quinta-feira, 30 de junho de 2011

Quando brigam as comadres, sabemos as verdades!

Chama a atenção o bate-boca da prefeita com seus parentes e, até então, aliados no meio rural. Desde quando o poder público é obrigado a dar explicações sobre seus atos discricionários?
Ou a lei manda que a prefeitura patrocine eventos privados?

Ora, a melhor forma de fomentar a agropecuária é estabelecer políticas públicas para o setor, com investimento em tecnologia, inovação, assistência e fomento a arranjos produtivos locais, sem favores, incentivos fiscais aleatórios, ou utilização de dinheiro público para enriquecimento de uns em detrimento de outros.

Mas ainda assim, o bafafá pelo dinheiro público, onde são personagens produtores culturais(parentes) e a FRC, o que se destaca é o seguinte:

A prefeita disse que recusou patrocinar o evento pois foi alertada pela zelosa procuradoria que o contrato suscitaria questionamentos dos órgãos fiscalizadores. Ótimo, dizemos todos, afinal, essa é a função da prefeita, ou seja, preservar o interesse público e dizer não ao assalto aos cofres públicos.

No entanto, se considerarmos os anos anteriores, onde a prefeita esteve no cargo, e houve o patrocínio do evento nesse passado recente, o que será que mudou?
Se a modalidade de "contrato" era a mesma, com os mesmos envolvidos, e também já havia sido questionada por blogs, e outros setores da sociedade, o que isso quer dizer? Estávamos certos?
Então a prefeita confessa que o que já fez estava errado, e vai requisitar a devolução do dinheiro, indevidamente alocado nos eventos anteriores?
Uma boa oportunidade para os órgãos fiscalizadores, MP/RJ e TCE (não vale a Câmara, porque a Câmara não existe)requisitarem os contratos dos anos anteriores, juntar com a declaração atual da prefeita, e promoverem a apuração sobre os fatos.

Lembremos e repetimos: Foi a própria prefeita que levantou suspeitas sobre a impropriedade do uso do dinheiro público na Exposição.


NOTA RELEVANTE: Eis as palavras da prefeita na edição eletrônica do pasquim para-oficial:


Todos os anos a prefeitura apóia o evento. Considero a exposição um evento importante para a cidade, bem como a agricultura e a pecuária como atividades também de grande tradição na região, mas não posso repassar uma verba pública em razão desse grau de parentesco com um dos promotores da exposição”, explicou Rosinha

3 comentários:

Anônimo disse...

Já que a prefeita está querendo moralizar, deveria começar explicar sobre o carro que estava com seu filho na hora do acidente,quem é amigo de seu filho,o menino é igual ao pai, mentiroso, aquele carro sempre estava com ele, vamos prefeita moralize.

Anônimo disse...

Amigo, gosto muito do seu blog, mas acho que vc deveria fazer manchetes mais claras sobre o assunto do post. abraços!

douglas da mata disse...

Caro comentarista das 16:47,

Não há como moralizar algo que é, em sua natureza, imoral.

Daí que o carro do amigo do filho, ou o a briga da tia com sobrinho são "bijuterias" frente a descarada utilização do dinheiro público para favorecer negócios privados.
O problema, então, é a terceirização imoral das ambulâncias, ou o uso de dinheiro público para patrocinar eventos artístico-culturais privados.

Eu li seu comentário em outros blogs, em tom de revolta com a atitude da prefeita, como sinal claro de desconforto que a ruptura do patrocínio deve ter lhe causado ou a seus amigos.

Esse é o tom das comadres que brigam e nos revelam as verdades dos seus segredos, caro comentarista das 16:55.

Um ditado antigo, que remete ao fato de que os podres(verdades) do poder só são revelados quando os poderosos(comadres) brigam.

Um abraço.