sábado, 16 de julho de 2011

We are sorry!

Da carta de Murdoch, o arrependido, fica a canalhice explícita.

A frase: "We regret not acting faster to sort things out", quer dizer mais ou menos o seguinte, em minha péssima tradução: "Lamentamos não ter agido antes para não deixar as coisas chegar a esse ponto".

Pois é, como imaginar que um homem dessa "estatura", que domina seus negócios com controle incomum, e por isso é festejado como "gênio", tenha "demorado" para evitar estragos maiores que, de forma inequívoca, ficou sabia que seriam causados pela ação de seus subordinados.

Qualquer que fosse o político ou agente público que tivesse praticado crimes dessa envergadura, com desdobramentos tão graves, seria incinerado em praça pública, seus restos mortais desterrados e todos os seus descendentes exilados, e o quintal de sua casa seria salgado, para que nada mais nascesse dali.

Pois, é, os canalhas da imprensa tratam o problema apenas como um desvio de conduta. Uma escorregadela simples de ser corrigida.
Trata-se no entanto, da revelação do DNA da imprensa mundial, pendurada em verbas públicas, na cafetinagem política, no assassinato de reputações, na censura e manipulação de informações, e na privatização dos valores e bens públicos.

Como disse o articulista citado pelo Eduardo Guimarães, é impossível não enxergar um bocado de Murdoch em cada barão da imprensa, e seus lacaios.

É preciso salvar a imprensa dela mesma, em nome da liberdade de expressão que elas dizem defender, mas atacam todos os dias em suas ações e editoriais.

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