sombra da manipulação da informação, tentam reagir, e de certa forma, aguçam um discurso ainda mais conservador, mas restritivo, que revela, dentre outras coisas, é claro, uma qualidade bem pior em relação aos blogs chamados progressistas, que também contam com muita porcaria, é verdade.
É  caso da Veja com Reynaldo Azevedo, por exemplo. É chegada a hora que até os conservadores começarão a evitá-lo, para resguardar o mínimo de credibilidade e interlocução com algum público que não seja a mais espumante e fascista classe média e afins. Como acontece com a própria revista que lhe hospeda, nas palavras do mesmo Nassif, a Veja começará a afastar os outros conservadores, que temerão a contaminação pela sua "doença": A falta de limites e a postura criminosa.

Por aqui na planície, a blogosfera trilhou caminhos semelhantes, ora com mais ênfase em blogs de jornalistas consagrados, como Vítor Menezes ou Ricardo André, ora com espaços mais dedicados a reflexão como Roberto Moraes, tendo ainda um contraponto no blog de Cléber Tinoco, dando o tom especializado e necessário de juridiquês em uma cidade que vive atolada em rupturas institucionais e questões dessa natureza. Não é errado supor que todos nós somos uma variação desses ramos que citei.

Na seara dos blogs militantes, o grupo do poder demorou a entender a importância e o peso da blogosfera local, e agora, passou do completo e absoluto desdém, a vigilância permanente, com a escalação de secretários, assessores, e correligionários de toda ordem a promover a batalha da comunicação.

Como animal político forjado na comunicação, e sem qualquer outra referência social que não seja a mídia, soava estranho que o chefe do grupo(que também é chefe de quadrilha) não tivesse mobilizado os seus para essa disputa, ainda que mantivesse um espaço eletrônico onde desfere ataques aos seus inimigos na capital.

E por que não o fazia? Ora, ninguém perde tempo com o que não lhe causa prejuízo. Isto posto, está evidente que a blogosfera local assumiu contornos que o "chefe" e seus acólitos não podem mais ignorar, ainda que o alcance do que se diz na rede não seja tangível, até agora. Como luta e opera em várias frentes, não cabia ao "chefe" se ocupar, como faz agora, desses detalhes menores de seu quintal. Deixou isso aos seus lugares-tenentes, e quem sabe, a força da coação ou cooptação financeira. Não deu certo, "meu chefe".

Como já dissemos antes, os esquemas tradicionais de rádio, TV e jornais estão esgotados. Não aumentam seu alcance, e nem recrutam mais gente nova. Esse campo a ser conquistado está na rede, que recebe a migração da audiência a passos largos, embora seja besteira  dizer que por aqui será possível novo monopólio. Não é possível, dada a natureza da rede.

Logo, nessa constatação o desespero refletido da tentativa de reação dos seguidores do casal da lapa, que até agora, salvo um ou outro insight, não acharam o tom correto.

Eu diria até mais: Baseado em minha curta e limitada experiência, o mesmo obstáculo que retira a legitimidade  dos blogs da lapa de se firmarem como contraponto político da blogosfera, é a que restringe os blogs progressistas de avançar na política, de forma orgânica. O leitor daqui quer tanta independência, que às vezes, não seria loucura supor que essa independência desejada não existe, mas empaca qualquer possibilidade de engajamento. Mas como estamos na oposição, a posição é muito mais cômoda.

Por outro lado, a blogosfera de coleira não detêm grandes quadros intelectuais, e o formato e conteúdo dos textos é, na maioria das vezes, pobre, quer seja pela inexperiência do veículo, quer seja pela burrice e mal gosto.

Carregam a tarefa pesada de desconstruir os adversários, e defender as posições sobre cada denúncia que aparece. Quem conhece a rede sabe que esse é um ônus quase impossível de superar.

Há outro dado a se considerar:

Não há liberdade de pensamento no agir dos blogs de coleira, porque eles estão destinados a repercutir informações encaixotadas pela verticalidade e pelo peso da obediência hierárquica aos mandos dos seus chefes, o que lhes retira a agilidade necessária. Uma frase mal colocada ali, um texto com a frase errada podem causar estragos irreversíveis. Exemplo? O caso do caixa dois de RH e os moscas, seus ex-assessores. O caso do secretário pudim é outro exemplo acabado como qualquer tentativa de articular qualquer fala de bate-e-pronto torna-se um desastre.

Sobrou para os blogs de coleira o material que melhor utilizam: A injúria e a infâmia, com a escalação dos quadros obsoletos e considerados francos-atiradores (porque não têm mais serventia institucional nenhuma, e quase mais nada a preservar, senão seus salários) para a tarefa inglória de deslocar o conflito para um campo onde podem tentar igualar o jogo, e de quebra, desmoralizar as informações que hoje servem aos mais variados órgãos de fiscalização, uma vez que a oposição e os meios tradicionais (partidos, sindicatos, mídia, etc) ou estão "mortos" ou domesticados.

A aproximação das eleições é outro aspecto que merece ser analisado, e aumenta o calor e a pressão do ambiente.

Mas o bom combate está por começar.

Até agora a infantaria dos blogs de coleira não fizeram nem cócegas na cidadela da rede blog.

Que venham os bárbaros, moscas, peixes podres, aves de rapina e outros seres estranhos do covil da lapa!




Pensando bem!

Salvo os incidentes culposos, TODOS OS INCÊNDIOS EM CANAVIAIS SÃO CRIMINOSOS!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

E a paz reinará na planície!

Momento de cumprimentos e urbanidade, na nova configuração da base aliada do governo da mudança, no traço impagável de Walter Jr:

Pensando bem!

Ser procurador-geral do governo dos patetas da lapa é viver procurando:
Desculpas esfarrapadas, explicar o inexplicável e agora também, balas perdidas!

O que estão esperando?

A julgar pela sanha terceirizadora-privatizante do governo local, e o eterno apetite da midia tradicional pelas verbas públicas, o que esperam para lançar uma publicação "educacional", e abocanharem um contrato de fornecimento de conteúdo a rede pública de ensino local, nos moldes da privataria tucana com a Educação paulista e a Veja?

Um tipo de contrato desses é uma maravilha, do tipo que se encaixa bem nas inexigibilidades que favorecem superfaturamentos e facilita o trato com a "concorrência".

Pelo nível da nossa educação, nem vai precisar que façam grande coisa, até porque, não são capazes de nada que preste, mesmo. Quer dizer, basta dar uma burilada no conteúdo porcaria que anda encalhando nas bancas, e vender o peixe(podre)para o pessoal da SMEC.
Tem que ter muita figura, muita figura, e palavras de impacto, tipo: interatividade, competências complementares, multidisciplinaridade, diversidade e horizontalidade pedagógica, dentre outras tantas que o Google oferece.

Ahhhh, e claro: Uma guaribada com um sofiatti ali, um demerval acolá, um bocadinho de hermetismo poético pr'á lá, e pronto! Como diriam os ingleses, perfect, that's it!

Então? Vamos juntar a fome com a vontade de comer? Mãos à obra, e se espelhem no PIG nacional para estatizarem suas redações e rotativas de uma vez! O que é público não é de ninguém, ou melhor, é de quem chegar primeiro!


Atenção: Desconsiderem o texto se já estiverem mamando nessa teta!

Você conhece alguma história parecida?

O episódio Veja-Zé Dirceu é pródigo em lições. O blog do Altamiro Borges tem acompanhado de perto. Como sempre dizemos, seria cômico senão fosse trágico, afinal, lá e aqui, você é que paga para os (tu)barões da mídia usarem o seu dinheiro, e vociferarem contra o Estado e a favor dos interesses privados junto ao Erário.
Em tempo: Você soube, leu ou ouviu na mídia PIG nacional ou regional, alguma menção aos crimes praticados pela Veja contra a privacidade do ex-ministro, no hotel onde se hospedava em Brasília? Pois é, eu também não. Como diz o Eduardo Guimarães, em seu blog da Cidadania, no Brasil é Veja e O silêncio dos indecentes.
Leia o que pescamos por lá:



"Pela privatização da revista Veja


Por Altamiro Borges

A ação criminosa da Veja contra o ex-ministro José Dirceu - tentativa de invasão do seu apartamento e filmagens ilegais no hotel - já não surpreende. Há muito tempo que a revista da famiglia Civita não tem mais nada de jornalismo e comete crimes parecidos com os praticados pelo mafioso Rupert Murdoch. O que surpreende é que esta revista ainda abocanhe tanta publicidade de governos - inclusive dos que são vítimas de suas ações levianas. Reproduzo matéria sobre o tema de setembro de 2009.

*****

Numa conversa descontraída no aeroporto de Brasília, o irreverente Sérgio Amadeu, professor da Faculdade Cásper Libero e uma das maiores autoridades brasileiras em internet, deu uma idéia brilhante. Propôs o início imediato de uma campanha nacional pela privatização da Veja. Afinal, a poderosa Editora Abril, que publica a revista semanal preferida das elites colonizadas, sempre pregou a redução do papel do Estado, mas vive surrupiando os cofres públicos. “Se não fossem os subsídios e a publicidade oficial, as revistas da Abril iriam à falência”, prognosticou Serginho.

As “generosidades” do governo Lula

Pesquisas recentes confirmam a sua tese. Carlos Lopes, editor do jornal Hora do Povo, descobriu no Portal da Transparência que “nos últimos cinco anos, o Ministério da Educação repassou ao grupo Abril a quantia de R$ 719.630.139, 55 para compra de livros didáticos. Foi o maior repasse de recursos públicos destinados a livros didáticos dentre todos os grupos editoriais do país… Nenhum outro recebeu, nesse período, tanto dinheiro do MEC. Desde 2004, o grupo da Veja ficou com mais de um quinto dos recursos (22,45%) do MEC para compra de livros didáticos”.

Indignado, Carlos Lopes criticou. “O MEC, infelizmente, está adotando uma política de fornecer dinheiro público para que o Civita sustente seu panfleto – a revista Veja”. Realmente, é um baita absurdo que o governo Lula ajude a “alimentar cobras”, financiando o Grupo Abril com compras milionárias de publicações questionáveis, isenção fiscal em papel e publicidade oficial. Não há o que justifique tamanha bondade com inimigos tão ferrenhos da democracia e da ética jornalística. Ou é muita ingenuidade, ou muito pragmatismo, ou muita tibieza. Ou as três “virtudes” juntas.

A relação promiscua com os tucanos

Já da parte de governos demos-tucanos, o apoio à famíglia Civita é perfeitamente compreensível. Afinal, a Editora Abril é hoje o principal quartel-general da oposição golpista no país e a revista Veja é o mais atuante e corrosivo partido da direita brasileira. Não é de se estranhar suas relações promiscuas com o presidenciável José Serra e outros expoentes do PSDB-DEM. Recentemente, o Ministério Público Estadual acolheu representação do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e abriu o inquérito civil número 249 para apurar irregularidades no contrato firmado entre o governo paulista e a Editora Abril na compra de 220 mil assinaturas da revista Nova Escola.

