sexta-feira, 15 de julho de 2011

Medindo os outros por sua régua!

Esse é um erro comum da Humanidade. É um traço nosso. Daí a grande dificuldade de tolerarmos o "outro", pois o medimos pela nossa régua, ou pretendemos que esse "outro" enxergue o mundo por nossas lentes e filtros.
E se temos uma grande dificuldade de aceitarmos a nós mesmos, imagine quando refletimos esse "nós" em outras pessoas. Desastre.

Na ação política, esse traço assume contornos mais graves, na medida que critiquemos com todas as nossas forças aquilo que praticamos com gosto. O ambiente político deixa de ter a finalidade principal,  a saber: Resolver nossos problemas, estabelecer consensos e demarcar campos onde este não é possível. A ação política se torna um fim em si mesma, despregada de qualquer utilidade, senão adular vaidades, ou execrar adversários, em outras palavras, manter o poder pelo poder.

Só isso explica a (im)postura do deputado-prefeito, que agora reclama dos "fofoqueiros" de plantão, que estariam a rondar sua vida pessoal com futricas e boatos, todos à soldo de seu principal adversário.

Mais uma vez, fala quem conhece como ninguém essas práticas, afinal, quem é conhecido pela tentativa de manter sob cabresto os meios de comunicação e assemelhados, com emprego de recursos financeiros, de origem nem sempre justificável, é o próprio, que agora reclama estar recebendo o "remédio" que adora ministrar aos outros na disputa política.

É claro que pode haver, dentre blogueiros e outros meios de comunicação, aqueles que estejam a comentar, e a condenar as ações do casal e seus "feitos administrativos e políticos" sob a orientação desse ou daquele, ou para auferir vantagens. Isso não é novidade, e mais uma vez: É um expediente comum na agenda do deputado-prefeito, que nem deveria denunciá-la, sob pena de confirmar outra vez o que todos já sabem: Não tem a menor coerência, ou melhor, tem uma "coerência só dele".

Mas se o leitor da blogosfera perceber, a maioria esmagadora dos blogs, tem comentado a impropriedade nefasta da mistura de assuntos particulares coma coisa pública. Quer seja no ex-governador, quer seja no atual governador.

Não se trata de apurarmos os problemas pessoais desse ou daquele, embora o comportamento do boquirroto deputado até nos permitisse tanto.

 Por outro lado, é impossível deixar de notar quando são eles, os agentes políticos, que misturam seus interesses privados menores(ou impróprios) com o exercício de suas funções públicas.
Nosso problema, então, é quando esses problemas inferem na ação pública desses agentes, e pior, quando esse esfera privada sobressai e subordina o interesse público.

Foi assim quando cabral foi (re)descobrir o sul da Bahia, à bordo de jatinhos e helicópteros de seus amigos, que só por coincidência são os principais fornecedores e beneficiários de favores fiscais do Orçamento estadual, adornado por outro grave detalhe: Enquanto de esbaldava nos mimos de amigos, o Estado estava sem governador, e sem o substituto, em viagem internacional privada, sem que ninguém soubesse. Isso em um governo que chama trabalhadores que reivindicam melhores condições para COMER de vagabundo e vândalos.

É assim quando reclamamos do carro da GAP na posse do primeiro-filho, quando a prefeitura destina milhões e milhões para que essa empresa lhe forneça ambulâncias, em um serviço de preço suspeito, como já comentou a blogosfera.

Não nos interessa o que move o desejo de licença da prefeita. Se é para cuidar dos netos, se é para lavar a louça que se acumula na pia, ou para dar um trato na forma.
O problema é que há formalidades para se deixar um cargo, e fazê-lo de afogadilho, como se estivesse fugindo, suscita as suspeitas de praxe. Imagine a contradição de uma prefeita que LARGA o cargo ao relento, imediatamente após de restringir DIREITOS de servidores em LICENÇA MÉDICA, em arroubo de  autoritarismo inconstitucional.

É bom lembrar nosso passado recente, e dizer que o ambiente institucional não se normalizou com a chegada do séquito da lapa ao poder, muito ao contrário do que nos querem fazer crer pelos seus "fofoqueiros profissionais" e outras espécimes que usam coleira.

Toda a cidade vive a permanente expectativa de que alguma ação policial acontecerá, e isso não é uma ilusão ou fofoca. Os fatos e escândalos estão aí, aos olhos de todos que querem ver.

O deputado-prefeito é condenado por formação de quadrilha, sua esposa já foi defenestrada do cargo e a cidade aguarda o desfecho da ação que grava o mandato de precariedade, até hoje.

Assim, generalizar e querer desqualificar as críticas, no único lugar onde as existem de forma independente, é forçar um consenso impossível, ou uma normalidade de ficção, mas pretender isso, apontando defeitos que em si chama de qualidades, é quase loucura.

Um conselho ao casal da lapa: Esqueçam as fofocas maledicentes e futricas. Calem os críticos da melhor forma, pelo bom exemplo e começando a governar, por exemplo.

E em especial ao deputado-prefeito: Excelência, não julgue os outros por si mesmo!

2 comentários:

Anônimo disse...

Caro Douglas!
Esclarece para mim o porque da Prefeita e seu marido estarem nas rádios de coleira(claro) a todo instante que ligamos o rádio, e a mesma fazendo de conta que está ao vivo, ela e os locutores de coleira tentando nos enganar como se a entrevista fosse ao vivo? Ao vivo não é paga? Ela não pode pagar? Sendo gravada seria mais barato ou caro? Enfim, se está enganando os ouvintes algum motivo deve ter, ou é vício mesmo, kkkkkk

douglas da mata disse...

Caro comentarista,

É o cacoete do autoritarismo e do abuso de poder: A síndrome da onipresença.

Como, fisicamente, é impossível estar em todos os lugares ao mesmo tempo, eles revogam a lei da física, e criam uma percepção(quase que religiosa, e talvez inspirada nela) que podem vigiar a tudo e a todos, e interferir em todas as esferas da cidade.

Não é à toa que se gasta tanto em propaganda nessa cidade.

Um abraço.