domingo, 31 de julho de 2011

A frente com os fundos à mostra.

Dizia um velho ditado que ao se curvar demais, a pessoa mostra os fundilhos.

É mais ou menos essa a situação política da frente que se reivindica democrática, e de oposição.

Mais uma vez, a síndrome do rabo de elefante.
Aqui uma explicação redundante: Há aqueles que preferem ser cabeça, ainda que de mosquito, a se manterem como rabo, ainda que de um elefante.

Quanto mais a nossa região precisa e clama por uma mudança que traga novos hábitos de gestão e de convívio político, mais a frente tenta reciclar o lixo do garotismo. Os novos fiadores políticos da frente representam o arcaismo regional, e de um jeito ou de outro, estiveram na linha de frente do garotismo.

picciani foi o presidente da assembléia no mandarinato estadual do casal, e de certa forma, o atual governador é cria do ventre do monstro. A respeito da prefeita do delta do Paraíba, desnecessário dizer. Ela mesmo confessou suas credenciais garotistas recentes.

Ninguém aqui imagina uma política ingênua, exclusivista ou que segregue os dissidentes do garotismo. Não é nada disso.

Mas como se credenciar para uma política diferente sem apresentar uma perspectiva "simbólica" que se afaste desse legado, dessa herança nefasta que assola nossa cidade, e que por 20 anos, só nos trouxe a troca de nomes e de lados como novidade, enquanto métodos, escândalos, e hiatos de mandatos corroeram nossa credibilidade e noção de democracia?

Figuras marcadas e carimbadas, egressas do garotismo, só reforçam a noção popular de que é tudo a mesma coisa, e já que nada muda, porque acreditar em algo? Daí, cada grupo social ou indivíduo faz suas contas, e tenta resolver suas demandas dentro de uma perspectiva imediatista.

Que fique claro que o assistencialismo não acontece só entre gente pobre. Os fundecans, as isenções fiscais e outros programas e "atrativos", contratos milionários, licitações milionárias, contas de propaganda não passam de favores para construir consenso junto a elite, e em alguns casos, se trata de coisa pior: O bom e velho desvio de recursos para campanhas.

Como combater o sujo apelando para o mal lavado?
Alguém imagina mesmo que um deputado que já foi vice de mocaiber e já foi e voltou tantas vezes para o lado do casal da lapa, tenha estatura para significar alguma mudança?

Como, por exemplo, se aproximar dos sindicatos e dos movimentos organizados com o aval de gente como o deputado picciani que ajudou a massacrar os professores, pilotando o rolo compressor parlamentar que o casal teve à sua disposição entre 1998 e 2006?

Como falar em justiça social, luta pela terra, ou qualquer outra forma de soberania do interesse público sobre as privatarias, quando se está ladeado pela prefeita que se submete a vontade predatória do capital, que massacra pequenos produtores, em uma reforma agrária ao contrário?

Como falar em democracia ou mobilização, liberdade de expressão, quando se usa(quer dizer, quando são usados)pelo jornalismo de coleira, controlados pelos (tu)barões da mídia?

Afinal, vale à pena fazer de tudo para ter votos, ou disputar o "poder"?

O que define o limite entre aliança e adesismo?

Onde está a diferença entre pragmatismo necessário e cinismo oportunista?

Uma boa pista para obter respostas é a (im)postura da frente e seus "projetos de disputa de poder".

Amanhã é o dia das notícias ro$a$!

Não percam mais uma edição do jornal eletrônico: "O diário da manhã"

sábado, 30 de julho de 2011

Velha novidade!

Depois do jornalismo de coleira, o sindicalismo local lança a evolução do peleguismo, termo anacrônico e carcomido pelos tempos de "chumbo", lá pelos idos de mil novecentos e guaraná de rolha. Agora é:


SIPROSEP, o verdadeiro e legítimo sindicalismo de coleira.

Sábado, um dia após o outro dia na planície.

Todos, ou quase todos os blogueiros recarregam suas pilhas no final de semana.
Dedicamos, geralmente, textos mais densos para o domingão, quando audiência é composta, em sua maioria, pelos fiéis leitores dispostos a se aventurar em análises mais áridas. Por outro lado, nos exime de atualizar o blog à toda hora, como exige a dinâmica dos dias "normais". Domingão é dia de encher linguiça.

Sábado é aquele dia "café-com-leite", ou "nem caga nem desocupa a moita", como dizem lá pelos lados da baixada da égua.

Por isso, para não dizer que não compareci no dia de hoje, resolvi fazer um apanhado, tecendo comentários sobre os temas preferidos dos meus companheiros de rede blog:

1. A prefeitura está quebrada, como dizem as meninas superpoderosas aqui, replicando outro post do blog de Carlos Faria Café, "Quem recebeu recebeu".
Vamos ao nosso pitaco: É verdade que há um arrocho, e parte provocado pelos exageros cometidos para saciar a sede dos empreiteiros-patrocinadores-de-campanhas, associado a alguns deslizes na gestão "das finanças", por um ex-secretário que saiu quase corrido daqui.
Ainda há boatos sobre a "antecipação" do "cronograma físico-financeiro" das obras para que um clone de prefeito, muito religioso, pudesse andar com o "terço" no bolso.
Tudo isso pode comprometer o caixa, mas como diria o professor Luciano D'Ângelo, ex-secretário local e de Niterói na pasta das finanças, é muiiiito dinheiro, e não há como esvaziar o cofre, mesmo que tentem.

Na verdade, o motivo do arrocho é a proximidade das eleições, por dois motivos: ganhar "fôlego" para uma disputa que parece que será mais renhida que a previsão inicial, e portanto, mais cara, e o principal: Enquadrar o empresariado local, deixando bem claro que as "apostas de apoio" devem recair sobre quem detém a chave do cofre, sob pena de morte por inanição.

2- carla machado convida makhoul para se candidatar pelo PMDB, como publicou Roberto Moraes em seu conceituado blog. É bem provável que tal convite tenha acontecido, mas não passe disso: Um convite. Uma cortesia com um quadro decadente. Só isso.
O médico é alguém que passaria por esse ridículo sem reclamar, ao contrário, até agradeceria por ser lembrado, como uma ex-celebridade em cast de reality show. Daí a ironia cruel da prefeita de SJB.
Sabe a prefeita da impossibilidade e inviabilidade de um nome que já significou alguma novidade, mas destruiu seu pequeno capital na fogueira de sua egolatria.
O que a prefeita quer, a mando do governador cabral, é se credenciar como contraponto ao deputado-prefeito, opinando e manipulando a política da nossa cidade como se fosse uma instância à parte, afinal, ela não é daqui, assim como o deputado, que nenhum vínculo com a prefeitura, que de fato governa.

A prefeita do delta do Paraíba quer reivindicar para si a prerrogativa de indicar e referendar nomes, dada a fraqueza da oposição local, trazendo para o PMDB o eixo decisório. Coloca, desse modo, o ônus em vetar nomes a oposição nanica, que já tem enormes dificuldades para ficar de pé, quando não se move de quatro.
Se tudo der errado, tem muito pouco a perder, pelo contrário: fixa no imaginário local sua condição de principal antagonista dos garotinhos.

O convite a makhoul é um aceno, dizendo quem é que manda, ou pelo menos, quem pretende mandar.

3- Isca para o movimento sindical. Uma tática manjada é colocar um bode na sala de negociações. Assim, o decreto inconstitucional deve ir para a pauta de reivindicações dos profissionais municipais da Educação, que se mobilizam, de forma consistente. Vários blogs anunciam a novidade: O SEPE finalmente acordou, e a categoria empurra o sindicato para as ruas.
Ótimo, mas é bom não levar como conquista aquilo que já seria derrubado pelo Judiciário.

Não se negocia ato ilegal.

Eu imagino que será "concedido" aos corretores sindicais do SIPROSEP a "vitória" da revogação do tal decreto.

Por enquanto, é só o que temos a dizer: Por aqui, tudo quase sempre é o que parece.

Leminski.

Para a noite que vira madrugada e que morre dia, vamos do meu predileto entre meus preferidos, Leminski:



Ai daqueles



que se amaram sem nenhuma briga


aqueles que deixaram


que a mágoa nova


virasse a chaga antiga

ai daqueles que se amaram



sem saber que amar é pão feito em casa


e que a pedra só não voa


porque não quer


não porque não tem asa
............................................................................
 amar é um elo



entre o azul


e o amarelo
.........................................................
 
viver é super difícil



o mais fundo


está sempre na superfície
 
******************************

Leite, leitura
letras, literatura,


tudo o que passa,


tudo o que dura


tudo o que duramente passa


tudo o que passageiramente dura


tudo,tudo,tudo


não passa de caricatura


de você, minha amargura


de ver que viver não tem cura


Todos de Paulo Leminski.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Padrão de excelência "made in" planície lamacenta!

Tem um jornal de coleira da região se lançou em uma nova empreitada: Transformar os coronéis das usinas em novas vítimas do sistema, e nos heróis de um novo setor econômico.

A ideia agora de enterrar o dinheiro público, quer seja ele através do investimento direto ou indireto de empresas de capital majoritariamente público(ainda que sejam sociedades mistas), como a Petrobrás, na aventura de financiar esses predadores do século XVIII.