A compra de 220 mil assinaturas representa quase 25% da tiragem total da revista Nova Escola e injetou R$ 3,7 milhões aos cofres do “barão da mídia” Victor Civita. Mas este não é o único caso de privilégio ao grupo direitista. José Serra também apresentou proposta curricular que obriga a inclusão no ensino médio de aulas baseadas nas edições encalhadas do “Guia do Estudante”, outra publicação da Abril. Como observa o deputado Ivan Valente, “cada vez mais, a editora ocupa espaço nas escolas de São Paulo. Isso totaliza, hoje, cerca de R$ 10 milhões de recursos públicos destinados a esta instituição privada, considerado apenas o segundo semestre de 2008”.

O mensalão da mídia golpista

Segundo o blog NaMariaNews, que monitora a deterioração da educação em São Paulo, o rombo nos cofres públicos pode ser ainda maior. Numa minuciosa pesquisa aos editais publicados no Diário Oficial, o blog descobriu o que parece ser um autêntico “mensalão” pago pelo tucanato ao Grupo Abril e a outras editoras, como Globo e Folha. Os dados são impressionantes e reforçam a sugestão de Sérgio Amadeu da deflagração imediata da campanha pela “privatização” da revista Veja. Chega de sugar os cofres públicos! Reproduzo abaixo algumas mamatas do Grupo Civita:

- DO de 23 de outubro de 2007. Fundação Victor Civita. Assinatura da revista Nova Escola, destinada às escolas da rede estadual de ensino. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 408.600,00. Data da assinatura: 27/09/2007. No seu despacho, a diretora de projetos especial da secretaria declara “inexigível licitação, pois se trata de renovação de 18.160 assinaturas da revista Nova Escola.

- DO de 29 de março de 2008. Editora Abril. Aquisição de 6.000 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 2.142.000,00. Data da assinatura: 14/03/2008.

- DO de 23 de abril de 2008. Editora Abril. Aquisição de 415.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 30 dias. Valor: R$ 2.437.918,00. Data da assinatura: 15/04/2008.

- DO de 12 de agosto de 2008. Editora Abril. Aquisição de 5.155 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 1.840.335,00. Data da assinatura: 23/07/2008.

- DO de 22 de outubro de 2008. Editora Abril. Impressão, manuseio e acabamento de 2 edições do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 4.363.425,00. Data da assinatura: 08/09/2008.

- DO de 25 de outubro de 2008. Fundação Victor Civita. Aquisição de 220.000 assinaturas da revista Nova Escola. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 3.740.000,00. Data da assinatura:01/10/2008.

- DO de 11 de fevereiro de 2009. Editora Abril. Aquisição de 430.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 2.498.838,00. Data da assinatura: 05/02/2009.

- DO de 17 de abril de 2009. Editora Abril. Aquisição de 25.702 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 608 dias. Valor: R$ 12.963.060,72. Data da assinatura: 09/04/2009.

- DO de 20 de maio de 2009. Editora Abril. Aquisição de 5.449 assinaturas da revista Veja. Prazo: 364 dias. Valor: R$ 1.167.175,80. Data da assinatura: 18/05/2009.

- DO de 16 de junho de 2009. Editora Abril. Aquisição de 540.000 exemplares do Guia do Estudante e de 25.000 exemplares da publicação Atualidades – Revista do Professor. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 3.143.120,00. Data da assinatura: 10/06/2009.

Para não parecer perseguição à asquerosa revista Veja, cito alguns dados do blog sobre a compra de outras publicações. O Diário Oficial de 12 de maio passado informa que o governo José Serra comprou 5.449 assinaturas do jornal Folha de S.Paulo, que desde a “ditabranda” viu desabar sua credibilidade e perdeu assinantes. Valor da generosidade tucana: R$ 2.704.883,60. Já o DO de 15 de maio publica a compra de 5.449 assinaturas do jornalão oligárquico O Estado de S.Paulo por R$ 2.691.806,00. E o de 21 de maio informa a aquisição de 5.449 assinaturas da revista Época, da Globo, por R$ 1.190.061,60. Depois estes veículos criticam o “mensalão” no parlamento.

Memória curta.


Severino e Zezé, montados nos animais que adoravam, na mesma medida que o General Figueiredo, que dizia preferir o cheiro das cavalariças ao cheiro de povo.
Foto reproduzida do blog Eu penso que...(fonte original: blog campos foto)

Eu deixei passar um tempo. Antes, afobado e ácido, teria disparado no mesmo instante. Limitei-me a um ou dois comentários nas caixas dos blogs irmãos. Acho que no fim das contas, estou me civilizando, mas ainda não sei definir se isso é bom ou ruim.

Falo das homenagens ao Severino Veloso, que durante uma quase-dinastia "imperou" na Câmara Municipal, e funcionou como um dos bastiões conservadores da terra.

Passada a comoção dos seus, e as manifestações de amigos, antigos correligionários e até adversários, tomei coragem de externar meu pensamento, sempre pela ótica da expressão PÚBLICA da figura, que aliás, é a que interessa ao debate político, ainda mais que não o conhecia, e portanto, nada posso dizer a respeito da pessoa Severino.

Nesses tempos, nada mais interessante que vasculhar nosso passado, para ter alguma esperança de que teremos futuro.

As opções politicas conservadoras de Severino Velloso estão registradas, e sempre poderão ser alvo de julgamentos favoráveis ou críticas. Esse é o legado de quem é figura pública e ocupou cargos de mando, eletivos ou não!

Mas não é esse legado sobre o qual nos debruçaremos. Muito menos o legado de suas façanhas desportivas, dignas de nota e de uma inveja saudável: "quem me dera envelhecer assim", diremos.

É sobre a nossa memória(falha), que revela muito mais de nós, ainda que revestida dos melhores sentimentos nessa hora de dor e solidariedade que me interessa falar.

Eu me recordo que Severino Veloso, antes de nos dar exemplo de amor a boa e saudável vida, pautada pela disciplina e dedicação ao esporte(natação), que eu também pratico e adoro, foi protagonista de um episódio político embaraçoso, já nos estertores de sua carreira política.

Os cavalos, sua outra paixão, foram alimentados, soube-se à época, com ração comprada com verbas públicas da Câmara.

Ora, vocês me dirão que diante dos escândalos atuais, isso é uma ninharia, e mesquinharia de minha parte, ou rabugice ou falta de respeito, citar uma gota d'água como essa frente ao mar de lama e corrupção que nos afoga hoje. Pode ser.

Mas eu tenho a estranha mania de entender os fenômenos, as culturas políticas, os hábitos de um povo dentro de uma perspectiva histórica. E a nossa não é das melhores, ainda que, de longe, os fatos e atos do passado sempre pareçam menores do que são ou poderiam.

Severino, ao alimentar seu animais de predileção com dinheiro público, encarnou, junto com tantos outros, a figura da nossa elite patrimonialista, entranhada no poder, misturando público e privado, adoçando conflitos e relações institucionais com a "cordialidade", tão bem descrita em Buarque de Hollanda(Sérgio).

Assim, ao escrevermos as homenagens e memórias incompletas de Severino, tentamos apagar o que temos de culpa, e talvez o medo de descobrirmos nós mesmos, e quem sabe, superarmos nossa atávica inclinação a espoliação do patrimônio público.

Homenagear Severino, HOMEM PÚBLICO, sem lhe mostrar por inteiro, humano, com acertos, simpatia, mas também com erros e dolos, é condenar outros severinos a mesma morte e vida severina na planície, causada pelos mesmos males, ontem, hoje e sempre.

DIÁRIO DA MANHÃ!

Não tem perdão, é nóis, vaganbundo, é nóis...



domingo, 28 de agosto de 2011

O desenvolvimento regional?

Não há nada de mais em um jornal ter uma revista dominical para tratar de assuntos relacionados a comunidade, ainda mais quando o tema é o desenvolvimento regional.

Chegou-me as mãos um exemplo da revista homônima ao título, encartada na edição de hoje do pasquim oficial do bando da lapa.

Projeto gráfico razoável, bons textos, e tamanho de letras adequados. Forma bem próxima do ideal. Muito longe da baixíssima qualidade do jornal que a carrega. Trabalho excelente da Patrícia Bueno e sua equipe.

Mas o conteúdo...ah, o conteúdo.

Chamou atenção os anunciantes. Claro a PMCG emplacou anúncio de página inteira no verso da última página, nesse caso.

Nenhum problema. Afinal, se desenvolvimento regional também é um desejo das políticas públicas, nenhum óbice a veiculação dos investimentos da municipalidade no fomento a economia local. Nem entremos no mérito política da subvenção generosas a empresas, sob o argumento da geração de empregos. São empregos caros, a observarmos a leitura do dinheiro investido e a contra-partida oferecida. Mas esse não é o tema central aqui.

Passei o olho nos outros anúncios, no total de 13,a contarmos o da PMCG, onde destacam-se outros dois pelo tamanho: um de uma empresa refeições coletivas e outra de empreendimentos e serviços. 11 são de firmas ligadas a construção e engenharia(empreiteiras).

Vamos as matérias.

Dos 06(seis)tópicos do índice, 04 falam de ações, eventos ou programas públicos, mas apenas um deles, o dos bancos, trata de uma empresa(ainda que pública).
Um deles é também uma análise sobre IFF e desenvolvimento, talvez  único que se dedique a falar sobre desenvolvimento local sem o viés chapa-branca ou sem ligação direta com as ações da prefeitura.

Mas qual o problema, perguntará nosso desatento leitor?

Ora, todos os anunciantes privados mantêm vínculo contratual ou já mantiveram em passado recentíssimo, em contratos milionários, e sobre alguns dos quais pesam fundadas suspeitas de superfaturamento.
A revista só fala, praticamente, das ações do governo.
O jornal onde ela está encartada é de linha editorial semi-oficial, e seu editor-chefe funcionava, até bem pouco tempo, como sub-secretário da propaganda oficial.

Bom, se isso não é conflito de interesses , sujeita a investigação dos órgãos competentes, nada mais é ou será.

Se quiserem aprofundar a curiosidade, é só olhar a relação de contribuição de campanhas eleitorais dos aliados do casal, e quem sabe, das próximas eleições.

Em suma, quem ler a revista vai ficar com  duas impressões, que não estão distantes da verdade: Há uma prefeiturização da noção de desenvolvimento local, e por isso, um domínio das atividades que prestam serviço ou fornecem para o setor público, que pode ser vista pela hegemonia dos anunciantes da revista(ou será cartilha política propaganda-financiamento?).

PS: Para dar um verniz regional, há, na página 15, espremida e minúscula matéria de Quissamã, com ações públicas, é claro, para não perder o mote.

A incrível arte de falar asneira!

É cediço que veículo de mídia, qualquer que seja a natureza e o tipo, deve guardar certo comedimento ao comentar tragédias.

