sábado, 30 de julho de 2011

Sábado, um dia após o outro dia na planície.

Todos, ou quase todos os blogueiros recarregam suas pilhas no final de semana.
Dedicamos, geralmente, textos mais densos para o domingão, quando audiência é composta, em sua maioria, pelos fiéis leitores dispostos a se aventurar em análises mais áridas. Por outro lado, nos exime de atualizar o blog à toda hora, como exige a dinâmica dos dias "normais". Domingão é dia de encher linguiça.

Sábado é aquele dia "café-com-leite", ou "nem caga nem desocupa a moita", como dizem lá pelos lados da baixada da égua.

Por isso, para não dizer que não compareci no dia de hoje, resolvi fazer um apanhado, tecendo comentários sobre os temas preferidos dos meus companheiros de rede blog:

1. A prefeitura está quebrada, como dizem as meninas superpoderosas aqui, replicando outro post do blog de Carlos Faria Café, "Quem recebeu recebeu".
Vamos ao nosso pitaco: É verdade que há um arrocho, e parte provocado pelos exageros cometidos para saciar a sede dos empreiteiros-patrocinadores-de-campanhas, associado a alguns deslizes na gestão "das finanças", por um ex-secretário que saiu quase corrido daqui.
Ainda há boatos sobre a "antecipação" do "cronograma físico-financeiro" das obras para que um clone de prefeito, muito religioso, pudesse andar com o "terço" no bolso.
Tudo isso pode comprometer o caixa, mas como diria o professor Luciano D'Ângelo, ex-secretário local e de Niterói na pasta das finanças, é muiiiito dinheiro, e não há como esvaziar o cofre, mesmo que tentem.

Na verdade, o motivo do arrocho é a proximidade das eleições, por dois motivos: ganhar "fôlego" para uma disputa que parece que será mais renhida que a previsão inicial, e portanto, mais cara, e o principal: Enquadrar o empresariado local, deixando bem claro que as "apostas de apoio" devem recair sobre quem detém a chave do cofre, sob pena de morte por inanição.

2- carla machado convida makhoul para se candidatar pelo PMDB, como publicou Roberto Moraes em seu conceituado blog. É bem provável que tal convite tenha acontecido, mas não passe disso: Um convite. Uma cortesia com um quadro decadente. Só isso.
O médico é alguém que passaria por esse ridículo sem reclamar, ao contrário, até agradeceria por ser lembrado, como uma ex-celebridade em cast de reality show. Daí a ironia cruel da prefeita de SJB.
Sabe a prefeita da impossibilidade e inviabilidade de um nome que já significou alguma novidade, mas destruiu seu pequeno capital na fogueira de sua egolatria.
O que a prefeita quer, a mando do governador cabral, é se credenciar como contraponto ao deputado-prefeito, opinando e manipulando a política da nossa cidade como se fosse uma instância à parte, afinal, ela não é daqui, assim como o deputado, que nenhum vínculo com a prefeitura, que de fato governa.

A prefeita do delta do Paraíba quer reivindicar para si a prerrogativa de indicar e referendar nomes, dada a fraqueza da oposição local, trazendo para o PMDB o eixo decisório. Coloca, desse modo, o ônus em vetar nomes a oposição nanica, que já tem enormes dificuldades para ficar de pé, quando não se move de quatro.
Se tudo der errado, tem muito pouco a perder, pelo contrário: fixa no imaginário local sua condição de principal antagonista dos garotinhos.

O convite a makhoul é um aceno, dizendo quem é que manda, ou pelo menos, quem pretende mandar.

3- Isca para o movimento sindical. Uma tática manjada é colocar um bode na sala de negociações. Assim, o decreto inconstitucional deve ir para a pauta de reivindicações dos profissionais municipais da Educação, que se mobilizam, de forma consistente. Vários blogs anunciam a novidade: O SEPE finalmente acordou, e a categoria empurra o sindicato para as ruas.
Ótimo, mas é bom não levar como conquista aquilo que já seria derrubado pelo Judiciário.

Não se negocia ato ilegal.

Eu imagino que será "concedido" aos corretores sindicais do SIPROSEP a "vitória" da revogação do tal decreto.

Por enquanto, é só o que temos a dizer: Por aqui, tudo quase sempre é o que parece.

Nenhum comentário: