segunda-feira, 30 de maio de 2011

Vocês sabem com quem estão falando?

Desde a semana passada, é notório o clima triunfalista dos meios de comunicação e seus jornalistas e blogueiros de coleira.

Afinal, o governador voltou a se comportar como era esperado: Cedeu a chantagem da classe média e das elites, e colocou o aparato fiscalizador (chamado de "truculento", injusto, "caçadas", etc, aliás, como sempre acontece nos casos onde os "de cima" são flagrados no cometimento de crimes) dentro "dos limites".

Lembram de Sivaldo Abílio? Pois é. Um pobre e educado velhinho, que só cometeu um deslize (de 40 milhões de reais, aproximadamente).

Que se diga:
Tratamento justo e humano é dever de todo aparato persecutório do Estado, assim como a ampla defesa e pleno contraditório para com todos os cidadãos, de qualquer classe social.
Cuidado esse que deveria ser estendido aos corredores das redações, mas que, ao contrário e como de costume, servem-se dos crimes praticados por pobres para vender jornal e alimentar o voyeurismo hipócrita dos "acima de quaisquer suspeitas".
Talvez seja uma receita aprendida nos bancos das faculdades de jornalismo:
Quando é rico a preservação, quando é pobre a execração.

Se a justiça e direitos humanos são apenas para os "humanos ricos", como não perceber aí a injustiça?

Agora, tudo voltou ao "normal", e os mercenários de redação e seus donos festejam o fato de que o "caçador" mudou o alvo, e passou a perseguir os devedores de IPVA.

Ahhh, ótimo então, isso sim...

O que não dizem os porcalistas é que o efeito da ação dos motoristas campixabas e os devedores de IPVA, cujos carros são licenciados no RJ, é o mesmo, ou seja: O não recolhimento do tributo aos cofres públicos.

No entanto, no caso dos capixabas há um outro dado que os porcalistas não anunciam, por óbvia solidariedade de "classe":
Na maioria das vezes, os motoristas campixabas FRAUDAM os documentos públicos e declaram FALSOS endereços para pagarem seus tributos em outro Estado. Em uma escala de valores, há de se considerar que fraudar um documento público é muito mais grave que deixar de pagar um tributo, o que aliás, a própria lei considera.

Ué, então onde está o interesse em "proteger" uns e incentivar a repressão a outros, se o resultado é o mesmo, e a conduta dos protegées é até mais grave?

Simples: a maioria esmagadora dos sonegadores campixabas possui carros caríssimos, alguns até importados, o que denota pertencerem a classe social predileta dos jornalistas de coleira. Aqueles que enchem suas colônias sociais. 
Já os motoristas devedores de IPVA com carros do RJ, geralmente, trafegam carros baratos, são gente "diferenciada"(no linguajar classista de SP para definir pobre), e que no fim das contas, atrapalham os motoristas campixabas e seus possantes carrões, que aliás, são grandes e precisam do precioso espaço das ruas, ocupados pelas calhambeques dos pobres com IPVA atrasado.

Novamente é bom repetir em ALTO e BOM SOM: Tanto uns(devedores de IPVA) como outros(motoristas campixabas) merecem ter seu carros recolhidos.

Porém, do jeito que está, o Estado como sempre mostra sua face: Seu rigor é seletivo. A lei vale menos para uns que para outros.
Afinal, nessa cidade um dos maiores sonegadores da História, o mágico chebabe (que "sumiu" de um prédio altíssimo, onde "tudo" estava cercado) ainda é nome de avenida, e inspira a saudade do jet-set.



Nota explicativa.
Para alguns que continuam a falar, sem qualquer embasamento: 
É claro que todo abuso ou constrição ilegal de um direito ou patrimônio é passível de reparação pelo Estado, mas há que se dizer que as autoridades fiscais e policiais não só podem, como DEVEM recolher bens sobre os quais pesem a FUNDADA SUSPEITA de que sejam fruto de crimes ou sua regularidade administrativa (IPVA e o CRLV) sejam resultado de uma fraude fiscal. 
O ônus da persecução estatal, ainda que manu militari, é de toda a sociedade e deveria ser a garantia a todos (e não só para alguns)de que a lei é erga omnis.
Considerar a exceção (o abuso, o desvio de conduta e de objeto) como regra é constranger o Estado e seu aparato para selecionar aqueles que devem prestar contas.

4 comentários:

Anônimo disse...

Mas um caso de dengue c morte em Campos. Foi a professora Margaret q trabalhava em Morro do Coco.

douglas da mata disse...

Mais um caso de comentário fora do tema do post. Será uma epidemia também?

Anônimo disse...

Por que não se candidata a governador?

douglas da mata disse...

Engraçado, se há um debate sobre qualquer tema, e há interesses sob ameaça, principalmente da elite e da classe mé(r)dia, lá vem aquele tipo de comentário infame que pretende dizer que a crítica só tem relevância se o interlocutor tiver votos, ou outra referência que esses idiotas julguem importante.

Como se o cidadão comum não tivesse o direito de reclamar ou discutir o que a mídia e os governantes nos empurram goela abaixo.

Que tipo de gente é essa?

Ora, é o tipo de gente que sustenta com sua passividade, ou sua imbecilidade, esse establishment.

Bom, mas respondendo sua pergunta, no mesmo nível da idiotice de quem perguntou, eu respondo:

Não me candidato porque a sua mãe não arrecadou o suficiente no bordel para bancar minha candidatura.

Um abraço.