domingo, 22 de maio de 2011

Vigiar ou punir?

Foucault dizia que a história da manicominização da doença mental, ou institucionalização da loucura, é resultado da visão ideológica da sociedade que expressa poder pelo encarceramento e pela classificação de comportamentos, mediados sempre por um corte claro de classe. 
Bom, isso é mais ou menos o que entendi das "orelhas" dos livros que não li (hoje com a wikipedia, qualquer parvo como eu posa de intelectual).

Esse é um traço cultural clássico ocidental, que sempre se reflete em discursos de diferentes instâncias, e que de certa forma, impregnou a fala de alguns jornalistas, sem que eles se dessem conta.
O problema é que esses discursos, dirigidos aos outros, falam muito mais deles mesmos, que aos quais os discursos se dirigem. 

No caso de nosso imprensa local, Foucault diria que é melhor vigiar e punir.

Vamos unir minha psquiatria-de-botequim, como pseudointelectualismo de blogosfera:

O mitômano é um quadro definido pela psquiatria, dentre os variados diagnósticos de psicopatologia, como o que não apenas tem a compulsão incontrolável pela mentira, mas além disso, ele vive na realidade paralela que criou para si.
Psicopata não tem culpa, mas compreende as conseqüências dos seus atos.
É esse detalhe fundamental que assemelha alguns jornalistas de nossa região com esses doentes mentais. Nossos jornalistas praticam todos os atos próprios aos mitômanos, fazem em benefício próprio da supervalorização de seu ego, em detrimento a tudo mais, e como os psicopatas, eles entendem claramente as conseqüências dos seus atos, e as ignoram e não sentem culpa.

Nossos mercenários de redação, portanto, não apenas vivem em outra realidade, eles vivem (tiram seu sustento) de inventar essa realidade.

 Só isso explica o festival "criminoso" de desinformação e manipulação praticado por alguns mercenários de redação, acerca do conflito entre poder Executivo e Legislativo em SJB.
É claro que não há bandidos e mocinhas nessa história, como querem nos fazer crer. Há interesses. E para julgar os fatos que resultam da movimentação desses interesses, é bom se perguntar: Quem defende o interesse público? Quem pretende uma suplementação parlamentar, que funciona como um "cheque em branco orçamentário" sem prestar as informações necessárias para afastar o risco de mau uso do dinheiro público, ou que exige que essas providências sejam cumpridas, em atentimendo aos princípios constitucionais que devem reger a administração dos recursos públicos? Quem está de quatro frente ao poder econômico e suas demandas, e quem está tentando limitar esses interesses poderosos e encontrar um ponto de inflexão com o interesse das classe menos afortunadas?

Por que essas perguntas nunca são respondidas, ou pior, nunca sequer são feitas? Por que confundir investimento econômico de escala bancado pelo dinheiro público com desenvolvimento social? A quem interessa essa confusão?

Essa postura só pode ser explicada pelo altíssimo valor orçamentário(12 milhões) destinado a comunicação social naquele município(e mais 3 milhões que seriam acrescidos na suplementação), quando se sabe que a mídia em SJB conta com pouquíssimos veículos, e de alcance limitado, conforme explicou o vereador Gerson Crispim, presidente da Casa, em entrevista ao blog.

Pode ser que os vereadores estejam criando embaraços ao poder Executivo? Claro, mas esse é o papel da oposição no jogo democrático, e mais, há de se perguntar apenas se esse embaraço é legal (do ponto de vista jurídico) e legítimo (do ponto de vista político). Então, defender o direito da Câmara de fiscalizar as ações do Executivo e dar transparência sobre essas ações é extremamente positivo, ainda que as intenções dos vereadores de oposição sejam questionáveis, o que não se provou até agora, assim como não se provou o que motivou a mudança de lado de um dos próceres da oposição, agora incensado como um político de "visão".

Ora, pelo argumento dos mercenários de redação, os vereadores da oposição estariam a criar dificuldades para vender facilidades, então cabe a pergunta: Esse julgamento se aplica ao cristão-novo (ou será filho pródigo), que ficou conhecido na cidade como vira-casaca, ou pior, alexandre, o pequeno?

Ou seja, os vereadores da oposição podem até mudar de lado, e trairem suas consciências (ou vendê-las, se restar provado), mas enquanto isso não acontecer, seu comportamento só ajuda a democracia sanjoanense, que deveria servir de exemplo aos vereadores da casa de telhado de vidro campista, como aliás, alguns jornalistas-mercenários reclamavam até bem pouco tempo, antes, é claro, do grande acerto que transformou nossa imprensa em uma "milagrosa" esfera do pensamento único.

Assim, nossos jornalistas podem até mentir, mas nunca poderão ser considerados loucos, não ser um por um rico detalhe: Eles não são inclinados a rasgar dinheiro, muito pelo contrário...

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