Reivindicam um "novo olhar" sobre a atividade e seus empreendedores.

Ok, tudo bem.

Mas o único "novo olhar" possível é deixar de fazermos vista grossa para a série de abusos cometidos por esses senhores feudais, que se perpetuam até hoje.

Basta um "novo olhar" para as beiradas da estrada do usina considerada "padrão", para termos noção de que padrão se trata: Padrão-desemprego, padrão-fome, padrão-exploração, padrão-escravidão e padrão-calote com fornecedores.
O mesmo padrão de sempre, que nos torna a região com maior número de autuações por emprego de mão-de-obra análoga a escrava.


Em tempo: A Petrobrás já deu, e muito, retorno e compensação pelo petróleo extraído. O problema é que o dinheiro foi parar nas mãos de gestores que adoram agradar a imprensa, dentre outros destinos improbos.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O novo e o velho futebol, a nova e a velha mídia: Falsos dilemas para interesses antigos.

Football é uma coisa só

O mundo do entretenimento é coisa seríssima(embora seus dirigentes nem sempre o sejam), e as escolhas que o movimentam são tão ou mais políticas que as decisões parlamentares ou partidárias.

Existe nesse ramo um problema ainda maior. Em regra acobertados sob uma suposta natureza privada, esse setor(football, e o esporte em geral) é alimentado por quantias generosas de impostos e esforços públicos. Como se trata de uma paixão, a fiscalização quase sempre esbarra no argumento irracional de que tudo é válido para reforçar nossa "grandiosidade".
O patriotismo assume contornos vergonhosos, como sempre a acolher e funcionar como último refúgio dos canalhas.

Vamos nos debruçar sobre esses dois mitos: Que nos dias de hoje, a arte inviabiliza  football, e que a record merece crédito por se opor a rede globo.

Muito se falou, após o épico match entre Santos F.C e Clube de Regatas Flamengo, na Vila Famosa, de que houve uma volta ao passado, onde o football ali jogado rememorou os tempos áureos.

Nem a tese dos fisiologistas e especialistas do esporte, de que o excesso de preparação física e o surgimento de táticas que impõem (e justificam) esquemas cuja rigidez engessam o talento, resiste a uma análise mais apurada.

Afinal, a arrancada magistral de Neimar, que culminou com goal de placa (literalmente), mostrou o que o vigor físico é capaz quando a serviço da arte. Ou no caso de Ronaldinho e a cobrança da falta, quando a esperteza suplantou qualquer limitação física, assistimos o óbvio: A genialidade se expressa em qualquer situação: correndo na juventude e força, ou parada, pelos atalhos da malandragem sadia.

O football se tornou maçante e burocrático por opção dos magnatas do entretenimento, que preferiram nivelar a prática do esporte dentro de possibilidades que poderiam controlar com mais facilidade, preterindo o sentido lúdico, para reforçar a competitividade extrema, que no fim das contas, favorece a industrialização do setor e lucros exorbitantes. É dessa opção, digamos, ideológica, que pululam cabeças-de-áreas e de bagres, faltas em profusão sistemática e o anti-jogo.

Não há, portanto, uma linha divisória entre o novo e o velho football. Nossos craques continuam capazes de fazer as mesmas coisas, com a mesma imprevisibilidade, pintando a aquarela de possibilidades no quadrilátero verde que lhes servem como tela.

Saudemos ainda a coragem de dois coachs cheios de manias, mas que guardam a coragem de manter seus teams em desabalada carreira rumo ao goal adversário, sacrificando suas linhas de backs. Não é à toa que são os recordistas em títulos brasileiros, e acrescente-se, com equipes lembradas pelo gosto ao atack.

O dilema, pois, não é entre saudosistas e modernos. Mas sim entre os que entendem que não é possível ganhar dinheiro com um jogo de qualidade e o que advogam que a beleza de um futebol bom jogado é que deveria ser o seu principal "produto".


globo e record, uma falsa rivalidade.

Foi no Jornal Record News das 21 horas, com o fóssil Heródoto Barbeiro, e sua bancada tipo rodízio de jornalistas, que eu ouvi mais uma boa estocada no mafioso ricardo teixeira, acerca do (mal)uso de dinheiro público (prefeitura e governo do Rio), e na promiscuidade com o senhor "X"(ele,só para variar).

A Marina da Glória, de propriedade do senhor "X", receberá, apenas por coincidência e amizade desinteressada, o sorteio das chaves das eliminatórias, tudo pago pelos "amigos" cabral e paes. Uma esbórnia de 30 milhões de reais, aliás mais uma, com nossos impostos em nome da suprema alegria de sediar um evento esportivo.

Não há dúvidas que a rede record faz um trabalho de envergadura quando noticia tais descalabros.

Mas o problema é a seletividade da empresa do bispo.

Sim, porque o carlos arthur nuzman, o todo poderoso imperador do COB, (Comitê Olímpico Brasileiro), que praticou as mesmíssimas improbidades durante a organização e realização do PAN 2007, não recebe a mesma atenção da record, embora represente risco igual, ou maior nos preparativos da RIO 2016.

E qual a razão do silêncio? Ora, a RIO 2016 é um evento exclusivo da rede do bispo, e diante de tantos bon$ motivos a memória enfraquece, e o faro investigador fica entupido.

Nessa guerra, como em todas as demais, a primeira vítima, como se vê, é a verdade.

Campanha: Ajude um usineiro a pagar suas dívidas e passear em Paris!

Os nossos defensores da liberdade de inciativa e da "competência privada" não se emendam. Não é possível que esse pessoal se leve a sério.

Veicular a articulação de um "movimento" para salvar usina falida, e pretender a socialização das dívidas com o dinheiro público deveria ser alvo de repúdio, e quiçá de uma investigação das autoridades por "formação de quadrilha".
O crime virá a seguir: A tunga no Erário.

E os caras-de-pau ainda dizem: "as bandeiras partidárias devem ficar de fora". Deve ser porque desejam espaço e segredo para deitarem e rolarem às nossas custas. Um consenso "caracu". Eles levam a grana, e o povo leva no c...

Como se a decisão sobre utilizar dinheiro dos impostos para privatizar a incompetência empresarial não fosse uma decisão política em sua natureza, e como tal, deveria ser alvo do mais amplo e renhido debate entre todos os entes da sociedade, inclusive e principalmente os partidos.

Ou os interesses dos pobres usineiros estão acima da sociedade?

Atenção MP, autoridades e quem mais se interessar possa: Com nosso dinheiro não!!!

Mas para não dizerem que somos impertinentes, vai aqui uma sugestão:
Nossas socialites, colonistas, (tu)barões da mídia, e outros seres inúteis, poderiam articular uma espécie de McDia Feliz, mas com pastel e caldo de cana, com venda dos lanches voltada para a recuperação desse setor que pede mais que pobre em frente de igreja.

Sabemos todos, dinheiro não traz felicidade, mas ajuda a sofrer com estilo!

E como estão na sarjeta, convém ao menos pedir com sinceridade, como os hermanos aí debaixo:

Destaque na planície.

Bela homenagem do craque Herval Jr. Aos trancos e barrancos, idas e vindas, acertos e desacertos, o monstro blogosfera goytacá reassume sua forma, para se desfazer depois, e se refazer sempre!

Leia a postagem do Herval, aqui.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Caminho sem volta!

Primoroso texto do companheiro Joca, que você pode ler aqui.

Creio que estamos vivendo, meu caro Joca e demais companheiros de blogosfera, um momento importante de transição na blogosfera, e em nosso caso, na seção local, onde tratamos temas de nosso quintal, que mais parece um chiqueiro, tanta é a lama fétida que escorre dos gabinetes do poder (aqui nessa terra já não é possível divisar o poder privado do poder público, tal a promiscuidade entre ambos).

Embora eu saiba que seu texto traz uma pergunta retórica, é preciso respondê-lo:

Os que pretendem desqualificar e esconder a blogosfera goitacá são os mesmos que se beneficiam, não só das falcatruas, mas do modelo de gestão que dá ambiente para que esses desvios aconteçam.

Como disse, caro Joca, vivemos um momento de amadurecimento, e possivelmente, o que era visto como um "passatempo"(tão bem diagnosticado por você), começa a assumir uma fala institucional, orgânica, mas com um importante detalhe: Sem caciquismos e sem os interesses comerciais que manipulam o uso da informação como ferramenta de domínio político.

Por vias transversas, por mais que desejem esconder, são eles que nos conferem maior importância.

Foi assim quando tentaram articular um movimento de censura judicial.

É assim quando pretendem que blogs de coleira rivalizem com a independência de debate promovida na rede.

Tem sido assim, quando sabemos que as notícias veiculadas na rede blog servem aos órgãos fiscalizadores para iniciar apurações.

No entanto, um fato me chamou a atenção:

O episódio revista época x prefeita-cantora.

Ali, mais uma vez, ainda que consideremos a obviedade do "movimento de defesa" pelo blog do deputado-prefeito, ficou clara a importância dos blogs como espaço para o debate, mesmo que viciado nas repostas esdrúxulas que tentam explicar o inexplicável.

