segunda-feira, 4 de julho de 2011

Mais uma para o lixo da História.

Essa polêmica, que na verdade, revelou mais uma vez o lado preconceituoso o intolerante de uma parte da sociedade brasileira, sempre alimentada pelas manipulações rasteiras do PIG, ocupou blogs e outros meios.

Trata-se do livro do MEC, que os puristas acusavam de disseminar o mau uso da língua(sem trocadilhos, por favor).

Nesse caso, como em quase todos os outros, a língua (deles) virou chicote do rabo. Eis que o MPF arquivou o Inquérito Civil Público instaurado para apurar a responsabilidade do MEC, como informa o site IG. Claro que a decisão do MPF NUNCA terá divulgação equiparada com o escândalo que provocaram o PIG e seu séquito. O que joga por terra a tese de que o debate se prestou a veicular opiniões distintas em nome da Democracia. Qual nada, de novo, manipulação e imposição de uma lógica que já sabiam errada, mas que sustentaram para provocar desgaste político nos adversários, ainda que com argumentos imbecis.

Destaco um trecho da promoção ministerial, para nossa reflexão:


(...)No pedido de arquivamento do caso, ele defende que a discussão sobre o livro na mídia transmitiu “a ideia de que o livro pudesse ensinar a língua portuguesa de modo errado aos estudantes, quando, na verdade, o Ministério da Educação propôs à sociedade a introdução e reflexão acerca da linguística”.
O procurador argumentou que “o estudo do comportamento da língua, pelo contrário, reafirma o papel social do Estado em fomentar o respeito à dignidade da pessoa humana e afastar preconceitos, entre os quais o linguístico, que, como comprovado pelas recentes publicações jornalísticas, infelizmente ainda existe no nosso meio”. (grifo do blog)
* Com Agência Brasil

5 comentários:

Roberto Torres disse...

É preciso mesmo divulgar a decisao da justica contra essa manipulacao canalha do PIG, alimentada por preconceito de classe, má-fé e burrice.

Aqui em Campos - ou aí em Campos - serviu o professor Sérgio Diniz de correia de transmissao do PIG. Com sua aristocrática (terra de cego .....) defesa da moral, dos bons costumes, da boa lingua e etc. o nobre paladino do moralismo conversador que se acha progressista divulgou a versao pigiana do livro. E como o PIG, claro, sem ter lido nada do livro!!

douglas da mata disse...

É Roberto,

Mas se instados a se manifestar agora, só falta alegarem uma conspiração do MPF, e quem sabe, de Marte, para corromper nossas crianças com esse português de quinta categoria...

Isso tudo porque, o partido e as teses políticas que ele sempre se afiliou, legaram nosso país a indigência educacional em oito anos de ffhhcc.

Esse cidadão deveria ser levado como uma piada excêntrica, que caricaturiza nossa elite local, mas pensando bem, como fazer caricatura do que já é, per si, uma aberração?

Sobra o grotesco que absorve qualquer chance de ser engraçado.

Um abraço.

Anônimo disse...

Intão tá bão. Vamu tudu mundu falá sertinho, como ouvi.

E o Lula vai podê continuá falandu como ele sempri falou qui ningueim vai percebê nada de erradu.

Estudar para que, né, mané?!

douglas da mata disse...

Eu estudo e estudei para saber a diferença entre o uso da língua coloquial(uso comum) e o uso culto, e identificar onde um ou outro podem ou são exigidos.

Como já disse, não dá para ir a casamento de roupa de banho, embora as duas sirvam para cobrir o corpo.

Logo, em um blog, você pode(por ironia, ou por expressar seu viés preconceituoso) escrever da forma que você fez, e ainda assim transmitir o que pensa(pensa?).

Nós entendemos porque esse é o sentido prático da língua: comunicar e não excluir formas diferentes.

Repetindo, para você entender: língua é conexão e não barreira.

Nem vou argumentar que pela dinâmica(sim, língua não é um fóssil)os termos "errados" acabam por se incorporar pelo uso e se transformam em termos aceitos pela norma culta.

Fabiano disse...

Paulo Freire, que foi secretário de educação de São Paulo (Gov. Erundina) também sofreu injúrias da Folha de São Paulo que propagava, naquele momento, era possível escrever errado.