terça-feira, 7 de junho de 2011

O Peru se levanta!

É nojento assistir a cobertura das organizações globo sobre o que quer que seja. Ontem, por descuido, deixei a TV no jornal do pitbonner, e tive o desprazer de presenciar o mais descarado cinismo, travestido de informação relevante.

O roteiro no Peru, país que acaba de eleger Ollanta Humala seu presidente, segue o mesmo ritmo de outros cenários, como no Brasil, que experimentou o terrorismo de mercado(expressão do deputado-blogueiro Brizola Neto), em 2002, às vésperas da posse de Lula, como forma de "enquadrar" a agenda política vencedora nos sacrossantos interesses dos financistas.

Não custa lembrar que o modelo de desenvolvimento peruano, do tipo que a ortodoxia clássica adora, com riqueza concentrada nas mãos de poucos, foi rejeitado nas urnas.

Mas os bancos e seus jornalistas de coleira não desistem.

Assim, a "bolsa peruana" despencou.

A matéria de délis ortiz, a miriam leitão fast food, é um primor: Destaca o pânico provocado pela vitória do esquerdistas nos investidores (ou será parasitas?), para depois tascar: "Não há muito espaço para aventuras na economia".

Ora, então por que o pânico, senão para chantagear o poder político que emana das urnas?

Esse é o modelo de democracia e liberdade de imprensa propagado pela vênus platinada.


Para quem já esqueceu, não custa lembrar o que o mercado e seus sacerdotes fizeram ao mundo desde 2008.

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