Blogs devem ter mais cuidado, afinal, como sabemos, a parcela militante dos blogs, como o nosso, deve ter o cuidado de não misturar a crítica a governantes e grupos políticos adversários, utilizando o sofrimento alheio ou em desrespeito a dor causada por infortúnios.

Os episódios veiculados por toda a mídia, sobre o incidente de Porto Seguro tomou a dimensão correta: Noticiar relações espúrias entre governo e empresários. Havia outros ingredientes pessoais da vida íntima de um dos personagens e de uma das vítimas, que inclusive tiveram outros desdobramentos eviscerados por um ex-governador que só conhece a ética que lhe favoreça. Mas a mídia, corretamente, silenciou.


Hoje o desafio está posto novamente. A tragédia com o Bonde de Santa Tereza nos coloca frente a necessidade de criticar o discurso governamental, sem macular o sofrimento dos parentes e amigos dos vitimados.

Nessas horas, é normal que um ou outro auxiliar, ou até mesmo a autoridade maior, falem alguma besteira. Estão sob pressão, o evitável aconteceu, e recai sobre seus ombros, quase sempre, a exigência de respostas, providências e reparações.
Não há que se queixarem disso, é o ônus do poder do mandato que a população lhe confiou pelo voto.
Mas não cabe a mídia usar de cretinice para tirar proveito.

Porém, não dá para deixar de ler certas declarações infelizes e tecer comentários, ainda mais quando o discurso revela muito mais do senso da autoridade sobre a coisa pública que ele mesmo desejava revelar.

Eis a fala do secretário de transporte do Estado, Júlio Lopes, figurinha conhecida de nossa colunas locais, em meio a narizes, pés-de-porco e feijoadas, peixes e cabeças-de-camarão de paneladas:

“Já sabíamos da superlotação. Essa era uma preocupação minha, pessoal, mas nos deparamos com o fenômeno cultural de Santa Teresa”, disse Lopes.

A matéria do sítio IG você pode ler toda aqui.

Bom, então para que serve o Estado senão para proteger o cidadão, estabelecer regras e consolidar a segurança e a proteção à todos, ainda que tenha que enfrentar a cultura privada do risco?
Será que essa lógica do secretário se aplica aos outros transportes e concessões que estão sob sua (ir)responsabilidade?
Bondes, trens e ônibus lotados, desconfortáveis, inseguros e sucateados são um "gosto cultural" do povo fluminense? Pode ser, mas que cultura estranha essa, não? O governo concorda com ela? Não tem poder, nem força legítima para proteger seus cidadãos, ainda que deles mesmos?
Se assim for, para que a polícia nas estradas? Correr de carro também é "cultural".
Muito menos lei seca ou blitzen, pois beber e dirigir também é "cultural", aliás, como provou o subsecretário do estado responsável pela fiscalização da lei seca, e também responsável por mais uma tragédia provocada pela bebida e direção.
Diante de tamanha confissão de incapacidade e incompetência, só nos resta dizer: É cada um por si, e Estado contra todos!
Ao Ministério Público, Delegado de Polícia e demais autoridades responsáveis pelas apurações, a inequívoca declaração de culpa, que encurta a necessidade de maiores diligências.
Sabiam, eram capazes de prever o resultado e assumiram, pela omissão, o risco de produzi-lo.
Fica só o problema jurídico de definir se estamos diante do dolo eventual ou da negligência culposa.

O secretário Júlio deveria ficar mexendo cabeças-de-camarão nas paneladas em Grussaí, pois como secretário deve ser um ótimo cozinheiro.

Nossos agradecimentos!

Eu não falo em nome da rede blog, aliás, ninguém fala, e essa é uma característica única que nos distingue da mídia tradicional: Há possibilidade de formular algum conteúdo, mantendo níveis de solidariedade e complementaridade, sem que isso signifique disputa fraticida ou monolitismo de pensamento. Não há líderes na rede blog. Muito menos donos ou patrões. Mas existe uma orientação, uma direção que baliza todos nós, quase de forma instintiva.

Como em toda forma de relacionamento, há ruídos, haja vista a enorme gama de temperamentos, visões de mundo  e porque não dizer, interesses de cada blogueiro da rede blog. Mas a essência da rede permanece intacta, e tem reagido muito bem aos ataques do poder, representado na dinastia da lapa e sua rede de comunicação oficial e para-oficial.

Outra distinção clara, que o leitor de blog já percebeu é: Todos nós temos uma posição política, outros mais ou menos declaradas, a depender do estilo, mas é óbvio que aqui, na rede blog, cada um fala o que quer. Assim, é possível que um blog que critique ferozmente a administração municipal, também critique os quadros oposicionistas, por motivos diferentes, mas com independência entre essas forças políticas. É possível também, embora pouco provável, pelo nível do governo local, que esses blogs elogiem ações ou proponham debates que auxiliem a construção de um cenário político democrático e reforço das instituições.

Mas será que você lerá algum jornal de coleira "morder" a mão de quem lhe alimenta? Ouvirá nas rádios de coleira alguma menção ou questionamento sobre as relações espúrias entre mídia e governo?
É pouco provável, a não ser que se trate de rompimento ou aumento da "taxa de serviço".

Isso tudo, no entanto, só tem sentido por uma pessoa: Você leitor. Pouco importa se é um, dez, ou 500 mil leitores. Não há que se desprezar audiência, porém um blog é um espaço de divulgação de ideias e diálogo, e isso, sabemos, se dá com um ou tantos interlocutores quanto possíveis. E cada leitor na rede blog é um só, ÚNICO.
Ao contrário da mídia, não pretendemos uniformizar a pasteurizar sua interpretação dos fatos, para construir um consenso que sirva a esse ou aquele. Desejamos, sempre que possível, fomentar debates que fortaleçam convicções que estarão a serviço das opções militantes(ou não) de cada um. Se essa opção coincide com a minha, ótimo, mas se diverge, melhor ainda, porque esse laço de diferença é que constrói Democracia.

Então, hoje, nesse domingão de sol, eu vou escrever só para agradecer a você, que confia e deposita essa confiança nesses pequenos espaços de informação, que combatem os latifúndios de manipulação improdutiva, que sempre servem ao poder econômico.

Um abraço, e muito obrigado!


É amanhã!

Aproveite o dia, e se prepare que amanhã tem:


O DIÁRIO DA MANHÃ!

Por que maus prefeitos e prefeitas devem ser cassados, mas nunca caçados?


Exemplo da "eficiência" privada à serviço do público(o pessoal que empurra aí atrás): Cobram pelo combustível, mas usam o da prefeitura, e ainda botam os burros dos eleitores/contribuintes para empurrarem. 

As declarações previsíveis, mas imprudentes, da prefeita-cigarra, no evento de aspecto eleitoral (e por isso ilícito), no qual se filiou ao partido comandado pelo seu marido-prefeito no Estado, são a demonstração inequívoca de que a manutenção de prefeitos e prefeitas no cargo, enquanto se processarem as ações civis públicas das quais são réus, pode ser um perigo iminente e permanente, com fumaça de ataque ao bom direito do cidadão, que aqui se revela na investigação e punição dos atos improbos no exercício de mandato conferido por esse cidadão.

Ou seja: Fiscalizar, processar e punir dentro das garantias e o devido processo, inclusive com as medidas cautelares pertinentes, quando for o caso, não é tolher a vontade popular, é antes de tudo, fazer com que a vontade popular não seja usada como carta branca, ou bill de impunidade (como gostam os juristas).

É normal que o denunciado se defenda, e para isso lance mão até das mentiras e evasivas, mas a utilização de argumentos que apontem motivações outras nos órgãos persecutores, sem que haja uma legítima e verdadeira suspeita de que se trate de uma perseguição indevida, ou pior, o pronunciamento de discursos que incitem a população a contestar essas ações pelo simples fato de que serão privadas dos atendimentos a que tem direito, caso essas ações tenham seu curso, é uma chantagem criminosa, e uma afronta ao Ministério Público, e mais: A Justiça que decidirá sobre os fatos ali narrados.

Uma coisa é um ladrão comum, um criminoso qualquer mentir e dizer que foi seviciado em seu direito de defesa, e atacar quem lhe acusa, embora essa também seja uma prática que advogados éticos devessem evitar, sob pena de banalizar a defesa dos direitos humanos, quando estes, DE FATO, restarem violados.
Outra coisa é uma prefeita, representante pública de um município, a quem se empresta o título de autoridade, fazer uso desse surrado expediente dos piores quadrilheiros para atacar o órgão que fiscaliza seus atos, esquecendo-se, por óbvio, de apontar onde estão as ofensas aos seus direitos de defesa, e sem sequer falar no mérito das questões sub júdice.

A (im)postura da prefeita é mais ou menos, mal comparando, como um(a) sequestrador(a) que deseja trocar o interesse do refém, nesse caso seus eleitores e contribuintes, aos quais ela ameaça com a suspensão de atendimento, pela sua liberdade e fuga dos rigores da lei.

É isso que se pode entender ao lermos o discurso da prefeita-cigarra, nos jornais de coleira que mantém a soldo alto, aliás, outro caso que deveria ser alvo de nova investigação.
Em alto e bom som, disse a prefeita-cigarra que mandará doentes e hipossuficientes de toda ordem, que utilizam o serviço que contratou a preço de ouro, e eivado de irregularidades, a porta do órgão que tem por missão constitucional promover as ações da natureza que ajuizou esta semana: O MP/RJ.

Uma chantagem cretina.

Não quer o MP, ou qualquer outro que conteste as ações da municipalidade, que a prefeita-cigarra seja privada de executar, junto com seus acólitos, um bom atendimento ao cidadão/contribuinte. Nada disso. Até porque, não se trata de um favor, ou uma "benção", como sempre querem fazer crer nossos governantes. É um direito.

O MP e os que noticiam, há tempos, os mandos e desmandos do casal, querem, tão somente, que os serviços públicos sejam levados à população, mas sem esvaziar os cofres públicos indevidamente, favorecer empresas e pessoas, ou financiar esquemas de lavagem e campanhas eleitorais.

Portanto, se alguém deve ser responsabilizado pela suspensão do serviço, se acontecer, é quem o contratou de forma fraudulenta e abusiva, e nunca quem promoveu a fiscalização, dentro da Lei.

Quando agem dessa forma, os mandatários que estão sob investigação dão todos os motivos e justificativas para que sejam defenestrados de seus cargos, justamente, por revelarem o quão danosos são a instrução da ação que se processa, bem como podem causar prejuízos irreparáveis a população e seus direitos, ao praticarem a mais sórdida chantagem para se defenderem.

Falados e registrados na mídia, pela prefeita-cigarra, os argumentos necessários(como se não houvesse uma tonelada deles)para justificar o afastamento da mandatária: Sua intenção confessada e inequívoca de turbar o andamento do processo, e criar comoção popular que pressione, de forma indevida, a autonomia decisória dos órgãos de Justiça.

