segunda-feira, 13 de junho de 2011

Nos sertões da planície!

Não tem carne, não sinhô. Só tem seca.

Aqui,
Feijão do baião
Num encontra o arroz
Num dá nem pr'o um
Quanto mais pr'á dois..
Água é de brejo.
Banho é de chuva.
Esperança adoece antes
Para morrer anjinha
Logo depois.

Lá de cima do palanque
Fala os homi engravatado
O povo tudo com os zóio vidrado.

Ouvindo o xocaio da serpente
Num dá conta dique quando mordi
A cobra encanta a gente.

Enquanto o povo tá iludido
Mocinho vira bandido
Pastor vira pagão.

Fartura só de pobreza
Enquanto a tar de riqueza
Fica só nos borso dos patrão.

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