segunda-feira, 4 de julho de 2011

Os quinze minutos de fama e os dois minutos de ódio...

Ando pensando, o que não é muito comum.

Estranha essa sociedade atual, que valoriza o efêmero, exacerba a exposição da intimidade pessoal, impõe o ter(e não o ser), e o vazio existencial como condições de alcançar o sucesso, celebra o fugaz, transforma política em forma, sem conteúdo, em fim em si, e não em meio para o bem comum, mistura os negócios privados com o interesse público(e em detrimento destes), e depois, em um surto moralóide, quer judicializar os conflitos decorrentes dessa sistema de valores nos tribunais, como se fosse possível, nesse ambiente deteriorado, proteger a intimidade, a honra e a moral individual das pessoas.

É claro que não pretendo que os conflitos dessa ordem sejam resolvidos em duelos, ou em violência.
Mas parece um bocado de hipocrisia falar em ataque à honra em um mundo como esse, onde a noção sobre esse valor é tão volátil como uma propaganda de refrigerante.

Nenhum comentário: