quinta-feira, 7 de julho de 2011

Desde Roma, passando pela Inglaterra e Alemanha, a História é a principal inimiga dos impérios.


Há, como dissemos, um ardil meticuloso nas ações do grupo político local, que tem no governo municipal e em seu generoso orçamento, o esteio de uma dinastia que dura 20 anos, onde coopta adversários e amansa a imprensa.

Um expediente surrado, mas eficaz, de utilizar decisões judiciais para impor a setores independentes(não confundir com imparcialidade, que não existe) a canga da censura, a partir de uma chantagem pela defesa da honra, justamente por aqueles que utilizam o ataque a honra como ferramenta política predileta.

É mais ou menos como se Hitler ou Stálin reclamassem na Justiça pela violência e intolerância dos adversários, ou se Goebbels(foto ao lado) reclamasse do uso da mentira como instrumento de propaganda.

Sabemos que um erro não justifica o outro, mas é preciso separar a ofensa a moral e a honra, da legitimidade da resistência ao abuso de poder, inclusive o econômico, já cantado e decantado em sentenças judiciais que culminaram com afastamento da prefeita, que também se representa em sua face ilegal, como a formação de quadrilha, também já consagrada em sentenças recentes. As ofensas e ataques a moral devem sim, ser punidas, mas na medida e "quantidade" específica do alcance e da verdadeiro constrangimento que causaram.
Não é cediço beneficiar-se da própria torpeza, como usar uma suposta ofensa para alcançar uma sanção que  ultrapasse a medida reparatória necessária.

Contra esses poderes, a lei e o ordenamento já nos garantiram a legitimidade da denúncia-anônima, que é considerada como motivo legítimo para dar causa a apuração em sua fase pré-processual(inquéritos), quando se reconhece que o medo causado pelos mal feitores justifica o anonimato.

Nosso ordenamento entende, portanto, que na presença de uma ameaça grande ao bem estar coletivo e a paz social, a proteção que o anonimato confere supera a sua proibição.

Mas o que os hipócritas desejam não é a reparação, ou o fim das ofensas, mas utilizá-las como pretexto para abolir a divulgação de suas torpezas na gestão da coisa pública, ou seja, aproveitar um motivo para atingir outro objetivo:

Construir na Justiça e junto a população a idéia de que os blogs são meios desqualificados ou "sujos", como fez o presidenciável tucano em 2010.

Na verdade, então, esse ataque é uma preparação para o enfrentamento jurídico das ações que vão enfrentar, para responder pelos desvios e mau uso da coisa pública.

Sabedores que os blogs, hoje, são fonte inequívoca de instrução inicial de investigações, como em um passado longínquo foi a imprensa, que hoje aceita a coleira dos poderosos com gosto, o grupo palaciano investe contra a credibilidade dessas pessoas.
Estratégia bem parecida foi utilizada pelo banqueiro-mafioso daniel dantas: Desmerecer e atacar os denunciantes para enfraquecer a apuração e o peso das denúncias, sem nunca enfrentá-las ou contradizê-las.

Devemos ficar atentos, pois o tamanho do berro dá conta do tamanho do monstro que enfrentaremos.

É possível que haja algum candidato a gilmar mendes na Justiça local, como sempre os há. Como sempre haverá "engavetadores-gerais", do tipo geraldo brindeiro, ambos serviçais dos poderosos e seu pleitos, torcendo a técnica jurídica para atender a esses interesses.

Mas nada disso desanima ou amedronta quem tem a certeza da justiça das suas ações.

Lembremos sempre: Nem tudo que é legal é justo.

Um comentário:

MEU BURACO NÃO É ROSA disse...

Voltei, dá uma espiadinha:
http://buraconegrocampista.blogspot.com/