A mão pesada da Justiça não deve caçar pessoas, mas sim cassar direitos, quando estes são exercidos na esfera da ilegalidade.

Não deve ser considerada a legitimidade de um mandato popular transformado em um instrumento de coação e abuso.

Esquecer isso é fomentar regimes autoritários.

sábado, 27 de agosto de 2011

Incidente diplomático.

A República do Chuvisco mantém na capital duas "embaixatrizes", lotadas em escritório bancado pelo contribuinte campista para defender os "interesses" da municipalidade junto a órgãos, entes federativos e também a Justiça, em seus tribunais superiores, e que deveria atuar junto com a procuradoria(pelo menos é essa sinergia que sugere o parentesco dos titulares, os pessanhas, nos referidos órgãos, o escritório de lá, e a procuradoria daqui).

Pois bem, não é que as embaixatrizes comeram mosca, e esqueceram de incluir o município como aderente ao programa de parcelamento de precatórios (previsto por Emenda Constitucional), ou avisar o parente procurador para que o fizesse?
Essa omissão que deu azo ao bloqueio judicial de contas para adimplemento das parcelas devidas.

Seria cômico senão fosse trágico, afinal, você paga o salário dessa gente:

01. Das "embaixatrizes" para comer mosca;
02. Do procurador para "procurar" uma desculpa, e ser desmentido pela blogosfera(blog do Roberto Moraes);
03. E, enfim, mas não menos patético, do secretário de (des)governo, ao tentar repercutir a resposta do procurador que esqueceu de procurar colocar os débitos judiciais da pmcg em dia.

Mas 2012 vem aí, e você, eleitor, vai poder confirmar sua fama de "pagador". "Paga" o deles, para que façam cagada com o nosso.

Auto-ajuda.

De acordo com uma comentarista aqui do blog, que também foi repercutida no blog Estou procurando...

Mais uma vez o marido-prefeito-gafanhoto comeu mais um pedaço do Erário e dos recursos públicos, ao "palestrar" em curso de "capacitação" promovido pela municipalidade na FDC.

O que diria o deputado ao pessoal? Como se tornar deputado, mesmo condenado por formação de quadrilha? Como mandar como prefeito, sem ter sido eleito como tal?Como fazer greve de fome e não emagrecer?

O que deveria fazer um coordenador de segurança municipal 2?

Esqueci de alguns pontos que não poderia, e aqui entra um pouco minha vivência nesse horrendo mundo das delegacias: As mulheres, crianças e adolescentes em situação de risco social. Vamos encerrar o tema, e completar o que falamos na postagem que você pode ler aqui.

Claro que um coordenador de segurança não pode TUDO, ou resolver todos os problemas. Mas o conceito moderno que vige na administração da segurança pública é a gestão integrada e transversal, baseados no enfrentamento dos conflitos sociais de forma ampla, e não só focada no combate ao crime, até porque, por óbvio, se já aconteceu é porque falhou a prevenção desejada.
Esses princípios devem ser aplicados para além das peças de propaganda oficiais.
Partindo dessa premissa, as prefeituras têm importância maior do que consideramos nessa problemática.

Se quisesse trabalhar e contribuir com o governo, poderia o coordenador sugerir e, ou trabalhar por:

01- Uma política integrada de acolhimento e atendimento social, unindo serviço social, saúde e profissionais da educação que seriam treinados e preparados (a partir de suas experiências e não como imposição) para atuarem junto a sociedade para identificar crianças em situação de risco social iminente, potencial ou imediato. Não basta apenas catalogar para segregar ou punir, mas agir para evitar que tais crianças se tornem clientes das delegacias e presídios, ou pior, dos necrotérios.
Segurança também é um conceito que se aplica não só para punir, como insistimos, mas antes para evitar que tais crianças e adolescentes cometam infrações. É o básico prevenir para remediar menos, que a prefeitura e uma "pasta" de segurança pública poderiam contemplar. Se não aceitarmos tal premissa por ideologia ou solidariedade humana, fica o pragmatismo: É muito mais barato, e muito menos traumático para todos.
Há verbas e programas federais e internacionais para financiar tais iniciativas municipais, desde que gozem de credibilidade, conferida por projetos sérios, amplamente discutidos e apoiados pela sociedade civil. Resta competência e coragem para fazê-los, mas acima de tudo, vontade.

02- Para crianças, adolescentes e mulheres em situação de vítimas de violência e abuso há um gargalo público municipal que é inaceitável: Mulheres e seus filhos vítimas de abusos e, ou violência doméstica, não raro são obrigadas a voltar ao ambiente onde coabitam com o agressor, porque não há abrigos ou vagas que as acolham e lhes deem condições de superar a dependência econômica que as submete as agressões (como políticas de formação e inserção no mercado de trabalho, com a exigência de contratação das capacitadas pelas empresas que recebem fundos municipais como contrapartida, por exemplo).
Essa é uma tarefa que a municipalidade, pelo viés preventivo da segurança(nesse caso das vitimas)poderia agir e prevenir, evitando o conhecido ciclo de violência doméstica em sua repetição, em apoio as iniciativas estaduais e federais. Falamos de uma cidade de 2 bilhões de reais de orçamento.

Como disse, há muitas outras coisas, mas o básico é que o coordenador tenha competência para abrir essas frentes de trabalho, e que haja vontade política do governo o qual faz parte de assumir esses compromissos. Quanto a competência pessoal do coronel, eu não posso opinar, mas sobre o governo eu tenho certeza que falta qualquer vontade e competência para de tratar desses temas, e de tantos outros.
Então, para que serve uma coordenadoria dessas, e o que faz lá o seu coordenador?

Está para ajudar a comprar câmeras para vigiar o comércio dos lojistas, que aliás, em sua maioria, podem e devem arcar com os custos da vigilância de seus patrimônios?

Ou para chamar peritos e apresentar ocorrências dos seus chefes nas delegacias ao redor do Estado, funcionando como mero "despachante"?

Caso fizesse o que deveria, nem ia precisar da defesa do editor-de-coleira-chefe.

O que deveria fazer um coordenador de segurança municipal?

Bom, ninguém sabe ao certo, mas vão aqui algumas sugestões de um eleitor/contribuinte. Não se trata de uma opinião de "especialista", pois todos sabem, quase nada sei do assunto:

1. Embora seja público e notório que as atribuições municipais sobre segurança pública sejam restritas ou pouco definidas, está claro que há a possibilidade de uma abordagem sobre o tema SEGURANÇA PÚBLICA por um viés de abordagem menos de combate a criminalidade violenta, e dar um ênfase em práticas, táticas e estratégias de convívio urbano que previnam conflitos e fiscalizem a ocupação do espaço urbano, fonte de boa parte desses atritos.

2. Há intervenções municipais que prescindem a ação dos governos estaduais e federais, embora seja desejável que todas estejam integradas. Um exemplo: O Flamboyant é um bairro, por sua característica sócio-econômica, mais sujeito aos delitos patrimoniais (roubo e furtos). Tal incidência tem maior ênfase na ausência de uma ferramenta urbana simples, e que a prefeitura não supre, embora gaste zilhões de reais com mais uma terceirização, e ainda nos cobre uma taxa para não prestar o serviço, a saber:
Iluminação pública do bairro é um desastre, e reflete o apagão desse (des)governo. Esse é um exemplo isolado, mas se compararmos a mancha criminal dessas modalidades de delitos, acharemos, na maioria dos casos, ruas escuras.

3. Essa providência (iluminação pública) junto com a fiscalização junto aos proprietários de prédios e terrenos abandonados/desocupados, coagindo-os a manter esses imóveis murados e limpos, evita também outras modalidades mais graves, como crimes sexuais e homicídios, sem mencionar o tráfico de drogas. Nesse caso específico, se considerados os espaços urbanos da periferia, o zelo e asseamento dos imóveis e logradouros públicos tem efeito "valorizador", catalizando a confiança do morador para construir um ambiente mais seguro.

4. Outra atribuição municipal, de grande impacto nas estatísticas da segurança pública é a postura pública, quer seja pelo aspecto direto(quando a falta de fiscalização acarreta uma ocupação irregular que cause insegurança, como: uma calçada ocupada que obriga o pedestre a se arriscar na rua), ou pelo aspecto indireto, quando por exemplo, o o uso de calçadas e comércio de bebidas, associado a barulho causam conflitos de vizinhança, brigas, ameaças, injúrias, e toda a sorte de pequenos delitos que entopem as delegacia e os juizados especiais.

5. No trânsito, desnecessário dizer que a intervenção municipal, junto com um plano viário decente, com ênfase no pedestre, no ciclista, enfim, nos mais "fracos", porém mais numerosos, pouparia toda a estrutura de segurança e saúde milhões de reais em atendimento, indenizações, pensões, danos, ações judiciais, e o que não tem preços: vidas.

6. No quesito transporte público, a coordenadoria poderia olvidar esforços junto a EMUT, e traçarem juntos, uma estratégia que assegurasse aos taxistas, aos ônibus e vans, maior segurança dos passageiros e profissionais do setor. Padrões de conduta nos pontos de táxi, terminais de embarque e integração de linhas com câmeras, ônibus e vans com esses dispositivos de imagem em tempo real com gravação, etc.

Há muitos outros campos que esse eleitor poderia opinar, mas eu deixo para os "especialistas".

Ou seja: se quiser trabalhar, ao invés de brincar de "delegado", nosso ilustre coordenador poderia, de forma arrojada e inovadora, usar o "prestígio" que tem, e funcionar como articulador dessa política municipal de segurança e convívio social, onde sua "pasta" poderia, de forma transversal, desde a Educação até nas Obras, direcionar todos os esforços da administração rumo ao bem comum e a paz social.

Eu não sei o que o coordenador faz ou coordena, mas tenho certeza do ele não faz, mas poderia.

A arte de falar asneira 2!

Quando fala em nome próprio é um desastre, mas quando tenta emplacar seu ofício de puxa-saco de plantão é muito pior.
Por isso foi rebaixado do cargo de sub-goebbels para trabalhar no pasquim, onde ganha uma mesadinha de algum laranja que se diz dono daquela espelunca editorial.

O editor-de-coleira-chefe do jornal ordinário dos patetas da lapa estrilou com a nota A arte de falar asneira. Deve estar sentindo falta dos acessos que a menção ao seu pasquinóide recebe quando citado por aqui.

Vamos aos fatos:

Bom, para quem sabe ler, ficou claro que coronel de bombeiro ou coordenador de segurança(hã?) não requisita, solicita, pede ou suplica perícia. Quem pode e manda é o Delegado. Isso 'tá no CPP, e saber disso não dá distinção a ninguém.
Não saber e não procurar saber é que denota imbecilidade, ao menos quando se quer falar ou escrever sobre o que não conhece.
Coronel de bombeiro chama a polícia, como qualquer um, eu ou você, quer seja ele segurança da prefeita ou coordenador do gabinete insititucional integrado multidisciplinar contigenciado gestor de crises anti-terrororista e de operações especiais tabajara, como se imagina o coronel e seu mais novo fã.
A polícia chama a perícia, simples assim. Tão simples que até um jornalista de coleira do ordinário ou da secretaria de propaganda possa entender, se quiser, é claro. Alguns são analfabetos funcionais, copiam e escrevem, mas entendem pouco ou nada do que está registrado.

