quinta-feira, 19 de maio de 2011

Quando a engenharia se transforma em "cosmética".

Os leitores do blog já sabem que esse blogueiro sofreu um incidente de carro, e desde então, em virtude dos danos materiais no veículo, passei a utilizar as pernas e o transporte público.

Pude experimentar a "nova" rodoviária "velha", que permaneceu em obras, e foi recentemente entregue a população, após reformas. Desnecessário dizer que a intervenção custou caríssimo, e levou meses para ficar pronta.

Bom, e os resultados?
Dessa vez não foi ninguém que me disse, eu estive lá:
A Rodoviária Roberto Silveira continua quase a mesma coisa que antes.
Assentos para a espera de ônibus que oferecem perigo a integridade, alguns quebrados. Inexistência de qualquer sistema de informações sonora ou visual, enfim, se orientar na rodoviária é uma lástima.

Diante de tanto desleixo, não tive coragem de me aventurar a ir ao banheiro.

Telefones públicos escassos, e motoristas piratas gritando aos quatro ventos: "Macaé, Rio de Janeiro, Niterói, etc".

Olhei de forma mais detalhada e pude perceber o "arremate" da pintura do teto e paredes, que parecem ter sido pintadas por alguma criança de três anos.

O piso sugere sujeira.

Logo em frente, as obras de maquiagem do valão, ou seria o rio de côco, que ganhou uma muretinha, alguns blocos coloridos, reentrâncias, e voilá!

O cenário não poderia ser mais completo. Urbanismo é isso aí.

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