domingo, 10 de julho de 2011

Não passarão.

Entre a pretensão e a satisfação de nossas pretensões há um enorme penhasco, cuja ponte estreita que liga os dois lados é a Justiça.

Se dependesse dos barões da mídia local, e seus sabujos: os jornalistas, "blogueiros" e colonistas de coleira; dos empresários-parasitas-predadores de Orçamento Público; da classe média hipócrita e de outros seres abjetos, todos os blogs independentes seriam retirados do ar, sob o pretexto "da defesa da moral".
Como seria bom se o monopólio da "verdade" voltasse a ter dono, e que essa "verdade" pudesse ser moldada às necessidades da ocasião e dos bolsos.
Como seria bom se as "autoridades" não pudessem ser mais questionadas, e em alguns casos até ofendidas, tal a repulsa que causam.
Como seria bom se jornalistas, "especialistas", colonistas e seus patrões pudessem novamente sossegar no templo de Delphos onde se auto-adoravam como Oráculos, sabedores de todo o futuro, de todo bem e de todo mal.

Bom, mas como esse mundo não é mais possível.
Há o crescimento da demanda por informação, debates e contraditório.
De fato com natureza caótica, desordenada e incontrolável, que tem essa intensidade ligada a um fato: Foi a manipulação, centralização e verticalização da informação que gerou tanta repulsa anárquica aos moldes de produção de conteúdo, e isso trouxe, óbvio, os exageros.
Ajustes serão necessários, e só a sociedade, como um todo, pode regular, fiscalizar e determinar os parâmetros de convivência nessa nova esfera pública.
Não são os coronéis da mídia, gigantes da internet e seus conglomerados empresariais que vão determinar esse marco regulatório, sob pena de retrocedermos ao século XIX, ainda que contemos com tecnologia atual.

Nesse debate, a moral privada e bens juridicos como honra pessoal, devem ser preservados, mas devem ser pesados pela natureza que detêm: são interesses privados, enquanto o direito a informação e a disseminação de conteúdo são interesses coletivos. Logo, esses últimos prevalecem sobre os primeiros, sem suprimí-los. 

Estranho é notar que os defensores da moral privada são os que menos praticam atos condizentes com a moralidade pública.
Uma pequena ressalva:
É claro, já dissemos e repetimos para os idiotas de plantão: Quem se sentir ofendido por comentários liberados, por textos, etc, tem todo o direito à reparação, muito embora esse blog advogue que uma verdadeira ofensa pode e DEVE ser atacada com uma solicitação expressa em e-mail ao editor, e para que não reste dúvida desse pedido de retirada do comentário ofensivo, poderá o ofendido solicitar uma certidão cartorária que ratifique o "status de mensagem enviada" ao destinatário, nesse caso o editor ou endereço eletrônico para contato com o blog que contém a ofensa.

Uma maneira rápida e prática (anti-burocrática) de resguardar a honra, sem prejuízo da publicação de um texto com a devida resposta. Só os blogs permitem tal medida, portanto, só os blogs podem, é verdade, ofender a honra, mas reparar o erro na mesma rapidez.
Caso não haja resposta satisfatória, aí sim, deveriam ser adotadas as providências cíveis e criminais. Lembre-nos que os crimes contra honra carecem da representação expressa da vítima para que o autor seja processado. Então, afastemos de antemão os idiotas que dirão que crimes devem ser apurados sob qualquer condição. Nesse caso, uma reparação satisfatória pode suprimir o desejo (representação), antes que o acordo pela suspensão do processo seja proposto pelo Ministério Público em sede de Juizado Criminal.
Agora imaginemos o absurdo jurídico que foi dito por alguns jornalistas de coleira, durante essa saemana que passou, quando defenderam a possibilidade de interdição(retirada) do ar de blogs que, por ventura, fossem alvos de pedidos judiciais de reparação e, ou investigação criminal.
"Santa idiotice, Batman!" diria o menino pródígio, pois:
Ora, se nos crimes de maior repercussão social e de potencial ofensivo muitíssimo mais graves, como homicídios, ou estelionatos, ou FORMAÇÃO DE QUADRILHA ARMADA, decidem os magistrados manter-lhes a liberdade e os direitos, até que transite a sentença em julgado, como proteção máxima da presunção de não-culpabilidade, ainda que todas as sentenças atacadas pelos recursos não deixem dúvida quanto a responsabilidade do agente, o que dizer da imposição de uma censura prévia em casos de crimes de menor potencial ofensivo, como é o caso das calúnias, injúrias e difamações?

Ou seja: quem se propõe, com um séquito advogados, a divulgar uma tese maluca dessas só pode pretender disseminar o autoritarismo de seus patrões, sob as cores do terror e da chantagem.

Como dissemos, a Justiça é a estreita e frágil ponte que une, de um lado a pretensão e a satisfação da nossa pretensão.
Os que carregam o peso do entulho autoritário se tentam atravessá-la, arrebentam-na e se espatifam no fundo do abismo.

4 comentários:

Anônimo disse...

SE DEUS DER ASAS À TATU, ELE FARÁ BURACO NO CÉU.
SE DEUS DESSE ASAS À COBRA, TIRAVA-LHE O VENENO.
OS PRÓXIMOS CAPÍTULOS DA SAGA "MINHA CIDADE, MEU AMOR", SERÃO EMOCIONANTES.
PENA, QUE, COM NO DESENROLAR DA TRAMA, OS CAPÍTULOS QUE JÁ FORAM VISTOS, NÃO SÃO RECAPITULADOS E MUITOS PASSAM DESPERCEBIDOS.
SEMPRE TEM UM ESCÂNDALO NOVO PARA SOBRESSAIR AO VELHO.
MEU DEUS, ONDE ESTA SAGA VAI PARAR?

Anônimo disse...

percebo que o problema deles é só o anonimado.

eles não questionam o conteudo das mensagens

douglas da mata disse...

Caro comentarista,

Sua observação sobre o anonimato é perspicaz. Como dissemos, trata-se de um motivo para desqualificar os veículos(blogs e afins) como meios de fiscalização dos atos políticos e mais que isso, como instância de debate e contraposição às escolhas nefastas que fazem em nosso nome.

Grato a ambos pela participação.

Anônimo disse...

Esses jornalistas de coleira tem muito que aprender com os diversos redatores da blogosfera. Sou anônimo, sim, pq temo ser perseguido por este grupo que assolou a cidade, e cuja característica é perseguir quem é contrário a ele. Há mto tempo já deixei de comprar esses pasquins de Campos, que não tem nenhum compromisso com a verdade. No máximo, uma olhadela na primeira página pendurada nos varais das bancas de jornal.
Se queremos saber o que anda acontecendo de fato na cidade, o caminho são os blogs, que nos alertam sobre as atrocidades que cometem todos os dias.
Quero parabenizar o autor deste blog pelos textos pontuais.
Siga em frente, blogosfera! Contamos com vcs.

(JCSF)