quinta-feira, 30 de junho de 2011

Campos dos Goytacazes e SJB: Quando duas coisas opostas significam a mesma coisa.

Às vésperas do recesso parlamentar de meio de ano, o presidente da Câmara(?) da nossa cidade comemorou o clima de paz que reina na casa que preside. Fez alusão irônica, é claro, ao clima belicoso da Câmara do município vizinho, SJB, onde um entrave institucional paralisa os trabalhos naquele parlamento.

Não há o que se comemorar, nem aqui, muito menos lá.

A natureza do conflito sanjoanense, e da ausência de conflito aqui é uma fratura irreversível entre os poderes, que devem andar de forma independente, mas nunca separados. Há um fosso intransponível entre Executivo e Legislativo nessas duas cidades, embora a maioria daqui goste de sugerir que tudo vai bem. Não, não vai.
A obediência e subserviência patética da base governista aos descalabros governamentais torna a Câmara local um item dispensável e caro aos cofres públicos.

Tanto lá como cá, a ausência de transparência das contas públicas executadas pelo poder executivo é o centro dos estados de ânimo. Aqui o silêncio, lá o protesto.

Não é à toa que os grupos antagônicos representam a fração da disputa estadual da hegemonia política, e negam em uma cidade o que reivindicam em outra, ou seja, acesso a informações sobre a execução orçamentária, projetos e programas de governo.

Nas duas casas legislativas, portanto, inexiste condições de que vereadores cumpram seu papel constitucional. Por motivos diferentes, é verdade.

Mas não deixa de ser incoerente que o grupo da prefeita e seu deputado-marido-prefeito incentive na casa vizinha o que faz questão de calar por aqui.
No entanto, coerência não é  forte de quem cultiva relações políticas baseadas em idolatria e culto irracional a personalidade.
Geralmente, ficam reféns da imagem que fazem de si mesmos, a ponto de acreditar nela.

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