Há pouco tempo atrás, seria impossível ao clã da lapa publicar sua versão, sem que passasse pelo crivo da redação da revista.

É essa natureza como veículo de comunicação e como instrumento político de debate e disputas que eles temem, e tentam a qualquer custo cooptar ou calar.

Mas não há jeito. É uma jornada (longa) sem retorno.

Lembremo-nos que a internet como conhecemos, com possibilidade de navegação por hipertexto, de um link a outro, comercialmente falando, tem 20 anos. Os blogs, como são hoje, muito menos.

A imprensa de jornalismo, como conhecemos, tem 200 anos ou mais. Ainda assim, nada nos autoriza a dizer que vai durar outros 200. Pelo menos, não da forma como se apresenta, como fiadora da verdade.

Sem esse monopólio, o destino é o abismo.

De certo que alguns já se encontram lá.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Em breve!

O diário da manhã & a$$ociado$ lançará sua holding de consultoria em investimentos, aplicações, etc:

NOTÍCIA$ RO$A$par.

Aproveitando a expertise dos seus analistas econômicos e outros babalorixás do mercado futuro, você poderá, por uma módica quantia, saber as últimas tecnologias jurídico-tributário-financeiras para deixar seu din-din à salvo da curiosidade do fisco e dos seus adversários políticos e concorrentes comerciais.

Como um plus, uma promoção de avant-premiére, daremos dicas grátis de como conseguir incentivos fiscais e subsídios a fundo perdido, sem ter que fazer absolutamente NADA, em uma livre adaptação da teoria do famoso filósofo italiano Domenico deMasi, o ÓCIO PRODUTIVO.

Afinal, se o freguês sempre tem razão, esse caso é o único que a propaganda não é a alma do negócio!

Em breve!

O diário da manhã & associados lançará o seu Instituto de Pesquisas:

O IN$TITUTO PRECI$AMO$!

O lema é o mesmo: "Freguês sempre tem razão"

Notícias rosas.

O mundo do jornalismo tremeu! Não restará pedra sobre pedra!

Depois das pesquisas que revelaram 2.0989.567% de aprovação do governo do reino de faz-de-conta, onde todo mundo finge ser feliz para sempre, chegou a mais nova novidade exclusiva:

Se tínhamos o jornal do $IM, e outro do SIM, $ENHOR, agora chegou o veículo que lava mais branco o seu excedente de caixa da verba de propaganda.

O nosso jornal é do:

SENHOR, SIM SENHOR!

Em nossa redação, editores e profissionais de reportagem fizeram todos os cursos de anatomia do puxassaquismo, técnicas de jabá oculto, merxandáizing de imagem e culto ecumêmico a personalidade com ênfase em programação neurolingüística,
Fizemos até jornalismo de coleira em ambiente sem gravidade, mas também sem seriedade, patrocinado pela FOX, Sun Corporation e Instituto Millenium, todos que tiveram sua credibilidade mandadas "para o espaço".

Eis o mais novo jornal onde o freguês sempre tem razão:

Pudim de chuchu.

Alguém precisa avisar ao secretário de (des)governo a quantas andam a articulação política de (des)governo que representa.

Afinal, o partido e o próprio antecessor da prefeita tem se aproximado, e muito, da base aliada governista. A troca de "votos de confiança", como no episódio da aprovação das contas, é mais do que revelador sobre os "acertos".

Eu nem vou citar que uma grande parte dos apoiadores do ex-prefeito hoje se aninham no curral eleitoral da lapa.

No entanto, a permanente campanha eleitoral dos que não governam, os impedem de enxergar o óbvio, ou seja:

São as duas faces da mesma moeda.

Qual o sentido em insistir em justificar os desvios pelos erros alheios, quando foram eleitos para "mudar" essa condutas, e vivem a repetí-los?

domingo, 24 de julho de 2011

Tudo sob controle.

Temos agora nessa cidade dois partidos políticos na imprensa local: O partido do sim, e o partido do sim senhor!

Terra sem lei.

O que dizer de um instituto de pesquisa que divulga pesquisa eleitoral que favorece ao grupo que lhe paga milhões com  dinheiro público?

Tem razão o jornalista de coleira que assina o pasquim ordinário: Essa planície sem lei é uma beleza!

A cidade purgatório.

Em uma cidade bem longe daqui, onde há um Orçamento público de bilhões de reais, o poder executivo anda arrancando os cabelos.

É simples, a conta não fecha. O cronograma físico-financeiro das obras explodiu. Todos sabem o que houve. Mas ninguém diz.

É que um dublê de prefeito, que ocupou o cargo por pouco tempo, cidadão religiosíssimo, católico de primeira hóstia, achou de colocar o "terço" no bolso, e com isso, recebeu antecipado o "dízimo" das empreiteiras.

Bom, aí, acabou o milho, acabou a pipoca. Não tem santo que dê jeito.

O "milagre" responderá pelo nome de aditivo. E todos os fiéis moradores, acostumados a se ajoelharem, dirão amém!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Eles estão descontrolados.

Dias desses, no blog do Roberto Moraes houve um pequeno debate entre esse blogueiro e um dos sócios da franquia do "controle social", um economista obscuro que fala pelo movimento "nossa sjb".
O "movimento" que pretendia intermediar (embora se apresentasse como "facilitador e catalizador" das demandas em um debate "qualificado")o debate político sobre os impactos dos empreendimentos vindouros, na verdade tem o desejo de capturar essa disputa, funcionando ora como despachante, ora como foro privilegiado para os embates.

No meio dos argumentos pueris, o interlocutor tascou: "você não sabe minha origem pobre, etc e tal...". Tal como zé serra pretendeu uma identidade popular, do tipo: "sou pobre, mas sou limpinho". A

Agora, desiludidos, sabe-se lá por quê, os "controladores" começam seu malabarismo teórico para dizer o que todos já sabiam: Não há como brecar o avanço das forças conservadoras capitalistas sobre o bem público, senão pela interdição desses interesses de todas as formas disponíveis. O civilizado colóquio que pretendiam vender, para aumentar seu capital político e sua influência junto aos vetores, sociedade, Estado e Capital, ruiu, e eles ficaram com as calças na mão.

Eis que o outro sócio da franquia do "movimento", que atua também sob a marca de fantasia uenf controle social, essa semana publicou um texto horroroso, onde defende que nosso estágio de apatia em relação ao poder garotista se deve ao nosso endêmica sofrimento escravocrata, que diluiu os laços de solidariedade e consciência de classe em vínculos de dependência clientelista. Vamos a autópsia desse monte de asneira embalado em rótulo de elitismo academicista.

(...)


trecho do texto:
"É o caso do empreendimento do Açu, à princípio um caso de brilhantismo empresarial de Eike Batista e seu grupo que parece agora maculado por uma relação tradicional de troca com os governantes e de ágorafobia com a sociedade. Fiquemos com esta última evidência.


Nota do blog planície lamacenta: Eis a má-fé intelectual e acadêmica como premissa. Parte de uma noção do "brilhantismo" eikiano, desconsiderando que esse "brilhantismo" é fruto de relação promíscua de seu pai, presidente da Vale do Rio Doce, com suas iniciativas particulares, no período que o ilustre professor destaca em seu texto, em uma quase-defesa da ditadura. Eike, e o sucesso na mineração, é fruto dessa relação patrimonialista que o ilustre descreve( como um relógio quebrado, o ilustre acerta a hora certa duas vezes no dia, mas está sempre parado no tempo). 
Depois, inverte a lógica, e diz que o Eike é contaminado na relação de troca, como se a troca em si não suscitasse a idéia dialética de reciprocidade, e mais, pela historiografia é possível dizer que foi nosso Estado e governantes que foram dominados e contaminados pelos interesses privados e não ao contrário. Aliás, mais a frente o ilustre também descreve essa relação, mas privilegia a noção de que é o Estado que burocratiza e torna impossível uma relação sadia com o meio privado, mas nunca o contrário.




trecho do texto: 
"No primeiro caso, de fato, a rotina fácil da cooptação pelo uso do dinheiro ou do poder público desestimula a busca de seu antídoto na participação dos movimentos em rede, como o MNSJB, que oferecem a possibilidade de um debate técnico-político de alto nível com lideranças populares, especialistas, políticos e empresários. De que outra forma conseguiríamos isto: durante as eleições, nos debates parlamentares, nos partidos?"

Nota do blog planície lamacenta: Vejam como o ilustre professor apresenta, mais uma vez, a sua franquia, o MNSJB como um estágio de debate "técnico-político" de alto nível. Alto nível, e o que seria o baixo nível, todos os outros? Por fim, o desdém pelos partidos e o processo eleitoral, quando o certo seria apontar-lhes os problemas para resolvê-los, e nunca repelir o caminhar democrático, para insuflar ou privilegiar o "debate técnico-político" que patrocina como único meio, ou pior, como o meio mais indicado.

trecho do texto:
"Os empresários e políticos preconceituosos criticam o povo por ser desinteressado e arruaceiro, mas, ao cabo, diante de povo distinto, fogem todos da raia, o que revela o que realmente pensam: que o povo evoluído mais atrapalha do que ajuda – daí preferirem o aconchego dos conchavos em resorts ou em trânsito nos jatinhos.
O povo, em seu baixo nível de solidariedade, acaba sendo manipulado em suas contradições, por achar impossível outra alternativa. Não se pode condená-los, embora se deva criticá-los, pois, afinal, são quase todos descendentes dos pelourinhos e conhecem de perto o preço da dissidência. Como fazer este segmento popular acreditar na possibilidade de um pacto positivopelo desenvolvimento diante da omissão conveniente do poder público, local e regional, e do poder privado – mesmo que educado na Suíça?"