Noticiar tal fato irrelevante, é no mínimo, uma idiotice, mas continuar a replicar, só ratifica a má-fé.

Ótimo que bombeiros fossem ótimos bombeiros, e que, principalmente tenha chegado ao topo da carreira com promoções merecidas, e não por estarem perto do poder. No caso do álvaro lins, isso não deu muito certo.

Ótimo que bombeiros fossem pagos pelo Erário para cumprir sua valorosa missão de salvar vidas, e não brincar de delegado de polícia ou de qualquer outro cargo policial qualquer.

Não se trata, portanto, de desqualificar ao agentes pelas suas carreiras, como induz os grunidos do editor-de-coleira, mas o problema é que um (lugar-tenente)coronel dos bombeiros ainda queira brincar de "puliça" e bandido. Bom, o problema é que no reino da lapa, vai faltar quem lhe faça companhia no lado dos "mocinhos".

Mas o bom coronel vai me perdoar caso ele não tenha dito a asneira que disseram que ele disse.

Deve ter sido mais um competentíssima cobertura da secretaria de propaganda que o colocou nesta situação de pedir o que não pode e a quem não devia, só para dar destaque a um troço de coordenadoria que na "puliça" a gente chama de "cabeça de bacalhau": Todo mundo sabe que existe, mas ninguém vê.

Fazer o quê, foi o pobre coronel que emprestou sua carreira para dar legitimidade a esse bando de patetas, portanto, esse é o ônus.


Recomendação: Esse é um texto de nivel de compreensão 2 (fácil). Pode ser lido pelos patetas da lapa(aqueles que souberem, é claro).

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Cérebros de mosca!

Há uma histórica luta na República brasileira, que atende ao desejo de dar alguma ética ao exercício privado de funções que foram vitaminadas durante a ocupação de algum cargo ou função pública.

Ministros da Justiça, da fazenda, diretores de empresas do porte da Petrobrás, e claro, ministros e desembargadores de tribunais, que, aposentados, passam a militar na advocacia, todos devem ser alvo de rigorosa vigilância, para evitar que utilizem o capital intelectual e as informações que acumularam de forma indevida. Não há nada demais em se "cacifar" para ganhar mais depois, se forem observados os limites éticos.

O problema é quando as coisas se misturam. Vejam o caso de um ex-ministro do STJ, que do lado de cá, passou a defender a tese de que o controle judicial do poder político, quando esse dá azo a legítima e lícita persecução juridico-criminal, é um atentado ao Estado de Direito, ou seja, nas palavras desse ilustre ex-magistrado, que me foge o nome, trata-se de uma caçada aos prefeitos, em virtude do calendário eleitoral.

Claro que há um certo aumento da fiscalização da oposição nessa época, pois é nesse tempo que o eleitor será chamado a fazer julgamento político dos mandatários. Podemos chamar de oportunismo político, mas no fim das contas, essas "denúncias" servem, caso comprovadas (e quem não provar, deve responder pelo dano causado), para melhorar os filtros da população nas suas escolhas.

Ainda assim, causa-nos espécie que um ex-magistrado chegue ao limite de "confessar" que seus pares na magistratura possam ser manipulados pelos humores políticos dos oposicionistas de tais prefeitos, a ponto de retirarem-lhes os mandatos auferidos nas urnas. Serão os ministros e desembargadores inocentes úteis nas mãos dessa gente, ávida por poder? Ou o ministro sugere que há má-fé? Não fica claro na sua "tese", repetida aqui, sem qualquer cuidado ou análise, pelo bando de patetas da lapa.

Ora, quão frágil Justiça é essa que se contamina com os humores da opinião pública ou publicada, ou cede a pressões de oposicionistas destemperados e invejosos?

Olhando a "tese"do ex-magistrado, somada a outra asneira escrita por um ex-procurador local (que fala em excesso no uso da ação de improbidade), fica a impressão que os cerca de 5500 prefeitos do Brasil todos eles estão sob a mira de oposicionistas sem voto e sedentos de sangue eleitoral. E que a Justiça não defende o Direito, mas a sanha inquisitorial dessa oposição.

Ora, claro que não!

Eu creio que nos municípíos onde a minoritária oposição recorre a Justiça, e essa lhe atende, é porque há justa causa, e mais: Há uma falta inequívoca da chance de resolver os problemas dentro das esferas políticas. Um exemplo: Nossa Câmara de Vereadores.
Como a oposição terá as informações necessárias ao ofício democrático de fiscalização, e mais, como poderá essa oposição dizer ao eleitorado que o dinheiro do Erário não é gasto como e onde se deve?

Se houvesse transparência e uma relação institucional amadurecida, é claro que a Justiça seria a primeira a rechaçar qualquer tentativa de impor pela sentença o que se perdeu no voto.

Ahh...há sim há os casos como Diamantino, curral eleitoral da família mendes, do ex-presidente do stf que mais envergonhou a toga, o gilmar. Nesses casos, excepcionalmente, a justiça(assim, minúscula) se reveste de jagunços jurídico-eleitorais e de grupos locais. Mas como nos casos de injustiças contra prefeitos, são casos que devem ser tratados como tal, exceção, e não, irresponsavelmente como regra.

Mas exigir tal raciocínio dos patetas da lapa e suas moscas é um pouco demais. Então deixemos para lá, e vamos a temporada de caça aos (maus e corruptos)prefeitos e prefeitas.

Aguardemos!

Cumpriu sua parte o Ministério Público do Rio de Janeiro, presentado pelo promotor Êvanes Amaro. Está a Ação Civil Pública ajuizada para sustar a contratação das ambulâncias.

Primeira constatação: Todas as loas ao advogado e blogueiro Cléber Tinoco, que noticiou e chamou a atenção, de forma insistente, metódica e detalhada, sobre os fatos narrados na denúncia do MP, através do seu blog Campos em Debate.

Outra e derradeira: Mais um serviço prestado à comunidade pela rede blog, que repercutiu e deu ênfase as considerações do advogado e blogueiro.

Leia os detalhes no blog do Roberto Moraes, aqui.

Resta agora, a Justiça cumprir a parte dela.


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Onde está?

Onde raios anda a musa da oposição nas últimas eleições, a joana d'arc da floresta, marina siva? Debaixo de que musgo de ostracismo se esconde a ex-candidata que serviu ao demotucanalhato com gosto?

Será que não reciclam o lixo da História?

A arte de falar asneira.

Ninguém é obrigado a saber tudo. Não se pode acertar sempre. Mas a regra determina que, ao não dominarmos o assunto, devemos procurar quem sabe. Ainda mais se a informação é dada pelo portal público da prefeitura, em um caso grave como esse.

Não é leviano supor que a nota procura dar mais dimensão a ação do personagem que ele tem, na verdade, porque só nessa cidade engraçada há um"gabinete de segurança" e comandado por um bombeiro que o máximo que conhece de segurança é ter sido guarda-costas da chefe.

Leia o trecho e confirme:

"O Coordenador de Segurança e Ordem Pública, Coronel Alcemir Pascoutto, solicitou na manhã desta quinta-feira (25), perícia técnica da Polícia Civil para apurar um disparo de arma de fogo contra o Centro Administrativo José Alves de Azevedo, que atingiu uma das janelas da Procuradoria Geral do Município."

Quem determina a presença da perícia de local, a cargo do ICCE é o delegado de polícia responsável pelo caso, e nunca o ilustre coordenador.

Como dissemos, fica parecendo uma "forçada na barra" para fazer o inoperante coordenador aparecer na hora da tragédia.

Afinal de contas, que é que revisa os textos da secretaria de propaganda? Ou será que o "descuido" é intencional?


Atualização: Recebemos o contato de uma fonte que nos revelou que o problema aconteceu depois da invasão da "esquadrilha da fumaça", o pessoal da secretaria de propaganda ficou meio tonto com a "maresia". É, faz sentido.

Vão esperar até quando?

Reuniões onde deputado ordena como se prefeito fosse, tiro, rombos milionários, orçamento desarranjado, filho andando em carro de empresário, leite em pó a preço de outro pó branco, etc, etc, e etc.
Afinal, o que esperam as autoridades para lacrar essa prefeitura?



A república do Bartolomeu Lyzandro.

O tiro no pé mais famoso da nossa História política é o da Rua Tonelero, em Copacabana. O corvo lacerda, alvo da ação desastrada dos jagunços de Getúlio, escapa com um tiro no pé. Morreu o Major Vaz, imediatamente alçado a condição de mártir da República do Galeão, ajuntamento militar-civil udenista e golpista. Os ingredientes do golpe estavam lançados, e o tiro no pé de lacerda ricochetearam no peito suicida de Getúlio.
A ninguém é dada a certeza se Getúlio sabia ou não. E isso tinha pouca importância. Se fosse um atentado provocado por qualquer outro desafeto de lacerda, e não eram poucos, a culpa recairia sobre o Catete. Getúlio sabia disso.
Sabia disso o Anjo Negro, Gregório Fortunato, seu mais fiel e próximo colaborador, misto de segurança, ajudante de ordens e "chefe de gabinete".
Pelo menos é essa versão que consta na ótima biografia de Gregório que acabo de ler, da lavra de José Loureiro, O Anjo da Fidelidade, a história sincera de Gregório Fortunato, editado pela Francisco Alves.

Tempos dramáticos aqueles.

Metaforicamente, o tiro no pé de lacerda atingiu de morte o governo varguista.

Hoje, nessa planície lamacenta, o tiro na procuradoria pode ser, também, um tiro no pé, mas por motivos distintos. Nem os oposicionistas detêm o gênio e a verve lacerdista, canalha, mas eficiente, nem tampouco os governantes detêm o engenho e a grandeza de Getúlio. Como sempre, a História não se repete, a não ser pela farsa.

Eis a nossa.

Longe de mim opinar sobre os rumos da investigação do tiro disparado contra as instalações da procuradoria da pmcg. Não é meu feitio, e seria deselegante com os ótimos colegas policiais civis, que se responsabilizarão por elas(as investigações), a mando da eficiente Autoridade Policial, adjunta e, ou titular.

Mas nesses casos, quando não há nenhum fato ou circunstância que aponte indício algum, mandam os manuais de investigação que comecem as apurações, justamente, traçando um perfil do alvo, suas relações, desafetos, etc.

Ora, a procuradoria é um órgão institucional que se relaciona com os administrados, servidores e contratantes ou prestadores de serviço da pmcg, através de pareceres, ações administrativas, judicial e outros expedientes formais, protocolados e documentados.

