quarta-feira, 1 de junho de 2011

A religião não é o ópio, mas uma doença muito pior!

Marx, na sua época e dentro de um contexto específico, revelou os males da dominação ideológica promovida pelas religiões junto aos menos favorecidos.

Hoje, na edição vespertina de um jornal televisivo, eu assisti ao progresso de um paraplégico, em virtude de um incidente, retomar movimentos e cumprindo sua rotina de fisioterapia para recobrar sua mobilidade autônoma, a a partir de tratamento de células-tronco ao qual foi submetido, em hospitais baianos, referências nesse tipo de pesquisa e tratamento.

Lógico que não se trata de um milagre, e nem o caso pode ser considerado como uma cura generalizada, mas o médico entrevistado que o tratamento e evolução são individuais, mas os progressos clínicos do paciente autorizam a manter o otimismo.

De imediato me veio à mente, a tremenda luta política e jurídica que se travou com as hostes obscurantistas religiosas, para que o tratamento com células-tronco não fosse proibido. Venceu o bom senso no STF, pelo menos, nesse caso.

Mais uma vez, a ética e a moral religiosas tentaram se opor ao Estado, e nesse caso, também, ao interesse e bem estar do Homem. 

Claro que todos os religiosos, de todas as denominações têm o direito de defender suas lógicas morais, e viver dentro de seus preceitos, mas há um limite que deve ser claro, e inconteste: o direito dos que escolhem viver fora desses limites, ou seja, quem não acredita ou não professa esses princípios religiosos.

Ora, cabe as religiões vigiarem o comportamento dos seus.

Mas por que sempre desejam que o Estado o faça através da Lei?

Pelo simples fato de que a mensagem religiosa, tão cara a eles, não é suficiente para impor a conduta pretendida. Assim, religiosas fazem tantos abortos quanto as não religiosas, e com certeza, religiosos incapacitados por incidentes ou quaisquer outra causa, se submetem a tratamento com células-tronco, a despeito de qualquer princípio.

Desde tempos imemoriais, então, religiosos determinam ao Estado a tarefa de enquadrara sociedade nos limites da ética que acreditam, sem considerar que uma escolha privada de comportamento não pode ser imposta a todos. Usam a "força" da lei temporal para disseminar dogmas privados.

Felizmente, esses tempos estão mudando.

Salve a pesquisa e o avanço da ciência.

3 comentários:

Anônimo disse...

Pensei que o cara tivesse obtido um milagre e tivesse saído andando sem mais nem menos como fazem por aí nesses templos ditos "evangélicos". Pena que a força policial, tão atenta ao curandeirismo feito a 60 anos atrás por médiuns espíritas, não atue com a mesma veemência no caso dos "pastores" da atualidade.
Os comunistas, mui espertos que eram, viram nessa bobajada toda chamada religião (religare) uma forma de impor suas teorias ridículas e acabou dando certo em alguns países. Graças a Deus, o comunismo ridículo não deu certo por aqui; ficamos apenas com o ridículo das religiões pentelhocostais que se espalham feito câncer nessas plagas.

Anônimo disse...

Uma coisa é certa: Ser religioso não significa ser moral e ético.
O que eu conheço de cristão pilantra não está no gibi.
Vão a igreja todos os domingos rezar e doutrinam o "Deus lhe pague", porque eles mesmos não estão nem aí para os outros.

São verdadeiros hipócritas, demagogos.

Rose David disse...

Dependendo dos caminhos (ou descaminhos), a religião não é mesmo o ópio do povo, e sim o placebo.

Abraços.