Nota do blog planície lamacenta: A tese da manipulação do povo retira desse povo a legitimidade de suas escolhas, gostemos delas ou não. Afinal, o que é povo "evoluído"? Daí o viés moralista, exclusivista, ou em outras palavras, neoudenista que só aponta a superfície do problema, e esquece que o processo político e o estamento econômico tem entre si uma relação de causa e efeito permanente e indissolúvel. Logo, o povo faz a opção que lhe parece mais lógica, enquanto seus representantes utilizam as ferramentas mais exequíveis para construir consensos. A corrupção deriva de escolhas erradas em relação ao peso dos interesses públicos e privados, quer seja em escala menor, como as relações entre vizinhos, quer seja na propositura do Orçamento. E nunca como uma inclinação atávica, um fatalismo determinista geográfico, ou "banzo". Os dilemas democráticos, os limites de financiamento da ação política, a agenda privada, a concentração e manipulação da mídia são presentes em TODOS os países.
A tese do "preço da dissidência" é de uma imbecilidade sem par. Ora, se assim fosse os negros estadunidenses nunca teriam se transformado em classe média urbana, e articulado entre si, e outros movimentos, com níveis de intensidade diferentes, a luta pelos direitos civis.

trecho do texto:
"Às universidades cabe o papel de contraponto, mostrando que a elite intelectual não se presta a esse jogo da conveniência das elites políticas e econômicas – exceção feita à Câmara de Vereadores de SJB e à algumas cabeças arejadas da de Campos – e que é possível usar a razão (prever) para melhorar a vida (poder). Foi o que tentamos fazer neste seminário sobre políica agrícola, com o apoio dos micro e pequenos produtores do 5º Distrito de SJB, dentre outros, mas este esforço pode se perder sem o concurso dos poderes."

Nota do blog PL: Enfim, o creme do creme, o fechamento com chave de ouro. Eis a Universidade como palco de assepsia política e frente a nojeira que exala dos processos ordinários da sociedade inculta. A Universidade está, pois, imune a política, e só ela é capaz, por isso e para isso, trazer o discurso da verdade, da modernidade e quem sabe, da fé. Aleluia, hamilton, aleluia.

O fim:

Por derradeiro, e o pior de tudo: Um blog de dito de movimento social republica um trecho do que há de pior no PIG nacional, só ladeado, talvez, por merval o débil mental(ídolo do professor), e quem sabe o escroque do reinaldo azevedo.

O blog uenf controle social repercutindo míriam leitão(saga brasileira) é o fim de qualquer chance de levar a sério a "proposta" desses "estelionatários acadêmicos".

Como eu disse lá no blog do Roberto Moraes: Pois é, Professor Roberto, não diga que não avisei.

Muito ainda é pouco!


Nessa imagem, a prefeita, seu marido(o deputado-prefeto amigo urso) e um jornalista de coleira local, que serve no pasquim da família.

Quem não assistiu não pode perder. Trata-se de um filme de animação onde um grupo de animais luta para sobreviver entre o que restou de seu habitat e o avanço do "progresso". Esse dilema ambiental muda o caráter e a "cultura" dos simpáticos bichos.

Mas não foi para falar desse filme que utilizei a frase dita pelo urso vilão da animação (imagem aí de cima), referindo-se a sua predileção por "batatitas", com a frase dita como se estivesse em uma inserção de merchandising, enquanto devora um pacote cheio da guloseima: "Com batatitas, muito ainda é pouco".

Eu me refiro a leitura dos números das pesquisas de popularidade e intenção de votos, divulgadas com tons de propaganda de partido nazista, ufanadas aos quatro ventos pela mídia local, amansada a doses cavalares de verbas públicas e outros interesses menos confessáveis.

Muito, nesse caso, ainda é pouco!

Muita propaganda ainda é pouco para a prefeita e fiel deputado prefeito, ou deputado prefeito e sua fiel prefeita, tanto faz.
Mas mesmo assim, com com todo siège(atenção patetas, procurar no google) de mídia, e o uso descontrolado dos instrumentos, bens e serviços da municipalidade a favor do grupo político que ocupa o governo, restam na cidade, alguns milhares de pessoas que não se deixam enganar, ou que estão à espera de que o governo comece, de fato.

Muita popularidade ainda é pouca, se considerarmos a exposição diuturna da prefeita e seu séquito de patetas, que ocupam todos os espaços, onde a oposição só aparece para forçar contraponto necessário ao reajuste das "tabelas" pelo "apoio" das midias de coleira. Se considerarmos que só restou alguma crítica orgânica a blogosfera e seu limitado alcance, muito ainda é pouco.

Não se espera da prefeita e seus patetas, ou da mídia de coleira qualquer outro gesto que não seja o rufar dos tambores do otimismo.

No entanto, muito ainda é pouco, e nem o totalitarismo midiático imposto pela prefeita e pelo prefeito-deputado conseguiu impor o pensamento único!

No caso dos patetas da lapa, toda crítica, toda dúvida ainda é pouco!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Destaque na planície.

Belo texto garimpado pelo blog das meninas:


Meus amigos.

Há vagas!

Com a faxina nos escalões federais do PR, partido dos patetas da lapa, pode ser que o deputado-prefeito "importe" alguns nomes degolados para compor o staff municipal.
"Experiência" eles têm de sobra.
O problema é controlar os "zóio-grande" dessa turma. O episódio das finanças a gente não  esquef, ops, esquece.

A lógica dos sem lógica ou: Ato Institucional Municipal 305/2011

O blog Dignidade cantou a pedra, aqui

Mas eu gostaria de acrescentar algo a ótima análise daquele combativo blogueiro, que dissecou a chantagem populista, prática comum dos governantes da lapa, que ceifam direitos com a desculpa sacripanta de que o fazem em nome da população.

Já fizeram isso por decreto, com os profissionais estaduais da educação, quando habitavam o governo estadual. Exigiram que os atestados médicos fossem emitidos apenas por médicos em sede de serviço público, como se a fé do profissional estivesse condicionada ao tipo de local onde ele examina seu paciente, ou partindo do pressuposto que profissionais e médicos fossem, de antemão, fraudadores de consultas e diagnósticos. Uma agressão a CRFB, aos servidores, e a dignidade e ética médica

O servidor público, e todos os cidadãos assim considerados, têm nos seus atos a presunção da boa-fé.
É desse princípio básico que começa qualquer questionamento sobre erros ou desvios, danos ou lesões a direitos de terceiros ou regras.
Esse princípio mistura-se ao da não-culpabilidade, que nos diz que ninguém será irremediavelmente tolhido de seus bens e direitos até que reste provada, em definitivo a sua culpa, sendo que a restrição(sanção)não ultrapasse o quantum exigido para a reparação. Exceções são aceitas, como prisão preventiva e medidas cautelares, mas essas são adotadas em cada caso, e nos limites destes.

Logo, a Procuradoria Municipal que conta com alguns brilhantes juristas, e outros nem tanto, deveria saber o óbvio.

Ainda que seguisse o processo legislativo devido, com o trâmite do diploma administrativo pela "casa de leis", seria de todo jeito inconstitucional, pois parte da premissa que quem usa o direito(a licença)o faz para burlar suas obrigações funcionais, auferir vantagem indevida e prejudicar terceiros, nesse caso, o contribuinte.

Não, não, não senhora prefeita, não julgue os outros por sua régua. A maioria dos seus contribuintes e de seus servidores é honesta. Eu sei que a proximidade com tanta gente de caráter duvidoso pode fazer-lhe imaginar o contrário, mas acredite, há ar fresco e água limpa longe do ambiente infectado no qual a senhora vive.

Os servidores que praticam tais ilícitos administrativos (quem sabe, até penais?), que a senhora usa como "justificativa" para massacrar os honestos, devem ser perseguidos por procedimentos administrativos apuratórios, e se restar provada a má conduta, puna-se.

Mas e todos os outros que detêm o direito e o utilizam de forma correta? Perderão esse direito sob qual argumento?

Pois bem, aqui outro problema ético grave: Só pode punir, com rigor e justiça, quem dá exemplo. E esse não é o forte dessa administração. Logo, o meio do autoritário para punir condutas sem ter estatura moral para tanto, é o arbítrio, a cassação, a violência regimental.

Vai outra dica a governante dos mil patetas: Se pretende realmente mudar o regime de concessão de licenças e os efeitos sobre a suspensão dos vínculos estatutários enquanto essas vigorarem, deve propor lei que altere o Estatuto dos servidores, com o devido debate e enfrentamento com as demandas dos servidores.

Desse modo, chamada a opinar, a sociedade poderia dizer o que deseja fazer com os benefícios dos seus servidores, que afinal, são pagos por essa sociedade.

No entanto, o texto constitucional VEDA qualquer medida que tome como presumidamente culpado o servidor, e institua, de plano, sanções a direito de forma generalizada, sem que a devida culpa esteja provada.

Afinal de contas, para que serve uma procuradoria que nunca encontra o caminho certo?

De que vale uma prefeita que não sabe o que é justo ou o que é injusto?


Nota relevante: E no fim das contas, todos sabem que o servidor que usa a licença de forma indevida para exercer funções em outros locais, fazem porque é muito mais vantajoso financeiramente, e estão "c..ando" para lotação e outras quinquilharias no contra-cheque. Esse servidor só deseja manter o vínculo por causa da aposentadoria e vantagens relacionadas ao serviço público.
Deveriam ser alvo de processos administrativos, caso a acumulação fosse ilegal conseguida por fraude, e pronto. O que a prefeita e sua turma de procuradores patetas fizeram foi legalizar a sacanagem, a custa do sacrifício dos que precisam do direito que ela cortou.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Destaque na planície.

A rede blog faz seu papel, ao contrário dos jornais de coleira, pagos para ignorar os fatos, e vender a versão oficial conveniente.

Não há a pretensa imparcialidade. Nem a cafetinagem das diferenças para aumentar o preço do contraditório.

Em todos os blogs é possível reconhecer a linha ideológica e os interesses de seus publicadores. Nos laços de solidariedade, e na complementariedade das informações, a população pode ter um panorama amplo da nossa realidade.

Leiam o ótimo trabalho feito pelo blog Sarcasmo S/A, nessa postagem, Escândalo: Diferença de preço.

Tirando "doce" da boca de criança.

A bronca do companheiro Renato Gonçalves, presidente do Conselho Municipal de Assistência Social, o CRAS, no blog das meninas, revela o desrespeito que a prefeitura, a governante, e os mil patetas que a cercam, com o drama alheio.

As políticas públicas de assistência social não são um favor, são DIREITO, e não podem ficar a mercê dos humores dos ordenadores de despesas.

O desperdício de dinheiro transborda por todo lado, enquanto isso, criminosamente, os desassistidos ficam a míngua.

Quanto será que se gasta para ocupar espaço em um jornal local, que aluga seu verbo a preço de ouro? Nenhuma "fonte" se atreve.

Quem está por trás dessa indústria de shows, todos sem licitação, com cachês milionários para artistas que vivem no ostracismo? Tudo escondido nos "bastidores".

Tem dinheiro para cevar empresários, como canalhavieiros que queimam cana e a Constituição? Claro que tem fundo a fundo perdido.

Será que esse pessoal se olha no espelho, sabendo que seu lucro, seu desfrute do dinheiro público é à custa do sofrimento de deficientes visuais, crianças com déficit cognitivo e outros desfavorecidos?

Mas eles devem imaginar que é um dinheiro fácil, como empurrar bêbado da ladeira abaixo. Vale rasgar qualquer noção de moral ou ética, desde que o preço seja alto.

Uma sugestão aos pais, mães, familiares e cuidadores dessas crianças e adultos: Façam uma passeata  e parem em frente dos jornais dessa cidade, da sede das entidades canalhavieiras, e depois, em frente a PMCG.
Quem sabe assim, olhando vocês nos olhos, passem a considerar mudar suas práticas predatórias e parasitárias do dinheiro público, e o deixe para quem realmente precisa dele.

Espetáculo deprimente



Quem vê esse senhor, aparentemente frágil e indefeso, é capaz até de acreditar que nada sabia sobre os grampos que seus subordinados diretos fizeram para alimentar seu império monopolista de informação.

Bom, se a gente acreditar que isso é possível, e está claro que o PIG nacional e internacional deveriam rever seus conceitos e princípios.

Afinal, se o homem que vive de informação, e baseia seu poder nisso, não sabe de nada, o que dizer dos governantes, onde os laços de confiança e subordinação em relação aos auxiliares são, na maioria das vezes, mais frouxos que os do ambiente empresarial?

Pelo menos, é isso que o mito da eficiência privada preconiza, que seus processos são mais seguros e controláveis que a lógica de funcionamento das esferas públicas de poder.

E agora?

Bom, manda a boa prudência que cada caso seja avaliado per si, ou seja sem açodamentos. É possível que ele soubesse? É bem provável. Mas o contrário pode ser verdade? Com poucas chances, mas sim, pode ser que sim. Portanto, é preciso, como sempre cuidado.
Cuidado esse que os assassinos de reputação da mídia empresarial raramente adotam.
Mais importante que saber ou não, é investigar o modelo que permite que tais práticas sejam legitimadas e sistematizadas.
Assim, Murdoch deve pagar na medida de sua culpa, no entanto, a investigação deve esmiuçar e reprimir os riscos da concentração da mídia em oligopólios de conteúdo.
Como devem pagar os governantes omissos ou coniventes com maus assessores, desde que sejam reveladas as inconveniências da submissão da agenda pública aos interesses privados, que financiam campanhas e depois penduram suas contas nas licitações e contratos públicos.
Isolar o problema nas figuras de proa, é manter as coisas como estão, para que outros assumam o comando das negociatas.

De qualquer jeito, fica outra dúvida: Você imagina algum (tu)barão da mídia nacional ou da planície prestando declarações a sociedade sobre suas condutas impróprias?


God save the Queen!

Pensando bem.

O que dizer de quem volta a comer no prato que cuspiu durante um bom tempo?
Se você mudou suas convicções e avançou, ou retrocedeu, ótimo. Assim é a vida. 
Mas "convivência democrática" por dinheiro, em acordos e acertos impublicáveis ou não declarados ao público e ao fisco?
Bom, eu prefiro de chamar de outro nome: jornalismo de coleira, ou mercenário de redação!


Mas enfim, quem ganha dinheiro a partir da prostituição alheia, não se incomodará em "prostituir" a "notícia" que publica. Ao menos, nesse caso, há certa coerência.

Máquina do tempo.

Para quem acessa esse blog, e não conhece a região, nossas desculpas. 
Ultimamente, temos tratado de temas específicos, ou regionais, que são alheios a quem não vive por aqui, muito embora, a gênese dos temas seja parecida: confusão de interesses privados com a coisa pública, adestramento da mídia pelas verbas públicas, versões apresentadas como se fatos fossem, etc, etc.

Mas nossa militância se prende pela raiz, e a nossa está fincada aqui. 

Então vamos lá.

O blog gostaria de mandar uma sincera e singela sugestão ao canalhavieiros, aos colonistas sociais de coleira, e aos barões da mídia, que defendem a queimada como forma viável de manutenção do setor, sob o argumento calhorda de que desejam "salvar" os empregos dos trabalhadores rurais.

Bom, se é para parar ou voltar no tempo, desconsiderando que atividades econômicas se modernizam, e que isso implica na alteração da relação do capital com o trabalho, onde profissões surgem e outras somem, aqui vai nossa dica:

Que tal a nossa elite e seus macaqueadores, a classe mé(r)dia, que posam nas colunas do jet-set, tão preocupadas com os pobres cortadores de cana, deixarem seus carros nas garagens, e passarem a andar à cavalo? 
Além do charme nostálgico dos tempo do chicote e do açoite, das botas e dos chapéus, resgataríamos os empregos de seleiros, ferreiros, cocheiros, e ainda com o apelo ecologicamente correto, embora um engarrafamento de eqüinos na 28 de março pode trazer um cheiro incômodo.
Mas isso nossa cidade já está, de certa forma, acostumada com o odor que exala da gabinetes e outros lugares chiques.

Que tal abolir a iluminação pública  elétrica, e contratarmos os acendedores de lâmpadas à querosene ou óleo de baleia?
O problema aqui é a proibição da pesca desse mamífero marinho, mas nada que nossos gestores não resolvam, pois o "jeitinho e o contrabando de soluções" é nossa especialidade. Dava para trazer, com alguma comissão, é claro, a matéria-prima dos baleeiros japoneses. 
Para quem celebra a devastação chinesa como sinônimo de salvação econômica e "esforço civilizatório", nada há demais em se associar a outros orientais predadores.

Enfim, aproveitando o que seria uma ameaça, no jargão de planejamento estratégico (assunto preferido dos coquetéis e inaugurações), e transformando em oportunidade o fato de quase a metade de nosso esgoto não ser tratado, ou seja, jogado no rio, lagoas, ou deus sabe onde, poderíamos recriar a figura dos TIGRES, aqueles homens que eram pagos para recolher os excrementos da nossa boa sociedade, e jogá-los no rio. 
O apelido TIGRES era dado pelas marcas (listras) que o "chorume" que escorria dos tonéis cheios de merda, que eram levados nas costas, causava na pele desses trabalhadores.

De quebra, com o dinheiro milionário que o BNDES investiu para que a empresa de água e esgoto local nada fizesse nesse aspecto, poderíamos pagar um bom salário a esses trabalhadores de tão incômoda, mas essencial função. 
Se é para jogar merda no rio, pelo menos favoreçamos o maior número possível de trabalhadores, ainda que exerçam funções degradantes, não é essa a lógica dos "canalhavieiros" e seu cúmplices, como o caso das queimadas?

