domingo, 10 de julho de 2011

A carapuça, e depois caem as máscaras

Não pretendo estender a polêmica com o escriba de coleira, ex-sub, agora rebaixado a anotador de recados no diário pára-oficial, pasquim da lapa. Como diz o velho adágio: "não se deve gastar vela com defunto ruim".

A opinião do jornalista de coleira sobre a qualidade dos textos aqui postados, o sentido, o uso da língua, forma ou conteúdo, enfim o que o valha, não me dizem respeito.
Estaria de fato preocupado se houvesse elogios, aí teria a certeza de que estaria do lado errado.
Eu sei que textos longos são dificultosos para quem se habituou a informação de péssima qualidade que produz. A redação desse pasquim deve ser algo intoxicante. Emburrece.

Já no tocante as ilações pretensamente irônicas sobre minha condição profissional, da qual muito me orgulho, eu só posso lamentar por você medir os outros por sua régua. Há sim, meu caro, pessoas que vivem sem ter que se curvar o tempo todo, que não precisem bajular alguém para levar algum para casa e alimentar a família, enfim, há pessoas que não necessitam dizer a si e aos outros que está no emprego por suas qualidades pessoais, quando na verdade só estão por fidelidade canina.

Você pode se orgulhar de trabalhar em um jornal de tão baixa qualidade. Mas isso é com você. Acredite VOCÊ nas mentiras que inventa para agüentar o fardo de sua existência, mas não pretenda nos impor essa versão como se fosse um fato.

Assim, nada posso fazer para demover o sub-Goebbels, da sua visão de "puliça".
Dentro do filtro torpe com o qual enxerga a coisa pública, a polícia e os servidores públicos, dá para compreender que entenda a função policial sob a alcunha de "puliça". Aqueles broncos, capangas de poderosos (como alguns jornalistas de coleira), que se limitavam a grunir, e jamais pensavam ou se arrojavam a investigar os poderosos da terra. O sub-Gobbels entende polícia como "puliça" aparato de coação a adversários políticos ou desafetos.
Sua adjetivação de minha função é mais ou menos uma síntese da visão que ele, e de certa forma, o grupo político que ele integra, têm do serviço público. Só merecem destaque aqueles que se portam como lacaios. Como são justas as reivindicações de hoje, pois contra governos adversários, embora as tenham ignorado antes, como as ignoram aqui, e antes, as tenham afastado com cassetete e gás pimenta.


Houve uma época, quando as investigações desse e de outros "puliças" incomodavam os adversários do escriba de coleira, e de seu "chefe", eram elogiadas e publicadas no pasquim da lapa com todo o destaque. Foi assim na recente Alta Tensão, dentre outras.

Mas deixemos isso para lá.
Só uma função pública, de fato e de direito, pode-nos conferir a liberdade e independência para denunciar os quadrilheiros das duas facções que infestam essa cidade.
Uma, sob o telhado de vidro, e outra sob a comando daquele político condenado por formação de quadrilha, ao qual, coincidentemente, serve o diretor de pasquim.

Quanto aos comentários, textos e trechos que não entendeu, não desista, leia de novo, tente mais uma vez, se esforce...eu sei que pensar não é a característica principal que confere a você, e a o outros asseclas, a "empregabilidade" para servir ao "chefe".
Eu sei que é a fidelidade assemelhada a dos caninos. Mas tente, até eles aprendem truques novos, por que não você?
Tente, não dói, e se você não entender os meus textos, eu não ligo. Se você conseguir entender a realidade que o cerca, e o triste papel que cumpre, já seria ótimo.

Agora, para destacar uma lição de pensamento sintético, de clareza e objetividade,  e uso correto da lingua, destaquei um trecho do blog de coleira hospedado no pasquim ordinário:


"(...)
Só mesmo um “puliça”, poderia dar um nome desses a uma das mais belas planícies deste país ao seu Blog.
(...)
Não, meu caro “puliça”, eu fiz a defesa da honra dos outros, porque da minha eu mesmo faço e se fiz alguma censura, foi o mau Blogueiro. Uma coisa você tem razão. Ganhei notoriedade, coisa que não tinha e agora saindo no seu Blog, que graças a reprodução daqueles que vestem a mesma carapuça sua, eu li e eu pude ver que existia esse seu Blog Lamacento.(...)"


