sábado, 2 de julho de 2011

O seqüestro do bem comum.

O(s) trabalhador(es)(as) rurais, que cortam cana em condições excruciantes, que morrem de doenças cardiológicas associadas ao excesso de esforço, que levam seus filhos aos canaviais para completar cotas de corte cada vez mais altas, ou que ganham bem menos caso seja mulheres, sem banheiro, expostas ao assédio e a vergonha de fazerem suas necessidades tendo moitas como biombo, comendo refeições geladas, e que, finalmente, têm que disputar um registro em carteira de trabalho como se fosse um sorteio de mega-sena, passaram a ser, da noite para o dia, a ser alvo das preocupações da nossa "boa sociedade", e dos coronéis de usina e de eito!

Um exemplo de hipocrisia canalha da pior estirpe, mas dita com boas maneiras, engana os incautos e aplaca consciências, isto é, dos que ainda guardam alguma.

Temos assim o seqüestro  dos interesses dos trabalhadores, e do interesse público, onde a chantagem consiste em reduzir a vida desses homens e mulheres ao nível mais baixo e vil da sobrevivência, e depois argumentam que essa condição é a única alternativa que lhes resta.

A nossa elite parasita e predatória reduziu a atividade sucroalcooleira a indigência econômica, ainda que sempre cevados por dinheiro público, e à custa do sofrimento de milhares de pessoas. E se dizem empreendedores e eficientes.
De 14 usinas a duas ou três montes de ferro-velho. Produtividade risível. Credibilidade abalada por investigações de evasão fiscal.

Antes o IAA, agora FUNDECAM, e por mais que o contribuinte suporte nas costas o peso desse elefantes de cinza e fuligem, o resultado é sempre pífio.

Livre inciativa com recurso público é a visão capitalista dos nosso ilustres senhores de botas e chapéus.

Lucro privado e prejuízo público, de TODO público.

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