Assim, com essa máquina do tempo, quem sabe tenhamos chance de consertar o que deu errado lá atrás?

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A conta, por favor!

É claro que sobre a conduta que dá causa a um resultado deve incidir a responsabilidade pela reparação devida.

Assim, o pequeno agricultor que incendiou sua LAVOURA DE CANA, e trouxe prejuízos a outros três vizinhos, cujas propriedades e as plantações foram atingidas pela queimada fora de controle, deve pagar, civil e criminalmente, pelo que fez.

Mas a conta não pode ser debitada só para ele, pequeno e hipossuficiente proprietário.

Deveriam, solidariamente, serem chamados a custear o ressarcimento dos prejuízos a ASFLUCAM, A FIRJAN, a USINA a qual ele forneceria sua cana queimada, e claro, o DESEMBARGADOR do TRF que permitiu que a CRFB fosse rasgada.

Antes que patetas e outros tipos reclamem, trata-se apenas de uma hipótese fictícia, sem qualquer possibilidade jurídica, a não ser no caso da USINA, que poderia ser considerada civilmente responsável, na medida que se trata de uma atividade relacionada a uma cadeia produtiva completa: Só se queima cana para fornecer a uma indústria. Na maioria das vezes, o responsável pela cana já queima o produto que já pertence a indústria. Aí, o vínculo e a solidariedade possível.

Detalhe: No caso em tela, não se trata de mero crime ambiental, processável e punível pelo rito da Lei 9099, que considera a figura típica como de menor potencial ofensivo.
Trata-se de crime de incêndio, pois houve perigo concreto de dano a vida de terceiros. Logo, sem a devida cautela, o autor assumiu o risco de produzir o resultado, como de fato, o fez.

Eis o diploma penal:

Incêndio
Art. 250 - Causar incêndio, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem:
Pena - reclusão, de três a seis anos, e multa.
Aumento de pena
§ 1º - As penas aumentam-se de um terço:
I - se o crime é cometido com intuito de obter vantagem pecuniária em proveito próprio ou alheio (grifo nosso);
II - se o incêndio é:
a) em casa habitada ou destinada a habitação;
b) em edifício público ou destinado a uso público ou a obra de assistência social ou de cultura;
c) em embarcação, aeronave, comboio ou veículo de transporte coletivo;
d) em estação ferroviária ou aeródromo;
e) em estaleiro, fábrica ou oficina;
f) em depósito de explosivo, combustível ou inflamável;
g) em poço petrolífico ou galeria de mineração;
h) em lavoura, pastagem, mata ou floresta.(grifo nosso)

Destaque regional da planície!

Quarteto Regra-Três - Foto.JPGCHORO.jpg

A Prefeitura de Bom Jesus do Itabapoana-RJ, através da Secretaria de Indústria, Comércio, Turismo e Cultura, tem a honra de apresentar, o Festival de Chorinho e Sanfona de Rosal.

A união perfeita entre a cultura do choro e da sanfona com um cenário incrível, num vilarejo ainda preservado em sua grande maioria, cercado de pequenas localidades e distritos encantadores, casarios antigos, capelas e igrejas por toda parte, cachoeiras e belas paisagens naturais, e um povo apaixonado por musica.Tudo isto, faz do roteiro Serra das Águas, um destino turístico no mínimo, inesquecível.

O Festival de Chorinho e Sanfona de Rosal, vai alem de apenas mais um evento, é antes de mais nada, um resgate de valores culturais e historicos, um importante fator de geração de renda, e o início de um grande projeto turístico para todo o município de Bom Jesus do Itabapoana.

Visitantes, aproveitem cada segundo em nossa cidade, conheçam os distritos da parte alta e parte baixa, as igrejas, os pontos turísticos, e sintam de perto a riqueza de nossa história.

Bonjesuenses, estejam conosco nos dias 23 e 24 de julho em Rosal, para que juntos possamos testemunhar a realização deste antigo sonho. Um projeto que ficará na história de nosso município, e que com certeza, trará a longo prazo, a sustentabilidade sócio-econômica que tanto desejamos. 


A gente se encontra pela festa!

Secretaria de Ind. Com. Turismo e Cultura
Prefeitura de Bom Jesus do Itabapoana-RJ 

Canalhas e canalhas!

Há os canalhas que inventaram e usaram o Zyklon B como pesticida. Seu uso é prejudicial a raça humana, como ficou provado, mas ajudou a combater pestes e insetos, durante muito tempo.

Há os canalhas, que descobriram "outro uso" para o Zyklon B, e mataram milhões de judeus.

Há os canalhas que trabalharam na MONSANTO, e criaram e produziram o napalm, que dizimou milhares de pessoas no Vietnam.

Há os canalhas que trabalham na MONSANTO, que criaram sementes transgênicas para aumentar a produção de alimentos, o lucro da empresa e de grandes agricultores. Mas, enfim, prejudiciais ou não, essas sementes e seus inventores da MONSANTO alimentam pessoas.

Com que tipo de canalha você quer conviver? Qual tipo de canalha mais útil à Humanidade?

Nossas diferenças falam mais de nós que nossas semelhanças 2!

Acabo de assistir pela TV que o escândalo das escutas atingiu em cheio a cúpula da outrora "imaculada" Scotland Yard.
Acusações de favorecimento, venda de informações, vista grossa e troca de mimos e favores, que teriam permitido que tais práticas se expandissem ao ponto que chegaram.

Muito parecido com o nosso país, não acham? Outra vez, jornalismo e polícia dos trópicos e da Europa "civilizada" se assemelham.

A descoberta do envolvimento da Yard confirma o que todos suspeitavam: trata-se de um esquema sistemático, sobre o qual está erigido a atividade jornalística.

Estranha coincidência que une a família do brasileiro abatido à tiros pela seção de policiais armados da Yard, no metrô londrino, e agora descobrem-se que escutas vigiavam seus parentes, como forma de obter informação privilegiada.

O aparato policial inglês foi pego em relação promíscua com a mídia, e vice-versa.
Não dá para saber, por enquanto, onde começa o uso criminoso de informação dos jornalistas e dos policiais, afinal, ambos tinham interesses no desenrolar dos fatos: Uns para vender notícia, outros para "vender" uma versão que apagasse suas responsabilidades.

Esse fato não é novo para nós, e reflete de certa forma um movimento mundial da mídia empresarial, a necessidade de espetacularização de tragédias e da violência, associada a uma rapidez irresponsável na apuração, que não raro remete jornalistas a mero "copiadores" de registros de ocorrência em distritos policiais, sem qualquer pesquisa ou checagem dos fatos.
Como aconteceu com merval, o débil mental, o globo, brizola e o líder comunitário tratado como traficante Eureka, como você leu aqui.

Não se trata, portanto, de um problema de caráter pessoal, mas institucional, ou seja, de um modelo que funciona a partir da legitimação de práticas que a sociedade só condena se for confrontada com elas. Enquanto estiverem nos subterrâneos do poder, e nos inconscientes coletivos apaziguados pela hipocrisia, nada há demais.


A polícia privatizada

De outro lado, enfraquecida com instituição, mas impregnada pela luta pelo poder, na medida que cresce a partidarização política dos atos e medidas de segurança públicas, as instituições policiais se entregaram com gosto ao sociedade do espetáculo. Privatizam o monopólio do uso da força e favorecem o uso ideológico da utilização dessa força, sempre com viés classista pela mídia. Uma relação, como se vê, de causa efeito.

Não raro, os programas televisivos de maior audiência vespertina exploram a tragédia humana, ao vivo, com policiais agindo como "atores de filmes de ação".

Ainda que alguns ruídos de "comunicação" ocasionem episódios de mútua difamação, onde policiais sonegam e escolhem a qual órgão favorecer, enquanto repórteres e patrões escolhem quais policiais endeusar e quais execrar, de acordo com interesses, nem sempre confessáveis, há um organicidade de atitudes que unem esses dois pilares da sociedade do espetáculo: imprensa marrom, polícia exibicionista, a um terceiro: Governos ávidos por apoio político às suas práticas e estratégias policiais, nem sempre louváveis, mas que atendem ao senso comum.

De novo, as diferenças é que nos dizem mais sobre nós:
Enquanto lá, a sociedade estimula e exige a renúncia desses maus policiais, com sua exposição pública e de seus cúmplices, por aqui, os bons policiais são aqueles que ainda servem como "fonte submissa" aos barões da mídia, manipulando informações e o interesse público, sob o manto perigoso do sigilo, enquanto os policiais que assumem sua voz pública, em blogs, ou em outros meios, são tratados como párias, justamente porque pretendem dar transparência às suas opiniões, como forma de garantir a sociedade o pleno conhecimento sobre o que pensam aqueles que são pagos para proteger-lhes, e não somente aos poderosos.

Ainda que o que digam, não agrade a todos e ao establishment.

Baixa na blogosfera.

Nossos pêsames a familiares e amigos do jornalista e blogueiro César Alencar, vítima de uma pneumonia. As demais informações, no Urgente! e no Estou procurando...

