segunda-feira, 13 de junho de 2011

Debate interessante!

A TV pública britânica, a BBC, exibe hoje um documentário que é alvo de intensa polêmica no Reino Unido. O programa mostrará o suicídio assistido de um empresário em uma clínica suíça, onde tal prática é permitida.

Os que acompanham mais de perto a polêmica enxergarão um dilema importante, para além das questões ético-religiosas que orientam a legislação na Inglaterra, que pune tais procedimentos com 14 anos de prisão: Trata-se dos limites da liberdade de expressão e, nesse caso, da liberdade de imprensa.

É claro que a BBC, ou os produtores do programa, não são isentos, e ao exibirem a peça procuram estimular uma discussão e angariar apoio para a causa.

Mas o que chamou minha atenção no texto da reportagem no El País foi o singelo argumento das organizações contrárias ao suicídio assistido, que acusam a rede britânica de fazer "propaganda" da prática, legalizada na Suíça.

Impossível não relacionar com os últimos episódios que envolveram o chamado kit anti-homofobia, banido pelos homofóbicos das escolas públicas:
O melhor argumento que eles(os homofóbicos daqui, e os anti-suicídio de lá) têm para qualquer debate é censurar o tema, ainda que, como sabemos todos, seja inútil polemizar em torno das escolhas pessoais de cada um, sejam sexuais ou sejam do momento que querem morrer, pois sua vida já se tornou um fardo impossível de carregar.
Em outras palavras: Não se induz ou se faz propaganda de escolha sexual, nem muito menos um doente terminal irreversível escolhe morrer como decide comprar um carro, ou uma viagem.

A melhor forma que esses setores conservadores encontram para impor suas posições é com a interdição da discussão.

Pelo jeito, isso não é um "cacoete" só nosso.

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