Afastadas as possíveis relações passionais e ameaças pessoais relativas a servidores, de cunho pessoal e privado, restam estas possibilidades da procuradoria ser o alvo por causa de sua atuação pública.

Ou seja, se for verdadeiro o atentado, e não mais um factóide produzido(criminosamente, inclusive) pelo bando da lapa, é provável que algum movimento da procuradoria ou da administração tenha desagradado alguém ou alguma empresa.
Pelos contratos, pareceres e processos que deve começar a investigação, e deve a procuradoria fornecer a polícia TODA a documentação em cópias, para que os relacionados ali possam ser inquiridos e investigados.

Até quem entende pouco ou nada de investigação e combate a criminalidade como um bombeiro militar pode deduzir isso, e solicitar ao procurador que disponibilize os papéis a polícia.

O problema é a polícia descobrir nesses documentos mais do que desejariam as supostas vítimas. Seria um tiro no pé.

Ahhh, e para melhorar a analogia pobre com aqueles tempos, temos também, agora, o nosso "mar de lama".

Pequeno conto de lama.

Era uma vez um menino de um bairro pobre de uma cidade pobre. Queria ser famoso, falar as multidões, e tinha o dom. A cidade ficou rica, o menino ficou famoso, falava às multidões, mas jurava que ele continuava pobre. Até aí tudo bem, pretender ser mais pobre do que é, pode ser encarado como uma prova de humildade, ou cretinice, mas o julgamento dos adversários não importava. O povo o amava, e isso é que importa, pobre ou rico.
O menino sonhava em ser presidente. E sonhos são normais, e guiam nossa vida, nos dão objetivos, nos impulsionam.
O problema é quando sonhos viram delírios, e aí, nada mais importa senão a tentativa de tornar um sonho impossível em realidade.
Como não se realiza o sonho, toda a realidade em volta vira mentira, para suportar o fardo de sua não realização.
Manias de perseguição, paranóias, manipulação, controle de tudo e de todos. Nada escapava ao delírio do menino, e sua certeza de que se não era presidente, algo ou alguém o tinha impedido até então. E como não sabia bem divisar o que era esse algo ou alguém, tudo era inimigo, tudo era obstáculo. Na verdade, ele sabia que era presidente, só as pessoas é que não se enquadravam, e o tratavam como tal! Um acinte!

Durante um tempo, essa lógica, sem qualquer lógica, era considerada obstinação, força e motivação. Depois, como todo vicio ou desajuste, virou transtorno, de comportamento e de relacionamento.

Passou a viver o personagem que imaginava para si, a ai de quem não cumprisse o papel que ele determinava em sua psiquê doentia.

Um  belo dia, apanhado com a mão na massa, sem ter como explicar o inexplicável, sem poder culpar outro, senão a si mesmo, o menino teve a brilhante ideia: auto-imolação pública em um greve de fome, assumindo para si o martírio santo de violar o corpo para desagravar uma injustiça, e quem sabe, salvar seu povo dos pecados que todos cometiam, menos ele, é claro. Um messias. Quem não acreditaria em tamanho sacrifício?

Não durou a farsa.

Tempos depois, flagrado de novo em maus lençóis, lançou mão de nova greve de fome.

Essa verdadeira. Ficou dias sem comer, e ninguém se importava. Ele, enfraquecido, definhando, imaginava: Ninguém vai me ajudar?
Nada. Na rua todos diziam, que nada, aquilo é maquiagem, a magreza é efeito de computador(photoshop), é tudo mentira!
Não tinha mais força para gritar o menino, estava fraco demais, mas ninguém, nem seu médico de confiança lhe dava mais confiança alguma.

Ao final do 14º dia de jejum, morreu o menino que queria ser presidente. Vítima da sua própria boca, desta vez, sem palavra alguma.

Chicago anos 20 é logo ali, e parece que foi ontem.

Por qualquer lado que se olhe, o episódio veiculado pelo blog Estou procurando..., acerca de suposto(s) tiro(s) disparado(s) contra a sede da procuradoria da pmcg é muito grave.

Se consideradas falsas as notícias que o chefe do grupo (também condenado por chefia de quadrilha, junto com o então chefe de sua polícia civil) tem costume de anunciar, bombasticamente, toda vez que está em apuros, teremos uma banalização perigosa, que levará ao total descrédito, possibilitando que existam atentados de verdade, sem que ninguém se importe.
É uma tática perigosa, que pode dar certo, como Hitler fez ao incendiar o Reichstag (parlamento), ou pode dar errado, no caso de Nero, por exemplo.
No caso local, temos a suposta invasão da SMEC, lá no início do governo, uma suposta notícia de tentativa de sequestro(quando um fotógrafo registrava cenas da casa do Cosme Velho para um revista local, quando o casal governava o Estado), tiros no carro do deputado (recentemente), greves de fome (quando flagrado pelos pecados capitais), e tantas outras mais.
Se foram verdadeiras, não se sabe, mas o que importa é que ninguém que não pertença aos quadros do bando da lapa, acreditam nessas "denúncias". Eu acho que nem o mais fiel seguidor e capacho acredita.

Agora o tiro na Procuradoria. Pois é, pode ser verdade, e novamente, ninguém vai acreditar. Mas se for, fica a pergunta: A que ponto chegou a administração dessa cidade, quando conflitos ou desavenças resultem em atentados? Se verdadeira a ação de quem tentou intimidar procuradores, perguntamos, de novo: O que há lá dentro, ou na pmcg, que provoque tamanho desespero ou ódio criminoso? Que interesses estão sendo contrariados?

Mas eu temo que mais uma vez, tudo ficará o dito pelo não dito, e só restará a repercussão pretendida, a que desvia a atenção, e nunca a que aguça a curiosidade para a verdadeira causa do problema.

Aliás, como tudo que diga respeito ao deputado e seu bando.

Eu tenho certeza, em meio a tantas dúvidas: A culpa é da oposição!

Legalize marijuana!

'Tá explicado! Já sei porque acabou o dinheiro do Orçamento. O pessoal da lapa gastou tudo em drogas. Estão até fazendo apologia, rs! Putz, mó viagem, ó.
Coitado do pudim, na hora da larica todo mundo quer comer doce!

Leia mais sobre o assunto aqui.

Louvável iniciativa!

A OAB nacional lançou, capitaneada pelo ilustre causídico Ophir Cavalcante, com toda pompa e circunstância, o portal Observatório da Corrupção, dentro das estratégias da entidade de classe de articular o combate a essa nefasta prática política brasileira, que nem de longe alcança as hostes dos dignos advogados. E muito menos os "honestos" eleitores.

A pretensa posição, a referência de um observador, é a de quem olha sobre ou acima do fenômeno alvo de sua vigilância.

É interessante. Será que o observador Ophir vai sugerir uma observação sobre os casos freqüentes de fraudes na prova da OAB, ela mesma uma excrescência inconstitucional e autoritária, que usurpa funções de regulamentação do ensino que não são da Ordem, mas do poder executivo, através do MEC?

Ou quem sabe irá o preposto representativo dos causídicos propor uma revisão nos conceitos éticos, ao devassar os honorários auferidos junto a traficantes e outros criminosos, que são comumente qualificados como pintores de parede, mas que arcam com  despesas (e honorários) milionárias, e incompatíveis com condição sócio-econômica declaradas?

Será que Ophir irá perguntar aos advogados de Fernandinho Beira-Mar, que nunca trabalhou em atividade lícita, ou ao menos, a ponto de que essa lhe conferisse posses para pagar honorários da defesa de inúmeros processos pela prática delitiva, de onde vem esse dinheiro?

Se tudo for proposto e executado desta forma, cortando exemplarmente a própria carne, teremos, enfim, um valoroso exemplo dos indispensáveis e humanos advogados, peças chave do Estado de Direito, e por isso mesmo, nem mais, nem menos corruptos que nenhuma outra categoria inserida na sociedade.

A melhor forma, senão a única, de ensinar é o exemplo! Como a melhor maneira, senão a única, de reformar o mundo é começar dentro de casa!

Caso contrário, teremos, como em todas as inciativas, como o controle social da UENF, por exemplo, observadores de olhar seletivo e vesgo!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A chapa vai esquentar!

Não tenham dúvidas, em breve o passaralho vai sobrevoar essa cidade! Muito em breve. 

Cadê?

E a CPI do Hospital dos Plantadores da Cana, sai ou não sai, secretário?


E o dinheiro cobrado ilegalmente pelo esgoto não tratado, nos será devolvido, prefeita? Afinal, é a senhora o poder concedente, ou a senhora não tem poder para nada?


E o rombo nas finanças, quando é que a verdade virá à tona? A gente não esquef, ops, perdão, esquece!


E afinal, a quantas andam o processo por formação de quadrilha do deputado, condenado em primeira instância? Ahhh, agora tem foro privilegiado! Ufa, valeu à pena se rebaixar para disputar um mandatinho de deputado, hein governador?

Agenda da planície!


Dando continuidade a seu Projeto Resgate da memória sonora de Campos, o Orfeão de Santa Cecília traz a nossa cidade, no próximo sábado 27 de agosto a partir das 20h, o Conjunto Kaleidos do Rio de Janeiro e o premiado pianista Luiz Eduardo Domingues. O concerto mostrará, além de peças para piano solo, três selecionadas produções do repertório camerístico produzido por compositores campistas, duas delas inéditas, compostas para quarteto de cordas. Na oportunidade, o público campista poderá apreciar obras eruditas e populares através do brilhante piano do Prof. Luiz Eduardo e dos instrumentos do talentoso grupo carioca (violinos, flauta doce e cravo). A entrada é franca no Salão Nobre da Santa Casa de Misericórdia de Campos.

Sábado - 27 de agosto - 20h - Auditório da Santa Casa de Misericórdia de Campos
Entrada Franca

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Pensando bem.

Salve nossos gênios do marquetíngue político local. 
Certa vez, na revista BUNDAS, uma revisitação atualizada do Pasquim, que durou entre o final do século XX e os primeiros anos do século seguinte, li um texto do LF Veríssimo.

Era uma ironia fina, dessas que só o gaúcho saxofonista sabe escrever, e que tentar reproduzir é arriscado.

Mas a ocasião exige. 

Dizia o filho do Tempo e o Vento na revista BUNDAS, então uma ácida crítica aos anos hegemônicos da privataria fernandista, que um bom marquetíngue resolvia tudo, e de certa forma, explicava o sucesso da octaéride de fhc, mesmo diante de todas as evidências em contrário.
Quem se opunha ao pensamento único era chamado de, no mínimo, dinossauro.
Na época, essa postura contestadora era considerada uma excentricidade de velhos rabugentos, mas a realidade se encarregou de provar que estavam certos. 
Bom, voltando ao que dizia o Veríssimo, o marquetíngue para ele era uma arte, principalmente em se tratando de propaganda de certos governos.

Mais talento exigia dos magos e seus aprendizes quanto pior fosse o governo. Mais dourada a pílula, mas brilhante o anúncio, mais caras as contas.