Nossas diferenças falam mais de nós que nossas semelhanças!

Dizer que a mídia empresarial é composta por interesses e princípios quase sempre antagônicos ao bem estar social, e a própria noção de liberdade que dizem defender, é um pleonasmo.

Dizer que isso acontece em todo lugar do mundo, outro pleonasmo maior. A Inglaterra e Murdoch deixam isso claro.

Logo, enxergar essas semelhanças com os britânicos vai nos autorizar a saber mais sobre o poder, mas vai nos revelar muito menos sobre nós, brasileiros e campistas.

Não há um povo melhor que outro. Há escolhas e jeitos distintos de lidar com problemas, e o que funciona por lá, nem sempre funciona por aqui, isso é de uma obviedade tola, eu sei.

Mas é engraçado assistir os malabarismo e contorcionismo morais de nossos barões da mídia para justificar o que acontece com os modelos que defendem como exemplos a serem seguidos.

Foi assim com o mercado financeiro, o mito da eficiência privada e a bancarrota internacional, e os rios de dinheiro público injetado para salvar os financistas e jogar as sociedade no purgatório das receitas ortodoxas do FMI.

Agora, a crise moral da mídia internacional, que já despontava aqui e ali, mas foi multiplicada e institucionalizada pela devassa no império do Murdoch.
A falha não é do caráter do magnata, embora esse seja um fator relevante.
A falha é "genética" do modelo de concentração da produção de conteúdo, industrialização e partidarização da mídia empresarial.

Mais uma vez, as diferenças dizem mais sobre nós. Se é verdade que a revelação do crimes evidenciam o caráter da mídia mundial, a forma de lidar com eles dizem como se comportam os povos ao redor do mundo, e seus poderosos.

Lá, nenhuma chorumela "cantando" a "perseguição ou cerceamento" ao direito de informar, ou a "liberdade de imprensa".
Sabem os ingleses que essa liberdade foi violada, justamente, pelo seu uso abusivo.
Nenhum panfleto editorial conclamando institutos milleniuns, ou ataques ao governo. A sociedade cobra, o governo pune, os acusados "entubam" e, pronto. Segue a vida.

Por aqui, imagine se ali-kamel saísse do gabinete para a cela: Ditadura, stalinistas, etc, etc. E alguém duvida que a mídia daqui seja praticante de crimes parecidos com os de lá, ou piores?

Mas se imitam o modelo, por que não aceitam que a nossa sociedade imite a punição e o controle?

Hipocrisia, meu caro, a boa e velha hipocrisia, que se não nos difere do ingleses, mostram que nesse quesito estamos muito mais a frente que eles no exercício cotidiano do cinismo público.

Leia o texto do blog Tijolaço, e reflita:



O magnata Rupert Murdoch e Brooks, na sexta-feira: sorrisos duraram pouco
Deu agora de manhã, na BBC:
A ex-editora (nota: “ex” só desde sexta-feira) do tabloide News of the World Rebekah Brooks foi presa neste domingo, em Londres.
Brooks deixou a posição de presidente-executiva do grupo News International, pertencente a Rupert Murdoch, na última sexta-feira após enfrentar pressão devido a seu suposto envolvimento com o escândalo de grampos telefônicos e compra de informações de policiais.
A polícia de Londres confirmou que Brooks, de 43 anos, está detida, suspeita de envolvimento em corrupção e em conspiração para interceptar comunicações.
Ela é a décima pessoa a ser presa durante as investigações do escândalo envolvendo o jornal News of the World, que teve sua última edição publicada uma semana atrás.
Será isso um atentado “à liberdade de imprensa”? Obvio que não, mas aqui na América Latina, seria. “Chavismo” puro, aliás. E a Sociedade Interamericana de Imprensa, a SIP, estaria indo à ONU, com a campanha “Libertem Rebekah!“.
Ou não seria assim?

Nossas heranças, nossas escolhas, nossos destinos.

A grave situação de precariedade sócio-econômica a que estão submetidos os trabalhadores vinculados a planta industrial e ao setor agrário da extinta Usina Sapucaia, que vem sendo tratada como um fato isolado, e quase que de soslaio pela mídia comprometida local, nos traz mais uma vez a reflexão sobre esse agonizante setor da atividade econômica local, que insiste em reivindicar uma importância que não tem, pelos mesmos motivos de sempre.

Desejo de repartir o ônus e os riscos de sua atividade com o setor público, enquanto concentram os bônus e lucros da riqueza gerada, negando a região o desenvolvimento econômico e social que dizem pretender implementar, como justificativa (falsa) para suas existências.

Não se trata de repudiar a atividade sucroalcooleira, mas rejeitar a manipulação ideológica do debate, a obscuridade dos interesses que se revestem de causa pública, justamente para lesar o público e seu patrimônio.

A história do setor na região, agora exposta em tintas nuas e cruas à beira da estrada, onde 400 famílias acampam em busca de seus direitos violados, nos autoriza dizer que as indústrias de álcool e açúcar dessa região não merecem qualquer crédito de confiança para funcionar como alavanca de um projeto regional de desenvolvimento econômico sustentável.

Ao contrário: Se considerarmos que nossa região é responsável por uma parcela ínfima do plantio e produção nacional, algo em torno de 3%, e ao mesmo tempo, conta com o maior número de notificações por violações trabalhistas GRAVES, chegaremos a triste conclusão que os empregos que os usineiros pretendem "salvar" por aqui, quase não existem, pois não podem ser chamados de contratos de trabalho. Desse modo, para o bem dos trabalhadores é melhor que sejam "resgatados" dessa atividade laboral.

Outra balela sobre pequenos produtores já foi desmontada pelo professor doutor Marcos Pedlowski em seu blog. A concentração que a escala do negócio exige, quase inviabiliza o plantio em pequenas porções fundiárias. Ler: CANAVIEIRO, UM TERMO REDESCOBERTO PARA FABRICAR UM FALSA DICOTOMIA

Abandonemos aqui a discussão o populismo jurídico, patrocinado por um certo deputado, que rasgou a Constituição Federal ao pretender que uma Lei Estadual enfrente tema já regulamentado em Lei Federal, no tocante as queimadas.

Nem citemos a contradição que seria acreditar que alguém cumprirá a lei, quando não deu a menor mostra que o faria quando teve tempo (20 anos, desde a primeira lei sobre o tema, da lavra do então deputado Fernando Leite).

Por mais que se tenha boa vontade, um fato é inexorável:
O setor sucroalcooleiro local vai morrer em poucos anos, e não há por aqui, nenhum empresário digno de receber qualquer ajuda estatal, muito contrário, a repetição insistente nas piores práticas empresariais veda qualquer ação nesse sentido.

Nossa elite local é parasita, predatória, e sequer sabe manejar as ferramentas do sistema capitalista ao qual dizem estar filiados, no máximo, estão, em uma analogia mal feita, na fase pré-capitalista, com a propriedade da terra vinculada a servidão de sua mão-de-obra, utilizando o Estado como fiador dessa situação.


Os dilemas do setor

Ao redor do Brasil, que desponta como força na produção de etanol, e como um dos maiores produtores de açúcar, está instalado um dilema grave, que ameaça o etanol como matiz energética confiável, assim como pode fragilizar o mercado de seu produto agrário, o açúcar.

Sem saber se desejam ser tratados como produtores de energia ou de alimento, os usineiros desejam o bônus dos dois lados, e querem nos repassar a conta.

Na hora da cobrança pelo viés especulativo em relação aos estoques de etanol, reclamam da instabilidade como produtores de alimento, ou das variáveis relacionadas a própria atividade: clima, esgotamento de terra, produtividade, marco legal, etc.

Por outro lado, exigem do governo as garantias de plantio, trazendo para o debate a questão da produção de açúcar, hoje muito mais rentável no mercado internacional, que apresenta sinais de demanda aquecida fortemente.

Querem, como sempre, um Estado que interfira no mercado para socializar prejuízos, mas fique longe desse mercado, abstendo-se de qualquer regulação ou tratamento estratégico público.

Desse jeito, não dão a estabilidade necessária para funcionarem como principal alternativa ao uso de combustível fóssil, o petróleo. Esse combustível e insumos derivados(petroquímicos) que embora tenha suas zonas de extração vinculadas a conflitos armados, que balançam o mundo e as finanças, com os choques sazonais, tem nas reservas brasileiras a certeza de que nos próximos 40 ou 50 anos, essa fonte de energia ainda será uma alternativa muito mais viável economicamente que o etanol.

Outro problema, geralmente afastado do debate sério sobre o tema é o limite de produtividade do etanol de cana. A cada ano de safra a produtividade da terra desce, a despeito de todas as correções de solo, nutrição(adubos) e oferta de água em tempo certo(irrigação). Logo, para manter níveis de produção em escala exigidos pelo mercado e por nossa frota, cada vez mais e mais terras são necessárias. Terras novas ou virgens, como chamam os especialistas.

Com isso, outro dilema: Terra para produzir combustível, produz menos comida.

