domingo, 10 de julho de 2011

Dúvidas.

Em um arremedo de resposta, dedicada a esse blog, um jornalista de coleira se orgulha de ter largado a viúva, e se empregado no pasquim pára-oficial.

Confirma a troca de vínculo, mas nada fala sobre seu novo chefe, embora em nosso texto tenhamos dito que ele trocou de "casa", mas manteve-se sob as ordens do mesmo "déspota". Fiel a escola de jornalismo oportunista da quinta categoria, o orgulhoso jornalista esqueceu de responder o que lhe incomoda:
Mudou a "casa", mas o "chefe" é o mesmo?

Será por que no pasquim, não sabe quem é o dono?

Ou sabe, por tratar-se de um "terceirizador-geral", que lhe comandava por tabela na prefeitura, e agora o faz, novamente, no pasquim?

Afinal, de quem é o pasquim do qual o jornalista tanto se orgulha de ser diretor?

Por que esse pasquim NUNCA fez qualquer crítica a administração atual, ou publicou qualquer notícia que questionasse os atos ou condutas dos "chefes"? Será que são, de fato, infalíveis?

Por que será que a rádio que leva o nome do pasquim foi condenada, junto com a prefeita, e o processo ainda tramita, por abuso de poder econômico? Quem mandou usar a rádio e o pasquim como veículo de propaganda política?

Por que a revista que vem encartada nas edições do pasquim, que teve na primeira capa o "chefe", é bancada pela propaganda das empreiteiras que têm contratos com a prefeitura, que nunca é maltratada nas páginas do pasquim?

Afinal, o pasquim consegue se manter economicamente viável? A quem interessa manter um jornal deficitário, que patina em prejuízo?

Bom, para quem detesta anonimatos e informações truncadas,é estranho trabalhar em um jornal sobre o qual paira o mistério sobre sua propriedade, e seus donos anteriores e as relações como "chefe".

O que dizer de um jornal de dono "anônimo"? Será um jornal c... de bêbado, que não tem dono?

Nota relevante:
Esse blog se reserva ao direito de encerrar por aqui essa polêmica, uma vez que a rede de blogs já deu as respostas necessárias, e quem se mantém sob esse manto de dúvidas aí de cima, não merece o respeito de sequer ser derrotado nos argumentos.

7 comentários:

Anônimo disse...

Rapaz, não quero me meter nessa briguinha, mas se o fato do jornal nunca ter criticado a atual administração significa alguma coisa (e é claro sim), o que significa este blog, ao contrário, nunca achar NADA de correto no que a atual prefeita faz? Um a gente sabe a quem serve, e o outro?

douglas da mata disse...

Aí que está, caro comentarista, sua dúvida nos possibilita uma reflexão interessante, e vamos a ela:

1. Quando entra no blog você identifica logo a sua natureza e postura política, pois o blog é um espaço opinativo e pessoal, logo, aqui estão refletidas as considerações pessoais do editor, que de fato, se propõe a fazer rigorosa fiscalização e patrulhamento dos atos do poder.

Respondendo de forma objetiva: eu sirvo a necessidade de romper esse modelo devorador de dinheiro, sem que isso represente o bem estar da população.
Eu sirvo a necessidade de dizer ao público que não é normal um filho de prefeita andando em carro de terceirizadora. Eu sirvo a necessidade de transparecer os atos de governo.
Se isso pode ser aproveitado por alguém, e nos traga, enfim, uma boa governança, ótimo. Pode ser até desse governo, minha missão estará cumprida.

Não sou pretensioso a ponto de imaginar que essas bandeiras nos são exclusivas.

E se alguém quiser financiar essa linha editorial, desde que saiba que não estará à salvo de críticas quando as merecer, ótimo, eu gosto de dinheiro, desde que seja limpo e que eu possa divulgar aos meus leitores, ao fisco e aos meus superiores a sua origem.

2. Quanto ao discurso, cumpre informar que por sermos oposição ao "garotismo", isso não significa que outros poderosos não sejam tratados aqui, inclusive os que mantêm relação com partidos aliados do PT, partido ao qual esse blogueiro é filiado, fato público e notório.

É só ler os textos sobre o governador cabral, ou outras críticas ao governo Lula(no caso daniel dantas e pallocci, por exemplo) ou no governo Dilma, em relação a política econômica, juros, dinheiro público para a copa, etc.

3. Ainda assim, é preciso, de novo, demarcar uma distinção: Aqui não há financiamento público(verba de propaganda), e fica difícil imaginar que esse blog ofereça o risco de ser usado como instrumento de abuso de poder econômico. Logo, se houver alguma incoerência(e sempre as há), para sorte do contribuinte, não é bancada com o dinheiro dele, mas com o do blogueiro e seus parcos recursos.

4. Com isso, não quero dizer que o jornal-pasquim não tem o direito de ter uma linha editorial alinhada a esse ou aquele grupo. O que não pode é esconder isso sob a pretensa "imparcialidade"(que já sabemos não existir), e pior, com relações estranhas e obscuras que não nos permitem ao menos saber quem é o dono do jornal, ou qual dinheiro banca aquele panfleto.

4. Enfim, embora eu esteja inclinado a achar TUDO errado nesse (des)governo(não se trata de criticar ações pontuais, mas observá-las dentro de um modelo de gestão, esse sim, todo corrompido), esse blog sempre publicou o contraditório daqueles que pretendem enxergar algo de "bom". E se você encontrar algo que não tenha relação com a imposição precípua de refinanciar o esquema de dominação política local, eu publico, com prazer.

Um abraço, e grato por sua participação.

PS: outra diferença é que um debate como esse só é possível aqui.

Anônimo disse...

Tudo bem, eu só queria saber se tem alguma obra ou iniciativa da prefeita que você concorda.

douglas da mata disse...

Caro leitor, eis aí a questão.

Pouco importa a pessoalidade do problema, ou seja: eu não ataco o jornal ou o jornalista pelo que são, mas pelo que representam. Eu sei que saindo o jornalista de coleira, outros virão, como sempre.

Assim como não encaro as obras per si, mas dentro de um contexto que tem como parâmetros a necessidade, o alcance público, a moralidade do gasto e a vinculação com um projeto de gestão planejada e eficiente.

Claro que um CEPOP pode ser um obra importante, e pode até ser bem feita ou com os gastos legais e todas as formalidades, por exemplo, mas e a prioridade?

Ou a passagem a um real. Ótimo, mas e a gestão e a transparência, e o sistematização do transporte e a ilegalidade de linhas sem licitação?


É a serviço desses questionamentos que esse blog está, e se alguém quiser usar essas dúvidas e ainda me mandar algum, ótimo, desde que atendidas as condições que já expus.

Um grande abraço.

Anônimo disse...

Entendi.

Marcelo Siqueira disse...

Só não entendi o porquê do anonimato.
Um debate tão saudável e democlático.

douglas da mata disse...

Marcelo,

Eu compreendo que algumas pessoas não gostem de expor seus nomes.

O ambiente para o debate democrático nessa cidade sempre foi delimitado pelo medo e pela perseguição.

Por isso, às vezes é melhor privilegiar os temas em detrimento da identificação das pessoas, porque, afinal, é com as idéias que brigamos, e não com elas.

Mas eu creio que chegará um dia onde o debate franco, o conflito saudável seja cada vez mais transparente.

É isso que estamos construindo na blogosfera, embora os nossos detratores estejam tentando convencer a todos do contrário, justamente, porque nos seus feudos, não há debate algum, só bajulação e subserviência.