Vender pão quente era fácil, na opinião de Veríssimo. Quem resiste ao apelo e ao chamado olfativo-visual daquela maravilha fumegante, crocante e corada?

Difícil é vender côco como pão quente.

É por isso que se gasta tanto em propaganda nesta planície lamacenta. Por isso tanto zelo e carinho com jornais, rádios e TVs de coleira.

Você já ouviu alguém fazer propaganda de algo necessário, útil e indispensável, como abridor de garrafas, lavador de arroz ou macarrão? Ou de chave de roda, ou de macaco para levantar carros? Pois é.

Se considerarmos que a oposição é tão nanica que periga tropeçarmos nela, tamanho gasto em publicidade só pode dizer duas coisas: É preciso cada vez mais vender uma merda de governo como um sucesso, e pior, é preciso ficar com o "troco".

Quem procurar saber como uma população pode, ao mesmo tempo, ser dócil e cúmplice de tanta podridão, já pode satisfazer sua curiosidade: Há 15 milhões de motivos por detrás de um governo que parece rosa, mas fede!

Agenda da planície!

A professora Odete mandou avisar e nós publicamos, e perguntamos: Paulo César Martins também pode ir?


Declínio da linguagem ou: Como dizer asneiras com serenidade!

Um vicio corriqueiro da mídia brasileira, com ênfase nas colunas a análises econômicas, é o simplismo. Não se trata da simplificação, que torna os conceitos mais palatáveis e inteligíveis a leitores como nós, leigos, mas o reducionismo que iguala e empacota ideias, que decreta realidades que não existem, e pelas quais esses analistas e colonistas irão se debater para que se confirmem. Criar e impor consensos, essa é a chave.

Essa é uma escola cara às organizações globo, com imbecis como sardemberg ou leitão, e outros peixes pequenos, do tipo que aparecem naquelas reportagens de supermercado do jornal hoje. 
Mas justiça seja feita, esse modelo, junto com a ditadura das agências de rating(que diziam qual país era merecedor de confiança ou não, e justamente o que eles diziam confiáveis, quebraram primeiro) é a ferramenta básica e fundamental de manipulação política da gestão econômica de países. 
Ora, quanto mais fracos e quanto mais fracas as premissas econômicas, mais e mais vaticínios e "sentenças", é claro, para sequestrarem governos e encherem as burras da banca de especuladores.

Com a crise mundial, ou melhor, com a segunda e mais grave "perna" da crise iniciada em 2008, ficou evidente que tudo não passava de charlatanice.

Agora, tentando buscar um discurso que os livre do total descrédito no qual mergulharam (pois foram incapazes de sinalizar ou alertar para os riscos que estavam iminentes, e ainda lustraram de sucesso modelos falidos), esses cartomantes econômicos voltam à carga.

Misturam um bocado de óbvio, algum(pouquíssimo)conhecimento sobre história, certo domínio da linguagem de economês, e pronto: Lá estão de novo, a dar diagnósticos, receitar curas.


O jornalista paulo guedes, no jornal o globo dessa semana, procurou dar ares de originalidade aos seus alfarrábios. 

Eurásia formigas e cigarras ocidentais. Estipulou um "novo" corte geopolítico e "geoeconômico", e preconizou que nas diferenças fundamentais da qualidade da poupança e investimentos estaria o segredo do sucesso de uns e fracasso de outros. Um bocado de clichê étnico, é verdade, mas que tem de fundo um clichê econômico muito mais perigoso, porque sedutor.

Esqueceu o pobre articulista do fundamental: Não há modelos que não se interliguem, se influenciem e que sejam causa e efeito e vice-versa, assim como, dentro desses supostos blocos, há assimetrias graves, estruturadas em histórias diferentes e intervenções e escolhas políticas distintas. A economia não se espraia e determina caminhos de forma uniforme e exata. Não é uma planilha invariável com ingredientes estanques. 

O câmbio e suas variações e estragos, e sua potencial inclinação para conflitos graves é um exemplo acabado disso.

Assim, se é verdade que a China por exemplo, pode ser um exemplo de austeridade(e tem que ser, afinal, não se alimenta 1.5 bilhão de pessoas sem controle rígido da economia), mas o fundamental, ele não diz, por óbvia contaminação ideológica, é que a China cresce e rivaliza com os EEUU, no mundo atual, porque controla com mão de ferro o seu câmbio, adota práticas ultra-protecionistas a sua indústria, semi-escraviza sua mão-de-obra, o que a torna plataforma inevitável dos produtos manufaturados, em regime de substituição de importação, sem mencionar a quase total ausência de liberdades civis, que coloca as demandas e pressões sociais decorrentes de modelos econômicos sob controle, mas que tem um preço que nenhum de nós gostaria de pagar. Na China, te dizem quantos filhos você terá.

Já a Rússia, outro que seria do bloco da Eurásia, praticou um modelo associado a privataria e a corrupção, por longa data(que se encrustou na gestão pública e privada), mas que ao sinal de quebradeira tomou a opção certa: Mandou às favas os credores, assumiu um default, e bancou a moratória, sem que o país se dissolvesse, como previam analistas como guedes e seu coleguinhas de redação. Necessário dizer que a política e geopolítica russa obedecem a um modelo semi-democrático e expansionista/intervencionista, e que, mal comparando, seria como se nós, brasileiros, ocupássemos, ou influenciássemos as eleições na Bolívia e Argentina, para tomar-lhes o gás (região da meia-lua, Santa Cruz de la Sierra, e outros) e o petróleo(da Patagônia), ou as minas de cobre do Chile e outros vizinhos. 
Alguns desses imbecis da mídia até ensaiaram esse discurso na "crise"(muito mais provocada por ela mesma) do gás boliviano, a Petrobrás ou Itaipu e o Paraguai. É possível que guedes estivesse entre eles.

O caso dos "tigres" é clássico e sui-generis, mas o jornalista coloca tudo no seu rótulo eurasiano formiguinha. Ora, Coréia e outros se aproveitaram do enorme afluxo de capitais pós-guerras (Coréia, Vietnam, etc), colocadas com enclaves estratégicos, que tiveram sua economia irrigada por bilhões de dólares. É certo que houve acerto no investimento educacional, mas que os livrou de um triste número: alta taxa de suicídios, provocada pelas pressões e exigências sociais e familiares acerca do sucesso escolar. Ainda assim, colheram resultado bons, mas que têm que ser avaliados sob uma perspectiva própria(tamanho do país, aspectos culturais e população), e mais importante, sob condições históricas que nunca mais se repetirão: Os EEUU nunca mais irrigarão um país com zilhões de dólares para manter uma "cabeça-de-ponte" anticomunista na Ásia. Isso, o guedes, novamente, esquece.


Já pelo outro lado do rótulo guediano, temos as cigarras ocidentais. Eu vou resumir: O que é ocidente? Bom, o Congo é Ocidente, também o é o Canadá. Poderíamos enquadrar Grécia e Inglaterra no mesmo patamar? França e Uruguai?

Até o mesmo o modelo do estado de bem estar social (wellfare state) tem contornos assimétricos em cada país da União Européia.

O que o jornalista guedes pretende, ou pretendia, junto aos mais desavisados e leigos como nós, é criar uma base ideológica para uma nova-velha "tese", que seus amigos conservadores e seus patrões anseiam por ler e repercutir: Parem a política de distribuição de renda, poupem e coloquem o pé no freio. Cortem investimentos, abandonem a ideia de um Estado protetor. 
Preparem seus "caixas" para suportar as corridas cambiais e a necessidade de pagamento da divida pública e privada, ou seja, guardem para pagar aos fundos estadunidenses, franceses, canadenses e deus sabe lá mais quem.

Alguém precisa avisar que boa parte da poupança da maior formiga eurasiana, a China, está em títulos estadunidenses, que ameaçam derreter caso o dólar continue a se enfraquecer, ou pior, se Obama resolver auto-financiar seu déficit emitindo moeda. 

No entanto, em meio a tempestade causada, justamente, pelas teses econômicas que professa, e que a realidade já derrotou, pretende jogar os tripulantes ao mar.

A mesma senha de sempre: Sacrifiquem os direitos de trabalhadores, verticalize-se o consumo, distribua canivetes e serras elétricas entre as pessoas, e exija, meritocraticamente, que obtenham o mesmo resultado. Mais e mais darwninsmo econômico, que se olharmos direito, dada a canalhice intelectual do autor, parece um convite ao canibalismo capitalista.

Em suma, é triste (para eles, pois eu acho engraçado) ver um jornalista, que ocupa as páginas de um dos maiores jornais do Brasil, e que é até repercutido por jornais pequenos do interior, falar tanta besteira, mas com tanta sobriedade. Convence, até que você pare para pensar um pouco. Mas tem gente que prefere copiar, sem sequer tentar entender. Respeitemos, pois, as escolhas.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Desmoralizada!

Não, não, não estamos falando da prefeita-cigarra. Essa sabe e convive há anos com esse tipo de situação, e até onde sabemos, concorda com tudo.

Impossível acreditar que no mundo de hoje, uma mulher que tenha chegado ao governo de um dos estados mais importantes do Brasil, sobre o qual repousam os olhos do mundo, desde antes até sempre, cumpra o papel de submissa, sem que seja uma escolha. E sobre escolhas não há julgamentos. Cada qual faz a sua, e pronto. Mas escolhas pressupõem conseqüências. Cada escolha uma sentença. A prefeita fez a sua: servir de capacho dos desvarios de poder de seu marido.
Não há como enxergar solidariedade ou afinidade política, é desrespeito puro dele com ela, ela consigo mesma, e de ambos conosco.

Quem está desmoralizada não é a prefeita, é a prefeitura. As instituições ali representadas, a procuradoria, as secretarias, os servidores de carreira, enfim, todos que tenham algum zelo e respeito pelo interesse público, a coisa pública.

O que faz um deputado federal, por mais íntimas que sejam as suas ligações com a prefeita, reunir secretários e dar-lhes sermão, usurpando um cargo que não é seu?

O que faz esses secretários silenciarem, e não entregarem de imediato seus cargos? Que tipo de gente é essa que engole tudo?

Há um limite para tudo, e eu creio, sem açodamentos que, hoje, todos os limites foram ultrapassados: Improbidade, usurpação, uso da máquina pública para proveito partidário, etc, etc, etc.

Que o deputado, no seu partido, na privacidade das reuniões políticas de seu grupo, cobre o que achar errado, compreendemos. Aliás, tem muito o que cobrar, está tudo errado, embora o exemplo seja pouco!

Mas usar o espaço institucional da prefeitura, dando ordens e repreendendo servidores sem que tenha delegação oficial ou mandato para tanto é um acinte. Um tapa na cara das autoridades, ministério público, judiciário, e enfim, e não menos, na dos eleitores.

Nossa cidade se transformou em uma quenga desclassificada, uma terra sem lei e sem vergonha, não há mais cargos, nem liturgia.

O que impede que outro deputado ou senador qualquer se assente no auditório da pmcg e passe a cobrar dos seus correligionários. Será que agora virão o Rodrigo Maia e o Agripino a chamar dona Penha nos "conformes"? Ou o Renato Casagrande virá  decidir o futuro da aliança do PSB com o governo dentro do gabinete da prefeita?

O que nos falta?

Remando contra!

Eu não gosto de ser antipático(bem, depende), mas as perguntas não calam:

Ato contra a corrupção em Campos.

Ok, tudo bem, não há quem não se indigne com o mau uso de dinheiro público.

Mas partindo da premissa de que os eleitos o foram pela maioria, e que essa maioria tanto sabia o caráter dos que elegeu, como se beneficia dos favores para que neles votem, e aí incluídos tanto os pobres do esmola-cidadão quanto os empreiteiros do fraude-licitação, tanto os necessitados da Aldeia, quanto a aldeia dos donos de jornais, ateus e crentes, cínicos e céticos, eu pergunto:

Vai ser uma auto-imolação em praça pública, uma confissão de culpa coletiva ou apenas mais um ato tipo neoudenista-hipócrita-classe-média-cansei?

Todos os que estão pendurados em contratos temporários e precários vão exigir o concurso público?

Os empreiteiros vão devolver o dinheiro desviado?

Os jornais devolverão o mensalão que recebem todo mês?

Escolas particulares devolverão as mesadas e exigirão que o dinheiro seja gasto na ampliação da rede e em bons salários para os professores da rede pública?

As empresas de ônibus confessarão os desvios e abusos do programa fraude-cidadão?

A empresa de águas e esgoto levará água aos distritos e nos devolverá todo o dinheiro cobrado pelo esgoto que NUNCA tratou?

Os bares e comerciantes de outras atividades vão desobstruir as calçadas?

Vamos respeitar o próximo e as leis de trânsito e assim esvaziarmos os pátios?

Vamos confessar os endereços fraudulentos que inventamos para pagarmos menos imposto?

Enfim, nos tornaremos todos menos corruptos, ou só enxergaremos a corrupção alheia?

Notícia$ roSa$ no DIÁRIO DA MANHÃ!

'Tá aí o que você queria:



Recall?

O blog Dignidade Campos já deu a dica. Afinal, quem governa essa espelunca chamada prefeitura municipal de Campos dos Goytacazes?

O eleitor, se morasse em algum estado da federação estadunidense, onde esse dispositivo é previsto, poderia reclamar um "recall", e pedir o mandato de volta! O dinheiro não tem jeito. Esqueçam.

O eleitor do povo da lapa levou gato por lebre. Propaganda enganosa. O mandato da prefeita veio prenhe de um garotinho, que ela escondeu de todos eles, e retirou até do nome!

É o governo "kinder ovo", vem com um "brinquedinho horrível" dentro!

Surpresa:






domingo, 21 de agosto de 2011

Segunda-feira com cara de felicidade!

É amanhã. 
Não perca o DIÁRIO DA MANHÃ!

Pagou e não viu.

Mais novo e recente evento da planície, mas que já vem com o cheiro de mofo, embolorado pela repetição: A briga do deputado gafanhoto, que representa a prefeita-cigarra, com o jornal de coleira da região.

Claro, o roteiro já vem ensaiado e todos nós sabemos o final.

As bravatas se ouvem ao longe, mas são vazias de qualquer significado. A fábula do escorpião e do sapo se repete, mas nesse caso, não nos é possível saber quem é sapo ou quem é escorpião.

De um lado, o deputado-gafanhoto a expor o mensalão da midia, de outro, a midia comprada a se debater pelo aperto da coleira.

O simplismo desesperado de explicar o inexplicável, ou seja, a submissão que fazem de sua linha editorial para atender os interesses comerciais, e nunca o contrário. Desse jeito, procuram nivelar como iguais as relações com diferentes níveis e esferas de poder.

Como o secretário de (des)governo que pretende comparar Dilma com sua chefe, o jornaleiro(*) de coleira,  no campo da comunicação social, quer nos convencer que governo federal possa manter a mesma relação promíscua que o governo municipal mantém com eles, e ameaça: Paguem para ver.

É justamente isso: Pagar para ver. Haveria, aos de bom senso, uma natureza distinta nessa frase para os dois níveis de governo. No entanto, para os que só medem os outros por sua régua pequena, é tudo igual. Só dessa maneira explicam a si mesmos e anestesiam a dolorosa percepção de suas indignidades.

Não enxergam, não poderiam e, ou não querem enxergar que o governo Dilma "paga" para que a publicidade oficial alcance os mais longínquos recônditos desse país. E nem importa muito(mas deveria, é verdade)a qualidade desses pasquins de interior, e sua postura dúbia em relação a Democracia. Aqui, no governo Dilma, reside uma ideia, um princípio: A pior imprensa é melhor que imprensa nenhuma. É por isso que jornais de embrulhar peixe podre ganham algum por aqui.

Quando descentralizou, através da política de comunicação social, do então ministro Franklin Martins, a verba de publicidade oficial da administração direta(ministérios, superintendências, etc), em uma estratégia coordenada com autarquias (Petrobrás, por exemplo), empresas públicas, fundações e outros entes da administração indireta, o ministro apostava na diversidade e democratização do acesso a informação, permitindo que pequenos jornais regionais pudessem ter acesso a um dinheiro que antes era dado como favor a empresários e não direito a informação do cidadão. Deu certo.

Desacostumados a essa noção, os jornaleiros que embrulham peixe podre entendem que toda relação mídia X governo é pautada pela submissão, e jogam no ar a ameaça diversionista, para esconder o que têm ocupado suas noites de insônia: Para sobreviver, tiveram que comer na mão do deputado-gafanhoto, que como sempre, expõe ao ridículo quem lhe dobra a coluna, ou nesse caso, várias "colunas".

Não, não, não meu caro e raro leitor, o governo Dilma, continuação do governo Lula, herdou a mesma noção: Não pauta o governo Dilma a verba de comunicação social pelo apoio ao governo, pois estão lá essas verbas nas folhas, nos globos, estadões, e canais de TV e rádios, ferrenhos partidários dos opositores, que chegam às raias da deselegância. Está lá o dinheiro público da verba de publicidade,às vezes em quantidade maior que nos chamados veículos simpáticos.

A diferença é que os pequenos, ao redor do Brasil, também começaram a fazer parte desse jogo.
Os pequenos, como um de nossos jornais locais, que agora cospe nesse prato democrático que come, e que antes só viam as migalhas, corretadas por deputados e outros barnabés federais que cortejavam com notinhas e algum espaço.

E resta assim, o ridículo da arrogância no tom da ameaça, afinal, é bem provável que Dilma e seu governo precisem muito menos do apoio de jornalecos de interior, de forma isolada, que esses precisem do dinheirinho que recebem do planalto. Mas o cacoete da chantagem editorial permanece em quem sempre tratou o que apura como moeda de troca.
Fanfarronice, pura e simples, que talvez só surta efeito nos petistas de coleira que mantém para lustrar a (falsa)imagem de democratas.
Uma canelada descortês nesses quadros que cumprem esses triste papel de conteúdo para veículos da anti-democracia, e que recebem em troca do bom comportamento um carão público. Mas enfim, se merecem.

Já a relação com o governo local, os jornaleiros de embrulhar peixe podre têm razão. É uma relação onde quem paga espera apoio irrestrito, aplauso fácil, e submissão editorial. Na planície lamacenta, quem paga quer ver apoio inconteste.

Quem se vendeu também sabia dessa expectativa, porém, ao dizer que não aceita tal premissa, nossa dúvida: Por que o contrato? Alguém mudou? É sincera a esperança que algum dos lados mudaria de conduta? Claro que não.

O que houve foi a junção da fome do jornal(por verbas públicas) e a vontade de comer do deputado-gafanhoto(a oposição).

Nesses últimos meses, qualquer leitor, ou estudante de comunicação social mais curioso, poderão fazer um levantamento da linha editorial do referido jornal e a prefeitura e administração. Desde o "acordo" aflorou um jornalismo dedicado ao contraditório, um crítica desapaixonada, uma quase isenção, coroada com colunas e artigos de próceres do governo, fato até então impensável.

Não foram raras as vezes que aliados e colaboradores de primeira hora do governo atual foram a público em blogs, jornal rival e rádios para desancar a linha editorial que hoje abriga esses mesmos personagens.

Não foram raras as vezes que o jornal em questão se dedicou, com afinco, e pouco talento, a massacrar e dizimar a reputação dos governistas de agora, apresentando a pior estirpe do mercenarismo de redação.

E por que os atritos agora?

Bom, eu dou meu palpite, pois em relações obscuras só os contendores podem dar a certeza do que se passa. Resta-nos a diversão da especulação:

Ora, o deputado-gafanhoto percebeu que está gastando dinheiro à toa. Que o "acordo" feito não significou mais apoio junto à sociedade, não ampliou sua base de consenso, nem seu capital político, que é considerável, mas chegou a um ponto complicado: Não avança, está no limite, e agora só pode ser corroído, sendo que a velocidade depende da capacidade de comunicação da oposição.

Essa capacidade está muito, mas muito aquém do desejável, pelo menos, organicamente falando, mas um dado é relevante: Na blogosfera, o único local e instância que pode expandir(sim, mais ouvintes de rádio e leitores de jornal não serão conquistados), o governo, os jornais e empresas de mídia levam de goleada, em todos os quesitos: quantidade e qualidade. Temos um fato: leitores de jornal, ouvintes de rádio e espectadores de TV migram para a blogosfera e outras redes sociais, o contrário não acontece, ou ao menos, não com densidade que mereça análise.

Resultado: Desespero e baixaria de ambos os lados: Os jornaleiros porque não têm mais relevância para vender, e do deputado porque não alcança espaço em uma instância de comunicação que o repele. O reflexo desse sentimento de incômodo podemos observar na asquerosa junção de moscas com peixe podre.
Óbvia. Previsível. Risível.
Outros dados que por aqui nos passam quase despercebidos: Jornais encalham nas bancas, a audiência da TV, (ver números do IBOPE)da líder rede globo despencam, mas não há um crescimento correspondente das concorrentes, logo, essa audiência está indo para outro lugar. Onde? Responda você mesmo, caro e raro leitor.

É hora de apertar os cintos, parece que o mensalão da midia vai secar novamente, e ressaltemos, antes que tentem de novo, lá na frente:
Nesse caso, não há como ter acordo, não pela natureza do que negociam, mas pelo simples e cristalino fato de quem nenhum dos lados cumpre sua parte, nenhum dos dois merece confiança.



PS: Nada falamos em relação a cabral. Não precisa, é só a reprodução ruim e ampliada dos vícios do seu mentor político, o deputado-gafanhoto, de quem herdou a cadeira nas Laranjeiras.