Infelizmente, a (im)postura dos semi-empresários locais, incapazes de enxergar suas limitações, e abandonarem a postura arrogante típica dos senhores de engenho, dos quais herdam a tradição e os cacoetes(e lógico, a bancarrota), impedem qualquer discussão sobre o tema, ainda mais quando cafetinados pelos órgãos de mídia, que utilizam como plataformas de propaganda.

De nossa parte, só podemos dizer, já vão tarde.

Quanto aos trabalhadores, é preciso dizer de novo:

A chegada dos carros não impediu que cocheiros, tratadores, ferreiros, seleiros e todos os profissionais ligados ao transporte por tração animal, fossem recolocados e incorporados por outras atividades.
Tanto como os acendedores das lamparinas à óleo de baleia ou querosene tiveram que achar seu lugar, após a inauguração de iluminação pública autônoma, primeiro à gás, depois, à eletricidade.

Cabe ao Estado e, em suma, a sociedade, arcarem com o remanejamento dessas pessoas, já que, como os trabalhadores da Usina Sapucaia, os senhores os abandonam na estrada, como bagaço.

domingo, 17 de julho de 2011

Pensando bem.

Um editor de um jornal ordinário que serve a um "chefe" condenado por formação de quadrilha só pode detestar a polícia e os policiais. Agora eu entendi porque tanto ódio no coração do "lulu" de redação.

E segue o festival de besteiras que assolam a planície.

O vicio de medir os outros pela sua régua contaminou o sabujo. Contraiu a doença do "chefe". Aliás, esse é um efeito colateral de quem vive pendurado no saco dos outros. Pelo jeito, esse mal é incurável e se alastra rapidamente pela lapa.

Mais uma vez, e pela última, os textos aqui não são destinados a quem tem déficit cognitivo(dificuldade de aprender, ó estúpido), como os patetas da lapa. Procurem ajuda se não entendem.

Mas difícil mesmo é entender o que o "acadêmico do ordinário" quer dizer, pois vejam o título do post onde tenta explicar o inexplicável, aliás, como de costume: "(...) O elameado(...) Como? Não seria enlameado? Bom deixa para lá.

Agora leiam mais uma  pérola que revela mais do pobre coitado do que os que ele pretende atacar:

(...)Vai aqui um conselho meu (nota do blog: conselho de puxa saco profissional, ora vejam!). Encurta aquela parte que ninguém entende nada e manda só o trecho da sua postagem, puxando o saco dele, quem sabe ele não te promove a polícia? Ele é o presidente da ALERJ. Só não sei até quando.



Pensando bem, deixa prá lá. Quem nasceu prá “puliça”, não tem jeito não. Pede outra coisa. (...)"
 
O idiota não conhece o trâmite legal para a progressão de carreira nos quadros da polícia civil, é só conhece os "esquemas" ilegais e escandalosos onde autoridades políticas utilizam o que deveria ser julgamento de mérito e conduta como troca de favores e aliciamento, muito parecido com o que fazia seu chefe, enquanto esteve à frente dos órgão de segurança do Estado.
Deu no que deu, chefe de polícia preso, e o ex-secretário, hoje deputado, condenado por formação de quadrilha. Esse é o tipo de "puliça" que povoa o imaginário do encoleirado editor: álvaro comandado pelo "coronel bolinha".
 
As promoções são atos do Poder Executivo, logo o presidente da ALERJ não "promove" ninguém. Há editais públicos, no Diário Oficial (será que o editor do ordinário sabe o que significa?), e os critérios são merecimento e antigüidade, com concorrência por sistema de pontuação definida no estatuto e regimento da corporação.
 
Mas como julga os outros por si mesmo, e nunca fez concurso público nenhum para se sustentar, e vive a adular para conseguir sobreviver, o editor-chefe do pasquim ordinário imagina que tudo se resolva com uma "canetada", ou que não haja outra forma de ascender na profissão que não seja por "apadrinhamento".
 
O trecho que grifamos "(...)Quem nasceu prá “puliça”, não tem jeito não (grifo nosso). (...)" reforça a visão preconceituosa de quem imagina os servidores policiais como condenados por suas escolhas, porque as considera uma vocação menor. Ou porque estamos aqui porque não conseguimos ser outra coisa. Será que deveríamos tentar ser editores de pasquins ou jornalistas de coleira para merecermos alguma deferência?
 
Pensando bem, receber alguma deferência de um óirgão ordinário de comunicação é uma ofensa, e nunca elogio. Que fique assim, enquanto nos ofender, sabemos estar no caminho certo.
 
Felizmente, caro editor-ordinário, alguns nasceram para ser policiais, enquanto outros nasceram para cumprir sua triste sina: Lambe botas, e nas suas palavras, "elameadas" pelo atoleiro das licitações viciadas, das quadrilhas formadas, e do esgoto que escorre das redações domesticadas pelas verbas públicas.


Eu pergunto ao leitor desavisado: Como você recordará, daqui a 20 ou 30 anos, da pessoa que foi editor-chefe do pasquim ordinário? Que lugar na História estaria reservado a um tipo desses?

Era melhor ter ficado como "presidente" de clube de praia para adular e divertir a elite decadente dessa cidade.

Pobre criatura.

Essa maldita gente diferenciada!

(ATENÇÃO PATETAS DA LAPA, TEXTO DIFICULDADE GRAU 3)

Se há um traço marcante em regiões como a nossa é o ranço ideológico segregacionista, fruto de lugares onde um ciclo de atividade econômica punjante, mas estruturado na escravidão e agora na semi-escravidão, como o setor de açúcar e álcool, que produziu riqueza, mas nunca trouxe-nos prosperidade.

Viés semelhante sempre contaminou alguns setores da elite paulistana, associada a exploração do café.

Logo, os setores periféricos, parasitas socialites e colonistas, jornalistas de coleira, e outros seres abjetos, que orbitam os escombros dessa elite decandente, costumam macaquear os trejeitos dessa gente, que se acha acima do bem e do mal, ou portadora de virtudes associadas a etiqueta, que per si já se revela, etiqueta significa ética pequena, código de comportamento superficial.

Assim, os paulistanos de Higienópolis berraram contra a possibilidade de dividir seu espaço urbano com a "gente diferenciada", como foram classificados todos os "outros" que não comungam o padrão (muitas vezes falido e artificial), ou pelo menos, não imitam-lhes os modos polidos. Transporte público para quê, se os moradores do local prescindem desse equipamento urbano e andam em seus bólidos poluentes e que entopem as ruas como colestorol ruim nas artérias de um coração?

Qual não foi nossa surpresa ao lermos em um blog de coleira (eu já tinha me prometido evitar esses locais infectos), a definição de um ex-sub-secretário de propaganda do governo municipal sobre um deputado da ALERJ.

Na guerra entre iguais, onde todos revelam mais de si mesmos que os outros que pretendem atacar, vejam o que o ex-sub escreveu:


parece que a dentadura está maior que a boca
 
"(...)MATUTO DA REGIÃO DOS LAGOS, COM AQUELA CARA DE AJUDANTE DE OBRA. JÁ CAIU NA REDE. A EMPRESA DELE, VAI TER QUE EXPLICAR ALGUMAS OBRAS, MAS DEIXA QUE O GAROTINHO VAI MOSTRAR DENTRO EM BREVE.(...)"
 

Esse mesmo ex-sub que se referiu, recentemente, a esse policial que vos escreve como "puliça", trazendo uma conotação pejorativa a uma função e a carreira de um servidor que desconhece, ou apenas "conhece" por seus pré-julgamentos.
Carreira inclusive sem as condenações que a ficha corrida do seu "chefe" ostenta.
Não satisfeito com a ode ao preconceito, agora trata de associar a figura do ajudante (servente) de obras a uma condição intelectual inferior, como se inteligência ou sabedoria fossem características exclusivas da educação formal, ou pior, dos habitantes do topo da pirâmide social e nas esferas de poder, onde o ex-sub se pendura não por talento ou por votos, mas pela "puxação de saco".

Afinal, qual é a "cara de ajudante de obras"?

Há um tipo específico, uma definição lombrosiana para enquadrar as profissões a uma espécie de determinismo antropológico? (procurem no google, patetas!)

Será essa "cara" um defeito ou uma "marca" que distingue pessoas?

Eu nem vou comentar a legenda infeliz sobre a dentadura.

Em um país onde esse tipo de prótese é símbolo de tratamento parar pessoas pobres que nunca vão ao dentista,  inclusive nessa "linda planície" que vivemos, embora sejamos o país com maior número proporcional desses profissionais no mundo (outro traço de nosso elitismo criminoso), a frase soa como escárnio a essas pessoas carentes que eles juram amar e defender: ajudantes de obras e com os dentes extraídos pela falta de amparo odontológico, mas que adoram ter com massa de manobra, ou como objeto de piadas infames.

O engraçado é ver o jornalista de coleira desfiar preconceitos contra matutos da região dos lagos, logo ele que serve a um "chefe" vítima de toda sorte de preconceito pelos abestados da zona sul, que os chamam de turma do chuvisco, ou vermes de goiaba.

Como diz o ditado: Boca fechada não entra mosca.

E essa sabedoria não se aprende na escola, nos jantares da casa grande ou em gabinetes das chefias editoriais de pasquins.