domingo, 26 de junho de 2011

Eis alguns dados para o debate.

De acordo com os usineiros e seus antigos e novos parceiros, são milhares e milhares de empregos que estão em risco.

Pois bem, esses são os endereços do Ministério do Trabalho, que para POLÍTICAS OFICIAIS são os que contam, ou vamos defender a empregos informais e degradantes? Claro que não, essa atividade já abandonou essa prática desde 1888. Os autos de infração e as investigações da PF sobre o tema(trabalho escravo)são invencionices de inimigos do setor, e dos que "odeiam" a cidade.

Bom, aqui está o endereço para a visualização do empregos formais:


Página inicial dos dados de emprego por município.

Dados sobre empregos formais na agricultura entre maio de 2010 e novembro de 2010(período da última safra)


Dados específicos sobre trabalhadores na cana-de-açúcar no periodo, com filtro: 20 setores que mais admitiram.

Bom, independente do filtro que você utilizar, vai poder conferir que a atividade não gera mais que 2000 empregos por safra. Desses, ainda que TODOS estejam ligados à lavoura, não é possível saber se são trabalhadores campistas ou "importados" de outros estados.

De todo modo, se há outros milhares de trabalhadores, esses são clandestinos, e estão à margem de qualquer direito ou proteção social que deveria estar à cargo de seus empregadores. Resultado? O ônus de cuidar desse pessoal, quando estão sem trabalho ou acidentados, ou inutilizados permanentemente, é do TODO do poder público.

Enquanto trabalham para os coronéis dos engenhos, que ganham dinheiro público dos coronéis da usina sem chaminé(pmcg), os trabalhadores (se é que existem) e seus vínculos precários mantém o lucro de usineiros e comerciantes, mas deixam o prejuízo para todos nós.
Logo, ainda que a atividade gere alguma receita tributária (nem vamos considerar a hipótese de sonegação que é investigada na maior unidade industrial do setor), esse crédito fiscal se dilui com os impactos gerados pela atividade:

Diretos(precariedade dos vínculos trabalhistas, atendimento a acidentes, etc) e indiretos (ambientais/queimadas com aumento das doenças relacionadas, danos estruturais nas ruas e vias/incidentes de trânsito, sujeira das ruas com a cana que os caminhões derramam etc).

Uma cadeia produtiva predatória que, se mantida como está, só vai aprofundar a desigualdade e pobreza dessa rica região que continua a ostentar índices de desenvolvimento humanos correspondentes a cidades muito mais pobres.

Estão aí alguns dos motivos. Alimentamos atividades econômicas que aumentam o prejuízo social e humano da cidade.

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