Vamos a uma autópsia "de forma e de conteúdo", pois o cheiro de putrefação já é insuportável:

Expliquem ao beócio que o nome planície lamacenta é uma crítica, e portanto, não tem compromisso com o bairrismo chinfrim daqueles que enlameam a planície, mas a dizem "linda". Bom, para eles, pode ser. Nos "castelos" e nos gabinetes, deve ser linda, uma terra de oportunidade$.
Alguém já disse: "o patriotismo é o último refúgio dos canalhas", logo o bairrismo pode receber uma analogia...

No segundo trecho, não há sentido algum. Se o blog questionava o fato de que ele defendeu honra alheia, sem a devida procuração, o que quer dizer a sentença? Nada.

O outro trecho sobre notoriedade e repercussão, eu nem vou perder tempo.Ufa, mais um monte de nada!

Passemos a questão do uso da língua:

Agora o trecho: "foi o mau blogueiro", não seria AO mau blogueiro (letra minúscula, pois estava no meio da sentença?).
Note ainda que a oração conectada pelo "e", deveria ter sido precedida por vírgula: "...eu mesmo faço, e se fiz alguma censura, foi ao mau blogueiro".


Nota explicativa:
1-Todos que aqui participam dos debates sabem que não considero o uso da língua culta um pressuposto para excluir ou julgar o mérito das idéias, haja vista a natureza preconceituosa de quem pretende corrigir os outros, apenas para desqualificar o argumento. Já discutimos isso aqui, no caso do livro do MEC. 
Mas esses idiotas, que exigem e apontam os erros alheios, merecem tal chacota. 


2-Outra nota sobre esse trecho:
"Aos leitores: “Puliça” é o policial que vive sendo transferido porque é lamacento. "
Embora minha situação funcional seja coroada de elogios funcionais, cabe a informação para quem se diz jornalista, e anda tão mal informado, ou informado pelos maus: Só fui lotado em três unidades: São Fidélis, Campos, São Fidélis e agora Guarus, fato raro se consideradas as múltiplas transferências dos policiais civis e militares, que são "punidos" quando incomodam os senhores da terra. Mas voltando ao tema, servi a equipe de um delegado(entre 2003 até 2008) muito chegado ao seu "chefe", mas conseguimos sobreviver a gestão de vocês sem sermos enquadrados como quadrilheiros. Sou, portanto, prova viva de que ainda que estejamos tão próximos do MAL, podemos fazer nosso trabalho, e anda assim, mantermos nossa autonomia. Viu? Há esperança, embora eu acredite que no seu caso, a submissão não é uma imposição, mas antes uma escolha.
 Depois, em 2008, de volta a São Fidélis, trabalhei com quatro delegados, e agora fui requisitado pela delegada da 146ª DP,  para compor sua equipe, logo após um plantão na central de flagrantes, onde, ao término do serviço, imediatamente me convidou, e por minha conveniência, aceitei, e cá estou desde semana passada. 
Vejam vocês, se fosse um falso ofendido, como esse pessoal, tomaria a frase como injúria, e os acionaria na Justiça. 


Qual nada, esse pessoal eu trato é na "chinelada intelectual". São muito ruins, nem merecem ser levados às barras dos tribunais, pois perigaria o Juiz me perguntar: "Meu filho, esse negócio tão baixo te atingiu?".

2 comentários:

geraldo raphael disse...

A profissão de jornalista sempre foi uma das mais bonitas no meu entender. Por questões profissionais, estudei Administração de Empresas, Direito em nível de terceiro grau. Minha frustração fez com que eu incentivasse meu filho a fazer jornalismo na Fafic, mas por conta de maus jornalistas, como alguns de nossa cidade (hoje denominados de coleiras) a serviço do poder municipal meu filho desdenhou tal profissão. Foi sim, um péssimo exemplo para ele e muitos outros. Hoje, ele é biólogo, e tive sim,que concordar com ele.

JotaCarlos disse...

Carlos Cunha se superou na resposta e deixou bem claro porque não serviu nem como subsecretário de Comunicação. O cara é fraco, escreve mal, tem pensamentos infantis e sua linha de raciocínio não alcança nem as linhas de um texto de jornalista recém formado. Só pode ter sido alçado à condição de chefe do pasquim por causa de sua incrível capacidade de servir como capacho. Como chefe de família, eu me envergonharia de desempenhar esse papel, a troco de qualquer valor que fosse. Não teria coragem de encarar meus filhos.
Parabéns ao blogueiro Douglas, que nos oferece diariamente textos maravilhosos e elucidativos, nos mostrando o outro lado da moeda.
Um abraço a todos os policiais,professores, médicos e outras categorias de servidores públicos, algumas das vítimas desse grupo maléfico que sabe o que faz, mas não sabe o que diz.
Meus cumprimentos.